Opinião

A Imprensa Açoriana E a Candidatura do Partido

A Imprensa Açoriana
E a Candidatura do Partido

Num arquipélago com nove ilhas habitadas – Santa Maria, São Miguel, Terceira, Graciosa, São Jorge, Pico, Faial, Flores e Corvo – dispostas ao longo de um eixo de 640 kms de comprimento, orientado entre o Corvo, a noroeste, e Santa Maria, a sueste, há uma abundante imprensa diária com suporte hertziano (rádio), digital (internete) e em papel, que inclui o Açoriano Oriental, fundado em 1835, e que é o mais antigo jornal diário Português.

Muitos desses órgãos de comunicação social têm trazido notícias do programa político do nosso Partido, o que acontece pela primeira vez nos últimos trinta anos.

É curioso verificar que Garcia Pereira e o seu grupelho de provocadores anticomunistas e antipartido escreveram à imprensa regional açoriana a pedir-lhe que não noticiassem as actividades do Partido, alegando ipsis verbis: “o MRPP acabou no dia 6 de Outubro de 2015 com o assalto do ditador Arnaldo Matos ao Partido.”

Esta manobra provocatória do grupelho anticomunista e antimarxista do Garcia Pereira teve como consequência uma cobertura da imprensa às actividades políticas do PCTP/MRPP, ao invés do que previam os provocadores.

A título de exemplo vão aqui indicados três órgãos de imprensa para consulta dos nossos leitores:

Açoriano Oriental, 09.09.2016

Açoriano Oriental, 25.09.2016

Rádio Atlântida, 30.09.2016

Jornal Açores 9, 09.09.2016

Jornal Açores 9, 25.09.2016

Açoriano Oriental, 10.10.2016

07.10.2016

Arnaldo Matos

 

 

 

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Ouve o Partido nas Rádios dos Açores

Ouve o Partido nas Rádios dos Açores

Os tempos de Antena do Partido nas diversas rádios regionais e locais dos Açores podem ser ouvidos em Portugal, através do jornal Luta Popular Online. Basta clicar

Tempos de antena do Partido nas Rádios dos Açores

 

Programa           Data da 1ª Emissão         Rádios Locais

1º Programa         02.10.2016                            Graciosa / Terceira / Pico / Faial

Repete na RDP e nas restantes rádios locais

 

2º Programa        03.10.2016                       Graciosa / São Jorge / Terceira / Faial

Repete na RDP e nas restantes rádios locais

 

3º Programa        06.10.2016                            Graciosa / São Miguel / São Jorge / Faial / Santa Maria

Repete na RDP e nas restantes rádios locais

 

4º Programa        07.10.2016                            Graciosa / Terceira / Santa Maria

Repete na RDP e nas restantes rádios locais

 

5º Programa        08.10.2016                            São Jorge / Terceira  

Repete na RDP e nas restantes rádios locais

 

6º Programa        10.10.2016                            Santa Maria

Repete na RDP e nas restantes rádios locais

Programas já emitidos.

05.10.2016

Ana Cristina

Vê o Partido na TVAçores!

Vê o Partido na TVAçores!

Os tempos de Antena do Partido na TV dos Açores podem ser vistos também na Madeira, em Portugal continental e no estrangeiro, tanto na RTP em sinal aberto, na emissão TVAçores, como na RTP África, na RTP Internacional e na televisão por cabo, onde a RTP Açores tem também canal próprio: na NOS, posição 189; na MEO posição 202; na Vodafone, posição 202.

Tempos de antena do Partido na TVAçores

Data de Emissão / Hora de Emissão / Ordem de Entrada

02.10.2016                 20H40M                  9º Programa

04.10.2016                 20H40M                  4º Programa

07.10.2016                 20H40M                  1º Programa

08.10.2016                 20H40M                  1º Programa

09.10.2016                 20H40M                  7º Programa

10.10.2016                  20H40M                  3º Programa

13.10.2016                  20H40M                  9º Programa

14.10.2016                  20H40M                  8º Programa

O nosso técnico, camarada P. M., está a envidar esforços para colocar ao alcance dos nossos leitores os tempos de antena televisivos do Partido, logo após a sua emissão completa na TVAçores, bastando clicar no vermelho.

Programas já emitidos.

03.10.2016

Arnaldo Matos

O Camarada Pedro Vultão Ou a Valentia de um Comunista Açoriano

A Luta Política Eleitoral nos Açores

O Camarada Pedro Vultão

Ou a Valentia de um Comunista Açoriano

 

O camarada Pedro Miguel Machado Vultão, de 57 anos de idade, operário soldador na fábrica de produção de açúcar Sinaga, em Ponta Delgada, terceiro candidato da Lista eleitoral do Partido na ilha de São Miguel, resolveu enfrentar as proibições do dono da fábrica, o governo regional do pseudo-socialista Vasco Cordeiro, e pôs-se à porta da fábrica para ser filmado num tempo de antena para a RTP local, proferindo um apaixonado discurso em defesa dos operários da Sinaga.

Obedecendo às ordens dos administradores, lacaios do governo, os operários da Sinaga foram obrigados a sair do campo da objectiva do filme e um pequeno grupo de social-fascistas, com autocolantes do PCP/APU, pôs-se à porta do café mais próximo a insultar e apupar o camarada Vultão, um dos mais antigos operários da Sinaga.

O camarada Vultão, revelando um autodomínio notável, manteve-se até ao fim imperturbável no seu discurso de defesa dos operários da Sinaga, indiferente aos cobardes ataques pessoais dos social-fascistas do PCP, cumprindo a sua tarefa política no local que tinha escolhido para falar: à porta da Sinaga.

Vultão mostrou a toda a gente, aos operários da Sinaga e aos social-fascistas do PCP como se comporta um verdadeiro e valente comunista açoriano.

Força, camarada! Um afectuoso abraço para ti.

04.10.2016

Arnaldo Matos

Obrigado!

Obrigado!

A campanha de fundos para apoio às tarefas do Partido nas eleições legislativas dos Açores continua.

Na primeira semana, entre o dia 21 de Setembro, quando tornámos público o número da conta de transferência das doações, e o dia 29 do mesmo mês, foram depositados na conta a quantia de 3 673 euros, que muito agradecemos.

Esta verba ajuda, mas não chega para as despesas de uma campanha que se processa em nove ilhas, com deslocações de avião e de barco entre elas.

Pedimos a todos os nossos leitores, camaradas, simpatizantes e amigos, que, na medida das suas possibilidades, continuem a ajudar o Partido e os camaradas dos Açores.

Obrigado!

03.10.2016

Arnaldo Matos

 

 

 

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Entrevista de Ana Címbron à Rádio Pico, da Madalena, na Ilha do Pico

De Ana Címbron

à Rádio Pico, da Madalena, na Ilha do Pico

 

Ana Isabel Vieira Címbron, empregada de balcão, de 33 anos de idade, mãe de dois filhos, natural de São José, em Ponta Delgada, e residente há mais de vinte anos na vila da Madalena, na Ilha do Pico, é membro e mandatária da lista do PCTP/MRPP na ilha do Pico.

 

Entrevista

 

1. Porque é que decidiu candidatar-se pelo Pico?

Bom dia Senhoras e Senhores ouvintes da Rádio Pico!

Bom dia Picuenses! Bom dia picarotos e picarotas!

Porque o Pico precisa de todos nós!

É verdade que nasci em São José, Ponta Delgada, mas vivo, estudei e trabalho no Pico há vinte anos. Tive aqui os meus pequenos: o Carlos Simão, agora de 16 anos, e a Ana Sofia, agora com 11 anos. Sou para todos os efeitos uma picarota…

Ora, o Pico, que é a segunda maior e uma das mais belas ilhas dos Açores – senão mesmo a mais bonita -, tem estado a perder continuamente população. Já só somos 14 144 os habitantes do Pico.

Qualquer dia é mais difícil encontrar um picaroto do que um priolo.

Esta desertificação da ilha do Pico é uma consequência da política errada dos governos do PSD e do PS durante os últimos quarenta anos de autonomia. Essa política tem beneficiado as classes ricas de São Miguel e da Terceira, e prejudicando as outras ilhas dos Açores, nomeadamente o Pico.

Resolvi aceitar ser candidata e mandatária pela lista do Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses (PCTP/MRPP), o partido do Arnaldo Matos, porque é o partido político que apresenta o melhor programa político eleitoral para toda a Região Autónoma dos Açores e para a ilha do Pico em especial.

Achei extraordinário que o programa do PCTP/MRPP exija:

  • A extinção do cargo e das funções de representante da República nos Açores.
  • A criação de uma Guarda Autonómica, formada por 250 homens e mulheres nascidos e residentes nos Açores, sem armas de fogo mas com armas de defesa pessoal, para substituírem a PSP e a GNR em todas as actividades policiais na nossa Região.
  • E sabe? Foram eles, os dirigentes do PCTP/MRPP, que alertaram pela primeira vez os açorianos para o facto de que a União Europeia se preparava para tomar conta dos mares e dos fundos marinhos dos Açores, e que nos informaram que os governos de Carlos César e Vasco Cordeiro, mais os governos centrais de Passos Coelho/Portas e de António Costa, entregaram aos alemães os nossos mares e os nossos fundos marinhos, sem nenhuma contrapartida para os portugueses, incluindo sobretudo para os açorianos.

Foram também eles que esclareceram os açorianos de que, dentro de dias, uma empresa canadiana de nome Nautilus Minerals Azores viria encetar a pesquisa dos minerais nos fundos marinhos dos Açores.

Ora, só o Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses – cuja lista ocupará o 3º lugar no Boletim de voto do Pico – chamou a nossa atenção para estes problemas tão importantes da Região.

Sabe que na exploração dos fundos marinhos dos Açores – projecto Atlântico Azul – a Universidade dos Açores foi excluída do conjunto de Universidades que vão seguir os trabalhos da Nautilus Minerals Azores?!...

Pois é, os militantes e os simpatizantes do PCTP/MRPP andaram por todas as ilhas dos Açores a dizer estas verdades e obtiveram um grande sucesso.

Nós merecemos que voteis em nós.

Votem no Terceiro! No Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses (PCTP/MRPP).

 

2. Quais as vossas propostas para a Ilha do Pico?

Pois é! Se para a Região Autónoma dos Açores temos excelentes propostas, para a ilha do Pico ainda são melhores.

Nós achamos que a ilha do Pico deveria ser dirigida por um Conselho Político de Ilha, eleito pela população residente no Pico, com mais de 16 anos de idade, e que decidisse do nosso futuro. O governo regional deveria coordenar os Concelhos de Ilha, e todas as ilhas teriam uma política de desenvolvimento económico, social, demográfico e cultural em igualdade entre elas.

 

1. O Pico não tem, mas precisa de um Hospital.

Os governos regionais que temos tido estão sempre a dizer que os Açores não podem ter um hospital em cada ilha. Mas aí é que eles se enganam: os Açores podem e devem ter um hospital em cada ilha. No continente português, cada concelho tem um hospital, como Chaves, Abrantes, Viana do Castelo, etc. Porque é que cada ilha dos Açores não há-de ter também o seu hospital próprio?

Compreende-se que para toda a Região Autónoma dos Açores haja um ou dois grandes hospitais: um no grupo central e outro no grupo oriental, capaz de resolverem todos os problemas de medicina e cirurgia que porventura se viessem a deparar.

E não há razão nenhuma para que o grande hospital a construir no grupo central não seja construído no Pico, a segunda maior ilha do arquipélago.

Mas mesmo um ou dois grandes hospitais não dispensariam a construção de outros hospitais – pequenos embora – nas outras ilhas, mediante um plano a executar ao longo do tempo.

O governo regional inaugurou há pouco tempo uma unidade de saúde insular no Pico, mas a unidade já não funciona, obrigando os picuenses a irem tratar-se à cidade da Horta, do outro lado do canal, sujeitando-se às intempéries, aos ventos e às chuvas e a ficarem retidos no Faial, sem casa, habitação ou instalação para o efeito.

A exigência de um hospital, muito embora pequeno, mas com competência para acorrer às questões médicas e cirúrgicas mais comuns, é uma questão estratégica vital para o desenvolvimento turístico futuro da ilha do Pico, pois ninguém irá passar férias para uma ilha que nem um posto de atendimento médico possui.

 

2. A lista da candidatura de que faço parte – a terceira do boletim de voto na ilha do pico – exige que o governo regional, o governo da república e as instituições europeias mantenham os apoios que tem estado a conceder à agricultura, à agropecuária e aos lacticínios do Pico.

Assim como entendemos que deve merecer apoio o agricultor de produtos hortícolas, fruta e cereais, a que se dedica uma parte dos agricultores picuenses, e que devia ser estimulado pelo governo central pela contribuição que essa agricultura faculta à diminuição das importações de produtos alimentares.

Chamamos a atenção para que o Queijo do Pico, com denominação de origem protegida (DOP), deve ser defendido pelos governos regional e central, pois tal queijo pura e simplesmente desaparecerá do mercado, se o TTIP (sigla inglesa pela qual é conhecido na Europa o tratado de comércio entre os Estados Unidos da América e a União Europeia) vier a ser assinado pelo governo português.

 

3. A nossa lista do Pico apresenta um vasto e completo programa para os pescadores picuenses, que inclui a proibição de pescar nas águas açorianas a todas as embarcações que não estejam registadas na Região; a firme negociação das quotas de pesca junto dos ladrões da união europeia; a contínua fiscalização dos mares açorianos pela marinha de guerra e pela força aérea; o pagamento imediato pela Lotaçor do pescado vendido em lota; o contrato de trabalho para os pescadores; e a construção de uma Escola de Pesca.

 

4. Também exigimos que a Universidade dos Açores estabeleça um Pólo Universitário na ilha do Pico.

 

5. E combatemos o isolamento a que está votada a ilha pela Sata, a transportadora aérea regional, que precisa de uma nova estrutura aéro-portuária, capaz de receber com inteira segurança as modernas aeronaves do tipo dos Airbus 320, 321 e de ligar a ilha do Pico a todas as ilhas açorianas, aos arquipélagos da Madeira, das Canárias, de Cabo Verde e a Portugal Continental.

 

6. O turismo

A ilha do Pico reúne condições privilegiadas para se constituir num dos principais focos de desenvolvimento da indústria turística açoriana. O seu riquíssimo património paisagístico, geológico, vitivinícola, agropecuário, histórico e cultural poderá transformar a nossa ilha na única capaz de competir, em igualdade de circunstâncias de base, com a ilha de São Miguel.

 

7. A minha lista pretende para o Pico um sistema de comunicações moderno, base fundamental do seu envolvimento futuro: um sistema de comunicações por fibra óptica para televisão, telefone, internete e demais comunicação digital.

