Opinião

Pescadores das Ilhas do Pico, São Jorge e Santa Maria

Pescadores das Ilhas do Pico, São Jorge e Santa Maria

Arnaldo Matos

No ano passado, os pescadores da Ilha do Pico aumentaram em 40% as exportações das quantidades de peixe capturado pelas suas embarcações nos mares do grupo central do arquipélago açoriano.

Conjuntamente com São Jorge e Santa Maria, a ilha do Pico registou um crescimento muito positivo na exportação de pescado em 2016, com São Jorge a exportar 33 304 kgs, mais 100,4% do que em 2015.

A pequena ilha de Santa Maria também fez crescer significativamente a massa das suas capturas, elevando-as para 48 435 kgs, em comparação com os 31 579 kgs pescados no ano anterior.

Nas restantes seis ilhas do arquipélago, verificaram-se quebras significativas nas capturas do ano transacto, pois as exportações na Região diminuíram 21,5% em relação ao ano de 2015, descendo de dois milhões de quilogramas para 545 mil.

As quebras da exportação registaram-se em todas as espécies capturadas, mas atingiram sobretudo as fileiras do atum e do goraz, com especial restrição nas capturas do atum patudo, objecto de assalto descontrolado das frotas pesqueiras francesa e espanhola, sem nenhuma espécie de vigilância da força aérea e a marinha portuguesas.

Laborando especialmente as espécies bonito (gaiado) e patudo, a indústria conserveira açoriana, que importa frequentemente as suas próprias matérias-primas, não reflecte a quebra da tonelagem do pescado, pois exportou em 2016 cerca de oito milhões e duzentos mil quilogramas de peixe em conserva, no valor de 48,1 milhões de euros (em 2016: 2 milhões e duzentos mil quilogramas por 48,9 milhões de euros).

Mais de metade das conservas de peixe açorianas (4,1 mil toneladas, por 19,1 milhões de euros) destinou-se ao mercado nacional, exportando as cinco fábricas conserveiras existentes na Região para a União Europeia duas mil toneladas, por 10,6 milhões de euros.

Este ano foram substancialmente reduzidas as cotas de captura de alguns espécies, nomeadamente o patudo e o goraz, sem que o governo central e o governo regional se tivessem erguido contra a rapina das espécies da nossa zona económica exclusiva pelas frotas estrangeiras.

Além disso, apesar de ter diminuído em 21,5% a tonelagem do peixe capturado, os pescadores receberam rendimentos muito inferiores aos do ano passado, o que mais uma vez comprova o roubo a que a Lotaçor se compraz relativamente ao trabalho dos pescadores, pois a redução da tonelagem capturada não determinou o aumento do preço médio de arremate na lota ou de venda ao público.

Os pescadores dos Açores devem dissolver a Lotaçor e regressar ao sistema de lota tradicional. E devem exigir o contrato de trabalho a bordo e a Escola de Pesca, para desenvolvimento das suas já muito notáveis capacidades piscatórias.

13.03.2017

 

 

 


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EUROPEIAS 2019

apeloaovoto

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Em bicos dos pés !

O PS sempre assumiu o papel de “vendilhão do templo”! Começou por vender a ideia de que a “opção europeia” era a que melhor servia o povo português. Sem qualquer discussão ou consulta prévia ao povo, decidiu aceitar as “regras” impostas pela então CEE, que obrigaram Portugal a destruir praticamente todo o seu tecido produtivo – desde a Lisnave à Mague, passando pela Sorefame, pela agricultura e agro-pecuária até à frota pesqueira e à marinha mercante. 

Queixa-se agora da monumental abstenção que se regista para as eleições para o Parlamento Europeu. Há 5 anos foi de 66%!!! Mas, o que esperar?! Aquando da adesão à CEE e à moeda única, o PS nunca tomou qualquer iniciativa de levar à discussão pública tais decisões e, muito menos, as suas implicações. Como, amor com amor se paga, a classe operária, os trabalhadores e o povo português, retribuem...com a sua abstenção! 

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Brexit – o exagero de uma morte anunciada!


No debate promovido pela RTP e pela RTP 3,  no passado dia 13 de Maio, à noite, o cabeça de lista às eleições para o Parlamento Europeu do PCTP/MRPP, Luis Júdice, afirmou que o Brexit só poderia ser entendido no quadro da guerra inter- imperialista que, apesar de ainda se encontrar em fase larvar, já está em curso.

 

commonwealthNa altura, Luis Júdice assinalou que não era por acaso que o processo da saída do Reino Unido da UE estava a ser liderado por várias forças da direita e da extrema-direita daquele país, pois são as forças que melhor representam os interesses dos grandes monopólios e do imperialismo britânico, apostados em fazer vingar a sua posição na mesa da divisão dos despojos dessa guerra imperialista em preparação.

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 Sibiu – a Cimeira do desespero do imperialismo europeu! 

Perante a mais que provável possibilidade de as próximas eleições europeias, que terão lugar a 26 de Maio, se traduzirem no maior nível de abstenção de sempre – existem sibiussondagens que apontam para 70% de abstenção -, inicia-se hoje em Sibiu, na Roménia, uma Conferência de líderes europeus, supostamente para celebrar o “Dia da Europa”. O desespero entre as hostes do imperialismo europeu é evidente, tanto mais quando são inegáveis os sinais da desagregação da União Europeia e do euro.

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Quando a montanha só pare ratos

Na passada 5.ª feira, dia 2 de Maio, numa reunião da Comissão Parlamentar da Educação, foi aprovada com os votos a favor do PSD, CDS, PCP, BE e Verdes e os votos contra do PS, a justeza do TEMPO que os professores reclamam de há muito para que lhes sejam retornados os 9 anos, 4 meses e 2 dias que lhe foram roubados às suas carreiras, aos seus salários, aos seus direitos. 

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45 Anos depois do 25 Abril 

O ÓDIO DO ABRILISTA E COBARDE VASCO LOURENÇO AO MRPP

Passados 45 anos após o golpe de Estado de 25 de Abril de 1974, a RTP, sob o pretexto de comemorar essa data, engendrou uma manobra com a colaboração do abrilista Coronel Vasco Lourenço e do social-fascista capitão-de-Mar–e-Guerra Almada Contreiras – chefe dos serviços da nova pide, após o 25 de Abril - para atacar o MRPP, divulgando cirurgicamente trechos da gravação da Assembleia do MFA de 11 de Março de 1975, até agora propositadamente escondida por Contreiras e o próprio Lourenço.

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NO RESCALDO DA GREVE DOS MOTORISTAS

No rescaldo desta greve, e perante o susto que ela provocou nas hostes do governo e das suas muletas, surgiram várias teorias sobre o sindicalismo e o no rescaldo da greve dos motoristasexercício do direito à greve, quase todas reaccionárias, anti-operárias e anticomunistas, algumas delas, diga-se, do agrado dos social-fascistas. 

A propósito, não é de mais salientar a conduta exemplar do partido de Barreirinhas Cunhal/Jerónimo/Arménio, na defesa do governo perante as críticas do CDS e PSD, mas sem uma única palavra de condenação da requisição civil e da repressão policial e intervenção militar, desencadeadas por António Costa, ou de apoio sequer à luta dos motoristas que escapou ao controlo responsável e civilizado da Intersindical. 

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É esta a União Europeia
da convergência e da prosperidade?

Apesar de ainda não se ter iniciado o período estipulado pela Constituição portuguesa para o início da Campanha Eleitoral para a eleição de deputados ao Parlamento Europeu, não passa um dia sem que a classe operária e os trabalhadores portugueses sejam martirizados pelo mito de “...ou é a Europa e o euro, ou é ... o caos!

Desde António Costa a Carlos Moedas, passando por Marisa Matias e Ferro Rodrigues, até João Ferreira do PCP, todos se agitam a defender os benefícios da “convergência europeia” e as “virtualidades” do euro.

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A campanha europeia pró-imperialista

Já só cá faltava
o presidente da Assembleia da República

Eduardo Ferro Rodrigues é, como se sabe, presidente da Assembleia da República, facto que, apesar de continuar a ser militante foto ferro do PS, não lhe permite usar daquele cargo para intervir em campanhas eleitorais para propagandear a política do seu partido e, muito menos, atacar os adversários dessa política.

É, assim, inadmissível que tenha aproveitado uma conferência de presidentes dos parlamentos da União Europeia para, na qualidade de Presidente da Assembleia da República portuguesa, entrar na campanha eleitoral para o Parlamento europeu, tomando, ameaçadora mas pateticamente, posição contra os que defendem a saída da União Europeia (UE).

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PCP já não esconde que não quer sair da União Europeia!

Na sua conta de tuíte, o camarada Arnaldo Matos questionava-se, a 19 de Dezembro de 2018, sobre se o PCP queria ou não amsair da União Europeia. Com a clarividência que lhe era reconhecida, afirmava nesse tuíte que “...toda a gente sabe que o chamado Partido Comunista Português é um partido oportunista, que hoje diz uma coisa e amanhã o contrário”

Um partido que tendo aparentemente sido “...contra a entrada de Portugal na União Europeia, agora é contra a saída...”

Sacrilégio! Clamou o eterno candidato a deputado europeu, o social-fascista João Ferreira que, apesar de nas últimas eleições para o Parlamento Europeu ter afirmado ser pela saída de Portugal da União Europeia, tal como previa o camarada Arnaldo Matos, agora é pela permanência.

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A democracia musculada
do comissário Moedas para a UE


Liberdade e dinheiro sim...mas só para os amigos de Merkel e Juncker


Carlos Moedas foi Secretário de Estado Adjunto do Primeiro-Ministro durante grande parte do governo de Passos e Portas, fruto de uma coligação entre a direita e a extrema direita, tutelado por Cavaco Silva.

Como prémio ao seu mais profundo e trauliteiro reaccionarismo, como prebenda ao facto de se ter apresentado como lídimo defensor da execução do “Memorando de Entendimento” que levou à ocupação de Portugal por uma tróica germano-imperialista que capturou a sua soberania e vendeu ao desbarato os seus activos mais importantes para satisfazer o pagamento de uma dívida que não foi contraída pelo povo, este energúmeno viu-lhe ser atribuída, por Jean Claude-Juncker, em Setembro de 2014, a pasta da Investigação, Ciência e Inovação, ficando o Comissário Moedas responsável pelo programa Horizonte 2020.

Este notório bajulador e vende-pátrias, que se vendeu pelas 30 moedas da traição ao directório da UE, contra os interesses da classe operária e do povo português, e contra a soberania de Portugal, veio agora – em coerência com o seu percurso fascitóide – revelar a sua mais profunda indignação pelo facto de a UE estar a subsidiar organizações e partidos “que têm como agenda destruir o próprio Parlamento Europeu”.

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As ilusões de sucesso do governo
de Costa e suas muletas!

Actualizado

Confrontados com a acusação de nepotismo que decorre da denúncia de dezenas de ligações familiares no seio do governo, executivo que só subsiste graças à preciosa ajuda e colaboração das muletas de PCP/BE/Verdes;

ilusoesAcossados pelo registo do maior número de pré-avisos de greve de que há memória recente e não conseguindo descolar das sondagens que, apesar das sucessivas “vitórias” anunciadas, seguidas de múltiplas inaugurações de “obra” feita, os atiram, para um “poucocinho” sucesso eleitoral, o governo do PS e particularmente António Costa – o verdadeiro vendedor de banha da cobra – tiraram da sua cartola novas cartas que julgam ser de trunfo.

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Áreas Metropolitanas de Lisboa e Porto 

100 mil esperam por uma habitação digna e a preços acessíveis! 

Dados recentemente trazidos a público indicam que cerca de 32 mil famílias (ou seja, cerca de 100 mil elementos do povo) estão inscritas em listas de espera para uma habitação com renda social, em 30 concelhos das Áreas Metropolitanas de Lisboa e do Porto.

Estas famílias são a parte visível do iceberg que são os chamados danos colaterais que o PCTP/MRPP sempre denunciou que iriam suceder, provocados por:

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TSF e Parlamento Europeu Violam Princípio de Imparcialidade! 

O programa A Hora da Europa da rádio TSF decorreu hoje, a partir das 10H15, na Faculdade de Letras de Lisboa, com um designado debate com os eurodeputados europeus, tendo aquela estação de rádio referido, com acinte, ter o dito programa contado com o apoio do Parlamento Europeu.

Para o referido debate – que foi moderado por Ricardo Alexandre - foram convidados os europdeputados Paulo Rangel (PSD), João Pimenta Lopes (CDU), Nuno Melo (CDS), Marisa Matias (BE), António Marinho e Pinto (PDR) e Manuel Pizarro (PS), alegadamente para opinarem sobre as grandes questões que interessam à União Europeia.

Ou seja, pelos vistos a TSF e o Parlamento Europeu consideram ser estas entidades quem decide sobre quais as questões que mais interessam aos povos europeus e quem deve falar sobre eles.

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O Governo Português Deve Opor-se Imediatamente a Todas as Manobras do Imperialismo Americano para Invadir a Venezuela 

Como é sabido, o interino Guaidó, fantoche dos americanos, depois do seu golpe de Estado, tem-se dedicado a praticar toda a espécie de actos de provocação, em todo o caso fracassados, para tentar acelerar a invasão da Venezuela pelos ianques. 