Como vê, queremos – e estaremos disposto a lutar por isso daqui para a frente – o desenvolvimento económico e o progresso cultural e social da ilha do Pico.

Por isso, pedimos o vosso voto no Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses (PCTP/MRPP), o 3º no boletim de voto do Pico.

 

3. Qual o apelo ou mensagem que fazes aos eleitores?

Que votem! Que não fiquem em casa! Mas que votem na minha lista, na lista de que sou mandatária, na lista do Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses – PCTP/MRPP. No Pico, votem no Terceiro! A minha lista defende os interesses e direitos da Região Autónoma dos Açores e os interesses e direitos dos picuenses, do povo da ilha do Pico!

E sabem que mais? Fora com o representante da República!

 

Pico, Madalena, 20.09.2016

Ana Isabel Vieira Címbron


 

 

 

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Entrevista de Ludovina Gomes ao Jornal Diário Insular, de Angra do Heroísmo, na Ilha Terceira

De Ludovina Gomes

ao Jornal Diário Insular, de Angra do Heroísmo, na Ilha Terceira

 

Ludovina de Lurdes Correia da Silva Gomes, dona de casa, casada, de 63 anos de idade, mãe de uma filha, natural de Guadalupe, Santa Cruz da Graciosa, e residente na Praia da Vitória, na ilha Terceira, há sessenta anos, é a primeira candidata da lista do Partido pela Terceira, lista que ocupa o 1º lugar no boletim de voto.

 

Entrevista

 

1.      O PCTP/MRPP apresenta-se como uma força partidária fora do circuito dos grandes partidos. É uma vantagem ou uma desvantagem na captação de eleitores?

O nosso regime autonómico faz agora quarenta anos e só conheceu dois partidos: o PSD e o PS. O povo açoriano está largamente desiludido com a política de qualquer desses dois partidos. Com excepção de São Miguel, as restantes ilhas do arquipélago estão a perder população e a gerar cada vez menos riqueza. É uma vantagem para todo o povo dos Açores votar num partido como o Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses, o PCTP/MRPP. Somos o único partido que define novos rumos para a autonomia e apresenta um programa político e económico para o desenvolvimento da Região e de cada ilha dos Açores pelas quais nos apresentamos, com oito listas de candidatos.

E damos uma especial importância aos direitos das mulheres, dos jovens, dos operários, dos pescadores, dos trabalhadores rurais, dos empregados do turismo, do comércio e da função pública, dos desempregados e dos idosos.

 

2.      Uma das grandes prioridades do partido tem sido a luta pelos direitos dos trabalhadores. Como avalia esta área na Região?

Os Açores vivem às costas dos trabalhadores, mas os trabalhadores açorianos não têm direitos. Isto não pode continuar assim. Os governos do PSD e do PS só se preocupam em encher os bolsos aos ricos e desprezam os trabalhadores e os pobres

Veja as operárias das conservas de peixe. Há cinco fábricas nos Açores, incluindo a Pescatum na Terceira. Quando estão em pleno funcionamento, há mais de mil mulheres a trabalhar nas conserveiras, quase todas ganham abaixo do salário mínimo nacional e trabalham às vezes mais de dez horas por dia, sem pagamento de horas extraordinárias.

Veja o que se passa com os pescadores cujo produto em alguns anos contribui mais para as exportações do arquipélago do que a agro-pecuária, os lacticínios e o queijo todos juntos. O pescador é um escravo: não tem contrato de trabalho, não tem horário de trabalho, não tem direito a férias e na maior parte do ano nem sequer tem descanso semanal. E quando o mar o não deixa pescar, não ganha.

Veja o que se passa com os trabalhadores rurais, de que dependem toda a nossa agricultura, toda a agro-pecuária, toda a indústria dos lacticínios: não têm contrato de trabalho, ganham quase todos abaixo do salário mínimo nacional, não têm horário de trabalho, por vezes passam até as noites a dormir ao pé do gado, não têm férias nem descanso semanal.

Veja o que se passa com os trabalhadores da restauração e hotelaria: ganham normalmente menos que o salário mínimo nacional, trabalham mais de oito horas por dia e trabalham sem contrato, quase sempre a recibo verde, ou com vínculos precários.

A situação das classes trabalhadoras nos Açores é um escândalo e, só por si, justificaria a prisão dos actuais e dos passados membros dos governos de Mota Amaral, Carlos César e Vasco Cordeiro.

 

3.      Como encara o atual peso político e social da ilha Terceira?

A Terceira já foi, sobretudo nos campos político e cultural, a alma dos Açores. Hoje está de rastos. Não se percebe mesmo qual é o papel que os governos do PSD e do PS reservam – se é que reservam mesmo – para a Terceira e para os terceirenses. Tudo é orientado para Ponta Delgada e São Miguel. O governo de Vasco Cordeiro passeia-se pelas ilhas como uma côrte de mandarins chineses pelo império, mas põe em prática uma política de desenvolvimento económico, social e cultural desigual, deixando as ilhas cada vez mais para trás.

O Estatuto Autonómico deve ser alterado e cada ilha deve ser dirigida por um Conselho Político eleito por sufrágio directo, universal e secreto em cada ilha, conferindo poderes políticos e administrativos a cada uma das nove ilhas.

É preciso descentralizar. Tal como as coisas estão hoje, os municípios de cada ilha acabam por dividir entre si os interesses da ilha, mas a ilha e o povo da ilha, no seu todo, nunca têm maneira de exprimirem por si próprios o que querem para o seu futuro e o futuro da ilha.

O Conselho Político de Ilha é uma exigência urgente para salvar as ilhas do despovoamento eminente.

 

4.      Que caminho defende para a ilha, numa altura em que é real o processo de downsizing nas Lajes e em que sectores como a agricultura estão em crise?

Os imperialistas americanos vão deixar definitivamente a Base, e só cá voltarão esporadicamente, quando acontecimentos militares no Oriente Médio o impuserem.

Os americanos concentrar-se-ão a partir de agora no Pacífico, onde têm o seu inimigo principal, a China.

Deve aproveitar-se essa circunstância, que está a causar tanto prejuízo económico à ilha Terceira, para pôr o imperialismo americano fora dos Açores, e definir para a base portuguesa das Lajes – a Base Aérea nº4 – uma nova missão: o rearmamento da base para defesa, vigilância e segurança no espaço aéreo-naval da plataforma continental portuguesa na zona dos Açores, que, se for aceite pela ONU a nossa proposta, terá uma área de 4 milhões de quilómetros quadrados de superfície, a maior parte da qual à volta dos Açores.

A reconstrução, reorganização, e reapetrechamento da Base Aérea nº 4 para essa missão de vigilância e controlo do espaço aéreo-naval dos Açores, levará a nova base a recrutar e empregar um número considerável de trabalhadores civis açorianos, compensando o   despedimento dos trabalhadores da base americana.

O futuro da Terceira, como o do arquipélago dos Açores aliás, estará nas indústrias do mar e no turismo, cujas infra-estruturas devem ser montadas desde já. Uma base militar – e muito menos uma base americana – não será futuro para ninguém.

A crise actual da agricultura deve-se à inércia do governo regional e do governo da república, que aceitaram a política da União Europeia, sem a devida oposição, da extinção das quotas leiteiras e dos subsídios à produção agrícola e agro-pecuária.

Os governos regional e central devem continuar com os apoios à agricultura. A agro--pecuária está em condições de produzir e vender, em Portugal e na Europa, uma carne de excelente qualidade e de servir de base a uma indústria de lacticínios promissora, sobretudo no domínio da produção de queijos com denominação de origem protegida (DOP).

 

5.      Quais são as principais linhas que defende para a ilha e para a Região?

Para a Região, um novo rumo da autonomia com:

•    Criação do Conselho Político de Ilha, como já expliquei resumidamente acima.

•    A extinção do cargo de representante da República para a Região.

•    A constituição de uma Guarda Autonómica, formada por 250 homens e mulheres, sem armas de fogo, mas com armas pessoais de defesa, para exercer todas as tarefas de segurança pública da Região, com extinção da PSP e da GNR locais.

•    A Região terá tribunais de primeira instância e um tribunal da Relação, formados por magistrados e funcionários oriundos ou residentes na Região.

•    Uma universidade de carácter internacional, admitindo, sempre mediante concurso público aberto, professores, alunos e funcionários de qualquer nacionalidade, e com pólos universitários em todas as nove ilhas do arquipélago.

Para a Ilha Terceira propomos:

•    A sede e corpo central da Universidade, a que nos referimos no ponto anterior.

•    A criação das infra-estruturas que permitam promover o turismo como actividade económica central da ilha no futuro.

•    O investimento nas indústrias do mar.

 

6.      Caso seja eleito, pretende ocupar o lugar de deputada na ALRA ao longo de toda a legislatura?

Sim!

 

Ludovina de Lurdes Correia da Silva Gomes

1º Candidato da Lista da Terceira

pelo Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses – PCTP/MRPP

 

 

 

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Entrevista de Ana Címbron ao Jornal o Ilha Maior, da Madalena, na Ilha do Pico

De Ana Címbron
ao Jornal Ilha Maior, da Madalena, na Ilha do Pico

 

Ana Isabel Vieira Címbron, empregada de balcão, de 33 anos de idade, mãe de dois filhos, natural de São José, em Ponta Delgada, e residente há mais de vinte anos na vila da Madalena, na Ilha do Pico, é membro e mandatária da lista do PCTP/MRPP na ilha do Pico.

 

Entrevista

1. Quais as medidas prioritárias que defendem para o Pico?

A constituição de um Conselho Político-Administrativo para dirigir a ilha do Pico.

A construção de um hospital com as valências médicas e cirúrgicas essenciais para servir 30 000 utentes, estando-se a contar com os turistas que irão aceder à ilha do Pico muito em breve, desde que haja também um hospital para o que der e vier.

Apoio à agricultura, agro-pecuária e lacticínios do Pico.

Defesa da denominação de origem protegida (DOP) do Queijo do Pico, em risco de desaparecer para sempre, se for assinado por Portugal o TTIP (tratado de comércio transatlântico) entre os Estados Unidos e a União Europeia.

A defesa dos Pescadores e das Pescas da ilha do Pico.

A ruptura do isolamento da Ilha do Pico em matéria de transportes marítimos e aéreos.

Construção e Instituição de um Pólo Universitário da Universidade dos Açores na Ilha do Pico.

 

2. Nos últimos anos a Saúde, nomeadamente, a centralização de serviços tem sido um dos assuntos que mais preocupação tem gerado. O que defende ao nível da Saúde? Concorda ou não com a centralização de serviços?

Na sua aplicação às nove ilhas da Região Autónoma dos Açores, o sistema do serviço nacional de saúde tem de ser totalmente modificado e readaptado, na sua base hospitalar.

Compreende-se que exista um grande hospital para toda a Região, dotado de todos os serviços e valências médicas e cirúrgicas, mas deve ser reequacionada a escolha da ilha onde tal hospital deva ser construído, o mais próximo possível do centro geográfico do arquipélago e tendo em atenção os meios aéreos de transporte de doentes, que terão de ser utilizado nas urgências.

Todavia, as outras ilhas não podem dispensar o seu hospital, pequeno embora, mas com capacidade para tratar as doenças e acidentes mais comuns, tanto no campo médico como cirúrgico.

No continente português, quase todos os municípios têm um hospital. Não se vê como, por maioria de razão, não haveria de existir um hospital em cada uma das ilhas.

 

3. Qual a análise que faz ao trabalho desenvolvido pelo Governo Regional dos Açores?

Tanto seja do PSD como do PS, tenham à sua frente Mota Amaral, Carlos César ou Vasco Cordeiro, os governos regionais dos Açores têm conduzido uma política que satisfaz os interesses económicos e políticos da burguesia capitalista exploradora açoriana, enriquecendo os que já são ricos e empobrecendo os que já são pobres.

O resultado desta política é o despovoamento das ilhas mais pequenas ou mais atrasadas economicamente, levando ao enchimento de São Miguel e à emigração.

Os Açores vivem às costas dos trabalhadores, mas os trabalhadores açorianos não têm direitos.

Veja as operárias das conservas de peixe. Há cinco fábricas nos Açores, uma das quais no Pico: a da Cofaco, na Madalena. Quando estão em pleno funcionamento, há mais de mil mulheres a trabalhar nas cinco conserveiras, mas quase todas ganham abaixo do salário mínimo nacional e trabalham às vezes mais de dez horas por dia, sem pagamento de horas extraordinárias.

Veja o que se passa com os trabalhadores rurais, de que dependem toda a nossa agricultura, toda a agro-pecuária, toda a indústria dos lacticínios: não têm contrato de trabalho, ganham quase todos abaixo do salário mínimo nacional, não têm horário de trabalho, por vezes passam até as noites a dormir ao pé do gado, não têm férias nem descanso semanal.

Veja o que se passa com os trabalhadores da restauração e hotelaria: ganham normalmente menos que o salário mínimo nacional, trabalham mais de oito horas por dia e trabalham sem contrato, quase sempre a recibo verde, ou com vínculos precários.

A situação das classes trabalhadoras nos Açores é um escândalo e, só por si, justificaria a prisão dos actuais e dos passados membros dos governos de Mota Amaral, Carlos César e Vasco Cordeiro.

 

4. Apresente uma ideia para o Pico de acordo com a especificidade da ilha?

Os picarotos precisam, com extrema urgência, do Conselho Político da Ilha do Pico.

Toda a gente sabe que a ilha do Pico, em termos de superfície, é a segunda maior do arquipélago dos Açores, com 447 km2, mas que, em termos de população, é apenas a quarta ilha, com 14 144 habitantes, muito longe de São Miguel, a maior de todas as ilhas e onde hoje residem 137 699 pessoas.

Em termos de riqueza produzida, o Pico contribui para a riqueza de toda a região autónoma com 5,7% do produto, bem atrás do produto interno regional de São Miguel, Terceira e Faial.

Uma ilha tão grande, com tão pouca gente e tão exíguos recursos de terra está, ainda por cima, dividida administrativamente em três municípios: Lajes do Pico, Madalena e São Roque do Pico.

Do ponto de vista político, cada concelho toca a sua viola da terra, mas a ilha, no seu todo, não tem nem viola nem orquestra.

A perder população como efectivamente vem a perder, dentro em breve será mais fácil encontrar um priolo do que um picaroto…

É por isso necessário e urgente que o Pico tenha uma direcção político-administrativa única, o Conselho Político do Pico.

 

Ana Isabel Vieira Cimbron

Mandatária da Lista do Pico

pelo Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses – PCTP/MRPP

 

 

 

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Entrevista de Hélder Furtado ao Jornal Tribuna das Ilhas, no Faial

De Hélder Furtado

ao Jornal Tribuna das Ilhas, no Faial


Hélder Manuel Almeida Raposo Furtado, estagiário administrativo, solteiro, de 25 anos de idade, natural de São José, Ponta Delgada, residente à Estrada 5 de Outubro, na cidade da Horta, é o primeiro candidato da lista do PCTP/MRPP no Faial, lista que ocupa o 10º lugar no respectivo boletim de voto.