Sem ter obtido o êxito que esperava na frente externa, nomeadamente com a abortada iniciativa 1do Grupo de Contacto, em que Portugal, através do ministro Santos Silva, tão vergonhosamente se evidenciou como o maior lacaio de todos os que o compunham, Guaidó, que representa um partido, Vontade Popular, com apenas 14 lugares num total de 167 deputados na actual Assembleia Nacional Venezuelana, perdeu o confronto com Nicolás Maduro nas manifestações do início deste mês e viu mais tarde frustrada a manobra de utilizar uma hipócrita ajuda humanitária americana para o derrube do presidente eleito Maduro. 

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Pela sua  relevância e  qualidade, damos a conhecer o  trabalho/entrevista  feita ao camarada Arnaldo Matos pelo jornalista Ricardo Marques, com fotos de José Fernandes, e publicada  no dia 15 de Dezembro, na Revista E do Expresso

Nas asas do marxismo

1a

O que é que acontece quando um revolucionário comunista com quase 80 anos descobre que o imperialismo capitalista americano criou uma ferramenta que lhe permite chegar às massas operárias sem filtros nem censuras? Eis o novo mundo de Arnaldo Matos, histórico fundador do PCTP/MRPP e o fenómeno mais improvável do Twitter  

TEXTO RICARDO MARQUES FOTOS JOSÉ FERNANDES

A chávena de café está perto do fundo da escala das unidades de medida incertas. Um pouco acima do cálice, mas claramente abaixo do copo. O que não quer dizer que, dadas as circunstâncias adequadas, a pequena chávena não possa parecer enorme. Tão grande que cabe lá uma ideia e tudo o que os homens tentam fazer com ela. “Se nenhum de nós fizer nada, a revolução faz-se na mesma”, assegura Arnaldo Matos, fundador do PCTP/MRPP, um homem que gosta tanto de café como de o beber devagar. E que está convencido — Karl Marx pendurado na parede a tudo ver é sua testemunha — de que aquela chávena há de ficar vazia. “Se não se puser termo ao capitalismo, o capitalismo põe termo a si próprio.” 

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Greve dos Estivadores do Porto de Setúbal

Continua muito firme a greve de protesto dos estivadores precários do Porto de Setúbal às horas extraordinárias, que começou a 5 de Novembro e continuará até 1 de Janeiro de 2019.
1A paralisação abrange os trabalhadores portuários das empresas Operestiva, Sadoport e Navipor.
Os trabalhadores, todos estivadores precários, exigem a celebração de um contrato colectivo de trabalho a negociar com o SEAL (Sindicato dos Estivadores e Actividades Logísticas).

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 Posso Falar Convosco um Pouco de Tuíter?

A minha conta de tuíter abriu-se em Setembro de 2017, e tem pouco mais de um ano. Traz consigo no dia de hoje 3.351 seguidores directos.

Ontem, segunda-feira, dia 12 de Novembro, teve 37.186 visualizações, e um só tuíter foi visto 13 390 vezes no domingo passado.

Estes números estatísticos estão a bater todos os recordes do tuíter em Portugal, e alguns dos tuítes tornaram-se tão virais que a nossa foto da Torre de Picoas circula com o meu nome.

Não tenho uma clara ideia do significado político destes números, nem sequer lhes dou muita importância. Mas sei que não são muito vistos pelos meus camaradas de Partido. E é isso que me faz pena.

Os tuítes são pequenas peças de agitação e de propaganda políticas, que permitem aos militantes do PCTP/MRPP manter uma informação permanente sobre a vida política nacional e internacional. Permite, além disso, reforçar a unidade do Partido sobre os temas políticos mais actuais e fornece uma enorme quantidade de temas que armam a classe operária para a difusão de opiniões que caracterizam os seus pontos de vista de classe.

E, além disso, permitem-me trocar ideias com os nossos camaradas, pois respondo a todos quantos desejem conhecer as minhas ideias ou as ideias do Partido sobre os temas mais importantes.

É aliás pensando nos meus camaradas e nos operários e operárias que escrevo os meus tuítes.

Gostaria que lessem e apresentassem as vossas críticas ou discordâncias.

Vou continuar a servir-vos! 

13NOV18                                                                             Arnaldo Matos

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Candidatura do Distrito de Beja

 

Sob a direcção do camarada Joaquim Covas, natural de Pias, e secretário do Comité Distrital de Beja do nosso Partido, começou neste fim-de-semana uma viagem dos camaradas do Baixo Alentejo pelos catorze concelhos do distrito, do Alvito a Almodôvar e de Odemira a Barrancos, com vista à constituição da lista de candidatos do PCTP/MRPP às eleições para a Assembleia da República, no sufrágio de Outubro do próximo ano de 2019.

Ficou constituída a lista de candidatos do Partido pelo distrito de Beja, com cerca de um ano de antecedência.

mapa

Sob a égide do nosso querido camarada João Preguiça, grande dirigente do Comité Central do PCTP/MRPP e saudoso herói do povo alentejano, os militantes do distrito de Beja uniram as suas forças e fizeram um excelente trabalho de propaganda, agitação e organização, recolocando alguns cartazes alusivos à semana das 35 horas de trabalho, que alcançaram um grande sucesso junto das massas operárias e camponesas.

Os camaradas do Baixo Alentejo estão agora animados da tarefa de estabelecer contactos regulares com os camaradas, amigos e simpatizantes do Distrito de Beja para, dentro de um mês, levarem a efeito na cidade capital do distrito uma grande reunião política, de lançamento da campanha eleitoral.

Beja juntou-se à Região Autónoma da Madeira, como vanguarda da tarefa de eleger no sufrágio eleitoral de Outubro de 2019 uma voz comunista na Assembleia da República.

05NOV18

CP/AM

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Candidaturas da Região Autónoma da Madeira

 

No próximo ano de 2019, com datas ainda não designadas, ocorrerão três sufrágios eleitorais na Região Autónoma da Madeira a que o nosso Partido concorrerá: assembleia da República, assembleia Regional e parlamento europeu.

1

A lista para a assembleia da República compor-se-á de onze candidatos, (seis efectivos e cinco suplentes); a lista para a assembleia regional, noventa e quatro candidatos (47 efectivos e 47 suplentes); e para o parlamento europeu, 1 candidato.

Todas as listas dos nossos candidatos para os sufrágios regionais estão já completas: 108 candidatos efectivos e suplentes. Mas continuamos a recolher candidaturas de mais voluntários, para múltiplas e diferentes tarefas.

Publicam se duas fotografias do trabalho de uma brigada na Zona Industrial da Ribeira dos Socorridos.

01NOV18

CG/AM

2 

 

Domingos Bulhão Batoteiro de Casino        

Arnaldo Matos

O Luta Popular Online, órgão central do PCTP/MRPP, tem recebido inúmeras cartas de leitores e correspondentes de Almada e de Lisboa, a denunciarem Domingos Bulhão, antigo pseudónimo Jaime, de ser frequentador assíduo e viciado do Casino de Lisboa, no Parque das Nações.

Esclareço aqui os nossos correspondentes e, de passo, os nossos leitores, que Domingos Bulhão, que usou o pseudónimo de Jaime, já não é, vai para dois anos, militante do nosso Partido.

Bulhão (Jaime) foi militante do PCTP/MRPP e membro do Comité Permanente do Comité Central, até ser suspenso, conjuntamente com o grupelho de Conceição Franco e Garcia Pereira, em 2016. O grupelho liquidacionista, depois de ver integralmente rejeitadas as suas autocríticas, com que pretendeu enganar o Partido, acabou por se demitir do PCTP/MRPP em 2016, demissões que foram aceites sem a mínima hesitação. Nenhum deles foi expulso do Partido, antes fugiram como cobardes que são e sempre foram.

Os liquidacionistas do grupelho de Conceição Franco, Garcia Pereira e Domingos Bulhão encravaram o Partido em dívidas e multas de montante global superior a 100.000 euros.

Há a possibilidade de Domingos Bulhão, de pseudónimo Jaime, ter usado esse dinheiro do Partido para jogar à batota no Casino de Lisboa, que frequenta quase diariamente e onde tem perdido pequenas fortunas, valores cuja proveniência se desconhece, mas que serão identificados em breve.

O vício de Domingos Bulhão, pseudónimo de Jaime, pela batota de Casino é sobretudo um caso de doença psíquica grave, que até hoje nunca foi por nós denunciado justamente por se tratar substancialmente de uma doença e nos merecer comiseração.

Só consentimos neste esclarecimento, porque muitos leitores e correspondentes insistem em ver o vício de batoteiro de Domingos Bulhão como o vício de um militante do Partido, o que não é verdade.

Domingos Bulhão, pseudónimo Jaime, já não é militante do Partido há mais de dois anos.

Estamos a averiguar se as dívidas contraídas em nome do Partido por Domingos Bulhão e Garcia Pereira foram ou não utilizadas para a batota de Domingos Bulhão no Casino de Lisboa.

A vida presente de Domingos Bulhão, antigo pseudónimo Jaime, mostra bem o perfil do grupelho liquidacionista de Garcia Pereira e seus amigos no interior do nosso Partido, enquanto por cá andaram: uma canalha anticomunista e antimarxista primária, canalha que foi e permanece cada vez mais desmascarada. É por isso necessário continuar firmemente a luta contra o liquidacionismo, em defesa do verdadeiro partido comunista marxista proletário.

Os Comunistas não jogam à batota!

 

26FEV18                                                                                                 Ler mais...

 


O Bardamerda do Seixas da Costa

Arnaldo Matos

O Francisco Seixas da Costa é um jovem reaccionário de setenta anos, funcionário público, diplomata de carreira reformado, representante de uma família fascista salazarista de Vila Real de Trás-os-Montes, do qual escarracho aqui publicamente a idade, apenas porque o sujeito me catalogou de velho político no Blogue onde decidiu insultar-me por causa da minha participação no programa televisivo Governo Sombra, emitido, no último dia do ano passado, na TVI24.

Se ele é velho e eu sou velho, a que é que vem ele prosar da minha idade?

Seixas ataca os residentes do programa por me terem recebido complacentemente, como se tivessem o dever de me receber à paulada, apenas por eu ser um comunista… Ora, no programa, eu fui tratado pelos residentes com a mesma civilidade e educação com que foram recebidos e tratados todos os convidados anteriores, nomeadamente a ex-comunista Zita Seabra. O que é que levará um cretino como Seixas Costa a achar que eu devo ser maltratado na televisão, em vez de ser recebido como qualquer outro político?

 

12JAN18

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Veja ou reveja o Programa Governo Sombra com Arnaldo Matos

(Clique na imagem para poder aceder ao vídeo)


Arnaldo Matos com os Operários e as Operárias da Autoeuropa em Palmela

Sob a direcção do camarada Arnaldo Matos, fundador do Partido, uma brigada de agitação e propaganda, constituída pelos camaradas Fernando Firmino, secretário do Comité Regional de Setúbal, Helena, Maria Paula, Cidália, Paisana, Carlos Alves e Vila Boa, esteve ontem, entre as 14H30 e as 16H00, a distribuir o comunicado “ Atenção Operários Portugueses: O Imperialismo Nazi Alemão Está em Palmela” e a conviver com os mais de três mil operários que entravam para o turno da tarde ou saiam do turno da manhã na fábrica da Volkswagen, onde está a ser produzido o novo modelo T.Roc.

Foram distribuídos mão a mão mais de três mil comunicados, assinados por Espártaco, apoiando a justa luta dos operários e operárias da fábrica da Volkswagen Autoeuropa.

Manifestámos junto dos trabalhadores o nosso regozijo por terem rejeitado os dois pré--acordos com os quais autoproclamadas Comissões de Trabalhadores estiveram perto de enforcar importantes direitos dos operários e operárias, como seja o direito de não trabalhar aos sábados.

É extremamente jovem, mal ultrapassando os trinta anos de média de idade, a massa proletária da Autoeuropa, em Palmela. Mas são homens e mulheres combativos, corajosos e destemidos, que não se deixam nem se deixarão enganar.

E até sacudiram com um humor demolidor a administração da fábrica, farta de fazer planos que vão por água abaixo, como sucedeu com a quebra da paragem da fábrica nesta sexta-feira, por falta de peças para o T. Roc…

A brigada do Partido foi muito bem acolhida pelos operários e pelas operárias da Autoeuropa!

Viva a justa luta dos operários e das operárias da Volkswagen!

Os nossos leitores podem ver à margem um vídeo do trabalho da brigada do PCTP/MRPP dirigida pelo camarada Arnaldo Matos em Palmela.


14Dez17

A Redacção

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Comentário do camarada Gil (17.12.17, 18H00)

 

Excelente atitude por parte do camarada Arnaldo Matos e do nosso Partido!

Viva o PCTP/MRPP! ( Arnaldo Matos com os Operários e Operárias da Autoeuropa, em Palmela.).



 

Em Lisboa, junto à Sede da Petrogal

Distribuição de Propaganda na Concentração dos Operários do Consórcio de Manutenção da Refinaria de Sines

Uma brigada do nosso Partido constituída pelos camaradas Firmino, Carlos Alves e Carlos Paisana apoiou activamente, ontem, sexta-feira, uma acção de protesto dos operários subcontratados do consórcio de manutenção da refinaria de Sines, um encontro que teve lugar frente à sede do Grupo Galp, em Lisboa, e contou com a participação de mais de uma centena dos cerca de 250 trabalhadores, justamente indignados com a ameaça do seu próprio despedimento colectivo.

Importa aqui salientar a importância desta luta, cujo significado ultrapassa a realidade objectiva do sector da manutenção mecânica e eléctrica, onde um consórcio encabeçado pela EFATM (cujo maior accionista é o grupo Mello), que integra uma série de outras empresas subcontratadas, “justificou” a rescisão antecipada do contrato dos patrões com a Petrogal com os alegados baixos preços impostos pela poderosa petrolífera.

De facto, os trabalhadores em protesto lutam, corajosamente, pela preservação dos seus postos de trabalho, exigindo aos administradores da Galp que todos os assalariados sejam reconhecidos pelas entidades patronais como efectivos e libertos das precárias e desumanas condições laborais, em que se encontram envolvidas as próprias empresas de “prestação de serviços” e trabalho temporário.

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27JAN18

A Redacção


Autoeuropa: Operários em Luta

Não Trabalhar ao Sábado!

Uma brigada de oito camaradas (Paisana, Maria Paula, Helena, Leonel, Carlos Gomes, Vila Boa e Reis – sob a direcção do camarada Fernando Firmino, secretário do Comité Regional de Setúbal do Partido, esteve anteontem entusiasticamente empenhada numa acção de propaganda e agitação do PCTP/MRPP junto dos operários da multinacional alemã Volkswagen Autoeuropa, em Palmela onde distribuíram, à saída do primeiro turno e à entrada do segundo turno, o comunicado Aos Operários da Autoeuropa, comunicado em que, para além de declarar o apoio incondicional à sua justa luta contra o trabalho aos sábados, o Partido conclamava os operários a aplicar a semana das 35 horas (sete horas por dia, cinco dias por semana, descanso semanal aos sábados e domingos e 25 dias úteis de férias por ano).

Os camaradas e a propaganda do Partido foram muito bem acolhidos, tendo havido oportunidade para debater com vários operários e operárias a necessidade de prosseguir a luta contra a tentativa dos imperialistas alemães, por duas vezes repudiada, de os obrigar a trabalhar ao sábado, e ainda por cima provocatoriamente pagos como dias normais de trabalho.

Os membros da brigada exortaram ainda os operários e operárias a contraporem às manobras da administração e dos seus lacaios a bandeira das trinta e cinco horas e a nunca ceder à chantagem das ameaças da deslocalização da empresa ou do despedimento, substituindo a actual Comissão de Trabalhadores e elegendo uma outra que seja o verdadeiro órgão de luta e não um permanente traficante de interesses dos operários, esmagadoramente expressos em dois referendos dos trabalhadores.

Ver pequeno vídeo do trabalho da brigada.

13Dez17                                                                                                  

A Redacção

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Comentário do camarada Luis Júdice  - Autoeuropa: Operários em Luta Não Trabalhar ao Sábado! (19-12-2017 22:24)

A luta que os operários e trabalhadores estão a travar contra as decisões arbitrárias e fascistas da administração da AUTOEUROPA, tem-se revelado a pedra de toque que distingue toda a sorte de oportunistas, liquidacionistas e transfugas, daqueles que verdadeiramente se empenham na luta e na solidariedade operária.

Muitos desses oportunistas e traidores vêm com a máxima "...e depois não se queixem...", tentar atemorizar e desmobilizar a luta. Mas, em boa verdade, é caso para perguntar: Queixem-se do quê? De prosseguir na condição de escravo?

A história revela que sem luta os operários e os trabalhadores em geral não teriam, como hoje tem, direitos garantidos como o subsídio de férias e de natal, o gozo de férias, a contratação colectiva, o direito à reforma, à saúde e à educação, etc.

Foi somente pela luta denodada, muitas vezes dura, sempre prolongada, que os operários e os trabalhadores em todo o mundo obtiveram estas conquistas.

E é uma VERGONHA que sejam muitos dos que delas beneficiam - e que nenhum contributo para essas lutas deram - que agora venham "exigir" que...não se lute! Vão badamerda!!!

 



 

Programa Televisivo Governo Sombra

O camarada Arnaldo Matos, fundador do PCTP/MRPP, foi convidado - e aceitou -participar no programa Governo Sombra da TVI24 e da TSF, que irá para o ar, simultaneamente, naquelas duas estações emissoras, no dia 30 de Dezembro de 2017, às 24H00.

O programa é dirigido por Carlos Marques e tem a participação de Pedro Mexia, João Miguel Tavares, Ricardo Araújo Pereira e do camarada Arnaldo Matos.

O programa será gravado no próximo sábado, dia 16 de Dezembro, às 21H30, na estação da TVI em Carnaxide.

O programa fará um balanço dos principais temas políticos respeitantes ao ano de 2017.

14Dez17

A Redacção

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CENTENÁRIO DA REVOLUÇÃO
DE OUTUBRO

Última Sessão do Ciclo de Cinema
e Debate

Sábado, 2 de Dezembro de 2017

Camaradas,
A finalizar o ciclo de iniciativas que o Partido tem estado a levar a cabo no âmbito das comemorações do Centenário da Revolução de Outubro, terá lugar no próximo Sábado, dia 2 de Dezembro, às 17H00, na sede da Av. do Brasil, a projecção do excepcional e vibrante filme de Eisenstein O Couraçado Potemkin, seguida de um debate com o camarada Arnaldo Matos sobre as Repercussões da Revolução Russa de 7 de Novembro de 1917 no Mundo.
Depois das anteriores intervenções do camarada Arnaldo Matos sobre as principais questões políticas e teóricas suscitadas por aquela revolução – a verdadeira natureza de classe da Grande Revolução de Outubro, a questão agrária, a natureza da ditadura do proletariado, a natureza das nacionalizações e o capitalismo monopolista de Estado, entre outras - contamos de novo com a sua presença para encerrar este ciclo de debates.
A sua intervenção nesta sessão final do ciclo, acompanhada de outros camaradas e interessados no estudo e agitação política do marxismo, é de toda a importância para se fortalecer a unidade em torno da construção de um partido marxista operário e para podermos prosseguir com redobrado ânimo no cumprimento das tarefas para alcançar esse objectivo.
Compareçam, participem e tragam mais amigos convosco!
Obrigado pelo vosso apoio!

A Célula Martins Soares


O ciclo de cinema e de debates sobre a Revolução de Outubro, realizado na sede do Partido, na Avenida do Brasil, em Lisboa, tem tido uma crescente e entusiástica participação de militantes, simpatizantes e amigos, alguns dos quais têm vindo de bastante longe, desde o Ribatejo a Aveiro, e de Viseu a Faro, entre outras localidades igualmente distantes, para participarem nessa jornada de luta.
O filme O Couraçado Potemkin (1925), do genial realizador russo Eisenstein, constitui uma das películas mais influentes e estudadas do século XX – Chaplin considerou-o o melhor filme de todos os tempos – e descreve a revolta, em Junho de 1905, dos corajosos marinheiros russos a bordo do Navio-Almirante da Esquadra Russa do Mar Negro, um dos episódios que marcou o período revolucionário iniciado naquele ano e que prenunciaria a vitoriosa Revolução de Outubro, doze anos mais tarde.
É nesta obra-prima do cinema que figura a cena antológica do brutal e impiedoso massacre na escadaria do porto de Odessa, onde centenas de pessoas do povo se manifestavam em apoio da luta dos seus filhos marinheiros a bordo do couraçado Potemkin.
Refira-se que esta heróica insurreição e sequestro do Navio-Almirante pelos marinheiros da Esquadra ocorreu na Rússia imperial, cerca de seis meses após um outro massacre de centenas de operários e camponeses, metralhados pela tropa czarista quando, em Petrogrado, no dia 9 de Janeiro de 1905 – que ficou conhecido como o Domingo Sangrento -, se dirigiam à Praça do Palácio de Inverno para entregar ao czar uma petição pela jornada das 8 horas de trabalho e reformas democráticas.
Estimamos de novo contar com a vossa presença no próximo sábado, dia 2 de Dezembro, às 17H00, na sede do PCTP/MRPP, na Av. do Brasil, 200 A (Pote D’Água), em Lisboa.
Após um intervalo para café, realizar-se-á com o camarada Arnaldo Matos um debate sobre as repercussões que a Revolução de Outubro teve no mundo, Revolução que ainda hoje marca a discussão sobre a verdadeira natureza desse acontecimento histórico à luz do marxismo, e dos ensinamentos que da sua derrota os proletários e os comunistas de todo o mundo retiram para a libertação da humanidade da escravidão assalariada e para a implantação do modo de produção comunista, mediante o derrubamento revolucionário do imperialismo.
O ciclo da projecção dos filmes de Eisenstein e dos debates com o camarada Arnaldo Matos terminará no próximo sábado, 2 de Dezembro. Gostaríamos de vir a conseguir obter a maior participação de sempre na nossa última sessão. Contamos com o vosso apoio e entusiasmo para alcançar esse objectivo.
O trabalho da célula Martins Soares, dirigida pelo camarada João Camacho, que foi quem teve a ideia da organização do evento, merece que todos contribuam com entusiasmo e alegria para o sucesso desta última sessão político-cultural, dedicada à Revolução de Outubro.
Esperamos pela vossa presença! Todos serão bem-vindos (as)!

 Redação do Luta Popular Online

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CARTAZES DO PARTIDO

Oferecemos aos nossos leitores mais um dos inegualáveis cartazes saídos da escola do Partido e da oficina do camarada Seixas, destinado a celebrar a Revolução de Outubro a indicar o programa das celebrações, cartaz que começou a ser afixado ontem à noite, em Lisboa.



Bandidos!

Sem qualquer vergonha pela subserviência e abuso e nenhum respeito por quem trabalha o punhado de canalhas com caras de anjo julga que governar é mero jogo de pôr e dispor do pessoal operário, braçal, técnico e científico- é assim que nos identificam fora das campanhas da caça ao voto-sob a ordem dos venerandos chefes da “Europa” e dos vorazes chefetes locais, que bajulam.

Para o enfeitado bando, os trabalhadores da SINAGA não só devem ordeiramente cumprir a grosseira decisão tomada como ainda agradecer a generosa oferta de emprego que por transferência lhes oferecem no matadouro a trabalharem sem mais encargos para além do acenado “ subsídio de risco”), nos serviços agrários (onde à maneira de armazém arrumam cada vez mais gente a que obrigam a fazer o que não lhes compete ou a fazer de conta que fazem alguma coisa), parques florestais, SERCLA, laboratório vegetal, etc.!

O Comité do PCTP/MRPP na Ilha de São Miguel e os trabalhadores da SINAGA não só manifestam publicamente a sua indignação como não aceitam o que, com servilismo e arrogância, quer o governo impor!

Aliás, não são só os trabalhadores da SINAGA e o PCTP/MRPP que se insurgem, também pessoas e partidos adeptos do corrupto parlamentarismo burguês expressaram já o seu desagrado pela inexplicada recusa do secretário regional em facultar elementos que pudessem permitir uma avaliação da actuação do governo regional desde a compra do capital da SINAGA, em 2010, até à actual situação e às perspectivas de futuro.

O Comité do PCTP/MRPP e os trabalhadores da SIMAGA não aceitam as decisões tomadas e exigem do governo imediata detalhada prestação pública de contas pelos sete anos de administração da SINAGA.

Exigem a anulação do, de longa data, congeminado para a SINAGA assim como a imediata rectificação do ilegal comportamento de fazer e permitir fazerem-se ameaças aos trabalhadores que têm querido organizar-se na fábrica, constituir uma Comissão de Trabalhadores, requerer informações, estudar e conceber soluções, defender planos ou contestá-los.

RECUSAMOS AS ABUSIVAS TRANSFERÊNCIAS DE SERVIÇO!

EXIGIMOS A ANULAÇÂO DAS DECISÕES DO GOVERNO E A IMEDIATA
DETALHADA PRESTA
ÇAO PÚBLICA DE CONTAS!

SÓ OS TRABALHADORES PODEM VENCER A CRISE – VIVA A SINAGA!

O Comité do PCTP/MRPP na Ilha de São Miguel

 


Tragédia em Terras de Viriato

Cidália Guerreiro, José Dias Cruz, Lurdes Gaspar, Arnaldo Matos

Atravessou o Mondego, fronteira sul do distrito de Viseu, aí por alturas de Penacova, na zona onde dois irmãos, Alfredo e José Simões, respectivamente de 41 e 43 anos de idade, lhe fizeram corajosamente frente e acabaram por morrer queimados, abraçados um ao outro, na incompreensível ausência de bombeiros, de agentes da protecção civil, de militares, de polícias, de meios aéreos, de membros do governo, de Dona Constança – que, coitada, ainda não gozou férias – e de Marcelo, tudo gente, com excepção dos bombeiros, que só aparece depois dos incêndios florestais, não obviamente para combatê-los, mas para usufruir politicamente deles.

Dos altos de Penacova passou o fogo à margem direita do Mondego, venceu a barragem da Aguieira, engoliu novas matas de pinhais e eucaliptos e ocupou as terras de Viriato até à linha do rio Vouga, que divide ao meio, de lés-a-lés, o distrito de Viseu limitado a norte, como se sabe, pela fronteira do Douro.

No distrito de Coimbra, o fogo deixou para trás vinte populares mortos, entre operários, camponeses pobres e pequenos proprietários, destruindo fábricas, desocupando empregos, demolindo casas, desenterrando hortas, queimando pomares, asfixiando gados e arrancando culturas.

Mas o pior ainda estava para vir e aconteceu na metade sul do distrito de Viseu, nos concelhos que vão para norte até à Serra da Gralheira e para nordeste, pelo vale do Dão, até Mangualde.