 

Entrevista

 

1. Quais são os principais projectos que o seu partido gostaria de ver implementados na Ilha do Faial?

 

Primeiro, uma medida política: a constituição do Conselho Político de Ilha, no Faial e em cada uma das outras ilhas dos Açores. O Conselho Político deveria ser eleito por sufrágio directo, universal e secreto dos eleitores inscritos em cada ilha e teria por função dirigir política e administrativamente a ilha. Uma parte dos poderes conferidos ao governo regional pelo Estatuto Autonómico deveria transitar para o Conselho Político de Ilha; e o governo regional deveria exercer uma tarefa política de coordenação dos Conselhos de Ilha.

Se não se proceder a esta alteração política, seis ou sete das ilhas do arquipélago dos Açores ficarão em breve despovoadas, com os desempregados a fugirem para a emigração.

Para além desta alteração político-administrativa, o nosso mais importante projecto é a ampliação da pista do aeroporto para os 2.500 metros, com nova gare e respectivas instalações, fazendo do actual aeródromo da Horta um aeroporto Internacional, para aterragem e descolagem seguras das modernas aeronaves do tipo dos Airbus 320 e 321. Essa é uma infraestrutura indispensável ao desenvolvimento do turismo do Faial e das ilhas próximas no grupo central.

 

2. Que análise faz ao Faial neste momento?

 

O Faial está em vias de atravessar uma crise muito séria, se não forem tomadas medidas imediatas contra ela.

Como se sabe, a economia faialense assenta no sector primário: na agricultura, na agro-pecuária e na actividade piscatória.

Quanto às pescas, o sistema de quotas imposto pela União Europeia em Bruxelas, sem resistência do governo regional e sem luta do governo da república, tem como consequência que toda a gente pode pescar nos Açores o que quiser, menos os pescadores açorianos. O nosso peixe é roubado pelos espanhóis, franceses e japoneses, sem que tenhamos meios militares, aéreos e navais para nos defendermos dos piratas. Há pescadores açorianos que já foram agredidos dentro das suas próprias embarcações por ladrões de Espanha!

Além disso, a Lotaçor tudo tem feito para que o preço do peixe em lota desça cada vez mais, e seja pago tarde e a más horas, por vezes com três semanas de atraso.

A extinção das quotas leiteiras vibrou uma machadada mortal no leite produzido nos Açores, e a carne de suíno e de vaca não tem compradores compensatórios. Os trabalhadores de todos esses sectores ganham abaixo do salário mínimo nacional e trabalham mais de dez horas por dia, não ganham horas extraordinárias, não têm contratos e a Autoridade para as Condições do Trabalho não fiscaliza os locais de produção.

O governo regional tem de tomar medidas urgentes para apoiar as pescas, a agricultura e a agro-pecuária e garantir os contratos de trabalho e os salários dos trabalhadores.

 

3. As grandes dificuldades económicas que afectam as famílias trouxeram consigo um desalento no que diz respeito à política e isso tem vindo a reflectir-se na mesa de voto. Acha que isso se deve também ao facto do trabalho dos deputados não chegar à população?

 

A comunicação social açoriana, pública e privada, é um desastre em matéria de informação rigorosa e imparcial. Se os deputados não chegam à população, isso é da responsabilidade deles, mas é também da comunicação social. Porém, o desalento do cidadão eleitor no que respeita à política prende-se com o facto de que o partido e os políticos que estiveram no governo, primeiro o PSD e agora o PS, mentem desalmadamente ao povo trabalhador, nunca cumprindo as promessas com que lhes usurpam os votos.

Os trabalhadores açorianos e os pobres dos Açores sabem, por experiência própria, que os governos de Mota Amaral, primeiro, e de Carlos César e Vasco Cordeiro, depois, os têm enganado sempre.

Por isso pedimos ao povo dos Açores que vote no Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses (PCTP/MRPP), pois o seu voto nunca será perdido.

 

4. Existem projectos para o Faial na gaveta desde sempre… o Estádio Mário Lino, a ampliação da pista do Aeroporto, as Termas do Varadouro, o Parque Tecnológico … vão voltar a estes projectos?

 

Projectos de obras públicas há muitos, mas a maior parte deles não serve para nada, a não ser para acumular dívida externa e interna na Região. E esqueceu-se do projecto do Campo de Golfe… A burguesia capitalista compradora e exploradora açoriana, aliás, não faz as coisas por menos do que um ou mais campos de golfe em cada ilha…

Afora o projecto da nova pista e do aeroporto internacional da Horta, a que já nos reportámos, o resto dos projectos que mencionou não têm utilidade imediata nenhuma.

Os fundos de que o Faial dispuser devem ser concentrados no desenvolvimento do pólo universitário da Horta – o Departamento de Oceanografia e Pescas - que deve assumir as características de um Pólo Universitário aberto a professores e estudantes, mediante concurso público de admissão. O Pólo Universitário da Horta deve propor-se um reporte científico de categoria internacional, na sua missão de ensino, produção e difusão do conhecimento científico na área das ciências e tecnologias do mar.

Quanto ao projecto das Termas do Varadouro, não existe de todo em todo, mas o caso deve merecer outra atenção. Essa pode vir a ser uma importante infraestrutura no domínio do turismo da saúde, o que contribuirá para pôr alguma ordem no futuro desenvolvimento turístico do Faial e arredar o caos e a bagunça que, por causa das viagens low cost (a baixo preço), está a tomar conta do boom turístico de Ponta Delgada.

Mas o projecto das Termas do Varadouro deve ser um investimento privado, depois de se decidir o que se pretende com elas.

 

5. Acha que o Faial deve reivindicar mais protagonismo político?

Do Corvo a Santa Maria, todas as ilhas do arquipélago dos Açores devem ter o mesmo protagonismo político; e é para poder granjear essa igualdade de tratamento que cada uma deve ser dirigida por um Conselho Político de Ilha.

De resto, as ilhas não precisam de ter ou de exibir protagonismos políticos. Têm apenas de produzir riqueza e conceder bem-estar, progresso e igualdade social às suas populações.

 

6. Quais são as expectativas para 2016?

Não são boas nem para o Faial nem para os Açores. Assistir-se-á ao incremento do boom turístico caótico imposto pela ausência total de uma política de desenvolvimento do governo regional, enquanto houver viagens baratas e o sul da Europa e norte de África estiverem sob ameaça dos jiadistas islâmicos.

Quando esse quadro se alterar, os Açores pagarão em falências e desemprego este boom caótico e desorganizado que está a tomar conta de Ponta Delgada e alguns outros lugares.

Conclamamos o vosso voto no Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses (PCTP/MRPP), o décimo partido no boletim de voto do Faial!


Helder Manuel Almeida Raposo Furtado

1º Candidato da Lista do Faial

pelo Partido Comunista dos Trabalhadores

Portugueses – PCTP/MRPP


 

 

 

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Entrevista de Rocha Pereira ao Jornal o Baluarte de Santa Maria

De Rocha Pereira

ao Jornal o Baluarte de Santa Maria

 

José Rocha Pereira Júnior, casado, de 74 anos de idade, três filhos, controlador de tráfego aéreo, reformado, natural de Nossa Senhora do Rosário, concelho de Lagoa, São Miguel, residente em Vila do Porto, Santa Maria, ilha em cujo aeroporto trabalhou por mais de quarenta anos. Com Pedro Leite Pacheco fundador do PCTP/MRPP nos Açores.

 

Entrevista

1. Numa altura em que a política está desacreditada por parte do eleitorado, o que pode ser feito para aproximar o cidadão desta área?

 

O descrédito da política junto do povo trabalhador, designadamente na ilha de Santa Maria, advém do facto de que o povo sente que os partidos até agora vencedores de todas as eleições disputadas nos últimos quarenta anos nos Açores – o PSD e o PS – usurparam o direito soberano do povo no dia das eleições e, depois, nunca mais tiveram em conta as suas exigências em matéria de liberdade, trabalho, saúde, cultura, bem-estar social, dignidade pessoal e respeito cívico, nem cumpriram as promessas eleitorais efectuadas.

O povo só é cidadão no dia do voto. Daí em diante, ninguém mais se lembra dele, a não ser para aumentar impostos. Enquanto for assim, a política é um descrédito.

 

2. A crise económica continua a assombrar a vida dos portugueses e das empresas, e o desemprego é um problema que afecta diversas famílias. Que comentário tece sobre esta realidade nos Açores e em Santa Maria?

 

Vivemos num sistema de exploração e opressão capitalista, gerador de desemprego, fome e miséria para quem vive exclusivamente do seu trabalho. Esse sistema está podre e moribundo; a crise económica e financeira faz parte integrante deste sistema de exploração e opressão e torna cada vez mais difícil e insustentável a vida dos trabalhadores. É isso que tem levado ao desemprego, á emigração do povo açoriano e à fuga da população de Santa Maria.

Devemos lutar por uma sociedade nova, sem exploração do homem pelo homem, por uma sociedade de iguais. Nós lutamos por essa sociedade e sabemos que ela há-de vir em consequência da nossa luta, da luta de todos nós – e de todos vós também!

 

3.Que propostas defende para Santa Maria, tendo em vista o desenvolvimento económico e a consequente melhoria das condições de vida dos açorianos?


1. O estatuto autonómico tem de ser robustecido, de modo a criar em cada ilha do arquipélago – e, portanto, em Santa Maria também – um Conselho Político, eleito por sufrágio directo, universal e secreto, com atribuições e competências para orientar o desenvolvimento económico, político e social de cada ilha no seu todo, a fim de evitar que as ilhas se despovoem, como está a acontecer agora, e que só não acontece unicamente em São Miguel e na Terceira.

A gestão por concelhos e freguesias não resolve os problemas complexos de uma ilha. Cada concelho toca a sua viola, mas a ilha e o seu povo não têm nem instrumento nem orquestra para tocar a música da ilha.

Mas exigimos mais:

2. O regresso do Tribunal da Comarca para Vila do Porto, donde esse tribunal foi desviado à socapa, tendo em vista acabar com ele definitivamente.

3. A criação de um pólo universitário em Santa Maria, a construir na zona do Porto dos Anjos, e a frequentar por estudantes açorianos, portugueses e estrangeiros.

4. Um centro hospitalar em Santa Maria, como infraestrutura estratégica necessária ao desenvolvimento do turismo, onde os doentes, nomeadamente os marienses, possam ser tratados, sem ter de voar para outras ilhas ou para o continente.

5. O Centro de Controlo Aéreo do Atlântico, que a União Europeia se prepara para roubar a Santa Maria.

6. A requalificação e reutilização do aeroporto de Santa Maria como uma infraestrutura aeroportuária de porta de entrada e de saída dos voos regulares para todo o arquipélago e a utilizar pela transportadora aérea regional nos seus voos regulares a estabelecer com a Madeira, Canárias, Cabo Verde, Portugal Continental e Europa.

7. Decidir-se definitivamente pelas indústrias da pesca e do turismo, como actividades económicas fundamentais para o desenvolvimento futuro de Santa Maria.

8. Reforçar as ligações da ilha com as suas comunidades de emigrantes.

 

4. Quais os objectivos eleitorais?

Queremos ser tratados em igualdade com os outros partidos, tal como mandam as leis, designadamente constitucionais e autonómicas. O nosso objectivo é eleger um dos três representantes dos marienses na próxima assembleia legislativa dos Açores.

 

5. Qual a mensagem que deixa aos eleitores açorianos?

Votem no Primeiro!

José Rocha Pereira Júnior

1º Candidato da Lista de Santa Maria

pelo Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses – PCTP/MRPP

 

 

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Doações para os Açores

Doações para os Açores

As doações de dinheiro dos nossos leitores, simpatizantes ou militantes para custear as despesas da campanha eleitoral do Partido na Região Autónoma dos Açores devem ser feitas por cheque ou por transferência bancária para a conta PCTP/MRPP ALRAA 2016, na Caixa Geral de Depósitos, com o IBAN PT50 0035 0627 00078893 830 95.

21.09.2016

Departamento Financeiro

 

 

 

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Camarada Arnaldo Matos

Camarada Arnaldo Matos

Li no Luta Popular online a extrema falta de dinheiro com que o Partido depara para a segunda fase da campanha política nos Açores e a ajuda de acordo com as disponibilidades pedida aos leitores.

Em Agosto, quando o Partido decidiu concorrer às eleições para o parlamento da Região Autónoma dos Açores, escrevi o que abaixo transcrevo.

A ideia foi de ter um texto muito pequeno que concitasse a reflexão à volta da questão monetária e, em particular, da importância em distinguir a intencionalidade do financiamento. 

A armadilha de fazer crer à população portuguesa de que os dinheiros da CEE, CE e UE eram uma maravilha de promissão e de prazeres sem outro retorno tem hoje o reverso de amargura e dificuldades para os trabalhadores e para o país decorrentes do carácter, natureza de classe e intenção desses financiamentos.

Dada a importância do assunto e a minha tentativa de condensada enunciação ponho à consideração o desafio para multiplicada participação no premente financiamento da campanha - desde já, e pela minha parte, escrevendo (conforme segue) e subscrevendo (mal for organizada a recepção do dinheiro).

 

Dinheiro para mais dinheiro:

Não para mais ter

mais tirando.

Mas para mais ter

mais dando!

(A economia operária

é muito melhor

do que a economia

burguesa!).

 

RAA, Agosto 2016

Pedro


 

 

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NINGUÉM CALARÁ A VOZ DA CLASSE OPERÁRIA!

Faz hoje, 28 de Maio, 45 anos que,às 23H00, sob o nome “Operação Turbilhão “ ordenada pelo III governo provisório e o Movimento das Forças Armas (MFA), operacionalizada pelo COPCON, dirigido por Otelo Saraiva de Carvalho e com o apoio do PCP, as sedes do MRPP, no distrito de Lisboa,foram tomadas de assalto e objecto de um verdadeiro ataque militar,em que foi dada ordem de prisão de forma arbitrária e indiscriminada a todos quantos se encontravam no seu interior, sendo encarcerados, entre militantes, simpatizantes, apoiantes e elementos do povo, ao todo foram 432elementos.
Esta acção violenta e desesperada por parte do poder, visava não já somente a ilegalização do MRPP (como acontecera anteriormente, com o impedimento de se concorrer às eleições legislativas, em Abril de 1975), mas a liquidação, incluindo a física, da sua direcção, com destaque para o secretário-geral, camarada Arnaldo Matos, não é mais do que a luta que pôs em confronto duas classes: a que estava no poder, o social fascismo de braço dado com o MFA, e a que queriatomar o poder pela via revolucionária e que,pelo apoio que tinha entre a classe operária, os trabalhadores e o povo, se mostrava como uma ameaça ao regime estabelecido. Portanto esta acção teve um único objectivo: liquidar o MRPP e impedir que a revolução se desenvolvesse. Tratou-se de um confronto directo entre a luta do proletariado e a burguesia, num momento em que a revolução estava na ordem do dia.