O fogo do passado domingo, dia 15 de Outubro, matou aí também vinte pessoas, como em Coimbra, tudo gente pobre do povo (operários, camponeses e pequenos proprietários, muitos deles ex-emigrantes em países europeus). A última das vinte mortes das terras de Viriato ocorreu esta manhã no Hospital da Prelada, na cidade do Porto: tinha 53 anos de idade e chamava-se Joaquim Dias. Como todos os 45 homens, mulheres e crianças que morreram nos fogos florestais de 15 de Outubro, foram todos vítimas do criminoso abandono a que os governos de Passos Coelho e de António Costa deixaram as populações das aldeias do centro e norte de Portugal.

Durante dois dias, domingo e segunda-feira de 22 e 23 de Outubro, percorremos todos os locais da tragédia em terras de Viriato, vimos e chorámos com dezenas de pessoas simples do povo tudo o que então aconteceu, como aconteceu e porque aconteceu. Continuaremos agora a descrever o que vimos, o que ouvimos, o que cheirámos e tocámos e, sobretudo, a apelar ao que é preciso fazer e como fazer, face a tudo quanto aconteceu, por negligência criminosa dos governos e instituições públicas irresponsáveis que vamos tendo.

 

Mortágua

Veio pois o fogo dos lados de Penacova, como atrás se disse, e mergulhou logo na Zona Industrial do município de Mortágua, o primeiro dos vinte e quatro concelhos do distrito de Viseu.

Não se sabe por inteligência de quem as zonas industriais dos concelhos de Viseu estão implantadas em matas de resinosas e de eucaliptos. Quando os incêndios florestais irrompem, Viseu arrisca-se a perder toda a sua produção industrial, juntando à tragédia dos incêndios a tragédia do desemprego e da fome.

A empresa mais atingida foi a Pellets Power, que se dedica à transformação de madeira destinada à exportação, e é uma das cinco unidades existentes em Portugal, pertencentes ao mesmo grupo, o Gesfinu: além da unidade de Mortágua, uma outra unidade em Santo Estevão, no concelho de Lousada, a unidade de Setúbal, a de Alcácer do Sal e a de Sines mais abaixo, tudo estrategicamente situado junto de portos marítimos, para facilidade de exportação, e perto de fontes de matérias-primas florestais, para facilidade de produção, e … consequentemente dos correlativos incêndios.

Na fábrica de Mortágua, tomada pelo incêndio da zona industrial, cerca de quarenta trabalhadores aguardam ainda decisão dependente da análise da Seguradora, sem saberem qual irá ser o seu futuro. Há muitos contratos a prazo, tendo todavia a maioria dos trabalhadores dez anos de casa.

Na Central Termoeléctrica de Biomassa Florestal, vinte trabalhadores mantêm os postos de trabalho assegurados, mas os principais danos concentram-se na frota de transportes, com uma dezena de viaturas queimadas.

Nas unidades incendiadas, os operários devem organizar-se e exigir da segurança social e do patronato o pagamento dos respectivos salários, tanto mais quanto é certo que as fábricas ardidas irão reclamar e obter subsídios de reparação por parte do Estado.

Os camponeses cujas produções agrícolas se perderam devem organizar-se para exigirem do ministério da agricultura, do famigerado Capoulas, o pagamento dos prejuízos sofridos.

 

Santa Comba Dão

De Mortágua, saltou o fogo para a zona industrial de Santa Comba Dão, sem que ninguém aparecesse a travá-lo no caminho ou a recebê-lo do outro lado.

Na sede da empresa de construção civil Scoprolumba, ardeu o barracão do lado dos escritórios. Esta empresa já havia requerido judicialmente insolvência, e os comentários recolhidos inculcam que o proprietário não se mostrou muito preocupado com o incêndio.

No espaço contíguo, um conjunto de seis pequenas empresas arderam total ou parcialmente.

Cerca de trinta operários ficaram sem trabalho.

Na freguesia de São Joaninho, concelho de Santa Comba Dão, no limite com o concelho de Tondela, o fogo chegou pelas 11 horas da noite (23H00), não havia bombeiros, nem militares, nem polícias, nem agentes da protecção civil, nem autoridades de nenhuma espécie.

Dois homens, que tentavam ajudar o irmão de um deles a salvar um aviário, morreram. Aos dois homens juntou-se uma outra vítima, na aldeia de São Jorge, e um casal de idosos, na aldeia de Relvas.

Natália e o marido tentaram salvar a casa, o que conseguiram, mas não conseguiram salvar os animais, que morreram todos, acabando também o marido no hospital, onde ainda se encontra.

Numa população de 75 habitantes, São Joaninho perdeu quase 8% dos seus homens e mulheres, o que representa a maior tragédia aldeã em todos os incêndios deste ano em Portugal.

Para além da comovente solidariedade do povo das aldeias vizinhas, São Joaninho não tinha recebido ainda nenhum auxílio das autoridades do concelho ou do governo de Lisboa.

Os incêndios florestais estão a liquidar as aldeias de Portugal, depois de matarem o nosso povo.

O exército e a marinha devem acorrer urgentemente às aldeias e ao seu povo, pois do governo de António Costa e das palhaçadas de Marcelo não há nada a esperar.

 

Tondela

Na Zona Industrial da Adiça, do município de Tondela, arderam as fábricas da Neves & Mota, Lda., de transformação de madeira, e da Tratis-Tratamento de Resíduos Industriais, S.A.

Quarenta e sete operários perderam os seus postos de trabalho, e estão a morrer de fome, se não se unirem e organizarem para obrigar o patrão e o governo a pagar-lhes os salários que lhes são devidos.

Um Stand de Automóveis, situado de um e de outro lado da estrada nacional, ficou totalmente destruído, com 430 viaturas queimadas.

Na zona habitacional de Botulho, a mata de pinheiros e eucaliptos ficou totalmente destruída pelo fogo, que soprou violentamente dos lados do Sul, de Mortágua e de Santa Comba Dão.

Os populares salvaram as suas casas, mas não as suas hortas, culturas, pomares e animais domésticos.

Tondela é o maior município do país especializado na produção de aves. Calcula-se que o fogo, proveniente de todos os quadrantes, terá destruído para cima de vinte aviários, causando um prejuízo que o próprio presidente da câmara local avalia em sete milhões de euros.

As freguesias mais atingidas são as de Dardavaz, Vila Nova da Rainha e Lajeosa do Dão. Dois dos aviários, entre os quais o Pinto Valouro, perderam, respectivamente,               12 000 e 9 000 pintos.

No sector avícola de Tondela, terão ficado sem trabalho perto de trezentos operários, na sua maioria mulheres.

Apenas no concelho de Tondela ficaram destruídas 150 habitações e morreram três pessoas.

Os maiores incêndios florestais começaram cerca das 23H00 do domingo, dia 15 de Outubro.

Uma vez mais não apareceram as corporações de bombeiros, nem os agentes locais da protecção civil, nem ministros, nem auxílio de ninguém, a não ser a solidariedade das famílias e dos vizinhos das vítimas.

A população ficou totalmente abandonada à sua sorte. Onde paravam os bombeiros e autoridades concelhias de protecção civil? Onde estava o governo de António Costa, a ministra da administração interna e a protecção civil, responsáveis também pelas mortes de Tondela: Hermínio Lopes, Hermínio da Silva Romão e Marques da Costa?

 

Nelas

Um homem de 50 anos morreu a combater o fogo em Canas de Felgueiras. E duas pessoas estão dadas como desaparecidas na freguesia de Canas de Senhorim.

Em Nelas, concelho da série de municípios compreendidos entre o Dão e o Mondego, juntaram-se dois fogos, que incendiaram 4 800 hectares de eucaliptos e resinosas, correspondentes a 60% da área florestal e a 39% da superfície do concelho. Dos dois fogos, um começou na Serra da Estrela, a mais de cinquenta quilómetros de distância, perto do Sabugueiro, e o segundo fogo proveio de Oliveira do Hospital, a mais de setenta quilómetros, no distrito de Coimbra.

Como se não bastasse a união infernal dos dois fogos, um terceiro fogo desembestou da lixeira do município, saltou em cima da zona industrial de Nelas e destruiu mais de uma dezena de fábricas.

Os danos produzidos na floresta, na produção agrícola, na indústria e nas habitações de Nelas ultrapassam os mil milhões de euros.

O povo de Nelas deve organizar.se em associações de moradores, de operários, de produtores e de camponeses pobres, para exigir da câmara municipal e do governo o subsídio pelos prejuízos causados.

Incluímos no texto a imagem do concelho de Nelas tirada do satélite, com a representação da área ardida colorida de amarelo, e as aldeias incendiadas e a zona industrial coloridas a vermelho.

(continua)

24Out17

 


# Paulo - 27.10.2017
O trabalho de reportagem sobre a devastação dos incêndios no distrito de Viseu agora publicado no Luta Popular Online, para além de uma excelente peça literária, e reveladora do conhecimento do país e das classes nas zonas em causa, constitui acima de tudo um belíssimo exemplo de como os comunistas se distinguem do jornalismo burguês na abordagem desta questão, em particular na denúncia permanente dos responsáveis pelas vítimas mortais e da ruína de tantos elementos do povo - o que a cada passo a imprensa e os partidos da dita esquerda parlamentar se preocupam em escamotear e abafar. Para além de não deixar de apontar o caminho da luta e da organização como única forma de impedir que, por detrás dos hipócritas afectos de Marcelo, venha a suceder o mesmo que em Pedrógão.

Saudações comunistas

Terras de Viriato em Chamas!

Quem são os Assassinos?

Em todo o Maciço Central, assim como na maior parte do território nacional, mais uma vaga de incêndios veio semear a morte e a destruição, alcançando proporções nunca dantes vistas no nosso país.

Percorrendo algumas centenas de quilómetros, desde a madrugada do passado dia 15, pudemos verificar a imensidão do incêndio que pelas 6,30horas da madrugada já lavrava nas imediações e viria a manter isolada por várias horas a aldeia de Sabugueiro, na Serra da Estrela…

De Seia a Nelas e de Tondela a Santa Comba Dão e Mortágua; de Castro Daire a São Pedro do Sul e de Vouzela a Oliveira de Frades –, em toda a Região de Lafões e por todo o distrito de Viseu onde o maior número de mortes ocorreu; por todos os lugares onde passei, vi morte, desolação e destruição; e gente a pedir justiça e castigo severo para os assassinos!

Vi na freguesia de Ventosa – Vouzela os que choravam a morte dos entes queridos; e, na zona industrial de Campia – Vouzela, homens e mulheres a repor as tubagens do abastecimento de água às habitações, onde o fogo rondou junto às fábricas…

Mas foi na Zona Industrial de Oliveira de Frades que uma maior desolação me comoveu ao contactar com aqueles que choravam toda a esperança das suas vidas destruída;

Mais de uma dezena de fábricas ficaram completamente destruídas, e centenas de trabalhadores sem os seus postos de trabalho, em que um dos casos mais significativos é o da Portax - Iberoperfil SA, onde a revolta de alguns trabalhadores ali concentrados com quem falámos era ainda maior porque, segundo eles próprios nos contaram, o incêndio só se propagou porque “o depósito abastecedor de água às bocas-de-incêndio se encontrava vazio, não obstante a Inspecção do Trabalho ter inspecionado a empresa há uma semana” (bela inspeção, sim senhora!) …

Enquanto um outro operário da mesma empresa, com a firmeza de quem sabia do que falava, nos transmitia este sábio comentário: “o que se está a passar no país só acontece porque há muita gente a ganhar dinheiro com isto!”…

Pois eu penso exatamente como este operário!

E, provocam-me náuseas as pantominices do primeiro-ministro António Costa proferidas na sua inútil e miserável declaração de boas intenções (mais uma!) transmitida ao país, onde não se coibiu de revelar, mais uma vez, toda a incapacidade e incompetência para resolver qualquer problema relacionado com a floresta, a menos que se trate de alimentar o negócio dos incêndios.

Quem se lembra das declarações deste mesmo primeiro-ministro proferidas a propósito dos grandes incêndios que devastaram no ano passado todo o Maciço da Gralheira entre os concelhos de Arouca e São Pedro do Sul?

Nessa altura, a prioridade apontada para os concelhos afectados foi a de “repor a economia a funcionar e em particular dos agricultores, e pensar no reordenamento da floresta, de forma a prevenir que situações destas venham a ocorrer no futuro”!

Um ano decorrido, e o que é que se viu? Que nada foi feito e mais milhares e milhares de hectares de área ardida e, no espaço de tempo de 4 meses, para cima de uma centena de pessoas assassinadas pela incúria governamental ao serviço das grandes negociatas em torno da lucrativa indústria incendiária!

Não restam dúvidas de que estamos perante um cartel de incompetentes e assassinos acoitados em diversos órgãos do poder político e económico que não olham a meios para atingir os seus fins, matando, queimando e destruindo o país, comandados pelos interesses do imperialismo global…

Basta de ilusões!

Este governo deve ser demitido! E, os seus apoiantes desmascarados!

Viva a Revolução Proletária!

18Out17

Viriato


 

Ocupação de Prédio Camarário

Uma delegação da candidatura do PCTP/MRPP, dirigida pelo cabeça de lista à Câmara Municipal e pelo candidato à Assembleia Municipal, reuniu-se hoje com elementos da plataforma que ocupou o prédio nº 69 da Rua Marques da Silva, que liga a Rua da Penha de França à Av. Almirante Reis, na capital.

O prédio em questão está devoluto há bastante tempo e, contrariando o orçamento participativo proposto - e aprovado em Assembleia Municipal por maioria - por um grupo de moradores daquela zona, ia ser demolido para dar início às obras de terraplanagem para implantar mais um parque de estacionamento a ser concessionado à EMEL.