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28 de Maio de 1975 – social-fascistas do PCP tentam liquidar o MRPP!

A 17 de Março de 1975, nas vésperas das primeiras eleições ditas livres em Portugal – para a Assembleia Constituinte –,  que tiveram lugar a 25 de Abril de 1975, o então MRPP foi ilegalizado a mando do PCP, do III Governo Provisório e do Conselho da Revolução onde a sua influência era preponderante, precisamente para ser impedido de nelas participar.

O motivo anunciado era o de que o nosso Partido não havia acolhido a ordem de deixar de utilizar o símbolo comunista da foice, do martelo e da estrela, de que os revisionistas – que nunca mais o utilizaram em eleições de qualquer natureza – reclamavam exclusividade.

Porém, a verdadeira razão era outra, muito mais profunda. O MRPP tinha sido o único Partido a não aceitar o famigerado Pacto “MFA/Partidos” que pretendia domesticar todas as formações políticas e partidárias que não alinhassem com os ditames do PCP revisionista e social-fascista. Além disso, a crescente influência do MRPP junto do movimento operário, popular  e estudantil  era uma seta apontada à traição do PCP às lutas operárias e populares.

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Plataforma logística da Azambuja:
um genocídio de trabalhadores anunciado!

Na Zona Industrial de Vila Nova da Raínha, no concelho da Azambuja, operam cerca de 230 empresas – sobretudo do ramo da logística, indústria alimentar e transportes – que empregam mais de 8.500 trabalhadores.

Apesar de alguns desses trabalhadores serem oriundos de várias localidades da região, uma parte substancial deles – como é o caso da SONAE MC – foram recrutados em Coimbra, Lisboa e Porto, e deslocam-se para o seu local de trabalho, ou em autocarros das próprias empresas ou, a maioria, de comboio.

A primeira empresa da região a registar casos COVID-19 foi a AVIPRONTO – uma empresa do Grupo Luisaves - que procede ao abate de aves e produção de carne. Nesta empresa, que emprega cerca de 300 trabalhadores, foram identificados cerca de 130 infectados com COVID-19, o que obrigou ao encerramento da empresa, determinado pela Direcção Geral de Saúde. A DGS decretou, ainda, que a reabertura da empresa, depois de cumpridas as determinações de segurança impostas por esta instituição,  poderia ocorrer a 10 de Junho próximo.

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Opções que nos “oferece” o grande capital:
morrer de fome ou pelo COVID-19!

Sejamos claros. Muito antes da crise pandémica de COVID-19, já o sistema capitalista estava mergulhado numa profunda crise económica, política, social e financeira, uma crise sem precedentes na sua história, muito semelhante à Grande Depressão de 1929. Uma crise sistémica que a pandemia apenas exponenciou e, não, como alguns políticos e jornalistas fantoches querem fazer crer, provocou.

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A Grande Farsa

Nos últimos dias, temos assistido à grande pantomima montada pelo primeiro ministro, António Costa, e pelo  ministro das Finanças, Mário Centeno, a que se juntou, no último acto o presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa. Os três montaram um circo em volta do “empréstimo” de 850 milhões de euros previstos no orçamento de Estado, aprovado em Fevereiro, no Parlamento, sem votos contra, e promulgado em Março pelo presidente da República, portanto todos estavam cientes de tal transferência do erário público para o Fundo de Resolução, que por sua vez o transferiu para o Novo Banco, aliás, como acontece pelo terceiro ano consecutivo.

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A Revolução iminente e as tarefas dos comunistas

1.    Vivemos tempos de uma inaudita crise económica e financeira do sistema capitalista que coloca o mundo à beira de uma guerra inter-imperialista sem precedentes. Uma crise de sobreprodução de magnitude maior do que as outras crises que o sistema capitalista já experimentou e que atingem as áreas da produção, distribuição e financeira, o que leva esta crise sistémica a ter uma de duas saídas – ou bem que a Revolução avança em todo o mundo e acaba de vez com o modo de produção capitalista, impondo o modo de produção comunista, ou bem que o capitalismo consegue reconfigurar-se, tornando-se ainda mais agressivo e mortal para os operários e outros trabalhadores.

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O vírus da “Festa do Avante” e dos “festivais de Verão”!

Sempre afirmámos que as pomposamente denominadas “Festas do Avante”, não passavam de eventos destinados a imbecilizar a juventude operária, trabalhadora e estudantil , a alienar-lhe os objectivos e as práticas revolucionárias pelas quais, legitima e genuinamente, anseiam.

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Recordar Karl Marx

Hoje, dia 5 de Maio, todos os comunistas marxistas, de todos países e nações assinalam e recordam de forma combativa e revolucionária o nascimento e mais um aniversário de Karl Marx, o fundador do socialismo científico, do materialismo histórico e dialéctico, e que nesse seu estudo concluiu que “o homem faz-se a si próprio, transformando a natureza” - “São os indivíduos reais, a sua acção e as suas condições materiais de vida, tanto as que encontrou já feitas como as causadas pela sua própria acção”que fazem a história. E é a Karl Marx que devemos a teoria que visa a libertação do homem de todas as formas de exploração pela emancipação do proletariado.
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Multiplicam-se evidências científicas de genocídio sanitário

Não foi de forma imponderada que classificámos o quadro pandémico que actualmente se vive, em Portugal e no resto do mundo, como um autêntico genocídio sanitário. À medida que o tempo passa e a poeira que nos lançaram para os olhos – com o objectivo de nos esconder a realidade – começou a assentar, é cada vez mais evidente que essa classificação foi, e continua a ser, inteiramente justa e justificada.

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Uma pandemia paralela provocada pela diminuição da realização de urgências e consultas hospitalares!

A forma como este governo decidiu dar resposta ao Covid 19, torna, dia-a-dia, cada vez mais evidente, a ausência de uma estratégia e de um plano para situações de emergência, com sérias consequências na saúde dos portugueses, visível no agravamento dos doentes e inclusive no número de óbitos. A suspensão, há mais de um mês (16 de Março), de todos os actos que não fossem “considerados graves”, o pedido para o auto-afastamento dos doentes das unidades de saúde, para não recorrerem às urgências, criou um ambiente de desconfiança que se traduziu numa dramática diminuição da procura das urgências e consultas hospitalares e que revela bem o estado a que os sucessivos governos levaram o Serviço Nacional de Saúde. Há cerca de cinco anos no poder, António Costa não pode mais desculpar-se do estado caótico a que chegou a saúde pública pelo facto de a tróica e os executores do seu plano de liquidação do SNS – o governo de coligação entre a direita e a extrema-direita, PSD/CDS-PP – tudo terem feito para priviligiar a opção da privatização da saúde em Portugal.

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A Imposição do Estado de Emergência 
e as Comemorações do Golpe de Estado do 25 de Abril

A declaração do estado de emergência teve a virtude de criar, no País,  a maior unidade   no seio da burguesia e dos seus representantes, incluindo a chamada esquerda parlamentar, que nem sequer fez qualquer esforço  para o impedir  mas que, lavando as mãos como Pilatos,  o deixou implementar tranquilamente.

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Actualizado  a 23 de Abril de 2020

Idosos em lares do concelho de Loures correm risco de genocídio sanitário!

Hoje, dia 23 de Abril, quando foi anunciado o número de óbitos ocorridos até à data, e desde o início da pandemia, ficámos a saber que das 820 ocorrências fatais, 327 são de idosos que estão internados em lares por todo o país. Isto é, desde a nossa primeira denúncia – há cerca de 3 semanas – até à data, a percentagem duplicou. E temos a plena consciência de que estes números não são os reais, tendo em conta, tal como já é do conhecimento do governo e das autoridades que tutela, a existência de mais de 35 mil idosos em lares ilegais ou pomposamente classificados de “informais”. É a incompetência e incapacidade de todo um sistema que se revela!

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Costa, o aprendiz de alquimista!

Numa entrevista que concedeu ao jornal EXPRESSO, António Costa persistiu na asquerosa cacofonia política de que “o país não precisa de austeridade” e de que, assim como teria estado contra ela no passado – durante o governo de Passos/Portas – também agora se lhe oporia, mas que não se pode comprometer com um não ir haver, ou seja que a vai haver, vai.

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Estado de Emergência em Espanha: a primeira manifestação de trabalhadores!

ridersQue o sistema económico capitalista está putrefacto já o sabíamos. Que está cada vez mais agressivo à medida que vislumbra o seu fim anunciado, também. Que essa agressividade se manifesta na cada vez maior uberização e precarização do trabalho, igualmente.

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Virus desfere golpe de misericórdia sobre União Europeia!

Denunciámos vezes sem conta, quer nas páginas do Luta Popular online, quer através da distribuição de comunicados sobre o tema, seguida de discussão com os operários de várias fábricas, de que, tal como Lenine afirmava no início do Século XX, os Estados Unidos da Europa ou são uma impossibilidade ou são reaccionários!

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COVID-19
Não é com discursos encantatórios que se combate a pandemia!

Mais de um mês após as declarações de Marta Temido e Graça Freitas, respectivamente Ministra da Saúde e Directora-Geral da Saúde, de que era despiciente e inútil o uso de máscaras, eis que, num aparente volte face “técnico”, as duas instituições governamentais vêm, numa das suas famigeradas “conferências de imprensa” diárias afirmar que, afinal, existem razões fundadas para o seu uso.

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Lares de idosos
Há que travar o genocídio sanitário!

Quase todos os dias o Minsitério da Saúde e a Direcção-Geral da Saúde (DGS) brindam-nos com conferências de imprensa – por vezes mais do que uma por dia – onde somos bombardeados com números, sem que nunca se explique como é que eles são consequência de políticas que, ao longo dos anos, levaram à fragilização do Serviço Nacional de Saúde, no contexto de uma estratégia perseguida pela classe dominante de vir a privatizar esse activo.

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Por uma questão de saúde exigimos a demissão imediata da Directora-Geral da Saúde!

O descontrolo, a inépcia, a deriva, são uma recorrência das políticas de saúde levadas a cabo por este governo e pela Direcção-Geral de Saúde que executa as suas orientações. Muitas das primeiras, por seu turno, influenciadas pela péssima informação que a DGS lhe faz chegar.

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Uma vez mais somos contra o estado de emergência  e o anúncio do seu prolongamento!

Aí está! A decisão do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa – que, cada vez mais ao estilo das conversas em família do outro Marcelo, o Caetano, a anunciou – em prolongar os efeitos do golpe de Estado que suspendeu as liberdades e garantias constitucionais, com o cúmplice acolhimento de Costa e da Assembleia da República, permitindo um prolongamento de mais 15 dias do estado de emergência.

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Do oculto e do propalado no decretado estado de emergência a combater

A iminência e depois a progressão pandémica deste novo Coronavirus traz à evidência das massas as contradições do modo de produção burguês e a profunda incongruência da correspondente economia publicitada como amiga dos povos mas em crescente antagonismo com as necessidades e as expectativas do povo português assim como da imensa maioria da população mundial.

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Sobre os casos que temperaram a hipótese de cerca sanitária ao Porto

Casos em pleno caos

Não nos esqueçamos que o termo cordão sanitário, foi frequentemente utilizado com um sentido metafórico para referir-se às tentativas de evitar a propagação de uma ideologia considerada indesejável ou perigosa.
No dia 30 de Março, segunda-feira, na conferência de imprensa de balanço, a Directora-Geral da Saúde Graça Freitas, face aos números de infectados na região Norte, informou que se estava a estudar a hipótese de implementar um cordão sanitário em volta da cidade do Porto, podendo alargar-se à volta de alguns concelhos (seis) da Área Metropolitana do Porto: Vila Nova de Gaia, Maia, Matosinhos, Gondomar e Valongo que somam mais de um terço do total de casos confirmados.

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Modelo capitalista na saúde responsável por dezenas de milhar de mortes!

Face à actual crise pandémica ou a qualquer outro evento, é preciso que os comunistas afirmem, com toda a clareza, que não é possível, no quadro do sistema capitalista e imperialista dominante em todo o mundo, uma solução para o colapso dos sistemas nacionais de saúde ou das organizações mundiais que, supostamente, actuam no sentido de tornar mais eficazes e eficientes os actos e estratégias de saúde que satisfaçam as necessidades de quem a eles tem de acorrer.

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O Grande Projecto Europeu e a União Nacional Antiviral

Soaram trompetas patrióticas quando, na conferência de imprensa, que se seguiu à reuniao do Conselho Europeu (constituido por 27 Chefes de Estado e de Governo), de dia 24 de Março, levado a cabo por tele-conferência, Costa considerou repugnantes as posições assumidas pelo ministro das finanças holandês – Wopke Hoekstra –, mais tarde acolhidas pelo primeiro-ministro daquele país – Mark Rutte – declarações que mais não fazem do que replicar as posições da Alemanha e da chanceler Merkel.

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90 operários da manutenção despedidos da refinaria da GALP em Sines

GalpSegundo denunciou esta 4ª feira o Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Actividades do Ambiente do Sul, foram despedidos 90 operários da manutenção na refinaria de Sines.

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Bastonários dos Médicos, Enfermeiros e Farmacêuticos, expõem mentiras de Costa!

O presidente da república ao afirmar que, no âmbito da crise pandémica que se vive no país, ninguém – leia-se, do aparelho de estado – vai mentir  a ninguém sobre seja o que for...está a mentir! E descaradamente! Isto porque ele sabe, tão bem como nós, que o primeiro-ministro Costa, é um mentiroso compulsivo e criminoso. Ora quem não denuncia as mentiras de outrém só pode ser cúmplice das ditas!

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Covid-19: golpe de estado a coberto de crise pandémica!

Tornam-se cada vez mais claros os objectivos que se pretendem alcançar com o autêntico golpe de estado que constituiu o decretar do estado de emergência que entrou em vigor no passado dia 22 de Março às 24 horas.

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O que é este estado de emergência?

PresidentJosePretoe da República, Governo e Parlamento, todos visível e claramente unidos (ao fim de 45 anos) para imporem ao povo português o estado de emergência, desafiando a inteligência dos portugueses ao quererem fazer crer que este é um estado de emergência democrático!

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Esquerda parlamentar unida para aprovar documento fascista!

Por definição um partido de esquerda que se arroga defensor dos interesses de operários e trabalhadores, tem por missão histórica opor-se com determinação a todo e qualquer tipo de poder que a classe que domina o modo de produção e dita as leis que possibilitam a exploração daqueles, detenha.