Uma ocupação que, segundo a plataforma que tomou esta iniciativa se destina a dar uma resposta - quer habitacional, que para uso associativo e cultural - que a CML não dá, visto que está refém de um modelo assente na especulação imobiliária e na corrupção e compadrio.

As traseiras do prédio têm acesso directo ao Jardim do Caracol que os habitantes da zona querem ver transformado num parque para os fregueses e onde estão implantadas várias árvores de fruto que, segundo a legislação vigente é proibido arrancar, para além de outra vegetação, incluindo plantas exóticas.

Acresce dizer que os elementos da plataforma em questão - a Assembleia de Ocupação de Lisboa - tomou a decisão de ocupar este prédio no passado dia 15 de Setembro, decisão que veio a ser aprovada numa Assembleia onde 150 participantes votaram por unanimidade essa decisão.

A Polícia Municipal já lhes fez uma visita mas, como estamos em período eleitoral, limitaram-se a constatar a ocupação sem terem feito qualquer ultimato no sentido de a contrariar.

22Set17

Luís Judíce



Um Fascista Candidato do PSD/CDS à Câmara de Loures

(Do correspondente do Partido na Câmara de Loures) Nestes últimos dias, temos sido presenteados com declarações de André Ventura, candidato nazi á Câmara de Loures pelo PSD/CDS, referindo-se à etnia cigana como "grupos que, em termos de composição de rendimento, vivem exclusivamente de subsídios do Estado", e que "há minorias que se acham acima da lei. Temos tido excessiva tolerância", além de outras considerações que ofendem os habitantes do Concelho de Loures, onde uma grande parte da população é de cidadãos pobres que vivem em Loures com a dignidade que a venda da sua força de trabalho lhes permite.

Este energúmeno, candidato do PSD/CDS, ao ter ofendido os cidadãos das várias etnias moradoras no concelho, desconhece o Concelho e a sua história, de certeza que nunca habitou uma casa num bairro social e nunca pensou por que e como as pessoas mais pobres são obrigadas a viver nestes bairros. Na sua grande maioria, são trabalhadores e imigrantes, explorados por este regime capitalista que sempre os considerou como cidadãos de terceira, com salários que não lhes permitiam ter uma habitação digna para viver com as suas famílias. Antes e após o 25 de Abril, eram obrigados a viver em "barracas" nos arredores da Cidade de Lisboa, em condições humilhantes e degradantes, sem que o regime se importasse de resolver o problema da habitação dos trabalhadores explorados pelo patronato fiel ao regime fascista de Salazar e de Marcelo Caetano.

Após o 25 de Abril, o então MRPP desenvolveu uma luta sem quartel pela ocupação de casas abandonadas, em conjunto com os trabalhadores habitantes de barracas, através da palavra de ordem "Casas Sim, Barracas Não!", que levou ao desaparecimento de inúmeros bairros de barracas em Lisboa e arredores. Esta luta dos trabalhadores e do MRPP, obrigou o regime saído do 25 de Abril a construir os chamados bairros sociais.

Hoje, passados mais de 40 anos sobre o 25 de Abril, assistimos ao reaparecimento da exploração e da miséria por responsabilidade dos partidos PSD/PS/CDS/PCP/CDU/BE – pois são eles que têm executado as politicas que empobreceram os trabalhadores e com isso levaram à degradação da sua qualidade de vida e à degradação dos bairros sociais, desleixados pelos senhorios, as Câmaras Municipais. Este parasita, André Ventura, Candidato nazi do PSD/CDS, é o instrumento provocador que tenta culpar os mais pobres dos pobres, de serem os responsáveis da situação em que se encontram e que por isso devem ser criminalizados pela sua condição de pobreza.

Os restantes partidos não saem limpos desta situação das comunidades de trabalhadores que habitam em Loures, pois todos eles estão de acordo em continuar a situação degradante destas comunidades.

A candidata do PS (Sónia Paixão) á Câmara de Loures, que era vereadora com o pelouro dos assuntos sociais, esquece-se que foi no seu mandato que na Quinta da Fonte, na freguesia da Apelação, aconteceu o tiroteio entre comunidades, tendo na altura sido defendidas pelo partido Socialista as mesmas opiniões racistas, idênticas às do agora candidato nazi do PSD/CDS.

Também o PCP/CDU, com o apoio do PS/PSD/CDS/BE, apoiaram a cedência de instalações (Campo de Concentração) para refugiados, a 50 metros da ETAR de São João da Talha, esquecendo que os refugiados das guerras imperialistas são seres humanos e merecem ser tratados como seres humanos, ou seja, com dignidade.

Somente o PCTP/MRPP votou contra esta vil decisão do executivo de Bernardino Soares e dos restantes partidos representados na Assembleia Municipal de Loures.

Todas as forças políticas representadas na Assembleia da República estão de acordo em continuar a humilhar, empobrecer e degradar as condições de vida dos trabalhadores do Concelho de Loures e de Portugal.

Só através da luta, os trabalhadores podem alterar as suas miseráveis condições de vida, criadas pelos executivos e lacaios como André Ventura, aliados dos grandes capitalistas exploradores e corruptos.

No próximo dia 1 de Outubro, nas eleições autárquicas, temos oportunidade de dar uma resposta a estes lacaios do capitalismo corrupto e explorador, através do voto nos que defendam os interesses do povo trabalhador.



 

Festas de Loures:

Social-fascista Bernardino Soares foi buscar lã e saiu tosquiado!

A sabedoria popular produziu um ditado com uma recorrência em que toda a sorte de oportunistas costuma cair sem apelo nem agravo. Pensando que vão buscar lã ao incauto, acabam normalmente por sair tosquiados.

E foi o que aconteceu ao social-fascista Bernardino Soares, o ainda presidente da Câmara Municipal de Loures, onde se alcandorou ao poder à custa de uma coligação com o PSD, no tempo em que este partido de direita, coligado com a extrema-direita do CDS/PP, tutelado pelo palermóide de Boliqueime impunha um terrorismo social, político e económico sem precedentes sobre a classe operária e o povo português.

Aproveitando-se das Festas de Loures, que assinalam os 131 anos do Concelho, convidou todos os Partidos com assento na Assembleia Municipal de Loures a ocupar um stand ou pavilhão num dos pontos em que decorreram as Festas de Loures, entre os dias 21 e 26 de Julho. Porém, quando a esmola é muita, o pobre desconfia!

Acontece que o ponto escolhido para tão magnânimo gesto e para implantar os supracitados stands/pavilhões foi o Jardim Major Rosa Bastos, onde mandou instalar um palco destinado “...a diferentes expressões musicais...”, tão acarinhadas pela população que, para além dos excelentes músicos que aí actuaram, podíamos contar pelos dedos das duas mãos o número de pessoas a assistir aos ditos.

A anunciada Feira Saloia e a participação de comerciantes locais foram uma autêntica miragem! Resultado, a ausência de massas no recinto traduziu-se num completo ofuscar da acção política e da apresentação e discussão programática para qualquer das forças políticas em presença, incluindo a própria CDU.

Entretanto, pouco preocupado com o isolamento dos seus comparsas no stand da CDU, o social fascista Bernardino Soares, acompanhado da sua vereadora preferida – igualmente eleita por aquela força partidária – pavoneavam-se entre as massas, procurando capitalizar a seu favor o facto de serem os únicos representantes políticos presentes nos locais onde afluíam em massa os lourenses, isto é, no mercado popular, noutros palcos existentes ao longo da Avenida principal de Loures e no Pavilhão Paz e Amizade onde ocorreram os concertos de Ana Moura e de Tito Paris, acompanhado de Dany Silva e Filipa Pais.

Logo que nos apercebemos do logro e da armadilha que os social-fascistas, com o beneplácito dos seus aliados do PSD, nos haviam montado, organizámos uma brigada que distribuiu pelos locais onde se encontravam as massas, quer a tarjeta com o Programa Autárquico 2017 do PCTP/MRPP para Loures, quer outros comunicados de grande relevância política como aquele em que denunciamos a natureza fascista do candidato do PSD às eleições para a Câmara Municipal de Loures, o fascista, xenófobo e racista André Ventura.

O acolhimento por parte dos lourenses às posições defendidas pelo nosso partido foi tal que vários foram os elementos das massas que a nossa brigada contactou que se dispuseram a integrar a nossa lista de candidatos, quer à Câmara Municipal, quer à Assembleia Municipal, quer, ainda, a freguesias do Concelho de Loures.

Esta manobra por parte do social-fascista Bernardino Soares é bem demonstrativa do seu desespero e do das suas hostes. Ele sabe que tem os dias contados à frente do executivo camarário de Loures. Os lourenses saberão certamente dar-lhe a devida resposta aos recorrentes ataques aos trabalhadores, aos moradores, aos pobres do Concelho. Os lourenses nunca lhe perdoarão ter-se vendido pelos trinta dinheiros da traição aos interesses do grande capital, traição consagrada na coligação CDU/PCP/PSD.

Saberão dar resposta às constantes provocações e atropelos à liberdade de expressão e à dignidade, assim como saberão dar a resposta adequada à perseguição, chantagem e terror que exerceu durante os seus mandatos sobre os trabalhadores camarários e não só.

Foste buscar lã e saíste tosquiado, oh! Bernardino Soares!

24Jul2017

Luís Júdice

 


 

PARQUE DE SAÚDE DE LISBOA:

AINDA TEMOS QUE PAGAR

PARA TRABALHAR GRATUITAMENTE

(Do nosso correspondente) Aproveitando a necessidade de regulamentar o acesso de veículos automóveis ao Parque de Saúde de Lisboa, vulgo Hospital Júlio de Matos, o senhor Ministro da Saúde não perdeu a oportunidade para, mais uma vez, roubar ainda mais os trabalhadores da saúde.

Entregando à SUCH a gestão do estacionamento, esta aproveitou para explorar os trabalhadores do parque de saúde e daí afastá-los, para poder transformar este Parque num enorme estacionamento automóvel privado, para a zona de Alvalade. A administração da SUCH quer resolver o seu passivo de mais de 40 milhões de Euros, resultado de sucessivas gestões puramente danosas, à custa dos trabalhadores do Parque de Saúde.

Estes trabalhadores, que regularmente dão gratuitamente inúmeras horas do seu trabalho às instituições onde trabalham, agora, além de trabalharem de borla, ainda vão ter que pagar para oferecer o seu trabalho. Por outro lado, os utentes que se dirigem ao Hospital Júlio de Matos, ao Centro de Saúde de Alvalade, ao Centro de Alcoologia, ao Cento das Taipas, à Clinica da Juventude e outros vão ter que pagar elevados valores de estacionamento.

Trabalhadores e utentes têm que constituir uma Comissão de Luta que se oponha a este roubo à mão armada. Mais uma vez, os sucessivos governos querem resolver os problemas dos buracos orçamentais à custa de quem trabalha e de quem produz, buracos estes criados pelos seu amigos e boys do aparelho partidário, um bando de incompetentes e ladrões que eles nomearam e permitiram que destruissem as empresas do setor público.

O PCTP/MRPP, apela a que todos os trabalhadores se organizem em torno dessa Comissão de Luta e, enquanto o problema não estiver resolvido, se recusem a dar às suas instituições um único minuto do seu trabalho, cumprindo rigogosamente o seu horário de saída, doa a quem doer, não se deixando iludir por falinhas mansas e apelos ao sentido do dever.

RECUSEMO-NOS A PAGAR PARA TRABALHAR!

VIVA A JUSTA LUTA DOS TRABALHADORES E UTENTES DO PARQUE DE SAÚDE DE LISBOA!



Acidentes de Trabalho Mortais

Arnaldo Matos

Nos primeiros seis meses deste ano de 2017, a Autoridade para as Condições do Trabalho registou um total de 54 mortos em acidentes de trabalho, o que dá uma média de nove acidentes de trabalho mortais por mês.

O número de mortos em acidentes de trabalho é superior ao número verificado no primeiro semestre de 2014, que foi de 48 mortos, mas inferior ao do primeiro semestre de 2015 (75) e ao primeiro de 2016 (74).

Na primeira metade do ano em curso, o número de acidentes de trabalho graves foi de 129, de 214 nos primeiros seis meses de 2014, de 312 nos primeiros seis meses de 2015, e de 225 na primeira metade de 2016.

Entre mortos e acidentes graves, o meio ano de 2017 já transcorrido saldou-se por 259 trabalhadores inutilizados por acidentes de trabalho em todo o país.

Os distritos onde este ano ocorreu até agora maior número de acidentes de trabalho mortais foram o Porto (11) Braga (8) e Vila Real (8).

Os acidentes mortais no primeiro semestre deste ano vitimaram 47 homens e sete mulheres, e ocorreram predominantemente em grandes fábricas e empresas.

Os processos instaurados pela Autoridade para as Condições do Trabalho revelaram muitas insuficiências, nomeadamente quanto ao tipo de contrato de trabalho em causa, sobre a situação de emprego do trabalhador e o tipo do local de trabalho.

É inadmissível o número de acidentes mortais e graves registados em Portugal e inaceitável a falta de eficácia da Autoridade para as Condições do Trabalho na respectiva fiscalização.

Num país como o nosso, onde a produção industrial é ainda escassa, é inadmissível a quantidade de operários e operárias que perdem a vida a trabalhar em locais infectos, com contratos a termo e sem a devida fiscalização da segurança.

As operárias e os operários portugueses devem denunciar a falta de condições de segurança no trabalho e exigir um reforço contínuo e crescente dessas condições no seu trabalho diário.

Lx. 07Jul17

 


 

Morreu um Homem...

Morreu um Homem...

Acabei de ter conhecimento desta notícia, muito triste, para quem o sempre admirou, JOÃO PREGUIÇA morreu depois de prolongada doença.

Militante comunista, militando no PCTP/MRPP, homem de causas, homem valente, alentejano de quatro costados, homem generoso, homem de princípios inabaláveis, nunca vergou, ousou sempre, lutando até ao seu último suspiro.

Choro de dor, mas choro de raiva por não o poder vê-lo mais uma vez. Sei que ele nunca largou a sua bandeira, a nossa. Jamais! E como diz um poema recente sobre o meu camarada: "Os calos do tempo não o magoam,/As tempestades não lhe metem medo,/Amanhã é outro dia"...sim amanhã será outro dia, infelizmente sem a tua presença, a tua energia, a tua fala, sem a tua garra...antes quebrar que torcer. Sim amanhã é outro dia. Serás sempre lembrado pelos que lutaram ombro a ombro contigo, ousando lutar, ousando vencer.

01JUN17

Rui Mateus



Fábrica PSA (Peugeot/Citroën) Mangualde

“Eles Matam-nos!”

(Dos nossos correspondentes) Tal como se encontrava planeado, fizemos, na passada terça-feira, a distribuição do nosso comunicado Fogo Sobre o Regime de Escravidão! à porta da fábrica de Automóveis PSA-Mangualde, aos operários e operárias que nos receberam de forma muito calorosa e entusiástica.

A fábrica PSA de Mangualde é, como sabem, uma fábrica automóvel do grupo francês PSA Peugeot Citroën, situada em Mangualde, no distrito de Viseu.

As operárias e operários receberam-nos na terça-feira, dia 20 de Junho, pelas 14H00, com expressões como estas: “Ajudem-nos senão eles matam-nos!”; “Obrigado camaradas! Eu sei bem que este símbolo é do partido do Arnaldo Matos!”; “Isto é uma vergonha, eles fazem o que querem”; “O delegado sindical e a comissão de trabalhadores pertencem todos à mesma corja de traidores”!...

Estas são algumas das expressões de revolta que, às portas da PSA-Mangualde, pudemos ouvir da boca dos operários e das operárias que, com visível satisfação, acolheram a distribuição do nosso comunicado: FOGO SOBRE O REGIME DE ESCRAVIDÃO!

Alguns dos operários e operárias, fartos de ser escravizados, e muito desiludidos com as repetidas traições do delegado sindical e da Comissão de Trabalhadores, revelaram-nos: “Há aqui muita gente revoltada, só que temos medo… mas, seja lá como for, somos nós que temos de mudar isto”!...

Essa é que é a grande verdade, proletários da PSA! E são as leis que regem o desenvolvimento da luta de classes que assim determinam!

Só a classe operária, organizada no seu próprio partido, poderá mudar isto, conquistando o poder politico e instaurando a sua própria ditadura – a ditadura do proletariado -, com vista à construção de uma sociedade sem classes e sem exploração!

Proletários de todos os Países, Uni-vos!

Viva a Revolução Proletária!

20JUN17

Viriato/Sertório

 


 

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# João Camacho - 29.03.2017
Lindo!

Com Arnaldo Matos a linha gráfica comunista também ressuscitou.

 


 

Carta ao Camarada Rui Mateus

Arnaldo Matos

Caro Camarada,

Agradeço a tua carta da passada quarta-feira, dia 5 de Abril, imediatamente publicada no Luta Popular Online, onde comentas, com a perspicácia e inteligência que te são peculiares, a situação política actual do nosso Partido e o meu artigo sobre o auto-anunciado fim do sítio provocatório “As Mentiras do Arnaldo”, produzido na Web pelo grupelho antipartido, antimarxista e anticomunista primário de Garcia Pereira e seus sabujos.

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Provocação contra o Partido e a memória de Martins Soares

Caro Camarada Arnaldo Matos

Um miserável provocador social-fascista, que dá pelo nome de Miguel Carvalho, deu à estampa um livro com o título “Quando Portugal Ardeu”, supostamente para relatar os meandros da acção dos grupelhos da extrema-direita fascista, o ELP e o MDLP, no período imediatamente a seguir ao 25 de Abril de 1974 e durante o chamado “Verão Quente” de 1975!

O provocador de serviço, numa clara demonstração de ao serviço de quem está, e na ânsia de colar o então MRPP ao ELP, “esqueceu-se” de confirmar junto das “fontes” alguns dados que apresenta como “factos”. Assim, numa miserável provocação ao nosso Partido e à memória de um dos seus mais aguerridos militantes, faz uma referência à participação de Martins Soares numa reunião em Paris, reunião na qual teria sido tomada a decisão de fundar o ELP.

A referida reunião, que ocorreu em Setembro de 1974, em Paris, nunca poderia ter contado com a presença de Martins Soares, desde logo porque este havia falecido – em circunstâncias trágicas – em Junho desse ano e porque a consigna do MRPP foi sempre a de “Morte ao fascismo e ao social-fascismo!”

Viva o Partido!

Saudações

12Abr17

Luis Júdice

 


 

 A Derrota do Grupelho Liquidacionista
Anti-partido

O grupelho social-fascista anti-partido de Garcia Pereira desistiu de escrever para o site provocatório
as “Mentiras do Arnaldo”

Arnaldo Matos

A realização do I Congresso Regional do Partido nos Açores, no próximo dia 1º de Maio, culminará a primeira fase da organização do Partido naquele arquipélago atlântico, sob direcção da Brigada do Comité Central, comandada pela camarada Margarida.

Este trabalho começou quase há um ano, em Julho de 2016, com a constituição de listas para a assembleia legislativa regional em sete das nove ilhas da Região Autónoma dos Açores.

O grupelho liquidacionista anti-partido dirigido por Luís da Conceição Franco e por Garcia Pereira, em trinta anos nunca apresentou listas do PCTP/MRPP às assembleias legislativas regionais, abandonando assim o povo dos Açores ao imperialismo norte-americano, a quem deixaram que fossem cedidas, na sua contratação actual, a base aérea das Lajes e o porto naval da Praia da Vitória.

Quando o nosso Partido apresentou listas à assembleia legislativa dos Açores por sete das nove ilhas do arquipélago, o grupelho anti-partido de Garcia Pereira, Conceição Franco e Domingos Bulhão, como traidores que sempre foram, escreveram aos directores dos órgãos de comunicação social escrita e falada dos Açores – jornais diários, semanários, televisivos e radiofónicos – a pedir-lhes que não apoiassem as listas do PCTP/MRPP, e que as denunciassem como listas do Partido de Arnaldo Matos.

É verdade que o nosso Partido não granjeou uma grande votação naquelas eleições regionais legislativas, mas o apoio da população foi muito grande e o PCTP/MRPP pôde constituir células e comités do Partido em quase todas as ilhas do arquipélago.

Agora faremos, no próximo 1º de maio, o I Congresso Regional do Partido, que irá saldar-se inevitavelmente por uma grande e importante vitória.

A realização do I Congresso Regional do Partido nos Açores porá termo à primeira etapa da refundação do Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses (PCTP/MRPP) em todo o país, combate este que se iniciou no dia 5 de Outubro de 2015, quando, no dia imediato ao daquelas supracitadas eleições de 4 de Outubro de 2015, o camarada Espártaco - pseudónimo muito conhecido do autor destas linhas junto dos operários e comunistas portugueses – destituiu, com um simples artigo de jornal publicado no Luta Popular Online, e escorraçou das fileiras do Partido o secretário-geral Luís Conceição Franco e os membros do comité permanente Garcia Pereira, Domingos Bulhão e Carlos Paisana.

Só não foi destituído o operário Artur Antunes, também membro do comité permanente do Comité Central e trabalhador da empresa EMEF (Empresa de Manutenção de Equipamentos Ferroviários, S.A.) no Barreiro.

Os elementos destituídos, suspensos e expulsos, por mero escrito do signatário, fundador do Partido, tentaram mediante uma manobra imediatamente rejeitada, apresentar uma autocrítica, no fito de permanecerem no interior do Partido e continuarem a liquidá-lo.

Essa manobra foi totalmente rejeitada, as auto-críticas recusadas e o golpe desmascarado sem apelo nem agravo. E postos na rua!

Ao mesmo tempo que apresentavam ao comité central do Partido as suas destemperadas autocríticas oportunistas, os familiares desses trânsfugas, que aliás nunca foram militantes do Partido, como a filha e a actual mulher de Garcia Pereira e alguns familiares de Domingos Bulhão, abriram espaços nas redes sociais para lançarem contra o Partido insultos e impropérios enlouquecidos.

Com Garcia Pereira e Domingos Bulhão criaram um sítio na web, intitulado As Mentiras do Arnaldo, onde diariamente punham na minha boca ideias que eu nunca tive nem podia ter, não proferi nem nunca proferirei, isto porque a ignorância política e científica de Garcia Pereira e seus capangas não era capaz de discutir ideias sérias no campo filosófico, económico, político, social e cultural.

Andaram quase dois anos a insultar-me, da forma mais miserável e cobarde, sem nunca assinarem com o seu próprio nome o chorrilho de mentiras e dejectos cuja patente me atribuíram.

Ao invés, limitei-me a denunciar a ignorância chapada de Garcia Pereira e seus capangas, anti-marxistas e anti-comunistas primários, sujeitos que nunca leram um livro de Marx, de Engels, de Lenine ou de Mao Tse Tung, para já não dizer que desconhecem toda a filosofia e ciência, desde que ela nasceram na Grécia há mais de dois mil e quinhentos anos. Garcia Pereira é o mais inculto e ignorante licenciado português de todos os tempos.

E expliquei que essa canalha apenas queria destruir o partido comunista marxista proletário, onde se filiava o nosso Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses, o PCTP/MRPP.

Os diversos sítios, blogues, facebooks e jornalecos editados na Internete por essa canalha analfabeta e ignorante, e em especial o sítio chamado As Mentiras do Arnaldo, mas que melhor se entenderia como as mentiras absurdas e ignorância do próprio Garcia Pereira e postos na boca de outros seus capangas, cobriram-se de descrédito e de vergonha – se a tivessem – e acabaram igualmente como começaram: sem leitores nem defensores.

O grupelho anti-partido de Garcia Pereira, Domingos Bulhão e outros acaba de publicar no sítio As mentiras do Garcia (que eles tergiversam em As Mentiras do Arnaldo) uma Nota da Redação, como de costume não assinada por ninguém, a informar que, no futuro não se justifica a edição de qualquer texto nas mentiras do Arnaldo, porque isso seria o mesmo que dar pérolas a porcos, acabando assim por considerarem porcos os leitores da prosa não assinada de Garcia Pereira e associados.

Sempre denunciámos no Luta Popular Online que o objectivo do grupelho de Garcia Pereira e caciques era destruir o partido comunista marxista do proletariado português, e que Garcia, o putedo que o rodeia e seus capangas sempre entenderam que não se justifica de modo algum a existência de um partido do proletariado revolucionário em Portugal.

Pois essa nossa velha denúncia vem agora assumida por Garcia Pereira e seus compinchas reacionários, quando na supracitada nota com a qual a redacção põe termo ao sítio As Mentiras do Arnaldo, acrescentar esta pérola:

“Por isso, estando em estudo outro formato de intervenção política, cívica, humanista e de cidadania, que a seu tempo será dado a conhecer a todos, não se justificava a edição de qualquer texto nas Mentiras do Arnaldo.

Como veêm, o grupelho anti-partido de Garcia Pereira era e é um grupelho de anti-comunistas e anti-marxistas primários; que a única coisa que tinham em vista era acabar com o PCTP/MRPP, porque, para essa camarilha contra-revolucionária, não se justifica um partido proletário marxista comunista, um partido próprio do proletariado revolucionário, mas sim “outro formato de intervenção política, cívica, humanista e de cidadania”.

Como veêm, os anti-comunista e anti-marxistas primários do grupelho anti-partido de Garcia Pereira piscam despudoradamente o olho ao chamado Bloco de Esquerda, o partido da pequena burguesia urbana, capaz de carregar alguns bons clientes para o escritório de Garcia Pereira e associados.

Está aí feita por eles, grupelho anti-partido de Garcia Pereira e associados, a prova de que o ódio dessa canalha não é verdadeiramente contra o autor destas linhas, mas contra a classe operária portuguesa, contra o proletariado português revolucionário, e que o que pretende é unicamente um partido anti-comunista, um partido anti-marxista, um partido pequeno-burguês reaccionário.

Com a sua Nota da Redacção, que o leitor poderá ler na íntegra no interior do Luta Popular Online, clicando aqui , Garcia Pereira, Domingos Bulhão, Laires, Luís Conceição Franco, o putedo de Odivelas, reconhecem e confessam qual era o seu verdadeiro objectivo oculto dentro do nosso Partido: liquidá-lo; liquidar a teoria do marxismo, a ideologia do comunismo; liquidar o movimento revolucionário do proletariado.

E no lugar deles, pôr de pé outro formato de instrumentação política, de intervenção cívica, de organização humanista, de cidadania, como o instrumento do Fernando Rosas, de Catarina Martins, de Louçã, etc.

E o novo formato de partido – cívico, humanista, de cidadania – já começou por escrever nas paredes de Lisboa que as sedes do PCTP/MRPP são as sedes do Daesh em Portugal e que Arnaldo Matos é o seu representante máximo, o que, nas circunstâncias da legislação criminal actual representa um convite é prisão do autor destas linhas e à proibição da imprensa do Partido.