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COVID – 19 - Jornalistas e jornalismo de merda!

E no início eram o verbo...de encher! Estamos, claro, a falar dessa casta de parasitas que se auto-intitulam, abusivamente, de jornalistas. Lembrar-se-ão certamente de como foram humilhados por alguns dos mais brilhantes humoristas da nossa praça, quando andavam à caça de infectados com o coronavirus por todo o país. Era o ridículo “lá vai um”, todos os dias e a todas as horas.

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Greve dos estivadores atacada pela primeira requisição civil no contexto de emergência nacional

Ainda nem o estado de emergência foi decretado e já uma das medidas que ele prevê – a requisição civil – foi avançada para tentar furar a greve dos estivadores do porto de Lisboa. Vale a pena, porém, debruçarmo-nos sobre quem serão os beneficiários desta medida fascista, abusiva e repressiva do direito à greve dos estivadores, alegadamente imposta porque o governo considera que estes não estarão a cumprir com os “serviços mínimos”.

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Declaração do estado de emergência – Costa confessa intentos ao canal de Balsemão!

Quando, no artigo que ontem publicámos nas páginas do Órgão Central do nosso Partido, o Luta Popular online, “Estamos decididamente contra a declaração do estado de emergência”  afirmávamos sem rebuços que “...medidas como o estado de emergência são potenciadoras de toda a sorte de abusos...”  e que  “...o objectivo principal da burguesia e do seu sistema capitalista e imperialista em todo o mundo...” ao aplicar este tipo de medida  é o de “...acautelar uma pandemia ainda mais demolidora...”, ainda António Costa não tinha ido à SIC, esta noite de 2ª feira, dar uma entrevista a José Rodrigues de Carvalho, no Jornal da Noite daquela estação.

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Estamos decididamente contra a declaração de estado de emergência!

A declaração eminente de estado de emergência, a que nenhum partido do chamado “arco parlamentar” se opôs – e secretamente até aplaude –, a ocorrer, será desde logo uma declaração de falência do Serviço Nacional de Saúde (SNS) em fazer face a uma situação anómala no âmbito da prevenção sanitária, como é o caso da pandemia de coronavirus.

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Vila Dias: os moradores não devem embarcar em ilusões e falsas promessas!

No artigo que anteriormente publicámos sobre a Vila Dias – Vila Dias: festejos antecipados, desfechos ensombrados! –, demos a conhecer aos nossos leitores um dos pontos mais relevantes da intervenção de Fernando Medina, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa (CML), na folclórica e oportunista feira das vaidades que constituiu a “cerimónia” de celebração do alegado contrato de promessa de compra e venda – nunca exibido – da Vila Dias pela CML, ao abrigo do direito de preferência que lhe assiste.

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Apeadeiro Aeroportuário Portela + 1 chumbado!

Não sendo irrelevante quem, finalmente, acaba por chumbar a autêntica aberração que o governo Costa/Centeno se preparava para impor, não deixa de ser interessante constatar que tal decisão coube à alegada Protecção Cívil e não aos municípios que o governo, ostensivamente atacava.
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Estivadores de Lisboa em Greve!

Respondendo à miserável provocação das empresas de estiva, que decidiram solicitar a insolvência da Associação de Empresas de Trabalho Portuário de Lisboa (A-ETPL), o Sindicato Nacional dos Estivadores e da Actividade Logística (SEAL) convocou uma greve que tem início hoje e se prolonga até ao dia 30 de Março.

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Lisboa: mero apeadeiro aéreo ou aeroporto internacional?

Apesar das suas promessas de investimento público para os próximos 10 ou 20 anos, o governo Costa/Centeno não investiu um cêntimo em infraestruturas estratégicas nacionais e prossegue a sua política de despesas correntes orçamentadas, sistematicamente cativadas pelo ministro das Finanças, Mário Centeno, cujo propósito declarado é o de, a mando de Bruxelas, manter o défice zero.

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Vila Dias: festejos antecipados, desfechos ensombrados!

87934360 493843641526670 2265063926825746432 nA convite da direcção da Associação de Moradores da Vila Dias, uma delegação ao mais alto nível do nosso Partido, composta por três camaradas – dois dos quais do Comité Central –, esteve presente no convívio que aquela associação decidiu levar a cabo para assinalar a alegada transferência de propriedade daquela vila para a Câmara Municipal de Lisboa.

 

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Vila Dias: Os moradores, quando ousam lutar, ousam vencer!

A vereação da Câmara Municipal de Lisboa terá comunicado esta 5ª feira, dia 27 de Fevereiro de 2020 que, finalmente, terá assinado o contrato de promessa de compra e venda da Vila Dias, um bairro maioritariamente operário, construído há mais de 2 séculos para albergar os operários que trabalhavam na então florescente indústria de lanifícios situada no Beato, em Lisboa.

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Evocar o camarada Arnaldo Matos deve servir para preparar a Revolução Comunista!

Mesa2Para assinalar um ano sobre o desaparecimento físico do fundador, dirigente e ossatura ideológica do PCTP/MRPP, o nosso querido e saudoso camarada Arnaldo Matos, decidiu o Comité Central do Partido levar a cabo uma Sessão Evocativa da sua acção comunista e da sua luta pela refundação do Partido Comunista Operário, vanguarda da luta pela destruição do modo de produção capitalista, por uma sociedade sem classes e livre da escravatura assalariada, sessão que decorreu durante todo o dia de sábado, 22 de Fevereiro.

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Transcrevemos integralmente o comunicado do recém-fundado Comité do Distrito de Aveiro distribuído na fábrica Extrusal em Aradas, Aveiro onde foi calorosamente recebido pelos operários:

Aos Operários da Extrusal

Já Nem Sequer a Água Merecemos!??

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Viva a Luta dos Estivadores do
Porto de Lisboa!

Os estivadores do porto de Lisboa, associados do Sindicato dos Estivadores e Actividade Logística (SEAL), decidiram entrar em greve no passado dia 19 de Fevereiro pois, apesar de esta estrutura sindical sempre se ter manifestado favorável a negociações com as entidades patronais, estas têm vindo, de forma sistemática e reiterada, a quebrar todos os acordos até agora estabelecidos.

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Pela vitória do não à Eutanásia!

Os deputados da Assembleia da República preparam-se para discutir e votar uma lei sobre a eutanásia, novamente proposta por PS, BE, PAN e Verdes, aos quais se junta, agora, a deputada não inscrita Joacine Katar Moreira e a Iniciativa Liberal, um dos partidos de extrema-direita actualmente representados, com um deputado, naquele fórum parlamentar.

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As caixas e fundos de pensão e de reforma pertencem aos assalariados

Segundo dados do Eurostat divulgados em Novembro de 2019, o tempo médio de trabalho na Europa era de 43,1 anos sendo que, em Portugal, era de 45 anos, só ultrapassado pela Itália – 46,3 anos – e pela Alemanha – 46 anos.

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Abstenção significa aprovar
... às escondidas!

Acaba de ser aprovado, com os 108 votos a favor do PS, os votos contra de PSD, CDS/PP, Chega e Iniciativa Liberal, e a abstenção de PCP, BE, Verdes, PAN e a agora não inscrita deputada Joacine Katar Moreira, a Lei do Orçamento de Estado para 2020.

Pretende-se passar a ideia, por um lado, de que existem profundas divergências entre os diferentes partidos e grupos parlamentares em torno do Orçamento do Estado. Porém, a realidade é outra.

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Quem vai pagar a Neutralidade carbónica?

No passado dia 12 de Dezembro, com o título “Quem vai pagar a factura da reconversão do aparelho produtivo capitalista?” denunciávamos de forma clara o programa político e financeiro do imperialismo europeu para transformar a Europa no primeiro continente verde do planeta, anunciado com pompa e circunstância pela nova Presidente da Comissão Europeia, a alemã Ursula von der Leyen.

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Terrorismo de Estado e
sobreexploração dos operários da construção

Os operários da construção civil representam um dos sectores do proletariado mais explorado e sujeito ao terrorismo por parte do grande capital. A classe não se esqueceu, certamente, do ataque que o governo de coligação de direita com a extrema direita de Passos Coelho e Paulo Portas – tutelado pelo parlemóide de Boliqueime, o ex-presidente da república Cavaco Silva – desferiu contra ela, sobretudo durante os anos de 2011 a 2015

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Luanda Leaks – por se matar uma andorinha não acaba a Primavera!

Uma colorida e mais do que duvidosa investigação jornalística, levada a cabo por um consórcio de jornalistas de todo o mundo, trouxe à luz do dia centenas de milhar de documentos que, alegadamente, denunciam a corrupção, o compadrio e o jogo de influências e favores levados a cabo pelo regime cleptocrático do ex-presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, que agora se esconde por detrás da figura da sua filha, Isabel dos Santos.

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Concentrar recursos no rápido restabelecimento das comunicações marítimas e reconstrução do Porto de mar nas Lajes das Flores

A Ilha das FloresPortoLajesAcores juntamente com o Ilha do Corvo são as únicas ilhas dos Açores situadas na placa americana. A Ilha das Flores é a ilha mais ocidental do arquipélago dos Açores. Foi encontrada em 1452 por Diogo de Teive na sua viagem de regresso da Terra Nova. Muito isolada, sofreu durante o seu povoamento, tal como o Corvo, diversos ataques de corsários. Integra desde 2009 a Rede Mundial de Reservas da Biosfera da UNESCO. Tem uma área de 141,7 Km2, montanhosa, com elevada pluviosidade, várias lagoas, cascatas e costas escarpadas.

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Preparando a guerra

Trump manda assassinar general iraniano

O imperialismo americano, sempre com base na sua versão da “soberania limitada” – que, sempre em busca de “melhores” soluções, copiou de Brejnev –, quando os seus interesses políticos, económicos e estratégicos são colocados em causa, recorrem a toda uma panóplia de agressões, assassinatos e guerras de ocupação e pilhagem.

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O que esconde a emigração massiva de enfermeiros?

O custo que representa para o Estado a formação de um enfermeiro é, em média, de 20 mil euros. É notória a extrema qualidade dessa formação, apreciada, sobretudo, pelos destinos de emigração que os jovens licenciados são forçados a trilhar por não encontrarem saída profissional em Portugal, país onde, com muito trabalho e empenho, obtiveram essa formação.

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Um Orçamento de Estado que agrava o caos no SNS!

Mesmo para os mais românticos ou para os mais cépticos, comprova-se a denúncia que o nosso Partido tem vindo, sistematicamente, a fazer, de que os sucessivos Orçamentos de Estado aprovados pelo governo de Costa/Centeno, são desenhados e executados para servir os interesses dos credores que impuseram à classe operária e aos trabalhadores em Portugal a aceitação do pagamento de uma dívida privada transformada em dívida pública.

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MACIÇO CENTRAL
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Distribuição de Comunicado
Aos Operários da Fábrica DURA na Guarda


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OE 2020 - A encenação que se prepara nos bastidores!

Levaram quatro penosos anos a tentar cnvencer – e a conseguir paralizar – a classe operária e os trabalhadores portugueses de que, dadas as condições concretas, seria melhor apoiar o executivo de Costa e Centeno e negociar, ponto por ponto, medidas que servissem quem trabalha, em vez de prosseguir no caos a que o governo de coligação entre a direita e a extrema-direita – PSD e CDS/PP – haviam levado o país.

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OE 2020 – Um ataque sem precedentes à classe operária e aos trabalhadores!

Entregue na Assembleia da República a Proposta de Orçamento de Estado para 2020, e após leitura das principais linhas programáticas, a primeira conclusão que se tira do documento, é a de que se trata de um Orçamento para satisfazer os interesses da banca e da finança, sobretudo internacional, que tem no governo de Costa e Centeno um lídimo defensor do princípio fundador do capitalismo que é a reprodução e expansão do capital para que sobreviva o sistema

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Brexit: renascer das cinzas para morrer de vez!

Tal como havíamos previsto no artigo que publicámos nestas páginas em 16.05 do corrente, anunciar a morte, política, económica, financeira e social do Reino Unido foi um exagero. Um exagero que, pelos vistos saiu caro a Corbyn e ao Partido Trabalhista, mas não só.

commonwealthNão só a direita conservadora ganhou as eleições como, à medida que se anunciavam os resultados que viriam a dar a vitória a Boris Jonhson, a libra valorizava em relação ao dólar. Ou seja, uma forma do imperialismo americano assinalar o seu agrado pelo resultado, sobretudo quando ele envolve a vitória da estratégia americana de congelar os apetites de protagonismo do imperialismo europeu na cena mundial.

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Madame Ferreira vai pôr a mão na massa dos fundos para o Green Deal

Sabem quem vai gerir os 100 mil milhões de euros do programa de reconversão industrial anunciado pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, no âmbito de um alegado Green Deal

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Quem vai pagar a factura da reconversão do aparelho produtivo capitalista?

Ainda nem se procedeu ao funeral de mais um nado morto que dá pelo nome de COP 25 – mais uma daquelas famigeradas Cimeiras da Terra que há mais de 40 anos só produzem mentira e vacuidade – e já a comissária política nomeada por Angela Merkel – chefe do IV Reich – para dirigir a superstrutura que representa os interesses da Alemanha nos territórios ocupados e dominados da Europa, a alemã Ursula von der Leyen, anunciava o seu programa político e financeiro para transformar a Europa no primeiro continente verde do planeta.

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O eco-histerismo e as teorias
neo-malthusianas

Em 1972, U Thant, então Secretário Geral das Nações Unidas (ONU), inaugurou a era das Cimeiras da Terra. Quase meio século depois de conferências e cimeiras ao que é que assistimos? A uma mão cheia de nada quanto a soluções para os problemas que os seus patrocinadores não se cansam de nos repetir.

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Um panorama de sublevação operária e popular percorre o mundo!

Sempre que eclode uma sublevação popular e a classe operária assume uma postura e uma energia revolucionária perante as exigências que ela reclama, a burguesia, o imperialismo, colocam-se em sentido, porque sabem que, desta vez, as lutas são para serem levadas muito a sério por ela.

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FÁBRICA DURA NA GUARDA:
UM GOVERNO TRAIDOR

AOS TRABALHADORES!
O estado de esgotamento em que se encontra o modo de produção capitalista é cada vez mais calamitoso! A demonstrá-lo, está a grave situação com que se depara, entre muitas outras empresas, a multinacional norte-americana DURA – Automotive da Guarda, e os mais de uma centena e meia de operários que ali vendem a sua força de trabalho. Senão vejamos!
DURA -entradaDepois de já anteriormente, ter procedido a várias reduções no número de trabalhadores em virtude da quebra na procura dos seus produtos, a Administração anuncia agora o despedimento colectivo de mais cerca de seis dezenas de operários, justificando a medida com a deslocalização da sua principal cliente – a alemã Magna BÖCO GmbH para a Índia, em busca de mão-de-obra escrava, mais barata, claro está!