Por isso, esses cobardes, ocultos na noite e no anonimato, andam a atacar o Partido de onde foram expulsos por um simples editorial de Espártaco, conclamando a polícia e as secretas para prenderem os camaradas do PCTP/MRPP que usam lutar contra o imperialismo no interior do nosso próprio país.

Eu bem vos tinha dito, no meu escrito de 5 de Outubro de 2015, na primeira página do Luta Popular Online, assinado por mim próprio quando, de um só tiro, abati Garcia Pereira, Conceição Franco, Domingos Bulhão, a cabeça cornupeta do grupelho anti-partido sem classe nem carácter, anti-partido, anti-comunista, anti-marxista primários.

Seria bom que todos aqueles que na altura se puseram ao lado do grupelho de Garcia Pereira e associados contra o seu Partido de sempre – como Rui Mateus, Nelson e outros – venham agora dizer o que realmente pensam do grupelho anti-partido de Garcia Pereira, agora que o próprio grupelho proclamou e confirmou o que realmente pretendia: acabar com o partido comunista marxista proletário, o PCTP/MRPP.

Negaram-no a pés juntos na altura! Pois bem: são eles que o confessam agora!

Proletários de todos os Países. Uni-vos!

Morte aos Traidores do grupelho anti-partido de Garcia Pereira e associados!

04Abr17  


 

Nota ao Partido: Directiva Geral

Todos os camaradas que estão a romper publicamente, num movimento revolucionário que é cada vez mais amplo, com o grupelho anti-partido de Garcia Pereira e capangas, devem ter acesso irrestrito às sedes e organizações do nosso Partido, a partir de hoje, dia 06 de Abril, às 09H00, e sempre que o pretenderem para o seu trabalho político partidário.

06Abr17

Espártaco

 

I - Comentário de Carlos Correia

Camarada Arnaldo Matos,

Quero desde já esclarecer que nunca consegui dedicar a minha vida ao Partido.

Contudo, tentei ajudar o Partido dedicando parte do meu dia.

Verifiquei no tempo que estive no Partido, que não existiam comunistas como o camarada defende.

Não sendo conhecedor do marxismo, nem do leninismo, contudo tenho uma opinião. Nunca tive a coragem de a manifestar pessoalmente.

O Partido não tinha militantes jovens. Enquanto não os tiver, mesmo que o camarada indique o rumo certo, com o qual eu estou de acordo, o Partido não exercerá influência na classe operária.

Um outro problema que eu vejo, é de não haver mais ninguém capaz de aplicar o marxismo à realidade actual sem ser o camarada.

Será que com muito estudo, como o camarada defende e pratica, se conseguirá formar comunistas com a mesma capacidade de compreender e aplicar o marxismo?

Para mim, só a transformação das actuais forças produtivas em meios de produção revolucionários, poderá refundar o Partido.

Só os verdadeiros comunistas poderão destruir a exploração do homem pelo homem.

05Abr17

Carlos Correia”

 

II - Comentário de Rogério de Marvila

“Estimado camarada Arnaldo Matos

Antes de mais um abraço fraterno a todos os camaradas, em particular ao Fundador do nosso Partido, o camarada Arnaldo Matos.

Quando me postei nas primeiras fileiras do combate à canalha liquidacionista encabeçada pelos cornúpetos garcia, bulhão, luís franco e laires, fi-lo convicto da justeza da linha revolucionária, marxista e proletária desde sempre defendida e liderada pelo camarada Arnaldo Matos.

Então e hoje, como no futuro, defendi e defenderei a linha revolucionária, marxista e comunista para o nosso Partido.

Esgrimi contra "amigos", camaradas e entediados, "comunistas" de facebook e redes sociais. Tentei uma e outra vez alistá-los la batalha contra os anti-comunistas que queriam liquidar o nosso Partido.

Que ninguém tenha dúvidas sobre a derrota desses canalhas às mãos dos operários e trabalhadores portugueses.

Mas que não há que baixar os braços e dar a luta por terminada também é para mim uma certeza.

Como diz e bem o camarada Arnaldo Matos, é altura agora e mais uma vez, de os "iludidos", se são verdadeiros comunistas e querem a vitória de um partido proletário marxista comunista, o PCTP/MRPP, cerrarem fileiras em torno da linha vermelha do Partido.

Proletários de todos os Países. Uni-vos!

Morte aos Traidores do grupelho anti-partido de Garcia Pereira e associados!

Viva o Partido !!

05Abr17

Rogério de Marvila”

 

Estamos à tua Espera

Mandei publicar o magnífico texto hoje recebido de um dos nossos bons camaradas, o Luis Júdice. Fazes-me muita falta, e mais falta fazes ao teu Partido de sempre. Bem-vindo à guerra! Traz os teus amigos também!

06Abr17

Arnaldo Matos

“Caro Camarada Arnaldo Matos,

Levaram mais de 30 anos a minar o Partido Comunista Operário, o PCTP/MRPP. Três décadas a liquidar o partido que só um acto de grande coragem e visão, de ruptura revolucionária, comunista, marxista, levado a cabo pelo fundador do Partido – o camarada Arnaldo Matos –, começou a criar as condições para lhe pôr um fim!

Àqueles que julgavam que a maré engoliria a costa, aí está a prova de que a mentira tem perna curta e a arrogância cai fragorosamente quando lhes fazemos frente e erguemos uma muralha de unidade, de trabalho e de acção revolucionária para conter e esmagar os inimigos do Partido, do Comunismo e do Marxismo.

Sem programa, sem linha de acção que não a mais imbecil calúnia, a linha liquidacionista deixou cair a máscara com este anúncio de “fecho para obras”. Mas, não nos podemos deixar iludir! Apesar de não pretenderem fazer obra, estão a colocar-se a jeito para se colocarem ao serviço de quem melhores sinecuras e tachos lhes proporcionar para atacar e vilipendiar os comunistas e o seu incontestável líder – o camarada Arnaldo Matos!

O trabalho, a dedicação revolucionária, estão a fazer – neste lapso de tempo que medeia a expulsão da camarilha liquidacionista e a actualidade – o que três décadas de liquidacionismo, de oportunismo, de anti-marxismo e de anti-comunismo não lograram!

Alicerçar na luta e na acção revolucionárias um verdadeiro Partido Comunista Operário, a verdadeira vanguarda da classe operária, que a conduzirá- e aos seus aliados – à vitória da Revolução!

Proletários de todos os Países. Uni-vos!

Morte aos Traidores do grupelho anti-partido de Garcia Pereira e associados!

05Abr17

Luís Júdice”

 

Bem-Vindo, camarada Rui Mateus!

É com muito afecto e elevada consideração que mando publicar a carta que se segue, do camarada, Rui Mateus. Sempre me fizeste muita falta!

06Abr17

Arnaldo Matos

 

“Camarada Paulo,

Como não tenho o email do camarada Arnaldo Matos, venho por este meio afirmar a minha concordância com o texto último do camarada sobre o fim deste miserável site desta comprovadamente camarilha anti-partido.

Escrevo esta missiva porque o meu nome aparece como aqueles que se associaram a este grupelho anti-partido. Concordo, porque objectivamente desertando das fileiras do partido, antes mesmo destes acontecimentos clarificadores para o partido, mas mesmo assim aceitando não lutar dentro das fileiras do partido, contra o que estes elementos se propunham fazer contra o meu partido de sempre, pactuei com os ataques desbragados e cobardes desta camarilha. Mais uma vez tentei conciliar o que não é possível, denotando as minhas fraquezas ideológicas sobre o marxismo e assim não me apercebi do alcance das palavras do camarada Arnaldo Matos. O tempo demonstrou a justeza das denúncias certeiras e objectivas de que o rei ia nu. Mas uma coisa é certa, desde de sempre nunca aceitei denegrir o meu partido de sempre, e nas actuais circunstâncias, mesmo não militando no partido, tomei como justas e como minhas, as palavras defendidas pelo camarada no nosso jornal online, situação que me obrigou a estudar com mais afinco o marxismo.

O fim deste site, ele sim reles e mentiroso, cobarde, veio a público demonstrar o que eles sempre foram, um grupo anti-marxista, anti-partido, e que se manteve durante estes anos todos dentro do partido com a cumplicidade de muitos de nós, onde eu, Rui Mateus, me inclu-o. É tempo de dizer basta...

Morte aos traidores! Viva o Partido, viva o Comunismo!

Um abraço forte e solidário, meu camarada Arnaldo Matos.

05Abr17

Rui Mateus”

 

I - Comentário de: Carlos Correia

Camarada Arnaldo Matos,

Quero desde já esclarecer que nunca consegui dedicar a minha vida ao Partido.

Contudo, tentei ajudar o Partido dedicando parte do meu dia.

Verifiquei no tempo que estive no Partido, que não existiam comunistas como o camarada defende.

Não sendo conhecedor do marxismo, nem do leninismo, contudo tenho uma opinião. Nunca tive a coragem de a manifestar pessoalmente.

O Partido não tinha militantes jovens. Enquanto não os tiver, mesmo que o camarada indique o rumo certo, com o qual eu estou de acordo, o Partido não exercerá influência na classe operária.

Um outro problema que eu vejo, é de não haver mais ninguém capaz de aplicar o marxismo à realidade actual sem ser o camarada.

Será que com muito estudo, como o camarada defende e pratica, se conseguirá formar comunistas com a mesma capacidade de compreender e aplicar o marxismo?

Para mim, só a transformação das actuais forças produtivas em meios de produção revolucionários, poderá refundar o Partido.

Só os verdadeiros comunistas poderão destruir a exploração do homem pelo homem.

05Abr17

Carlos Correia

 

II - Comentário de: Rogério de Marvila

Estimado camarada Arnaldo Matos

Antes de mais um abraço fraterno a todos os camaradas, em particular ao Fundador do nosso Partido, o camarada Arnaldo Matos.

Quando me postei nas primeiras fileiras do combate à canalha liquidacionista encabeçada pelos cornúpetos Garcia, Bulhão, Luís franco e Laires, fi-lo convicto da justeza da linha revolucionária, marxista e proletária desde sempre defendida e liderada pelo camarada Arnaldo Matos.

Então e hoje, como no futuro, defendi e defenderei a linha revolucionária, marxista e comunista para o nosso Partido.

Esgrimi contra "amigos", camaradas e entediados, "comunistas" de facebook e redes sociais. Tentei uma e outra vez alistá-los la batalha contra os anti-comunistas que queriam liquidar o nosso Partido.

Que ninguém tenha dúvidas sobre a derrota desses canalhas às mãos dos operários e trabalhadores portugueses.

Mas que não há que baixar os braços e dar a luta por terminada também é para mim uma certeza.

Como diz e bem o camarada Arnaldo Matos, é altura agora e mais uma vez, de os "iludidos", se são verdadeiros comunistas e querem a vitória de um partido proletário marxista comunista, o PCTP/MRPP, cerrarem fileiras em torno da linha vermelha do Partido.

Proletários de todos os Países. Uni-vos!

Morte aos Traidores do grupelho anti-partido de Garcia Pereira e associados!

Viva o Partido!!

05Abr17

Rogério de Marvila

 


 

 


 

O Maciço Central é Vermelho!

Caro camarada Viriato,

A camarada, da CIFIAL, enviou à nossa Camarada Margarida, do Comité Central, presentemente na ilha da Graciosa, onde procede à organização do Partido no Arquipélago dos Açores, um comunicado do Bloco de Esquerda publicado no Jornal do Centro, onde aquela organização política pede ao governo proceda à denúncia das condições de trabalho e intensifique a fiscalização dessas condições na fábrica, copiando uma participação apresentada pelo Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses (PCTP/MRPP) ao Inspector-Geral das Actividades nas Condições do Trabalho, em Lisboa.

O Inspector-Geral ainda não ouviu o participante – PCTP/MRPP – sobre a violação das condições de trabalho, razão por que o processo se encontra naquela inspecção, mas em segredo de justiça.

Esta violação do segredo de justiça pode até dar-se para que passe a dizer-se na região que não há violação da Lei na fábrica.

O Jornal do Centro publicou ontem (20.02.2017) online, como texto do Bloco de Esquerda, (?!...) um texto da autoria do PCTP/MRPP aqui publicado nesta mesma página, em 31 de Janeiro passado. A quem serve a imprensa regional do Cavaquistão?!

21.02.2017

Arnaldo Matos

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ARA - Fábrica Alemã de Calçado em Seia:

PATRÃO IMPÕE REGIME DE ESCRAVIDÃO
SOB AMEAÇA DE FECHAR!

(Dos nossos correspondentes em Seia) Nesta fábrica dirigida pelo capataz Volker Kolossa, agente do imperialismo alemão, as mais de três centenas de operárias e operários que aqui são espoliados da sua força de trabalho, voltam a viver dias de angústia e de incerteza no futuro! 

Desta vez, fazendo uso da chantagem em que é especialista, Volker Kolossa ameaçou que teria de fechar a fábrica se não se conseguisse produzir determinado número de pares de calçado até ao final de Fevereiro, impondo assim veladamente um período trabalho intensivo com horário de 10 a 12 horas por dia, incluindo os sábados, num total desprezo pelo descanso a que têm direito e em prejuízo da vida familiar das operárias e operários que aqui trabalham.

Na verdade, não é a primeira vez que nesta fábrica os execráveis servidores do capital alemão mostram o seu desrespeito por aqueles a quem sugam a sua força de trabalho a baixo custo;

Pois já no ano 2003, a pretexto da falta de encomendas, a administração mandou os trabalhadores para casa, pagando-lhes as horas em singelo, tendo posteriormente, com o surgimento de novas encomendas, exigindo que os trabalhadores repusessem as horas, com trabalho ao sábado!