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O Logro climático

Um pouco por todo o mundo, ao mesmo tempo que o grande capital promovia a euforia paranóica do black Friday (6ª feira negra), registavam-se procissões e manifestações, enquadradas numa “greve climática” juvenil, para que o poder burguês sentisse o pulsar da contestação dos jovens estudantes contra aquilo que convencionaram classificar de “crise climática”.

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PS e PSD querem a regionalização para não terem de ser escrutinados pelo voto popular

O tema da descentralização e da regionalização veio à baila, uma vez mais, este fim de semana.

António Costa, face ao entendimento que faz de que o povo está seguramente anestesiado pelas “contas certas” do seu executivo e pelas promessas de que vai fazer “mais e melhor”, habilitou-se a preparar o terreno para voltar à carga com o tema da regionalização.

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25 de Novembro de 1975 – a derrota do golpe social-fascista do PCP!

Numa senil tentativa de se apropriar das comemorações do 25 de Novembro de 1975 e do que esse episódio da história de Portugal representou, o deputado de extrema-direita Telmo Correia, que representa o CDS/PP na Assembleia da República, veio propor ao governo que “faça um levantamento das personalidades envolvidas no 25 de Novembro” (de 1975), que não tenham recebido a Ordem da Liberdade, a fim de lhes ser atribuida essa distinção “em vida ou até a título póstumo”.

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Aumento da venda de passes sociais provoca caos nos transportes urbanos e regionais

Existe um velho e sábio ditado popular que diz que quanto maior é a nau ... maior é a tormenta!
Desde a primeiríssima hora que o nosso Partido denunciou o autêntico Carnaval de manipulação que o governo de Costa e Centeno fizeram em torno da sua política de passes sociais em todo o país que, segundo a propaganda, iria tornar mais acessível o transporte aos trabalhadores e suas famílias, além de promover o desgongestionamento do tráfego automóvel, privado, nas cidades.
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17 de Novembro assinala um ano do Movimento Coletes Amarelos em França!

Hoje, dia 17 de Novembro de 2019, assinala-se um ano da data em que eclodiu em França o Movimento dos Coletes Amarelos.
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Parlamento Europeu absolve crimes do regime nazi e do fascismo!

Foi na 6ª feira passada, dia 15 de Novembro, que pela mão dos partidos de extrema-direita, fascistas e neo-nazis, respectivamente, CDS, Iniciativa Liberal e Chega, a Assembleia da República acolheu uma moção que pretendia colar o parlamento nacional a uma Resolução do Parlamento Europeu que associava o comunismo ao fascismo e ao regime nazi.

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Os fascistas e a pluralidade de opiniões

Reagindo aos protestos das populações que o aguardavam em Boticas, quando este ali estava a ser recebido na Câmara Municipal e transitava a caminho do Centro de Informação de Covas do Barroso, onde também o aguardava outro protesto popular, o Secretário de Estado  Adjunto e da Energia, João Galamba, teve uma daquelas tiradas oportunistas e mentirosas, recorrentes no PS: a de que os protestos representavam, “apenas”, uma parte das opiniões, que se desejam “plurais” – a parte da opinião contrária à exploração do lítio, havendo outra parte, no entanto, que está a favor.

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Repudiemos uma provocação à memória e à dignidade
do Camarada ARNALDO MATOS!

A razão da minha breve nota, de hoje, reside apenas nisto: repor a verdade, que, como sabemos, impõe deveres! E um dos deveres indeclináveis de quem a possui, é difundi-la; e, de preferência, no Órgão Central do PARTIDO fundado pelo querido e saudoso Camarada ARNALDO MATOS.

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Les 7 du Québec publicam documento do Camarada Arnaldo Matos sobre as Teses da Urgeiriça

Saudamos a inicitiva do camarada Luís Júdice, ao traduzir para francês e enviar para a webmagazine – Les 7 du Québec –,   o documento do Camarada Arnaldo Matos sobre as Teses da Urgeiriça  - I a XIII – síntese das principais teses expressas pela primeira vez sobre o carácter e natureza de classe das revoluções russa e chinesa e, em particular, sobre a revolução de Outubro e que foram publicadas e postas à discussão, no passado dia 9 de Novembro, na revista da internete, Les 7 du Québec, do marxista canadiano francófono Robert Bibeau.
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Enfermeiros reelegem Bastonária e afirmam não temer...a Temido!

Naquela que foi uma das eleições mais participadas de sempre, os profissionais da enfermagem acabam de reeleger , com cerca de 39% dos votos expressos, como Bastonária da Ordem dos Enfermeiros, Ana Rita Cavaco

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7 de Novembro – Aniversário da Revolução de Outubro
VIVAM AS TESES DA URGEIRIÇA!
Teses da Urgeirica 
VIVA O COMUNISMO!

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Pela Edificação do Partido

Publicamos o texto produzido e distribuído aos jovens de S. Miguel pelo camarada José Lourdes, membro do Comité do Partido na Ilha de São Miguel.

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Libertação imediata dos políticos catalães presos!

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Veja ou reveja o Programa Governo Sombra com Arnaldo Matos

(Clique na imagem para poder aceder ao vídeo)


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A REUNIÃO PLENÁRIA DO COMITÉ CENTRAL
DE 12 DE OUTUBRO APROVOU
REALIZAÇÃO DO I CONGRESSO EXTRAORDINÁRIO DO PARTIDO
EM 18 DE SETEMBRO 2020!

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20200517AcoresHoje pelas 15:00 horas, uma brigada do partido, composta pelos camaradas Pedro Leite Pacheco e José Afonso Lourdes, procedeu à colagem de um cartaz da semana da 35 horas, num mupi que o partido tem instalado na Ribeira Grande. No decorrer da colagem, ao passar um homem dentro de um carro, perguntou quando iam ter as 35 horas de trabalho semanal?
Por este comentário por parte de um possível operário já vemos que esta luta não foi, nem pode ser abandonada. O partido deve continuar esta luta pela imposição das 35 horas semanais de trabalho, no sector público e privado, como fez na então semana das 40 horas.

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Viva o 1.º de Maio Vermelho!

O capitalismo que, globalizado e mundializado, atingiu o seu estádio supremo e último – o imperialismo –, entrou em profunda crise, que se agiganta a cada dia que passa, e prepara-se para desferir o maior e mais reles ataque à classe operária e aos trabalhadores do mundo inteiro. Estamos perante uma crise mundial que se desdobra em várias frentes – sobretudo na frente económica que precede a crise sanitária do COVID-19, que por sua vez a agrava. E que levará inevitavelmente ao confronto final das duas classes antagónicas: a burguesia capitalista e o proletariado.

O sistema capitalista tem vindo, crise após crise, a aprofundar as suas contradições, recorrendo a vários instrumentos e mecanismos para sobreviver e para se reproduzir, sendo certo que todo o arsenal de medidas e tácticas definidas assentam numa única estratégia para se manter enquanto sistema: recuperar a taxa de lucro em queda bruta, ou seja, assegurar a perpetuação da acumulação do capital. Pode chamar-lhes austeridade, pode chamar-lhes seja o que for, até pode “inventar” medidas inauditas, mas o que sobra, na prática, é o agravamento da taxa de exploração da classe operária e o chorrilho de fome, miséria, desemprego, precariedade, doença, guerra e morte que o acompanha.

Ao mesmo tempo trava-se uma luta de morte entre os vários imperialismos pelo domínio do planeta, cuja reorganização geopolítica, com a crescente hegemonia do imperialismo chinês relativamente ao americano a acontecer com uma rapidez inesperada, desembocará certamente numa nova guerra mundial inter-imperialista.

A crise sanitária engendrada pela pandemia do Covid-19 só veio pôr a nu e acelerar as contradições e o esgotamento do modo de produção capitalista, em que a chamada crise ambiental, que a antecedeu, apenas teve e tem como objectivo iludir a crise mais geral e profunda em que se debate e para a qual não tem qualquer solução, já que esta passa obrigatoriamente pela modificação das relações de produção e consequente modificação do modo de produção permitindo um novo desenvolvimento das forças produtivas.

Essa crise no coração do capitalismo é uma crise económica e vem acompanhada por uma crise financeira, sendo que estas crises têm um efeito sistémico influenciando-se mutuamente, ou seja, “ a pseudo-solução” de uma das crises repercute-se e agrava a outra crise. Cada uma das crises alimenta a outra e desembocam as duas no Estado burguês, capitalista e imperialista, sem outra solução para a crise que não seja a do agravamento inaudito da opressão e da exploração do homem pelo homem cada vez mais insuportável aos povos e que só a podem superar pela Revolução Proletária Comunista triunfante.

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A Luta Contra o Liquidacionismo e a Salvaguarda do Órgão Central

Nos últimos dias, sobretudo após a formação do Comité Distrital de Lisboa, o Partido, a sua direcção e o Órgão Central, o Luta Popular online, têm sido alvo do mais vil e traiçoeiro ataque, em que o oportunista Lopes tem sido o rosto, mas não certamente o cérebro, apelando à acção de sucessivos golpes ao atropelo dos Estatutos e dos princípios organizativos do Partido. A constituição do Comité Distrital de Lisboa foi claramente um grande golpe para os liquidacionistas e, tal como a convocação do Congresso, levou ao desespero e actuação descabelada, sem norte, dos que sabem que não terão sucesso no Congresso, pelo que, em vez de estarem a preparar o Congresso e os relatórios a apresentar, tudo fazem para impedir a sua realização. Esse é o seu verdadeiro receio.
Trabalhar pela unidade é o critério fundamental para distinguir os que verdadeiramente querem construir e reforçar o Partido Comunista Operário.
No momento em que se aproximam grandes combates, unir e organizar o Partido é vital!Preparar o Partido para esses combates é o que todos deveriam estar a fazer. Tudo o que conduza à divisão, tudo o que seja fomentar guerras baseadas em confrontos pessoais, em vaidades pessoais, em frases esquerdistas com o recurso às redes sociais, mais não fazem do que minar e destruir o Partido. Não há ninguém, por mais ignorante que seja, que não conheça este princípio. E é essa a responsabilidade que lhes cabe e que vão ter de assumir no futuro.
Em 2015, o Comité Central da altura decidiu substituir o Secretário-Geral Conceição Franco pela arara bem-falante Garcia, com boa presença nos órgãos de comunicação. Todos concordaram. Nenhum se opôs, nem os que ainda cá estão! E ainda não se lhes ouviu uma autocrítica a esse respeito! O critério foi, pois, o de falar e apresentar-se bem! A política era um aspecto secundário. Foi um golpe à revelia dos Estatutos e da linha política do Partido. Contudo, não fosse a intervenção e denúncia do Camarada Arnaldo Matos, o arara era agora o secretário-geral do Partido, com todos a baterem palmas. Talvez alguns ainda continuem a pensar assim. Não sabemos, nesse caso, onde fica o apoio ao camarada Arnaldo Matos e à linha por si defendida e que em palavras muitos diziam e dizem apoiar. É sobre estes métodos e a ausência de vigilância revolucionária que todos, mas todos, devemos reflectir e aprender. O I Congresso Extraordinário do Partido foi marcado pelo Camarada para os dias 30 de Abril e 1 de Maio de 2016. Vai fazer agora quatro anos!

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Os Ocultistas

O Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses tem um grande historial no que concerne à luta de morte travada entre as duas linhas claramente antagónicas: A linha vermelha revolucionária e a linha negra contra-revolucionária e anti-partido.
A linha vermelha revolucionária tem lutado pela vida do Partido e pelo objectivo supremo do proletariado - a revolução comunista. Nos últimos meses, a linha vermelha revolucionária tem-se defrontado com inúmeros obstáculos e ataques, que tem conseguido vencer, mas que, naturalmente, se traduzem em atrasos nas tarefas que temos pela frente. Contudo, tem também conseguido  pequenas vitórias, como:

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Que Viva o Partido!


Camaradas,

O Comité Distrital de Lisboa constituiu-se no passado dia 22 de Março e constituiu-se na luta, (já ela pronunciadora dos grandes combates que se avizinham),  no combate aceso entre as duas linhas: a que quer organizar o Partido e a que quer a anarquia liquidadora no campo da organização.

Venceu a que luta pela organização do Partido.

O  Comité Distrital de Lisboa tem como objectivo principal  organizar, reforçar política e ideologicamente os militantes e simpatizantes do distrito na base de um plano,   que  visa, desde logo o seu  rápido alargamento.

Ao ser eleito secretário do Comité assumi desde logo este compromisso e não vou  pactuar  com qualquer um que não esteja disposto a lutar pelo Partido, mormente aqueles que tendo tido a oportunidade de integrar este órgão, podendo estar, neste momento a discutir organizadamente a situação do Partido, recorrem a métodos  bem antigos e  conhecidos do Partido, dos velhos  tempos do Machado, em que se levava quase uma hora antes de se entrar na ordem de trabalhos. Esta linha, que pretende vencer pelo cansaço, ressuscitou e pretendeu durante mais de uma hora impedir a entrada na ordem de trabalhos, interrompendo a reunião até para telefonemas e tentando dispersar a atenção dos presentes noutro foco que não o da constituição do órgão, para criar lançar a confusão com  discussões que não faziam parte da ordem de trabalhos, apelando ao sentimentalismo.

Estar no Comité Distrital de Lisboa, implica trabalhar e desde logo conhecer os seus concelhos. Contudo, em vez de se empenharem a conhecer os seus concelhos, (onde está o levantamento das fábricas do concelho de Loures, pedido, por exemplo, há mais de dois anos?) de contactarem pessoal e individualmente com os elementos do Partido no concelho, ficam em casa, lançando a confusão pretendendo dar orientações ao Partido. Volto a reafirmar, o Partido precisa de discutir e de se armar ideologicamente, mas tem de o fazer organizadamente. Quem quiser vir por este caminho servirá certamente o Partido. O contrário significa a anarquia, o fraccionamento a confusão. Um grupo de papagaios!

Não camaradas quem não se quer organizar, não tem direito à palavra no Partido. Quem resolve delatar o que se passa nas reuniões (bem vistas as coisas o sis nem precisa de espreitar as nossas reuniões. Há um relator), não merece a confiança.

É urgente que se alterem as concepções e os métodos de trabalho, o que passa obviamente pela elaboração de planos e balanços dos mesmos.

Vamos cometer erros? Certamente que sim. Mas se estivermos determinados, se usarmos correctamente a crítica e a autocrítica, se estudarmos afincadamente o Marxismo, se nos apoiarmos nos documentos e ensinamentos do Camarada Arnaldo Matos, venceremos.

A palavra de ordem é Organizar, Organizar, Organizar!


Lisboa, 3 de Abril de 2020

Carlos Pacheco

A crítica, a autocrítica e o comportamento de uma clique

Para que serve a crítica, a autocrítica e a vigilância dentro de um Partido Comunista?
Todos acham que sabem responder e dirão: para reforçar o Partido, para unir os contrários, para travar a luta política.
No entanto, há uma distância muito grande entre criticar com esse objectivo e fazer críticas, sem princípios, pessoalizando e transformando as discussões em contendas para confundir, dividir e impedir que o Partido se reorganize, como é próprio de cisionistas e fraccionistas.

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O desesperado ataque da clique fraccionista ao Partido!

Andam por aí uma araras desesperadas por terem sido denunciadas e isoladas pelo Partido devido às suas posições provocatórias, intriguistas, pidescas, fraccionistas e liquidacionistas, a atacar tudo o que o Partido e, sobretudo, o seu Órgão Central se empenhem em levar a cabo.

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O Comité Distrital de Lisboa

Prosseguindo a luta pela realização do I Congresso Extraordinário do Partido, que terá lugar a 18 de Setembro de 2020, no dia do 50.º Aniversário da sua fundação, e de acordo com o plano estabelecido pela comissão organizadora do Congresso, foi dado mais um importante passo na edificação do Partido Comunista Operário.

Foram vários os textos em que o Camarada Arnaldo Matos se referiu à importância da constituição dos Comités Distritais e Regionais e à necessidade vital da sua criação como o passo decisivo para a organização e consolidação do Partido, (Os Comités Distritais e Regionais do Partido e Os Secretários Distritais e Regionais do Partido) , para o reforço da ideologia, da política e da organização do Partido, aspectos absolutamente necessários no momento que o Partido atravessa, para que se volte a pôr a política no centro das discussões, e “para corrigir os graves desvios da linha geral do Partido”.

A constituição do Comité Distrital de Lisboa do PCTP/MRPP foi um passo importantíssimo, que resultou de uma luta travada contra sucessivos boicotes, que, aliás e como seria natural, também estiveram presentes na reunião da sua constituição, boicotes perpetrados pela linha liquidacionista, cisionista e reaccionária, que foi denunciada pela esquerda do Partido que se soube unir em torno de uma linha política comunista, operária, impedindo que a anarquia e a indisciplina frustrassem que a discussão no seio do Partido se faça de acordo com os princípios organizativos do Partido.

Analisada a situação política actual, quer no país, quer no seio do Partido, de forma acalorada e firme, foi eleito o Secretário do Comité Distrital de Lisboa que terá uma semana para apresentar um Plano de Acção, firmado no contexto do Congresso que se realizará ainda no corrente ano, e dos ensinamentos que o camarada Arnaldo Matos nos legou acerca da organização distrital em que o Partido deve assentar – objectivos políticos, objectivos organizativos e táctica e estratégia a adoptar.

Ao camarada Secretário agora eleito foi desejado bom trabalho, com a garantia de uma participação activa nas imensas e importantes tarefas políticas e organizativas que o Comité Distrital de Lisboa tem pela frente, por parte de todos os camaradas presentes, que demonstraram uma elevada consciência de que este é um dos pilares mais importantes da organização do Partido – os Comités Distritais e, sobretudo, o do distrito de Lisboa, um dos mais populoso do País.

24 de Março de 2020

O Comité Distrial de Lisboa

 

COMUNICADO

Logo após o encerramento da Sessão de Evocação ao Camarada Arnaldo Matos – 22 de Fevereiro de 2020 –, o Comité Central do PCTP/MRPP reuniu e, pondo em prática o princípio de que homenagear o camarada é seguir o seu exemplo, é lutar pelo reforço e unidade do Partido, começando, desde logo, pela sua organização e direcção,  decidiu:

1-    Proceder à cooptação dos camaradas José Lourdes, membro do Comité da Ilha de São Miguel, nos Açores e João Morais da organização do Partido no Porto, a quem endereçou os votos de bom trabalho na árdua tarefa de direcção do Partido e da classe operária na luta pela vitória da Revolução Proletária Comunista. Em resposta, os camaradas cooptados para o Comité Central manifestaram um elevado espírito de luta pela edificação do Partido, nomeadamente pela vitória da linha revolucionária comunista no Congresso Extraordinário, marcado para 18 de Setembro.
2-    Fazer o balanço da homenagem levada a cabo pelo Partido ao camarada Arnaldo Matos, desde a sua preparação e que passou por: (I) obtenção do espaço para a realização; (2) divulgação da sessão: entrevista sobre o camarada, passada em três rádios locais; produção e distribuição do convite, concepção, produção e organização de materiais para decoração da sala;  (III) edição de duas brochuras: “Reorganizar o Partido Revolucionário do Proletariado”, artigo do Bandeira Vermelha n.º 1 de Dezembro de 1970, e “O Comunismo no século XXI”, transcrição da palestra que o camarada Arnaldo Matos proferiu a 18 de Março de 2000; exposição; e a sessão de evocação propriamente dita, constante das várias intervenções.
Concluiu pelo enorme êxito da realização no seu conjunto, traduzida na presença de camaradas de diversos pontos do país, realçando que a unidade e a vontade de avançar na consolidação do Partido foi o aspecto principal. O Comité Central destacou o trabalho e o empenho revelado pela Comisão Organizadora da Evocação, sem o qual esta homenagem, preparada num espaço de tempo tão curto, não teria sido possível.
3-    Acolher e aprovar a sugestão de camaradas para passar a designar a sede nacional do Partido de Sede Arnaldo Matos e de designar a colecção de brochuras, agora iniciada e que incluirá a publicação das principais intervenções e textos escritos do camarada Arnaldo Matos, de Cadernos Arnaldo Matos.

Viva o I Congresso Extraordinário do Partido!

Lisboa, 22 de Fevereiro de 2020

O Comité Central

MACIÇO CENTRAL:
FUNDAÇÃO DO COMITÉ DO PARTIDO
PARA O DISTRITO DE VISEU!
MarxFundacaoCDViseu

RUMO AO CONGRESSO EXTRAORDINÁRIO
18 SETEMBRO 2020

Quando em 2015 na Região do Maciço Central, um grupo de homens e mulheres, representando os 3 distritos abrangentes: Castelo Branco, Guarda e Viseu, solicitaram ao camarada Arnaldo Matos a sua presença para a realização do colóquio nas instalações da Central de camionagem da cidade da Guarda, fizeram-no de forma convicta; para lhe manifestar todo o apoio, e, lançar mãos à obra da reorganização do Partido, tendo em vista a sua refundação em Congresso Nacional, que dadas as dificuldades encontradas se viu sucessivamente adiado não obstante todo o esforço desenvolvido, até ao último fôlego de vida, pelo fundador do PCTP/MRPP.

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A LUTA,
O ANIVERSÁRIO E O CONGRESSO DO PARTIDO

     Há cerca de meio século, liderado por Arnaldo Matos, surgiu em Portugal o movimento revolucionário que a 18 de Setembro de 1970 culminaria na fundação do Movimento Reorganizativo do Partido do Proletariado (MRPP), destinado a demonstrar, através da prática, do estudo e da propagação do marxismo que, o Homem não veio à terra para ser transformado em merda!
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ROMPER PARA TODOS OS QUADRANTES! 
REUNIÃO NO PORTO

No dia 4 de Dezembro de 2019 realizou se a primeira reunião após as eleições legislativas, a primeira de muitas com os objectivos da divulgação do marxismo, da luta por uma sociedade de iguais e da concretização do congresso do partido, que se vai realizar no dia 18 de Setembro de 2020. Acontece um ano e três dias depois da última intervenção pública do nosso camarada Arnaldo Matos, e no mesmo local, a livraria Canto III na rua da Boavista.

PrimeiraReuniaoPubLer mais


A BURGUESIA ESPREITA!
É HORA DE AGIR!

Não é algo novo dizer-se que a pequena-burguesia vai-se revelando dentro do nosso partido, agindo de forma cobarde, canalha e contra-revolucionária com vista a minar e destruir os sucessos e feitos que o proletariado revolucionário edificou e continuará a edificar com o objectivo final da transição do modo de produção capitalista burguês para o modo de produção comunista, e pelo estabelecimento de uma sociedade de iguais, sem exploração nem opressão.

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MACIÇO CENTRAL
FUNDAÇÃO DO COMITÉ DO PARTIDO
PARA O DISTRITO DE CASTELO BRANCO
MarxeEngels

RUMO AO CONGRESSO
POR UM PARTIDO COMUNISTA PROLETÁRIO MARXISTA!

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LIQUIDAR O LIQUIDACIONISMO

Críticas às demissões

Carta do camarada José Afonso Lourdes

Caros Camaradas,
O partido não se irá fortalecer com demissões e actos nitidamente capitulacionistas e principalmente com atitudes de chantagem.
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Carta do camarada Pedro Pacheco

Camaradas
Não é de abandonos nem de demissões a memória da preclara e poderosa passagem do camarada Arnaldo Matos pela modelação do corpo da história nacional e internacional contemporânea e não menos da memória do devir humano.

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Carta do camarada Carlos Pais

Este email é só para informar que não irei enviar mais emails para demissioários.
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O Comité Central, reunido no passado dia 10 de Novembro e após análise e discussão das tomadas de posição do camarada Carlos Paisana e do abandono por três camaradas dessa reunião, aprovou as seguintes duas resoluções:

Resolução

O Comité Central do PCTP/MRPP, reunido a 10 Novembro 2019, analisou a gravidade da apresentação da demissão do camarada Carlos Paisana através de e-mail enviado ao Comité Central, posição que oportunisticamente recusou discutir frontal, leal e honestamente na presença dos restantes membros do Comité Central, posição essa que assumiu claramente perante todos os restantes membros, quando a reunião o convocou, mais uma vez, telefonicamente para estar presente a fim de  apresentar e discutir as suas posições.
O Comité Central condena veementemente tal atitude fraccionista e liquidacionista, que é em tudo contrária aos princípios de organização e de disciplina estatutária do Partido baseada no centralismo democrático, e não no policentrismo, visando de forma consciente a destruição da direcção do Partido com tal atitude. Assim,

  1. O Comité Central nunca vai aceitar que se transformem as redes sociais ou a net em fóruns de discussão interna do Partido, como pretende o camarada Paisana. As discussões fazem-se nos órgãos próprios. O Partido é uma organização política comunista marxista e não um bando de diletantes.
    Esta questão já foi suficientemente discutida no Partido, pelo camarada Arnaldo Matos, mas, pelos vistos, apenas se fingiu concordar, pois os métodos continuam a ser exactamente os mesmos.
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RESOLUÇÃO

O Comité Central do PCTP/MRPP, reunido a 10 Novembro 2019, para dar cumprimento à Ordem de Trabalhos da respectiva Convocatória, analisou a gravidade dos actos e declarações praticados pelas camaradas Adelaide, Maria Paula e Regina, ao abandonarem a reunião do Comité Central, quando conheceram, através de telefonema feito em directo, na própria reunião, a recusa determinante por parte do camarada Carlos Paisana em estar presente na reunião e nela apresentar de forma honesta, frontal e leal as razões da sua demissão, esta remetida oportunisticamente via e-mail, método inadmissível para ser utilizado por qualquer comunista que encontra os seus camaradas na sede, pretendendo utilizar o mail para discussão das questões de Partido, nomeadamente as suas.

Assim,

  1. Considerando que estas camaradas agiram provocatoriamente, corporizando uma linha liquidacionista contra o Partido, ao se assumirem claramente constituídas em grupo cisionista, manifestando-se contra a linha política do Partido, os seus princípios de organização e de disciplina estatutária, baseada no centralismo democrático;  

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Policentrismo – eu avisei!

Num artigo que escrevi para o Luta Popular online, sob o título Policentrismo, entretanto “apagado” das suas páginas – vá-se lá saber porquê –, afirmava que “...se instalou no seio do Partido uma corrente que...” o camarada Arnaldo Matos, “...tal como no passado o havia feito Lenine, classificou de oportunista e revisionista”, corrente à qual dei a designação de policentrista.

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O Luta Popular online e a Refundação do Partido Comunista Proletário Marxista

O Luta Popular online é o Órgão Central do PCTP/MRPP, o que significa que as posições tomadas pelo Partido são as publicadas no Jornal. Os militantes, simpatizantes e amigos do Partido devem tomar conhecimento das posições do Partido através do seu Órgão Central e não por qualquer outro canal de comunicação.

Nesse sentido, e para que não persistam dúvidas, e apesar de já ter sido objecto de estudo, republicamos um artigo do camarada Arnaldo Matos, datado de 04-05-2016 , no qual está claramente explicado qual é a função do Luta Popular.

       15OUT19                                                                             CG

Uma vez mais: O que é o Luta Popular Online? 

Agora que os comunistas portugueses estão a obter importantes sucessos na sua luta contra os liquidacionistas, com vista à refundação de um partido marxista revolucionário proletário, aumentou a colaboração dos militantes e simpatizantes do Partido para o Luta Popular Online.

Isso obriga-me a vir aqui uma vez mais explicar aos nossos leitores o que é o Luta Popular Online e qual é o tipo de colaboração que deles esperamos e desde já lhes agradecemos.

O Luta Popular Online é o jornal político de âmbito nacional do Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses (PCTP/MRPP). Por enquanto, sai em suporte digital, mas a intenção do Comité Central do Partido é a de editá-lo em suporte de papel, assim que se acharem reunidas as condições políticas, económicas, técnicas e organizativas para tanto.

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HONRAR OS MÁRTIRES DO PARTIDO

A história do PCTP/MRPP é a história da luta empreendida pelos autênticos comunistas - contra toda a casta de oportunistas, arrivistas, carreiristas, liquidacionistas e outros lacaios da burguesia infiltrados no seio do movimento operário -, em prol da edificação do Partido do Proletariado.

HONRAR OS MÁRTIRES DO PARTIDONesta luta prolongada e difícil houve mártires e, sabe-se, que muitos outros tombarão até que a vitória da Revolução Proletária estabeleça a nova ordem da qual resultará a construção da futura sociedade comunista.

Ribeiro Santos e Alexandrino de Sousa são dois mártires do Partido e da Revolução que, independentemente do futuro do Partido a que pertenceram, nunca serão esquecidos pelo povo e pelo proletariado, por quem deram a própria vida.

Mas, hoje, do partido a que eles pertenceram, e após o desaparecimento físico do seu fundador, apenas restam despojos da heróica luta travada, e herdeiros ilegítimos de dentes afiados, desafiando quem se propõe honrar verdadeiramente os gloriosos combatentes tombados.

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honra a ribeiro santos

Outubros… 

Outubros Gloriosos

Em seu resplendor de mil cores de Outono

Iluminando memórias

Da História da Humanidade

Outubros Ardentes

Da folhagem madura

E dos frutos seus esplendores…

Entoando hinos à fecundidade

Outubros Sangrentos

De mártires assassinados pela tirania

Eternizados na luta

Dos explorados contra a burguesia

Outubros Vermelhos

Inquietos…

De ânimo renovado

Rumo à Revolução Comunista do Proletariado

Outubros do Futuro

Sonho de nascentes verdes a brotar

Em fluxo de floração suprema

Com que a Humanidade se há-de libertar!

 

José Cruz

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Mãos ao ar, isto é um assalto...ao poder! 

Nem vinte e quatro horas decorridas da contagem dos votos e já vários candidatos ao assalto ao poder, ou seja, a reparti-lo com o PS de Costa/Centeno, faziam fila e se punham em bicos dos pés. 

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O voto (f)útil!

Bem se podem esforçar Costa e Centeno, com a prestimosa ajuda das suas muletas do PCP, BE e Verdes, em apresentar um quadro de optimismo, de evolução positiva e riqueza para o povo e o país, que aí estão os mais recentes dados do eurobarómetro para deitar por terra as ilusões criadas.

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O desmantelamento do reactor nuclear de Sacavém
e as Jornadas Mundiais da Juventude

Numa operação envolta em total secretismo, o único reactor nuclear construído há mais de 50 anos em Portugal está a ser desmantelado. 

Na primeira fase, o coração do reactor – o núcleo com o combustível nuclear – foi transportado do Campus Tecnológico e Nuclear, sito na Bobadela, perto de Sacavém, para o Ponto de Apoio Naval de Tróia onde seria embarcado, em Março passado, num navio que transportaria esse material para os Estados Unidas da América. 

desmantelamentoÉ de toda a justiça que se reproduza, aqui e agora, um tuíte do camarada Arnaldo Matos no qual, sob o título O PAPA, A JUVENTUDE E O REACTOR NUCLEAR DE SACAVÉM, este fazia uma vigorosa e lúcida denúncia da política nuclear dos sucessivos governos PS e PSD, de arrogante desleixo criminoso, a propósito das Jornadas Mundiais da Juventude, que ocorrerão em 2022 no Parque Tejo, conforme foi anunciado pelo papa Francisco durante as últimas JMJ que tiveram lugar na cidade do Panamá, em Janeiro do corrente ano.

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Contas Certas?
 

Uma das frases mais utilizadas por Costa e Centeno para classificar a boa governança do executivo que lideram – com a prestimosa ajuda e cumplicidade das muletas do PCP, BE e Verdes, às quais se juntou o PAN – é a de que o PS cumpriu a sua promessa eleitoral de levar o país a ter contas certas. 

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Um Costa sagaz ou um rabo escondido com o gato de fora?!

No final da legislatura, PS e suas muletas do PCP, BE e Verdes desdobram-se em iniciativas para demonstrar que cada um deles, por sua iniciativa ou por acordo entre todos, são responsáveis pelo enorme sucesso do governo que brevemente cessará funções.

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VIEIRA DA SILVA, O MINISTRO DO CAPITAL NUM GOVERNO FASCISTA 

Vieira da Silva, ministro do trabalho e da segurança social, foi um dos ministros que integrou a tróica de gauleiters na repressão da greve dos motoristas, a mando e sob o comando do seu führer Costa.

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Viva a Justa Luta dos Motoristas!

O Partido manifestou, desde o primeiro momento, nos vários artigos publicados no Luta Popular online, o apoio à luta dos Motoristas Viva a Justa Luta dos Motoristasde Mercadorias e de Matérias Perigosas, denunciando as posições reaccionárias e provocatórias de patrões e do governo de Costa e suas muletas: PCP e BE.

Hoje, primeiro dia de greve, o Partido manifestou o seu apoio incondicional a esta justa luta, através de uma Nota à Imprensa, que publicamos, em seguida.

Publicamos também as mensagens de solidariedade e apoio enviadas às direcções do Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias (S.I.M.M) e Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP).

http://lutapopularonline.org/index.php/correspondencia/2562-sindicato-independente-dos-motoristas-de-mercadorias

http://lutapopularonline.org/index.php/correspondencia/2563-sindicato-nacional-dos-motoristas-de-materias-perigosas 

PCTP/MRPP APOIA INCONDICIONALMENTE A JUSTA GREVE DOS MOTORISTAS DE MERCADORIAS E DE MATÉRIAS PERIGOSAS E MANIFESTA A SUA FIRME SOLIDARIEDADE PARA COM ESTES TRABALHADORES EM LUTA.

Tal como já o manifestou junto das direcções do Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas /SNMMP) e Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias (S.I.M.M.), o Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses (PCTP/MRPP) desde início que exprimiu o seu total apoio à corajosa e justa luta que estes trabalhadores travam, não apenas contra o mais cavernícola dos patronatos representados pela ANTRAM, como contra as manobras provocatórias, intimidatórias e verdadeiramente fascistas do governo reaccionário do governo de Costa e suas muletas PCP e BE, estes, através da direcção traidora e social-fascista da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (FERTRANS), prestimoso braço direito do capanga da ANTRAM e militante do PS Matias de Almeida.

A greve dos motoristas em curso constitui um poderoso exemplo de coragem, combatividade e firmeza para a luta do movimento operário, desde logo por ter arrostado, sempre sem ceder, com uma miserável e nunca vista campanha de chantagem, de ameaças e de intoxicação da opinião pública, por parte de um governo e de um primeiro-ministro que, sentindo-se derrotados, não puderam esconder a sua verdadeira face de inimigos da classe operária e de todos os que trabalham e se recusam a ser explorados e escravos sujeitos a ritmos infernais de trabalho.

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Os fura greves 

Fenómeno recente, com apenas dois anos, são as lutas dos trabalhadores dirigidas e protagonizadas por novas estruturas sindicais, em manifesta ruptura com as centrais sindicais da “concertação social” e da mais miserável pactuação com os interesses do patronato e do estado que o representa. 

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COSTA E A GREVE DOS MOTORISTAS

UM MEDIADOR QUE É PARTE

OU O INCONTIDO ÓDIO AOS TRABALHADORES

António Costa é frequentemente elogiado pela sua habilidade política, como primeiro-ministro de um governo reaccionário, e por saber usar a demagogia com particular mestria.

Ou seja, um perito em levar pela trela e amansar os social-fascistas do PCP de Jerónimo e os social-democratas do BE de Catarina Martins, silenciando a sua farronca oportunista de esquerda, atirando-lhes umas migalhas que não incomodem os capitalistas e imperialistas europeus.

Mas os fascistas por mais que se contenham e se mascarem nunca deixam de ser fascistas.

E Costa e alguns dos seus ministros mais fiéis têm disso dados vários exemplos ao longo do seu consulado, no ódio que têm aos costa e a greve dos motoristastrabalhadores.

Foi assim com a intervenção da polícia de choque contra os estivadores em greve, foi assim com a chantagem da ameaça de demissão contra a luta dos professores, perante a firmeza destes (atraiçoada pelo PCP e BE) e é agora de novo com a greve dos motoristas de mercadorias perigosas.

Depois de o Sindicato dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) ter chegado a acordo com a ANTRAM, em resultado da última greve realizada no passado mês de Abril, os patrões resolveram provocatoriamente incumprir esse acordo.

Em face disso, o SNMMP e o Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias (SIMM), decidiram convocar nova greve por tempo indeterminado para o próximo dia 12 de Agosto, cientes de que esse é o instrumento prioritário e eficaz dos trabalhadores para lutarem pelas suas reivindicações.

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PS e PSD querem pôr a mão no pote dos fundos europeus para a regionalização! 

Comissão Independente para a Descentralização, criada em 2018 para avaliar a organização e funções do Estado ao nível regional e intermunicipal, conduzida pelo antigo ministro socialista João Cravinho, entregou na 3ª feira passada, dia 30 de Julho, um relatório em que sugere um novo referendo sobre a Regionalização, sem que o “alcance regional” seja questionado, e aconselhando que o processo seja “sujeito a uma permanente monitorização e avaliação”.

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NÃO À PRIVATIZAÇÃO DOS SIMAR!

CONTRA A GESTÃO CAPITALISTA DO PCP EM LOURES!

 

Ao fim de cerca de cinco anos da formação dos Serviços Intermunicipalizados de Águas e Resíduos de Loures e Odivelas (SIMAR), simarBernardino Soares e os social-fascistas da vereação de Loures abrem caminho à privatização destes Serviços, ao tomarem recentemente várias medidas que encobrem esse objectivo.

Isto para além de, pela primeira vez na história deste município e através de um despacho do administrador e cacique do PCP Paulo Piteira, terem tido a ousadia de quererem obrigar os trabalhadores da recolha do lixo a trabalharem no feriado municipal do passado dia 26 de Julho, medida vergonhosa essa que só não foi aplicada, perante a convocatória de uma greve para esse dia.

A crescente tentativa, por parte dos gestores capitalistas de Bernardino, de liquidação do serviço público actualmente prestado pelos SIMAR tornou-se de tal modo escandalosa que até os próprios correligionários do PCP se viram obrigados a manifestar alguma inquietação (na verdade, não passará disso), para não ficarem desmascarados perante os trabalhadores que dizem defender.

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PSA – Mangualde:

DIZER NÃO À ESCRAVIDÃO!

E PROCLAMAR A EMANCIPAÇÃO DA CLASSE OPERÁRIA! 

Criado há 57 anos, o Centro de Produção de Mangualde, com o progresso industrial obtido à custa da força de trabalho dos seus operários, transformou-se na Grande Fábrica – PSA –, onde perto de um milhar de homens e mulheres produzem um astronómico volume de riqueza que diariamente lhe foge das mãos…, recebendo em troca, apenas, exíguas migalhas para o seu sustento!...

Hoje, a quantidade de riqueza, assim como a concentração da força de trabalho que a produz, são incomparavelmente maiores doescravidao que aquelas que no primeiro ano de produção (1964) permitiram, à então Citroen, pôr no mercado automóvel as 472 unidades do modelo AZL, o conhecido Citroen 2CV, produzidas ao longo desse ano…

A diferença de números é abismal... Só nos primeiros 6 meses deste ano, os actuais cerca de 800 operários e operárias da PSA produziram 38 mil automóveis – mais 15,1% do que no mesmo período do ano passado!

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Prossegue Genocídio Fiscal! 

Dados trazidos a público pela PORDATA, no final desta semana, traçam um retrato da situação demográfica há muito pré-anunciado por nós e deveras preocupante. 

As sucessivas medidas terroristas e fascistas que o governo de traição nacional – o governo de coligação entre a extrema-direita do CDS/PP e da direita do PSD - foram impondo aos trabalhadores e ao povo português, com o cortejo de roubos dos salários, do trabalho, das pensões e reformas, a crescente negação do acesso à saúde e à educação, o aumento de impostos sobre o trabalho e a carestia generalizada de vida, aumentando bens essenciais, desde a água à luz, passando pelos transportes, as rendas de casa, a alimentação e o gás, levou-nos a considerar que os sucessivos Orçamentos de Estado que Coelho e Portas foram lavrando, constituíam um autêntico acto de genocídio fiscal.

grafico 

Genocídio fiscal prosseguido pelo governo de Costa/Centeno, com a prestimosa colaboração das muletas do PCP/BE e Verdes que, ao mesmo tempo que celebram as realizações do actual governo, escamoteiam o facto de este estar a ser o governo que maior carga fiscal impôs ao povo – 35,4% em 2018, o valor mais alto desde 1995!!!

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Incêndios – meio facilitador da acumulação capitalista nos campos! 

incendiosHá mais de 40 anos que, ano após ano, quando o país arde, lá vêm os sucessivos governos que à vez, sozinhos ou coligados – e relembramos que, praticamente todos os partidos do “arco parlamentar”, passaram pelos bancos do poder – , e assessorados por um batalhão de “especialistas” de tudo e mais alguma coisa, afirmar, por um lado, que a culpa foi dos incendiários ou da natureza e, por outro, que agora, sim, irão ser tomadas medidas na direcção certa que, segundo todos eles, é a prevenção. 

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18 de Julho de 1975 – Libertação do camarada Arnaldo Matos e dos militantes do MRPP presos pelo COPCON/PCP 

O dia 18 de Julho de 1975 constituiu um marco indelével na história da luta da classe operária e dos comunistas portugueses do MRPP, sob a direcção do camarada Arnaldo Matos, contra a ditadura social-fascista, pela liberdade e democracia e continuação do combate pela revolução comunista.

278Pelas 22H30 do dia 28 de Maio de 1975 o COPCON, recorrendo aos comandos e às chaimites do fascista Jaime Neves e militares de unidades controladas pelo PCP, iniciou a operação Turbilhão, assaltando e saqueando todas as sedes do MRPP da região de Lisboa, e prendeu o camarada Arnaldo Matos e mais de quatro centenas de militantes e simpatizantes do Partido.

O objectivo desta operação terrorista havia sido previamente apontado pelo PCP na assembleia do MFA que a aprovou, em particular pelo seu maior cacique o social-fascista coronel Varela Gomes – eliminar fisicamente o camarada Arnaldo Matos, fundador e secretário-geral do MRPP e destruir e aniquilar o Partido.

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Lambe botas Marcelo de gatas em Paris

UM PRESIDENTE, UM GOVERNO E UM PARLAMENTO DE LACAIOS E ANTIPATRIOTAS

Marcelo Rebelo de Sousa, no caso em postura igual à do governo de Costa e das suas muletas PCP e BE, fez questão de se pôr mais uma vez a lambebotas1quatro patas perante o imperialismo francês e europeu, aceitando estar presente, a convite do cretino Macron, no desfile militar do 14 de Julho, data que comemora a Tomada da Bastilha e a vitória da revolução burguesa de 1789 em França.

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As comemorações do 14 de Julho tiveram lugar sob o signo da guerra

A França celebrou, no passado dia 14 de Julho, a queda da Bastilha. No palanque presidencial, a ladear Macron, estiveram Angela Merkel, o Presidente da República Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa e vários altos representantes da União Europeia.

14deJulhoEste ano, a grande festa nacional da burguesia francesa foi assinalada na capital, Paris, com um grande desfile militar. Macron aproveitou a oportunidade para fazer desfilar mais de uma centena de militares espanhóis, conjuntamente com destacamentos militares de outros países que fazem parte de um projecto de cooperação militar europeu por si impulsionado. 

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Depois Dos Incêndios As Minas A Céu Aberto!...

Que País É Este?

São passados dois anos sobre os primeiros incêndios do trágico ano de 2017; com mais de uma centena de mortos, milhares de hectares de área ardida e centenas de casas destruídas! E, para o mesmo governo de incompetentes e assassinos, sem um pingo de vergonha nas fuças, hoje tudo está muito melhor…

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