Umas vezes é por falta de encomendas, outras é por encomendas a mais!...

A ARA é uma marca alemã presente em 60 países. O mercado de venda de sapatos divide-se em 45 % na Alemanha e 55% para o resto do mundo, sendo a maior incidência para os países da Europa Central e do Norte, bem como os EUA, Canadá e Japão.

Como é evidente, os consumidores de sapatos ARA, têm um elevado poder de compra e são muito exigentes…

 Ora, para satisfazer as exigências deste mercado, os patrões alemães têm contado com a experiência e o empenho das operárias e operários portugueses, exímios conhecedores e muito experientes nesta indústria, facto a que não é alheio o recente investimento de milhares de euros num sistema de injeção direta de poliuretano (DIP); não certamente para melhorar as condições de trabalho das operárias (os) mas, isso sim, para aumentar a produção em mais 600 mil pares de sapatos por ano!

Volker Kolossa é um chantagista! 

Ao contrário daqueles que o consideram “um verdadeiro Herói na nossa cidade”, nós dizemos que ele é um chefe negreiro que sob chantagem procura impor na ARA um regime de escravidão operária!...

E, denunciamos, a infâmia do presidente da edilidade que lambendo as botas ao execrável agente alemão, vem dizer que “admira a capacidade de resistência desta empresa e que não se demitirá de distinguir os bons exemplos”… e, por isso o condecorou com a Campânula Municipal de Mérito Empresarial

Por acaso, alguém sabe de alguma distinção que tenha sido atribuída a uma só das mais de três centenas de operárias e operários, exemplares, que trabalham nesta fábrica?!  

Pois!...

Operárias e operários da ARA, não se deixem escravizar pelo medo! 

Exijam ser tratados com respeito e dignidade! 

O PCTP/MRPP é o vosso Partido Comunista Operário, sempre pronto a denunciar todas as arbitrariedades e a prepotência capitalista com que os opressores procuram eternizar o seu regime de exploração!

Organizada no seu próprio Partido, a classe operária vencerá!

Seia, 6.02.2017

Arimateia/Viriato

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Diário dos Açores

Na sua edição da passada terça-feira, dia 7 de Fevereiro de 2017, o jornal Diário dos Açores, publicado em Ponta Delgada, sob a direcção do Dr. Paulo Hugo Viveiros, deu a conhecer aos seus leitores o comunicado pelo qual o Comité de São Miguel do PCTP/MRPP exige a dissolução imediata da Lotaçor, empresa pública destinada à venda do pescado em lota, visto que essa empresa se transformou num instrumento policial de opressão dos pescadores açorianos.

O jornal Diário dos Açores é um dos órgãos de comunicação social açoriana que tem tratado sem discriminação os temas ou posições políticas do nosso Partido, no seguimento da nova linha de comunicação em vigor nos órgãos dirigentes do nosso Partido naquela Região Autónoma.

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Malfeitores
Na CIFIAL de Santa Comba Dão:
Quem São?

 (Do nosso correspondente em Santa Comba Dão) Como tem sido noticiado aqui, no nosso jornal Luta Popular Online, há longo tempo e por diversas vezes que vários trabalhadores da CIFIAL – Indústria de Cerâmica, S.A., em Santa Comba Dão, têm vindo a apresentar queixas denunciando as graves condições de trabalho existentes nesta fábrica, sem que uma só vez tenham obtido qualquer resposta por parte da ACT de Viseu!

Ao ter conhecimento da grave situação, o nosso Partido decidiu, ele próprio, intervir junto da Autoridade para as Condições do Trabalho em Lisboa, dirigindo ao Inspector-Geral do Trabalho uma participação onde denuncia as graves irregularidades que há longo tempo são praticadas naquela fábrica.

E, eis que o milagre acontece!...

Coisa de que não há memória tenha ocorrido antes na CIFIAL; duas digníssimas representantes da ACT, durante o período da tarde de segunda-feira, dia 23 de Janeiro, inspeccionaram longamente as instalações e recolheram depoimentos junto dos elementos da nomeada Comissão de Delatores fiéis lacaios do engenheiro Ramos e dos patrões…

Mas, até agora, o que foi que mudou? Nada!

Os secadores continuam a verter gás; o amianto e os tectos a ameaçar ruir, lá estão; as pastas sem qualquer qualidade, a impedir a fabricação de funcionar, são o último grito da irresponsabilidade e da incompetência de uma gerência vendida aos jogos e interesses obscuros do capital!

Pois, em vez de tomar medidas imediatas no sentido de eliminar os perigos para a saúde e a própria vida dos operários, o que fez o senhor engenheiro Ramos?

Este técnico, ele próprio responsável em boa parte pela situação de caos existente nesta empresa, ficou preocupado mas foi em descobrir quem são os “malfeitores” que deram a conhecer as criminosas irregularidades que diariamente põem em risco a saúde e a vida dos trabalhadores; e, tal como já fez em anteriores ocasiões, tratou de pôr em campo os seus cães de fila para amedrontar e tentar virar os trabalhadores uns contra os outros…

Mas olhai à vossa volta – senhores Ludgeros, Ramos e respectivos lacaios! 

E vereis que os únicos e verdadeiros malfeitores sois vós!...

Pois que as operárias e operários revoltados com a situação são apenas mulheres e homens fartos de ser humilhados e escravizados que exigem ser tratados com dignidade e que sejam tomadas medidas imediatas quanto à melhoria das suas condições de trabalho!

O nosso Partido, que é o Partido de todos os trabalhadores e trabalhadoras da CIFIAL, continuará a exigir da Autoridade para as Condições do Trabalho a inspecção das instalações da CIFIAL, até que sejam plenamente respeitadas as condições salariais, de saúde, de higiene e segurança do trabalho naquela fábrica e seja posta a nu a escandalosa protecção da Cifial pela ACT de Viseu, com manifesto prejuízo dos trabalhadores.

Fogo sobre os semeadores do medo!

Viva a classe operária!

31.01.2017

Viriato

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À Classe Operária Portuguesa:

Os Dinheiros e Contas do Partido

A correcção, seriedade e rigor políticos com que um partido comunista operário arrecada as suas receitas e efectua as suas despesas, por um lado, e, por outro lado, o controlo político colectivo da actividade do departamento de finanças pelo comité central, por todo o Partido e pelas massas operárias traçam uma clara linha de demarcação entre um partido comunista operário revolucionário e um partido pequeno-burguês reaccionário, oportunista e liquidacionista.

Desde que se constituiu, em 18 de Setembro de 1970, como Movimento Reorganizativo do Partido do Proletariado (MRPP), e depois de se ter fundado, em 26 de Dezembro de 1976, como Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses (PCTP/MRPP), o nosso Partido dispôs sempre de um departamento de finanças, eleito pelo comité central, responsável pela aquisição das receitas e pela realização das despesas de todo o Partido, com orçamentos e contas discutidos e aprovados colectivamente e submetidos ao escrutínio e controlo dos militantes, dos simpatizantes e das massas operárias.

O dinheiro nunca abundou, mas também nunca faltou para, em cada fase do processo, custear as despesas essenciais da revolução.

Todas as células, comités e organizações do Partido, sem excepção, cobravam quotas dos seus membros, politicamente discutidas e aprovadas em reuniões dos colectivos, e os donativos, recolhidos em todas as realizações do Partido, também sem excepção, eram registados e tornados públicos nas páginas do Luta Popular, para que todos pudessem verificar, com os seus próprios olhos, que as suas contribuições e sacrifícios económicos, por mais pequenos que fossem, chegavam sempre ao centro do Partido e eram postos ao serviço das tarefas políticas da classe operária e da revolução proletária.

Esta correcta, transparente e mobilizadora linha política morreu, quando os oportunistas, liquidacionistas e anticomunistas primários, como Garcia Pereira e Domingos Bulhão, tomaram conta do comité central do Partido e fizeram das suas receitas e despesas um assunto exclusivamente pessoal e da sua gestão privada.

Nas recolhas de contribuições e fundos, os donativos não eram contados nem registados, e via-se frequentemente Domingos Bulhão meter as notas nas suas algibeiras, na cara dos próprios doadores…

Em Outubro de 2015, com a suspensão e expulsão de Garcia Pereira e Domingos Bulhão do comité permanente do comité central, constatou-se que há muito que não havia nem funcionava um departamento de finanças, escolhido pelo comité central e sujeito ao seu controlo e vigilância, assim como dos militantes e das massas.

As contas bancárias do PCTP/MRPP eram movimentadas pelas assinaturas conjuntas de Garcia Pereira e Domingos Bulhão e Carlos Paisana, e deu-se até o caso de as contas do Partido terem sido abertas na mesma agência bancária onde Garcia Pereira tinha as suas contas pessoais, sujeitas à vigilância do mesmo e único gestor de conta, sendo que o dinheiro de caixa do Partido eram os bolsos e casa do Bulhão. E nenhum membro do comité central do Partido, nenhum militante, nenhuma célula, nenhum departamento, controlava os dinheiros entrados e saídos, o que proporcionou este rapinanço obsceno.

De 2009 a 2015, a lei do financiamento dos partidos políticos pôs à disposição do PCTP/MRPP uma verba vultuosa, a que tinha legalmente direito, no montante de 1 075 808,15 euros (um milhão setenta e cinco mil oitocentos e oito euros e quinze cêntimos), assim distribuídos:

 

2009   …………………… 34 685,47 euros

2010 …………………..... 168 241,49 euros

2011 ………………….... 168 241,49 euros

2012 …………………… 178 812,30 euros

2013 ……………………. 177 812,30 euros

2014 ……………………. 177 812,30 euros

2015 ……………………   170 527,80 euros

Total               1 075 808,15 euros

 

Nem a classe operária, nem os militantes e simpatizantes do Partido, souberam ou tiveram até hoje conhecimento de que se tinha recebido este dinheiro, em virtude dos votos que as massas populares lhe concederam em eleições de âmbito nacional, nem nunca foram informados quando e de que maneira foi este dinheiro gasto.

É certo que os partidos com deputados eleitos ainda receberam muito mais dinheiro - verdadeiras fortunas -, do que o nosso Partido, e também nunca prestaram contas ao Povo. Mas isso não é de admirar, porque esses outros partidos são partidos burgueses capitalistas reaccionários, mesmo quando se auto-intitulam de esquerda, socialistas ou comunistas. O que causa uma admiração nojosa é que o Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses (PCTP/MRPP), que se reivindica do marxismo, do comunismo e da revolução proletária, esconda das massas o dinheiro que lícita e legitimamente recebe, e não lhes presta contas dos valores e dos modos como o gasta.

30.01.2017

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O Palhaço Louçã e a Nacionalização do Novo Banco

A propósito do descalabro para onde continua sem surpresas a correr a falência do Grupo Espírito Santo e sob uma renovada campanha promocional da imprensa burguesa, em particular do jornal do Belmiro, o oportunista Louçã lembrou-se agora de defender a nacionalização do Novo Banco, nascido da operação golpista de constituição do fundo de resolução bancária, pela mão do então e ainda governador do Banco de Portugal e do governo de traição nacional Coelho/Portas.

Mas este economista incompetente e reaccionário surge a propor esta solução, quando sabe que essa nacionalização, só por si, se tornou já inútil para evitar serem os contribuintes a pagar a factura que se elevará a mais de 20 mil milhões de euros, pelo facto de, logo em Agosto de 2014, não se ter nacionalizado, não apenas o BES como o GES, tal como defendeu o camarada Arnaldo Matos, em artigo publicado no Luta Popular Online em 10.08.2014.

Louçã, agora em pose de respeitável conselheiro de Estado, para além de escamotear com descarada desonestidade o que, no referido artigo, se defendia pela primeira vez e no momento exacto, mesmo assim limita-se a pedir ao chefe do governo, de que o seu partido é parceiro, que não venda o Novo Banco e o nacionalize, não porque isso pudesse eventualmente poupar um brutal sacrifício para o bolso dos trabalhadores – o que já se tornou inviável – mas porque essa nacionalização, citamos, consegue o valor superior, a confiança, e a confiança vale tudo (!!). Isto é, a confiança neste sistema podre de exploração capitalista.

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Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses

DENUNCIEMOS PUBLICAMENTE O OPORTUNISMO E A IRRESPONSABILIDADE GOVERNATIVA!

MOBILIZEMO-NOS TODOS PARA EXIGIR DO GOVERNO REGIONAL A RÁPIDA RECTIFICAÇÃO DA SUA PÉSSIMA OBRA PORTUÁRIA NA BAÍA DO PORTO FORMOSO!

Desde a inauguração do porto na freguesia do Porto Formoso em 2011 que se evidenciaram as insuficiências e erros daquela obra, de que se destaca, para efeitos da pesca profissional, a impossibilidade de atracar ao molhe e de varar barcos durante a maré baixa e as dificuldades e perigos no maneio dos barcos por causa da inclinação lateral da rampa junto ao enrocamento interior.

Apesar dessas dificuldades e perigos os sucessivos secretários regionais com responsabilidade na matéria abandonaram a rectificação das condições de operação naquele porto sempre mantendo no entanto a promessa da sua efectuação.

Ao contrário de assumirem a responsabilidade pela falta de cuidado com que a obra se concebeu e realizou, e exigirem dos engenheiros e empresários contratados a resolução dos problemas que criaram, esses secretários regionais fizeram recair sobre os utilizadores locais as desastrosas consequências daquele mau trabalho – condicionamentos operacionais circunstancialmente perigosos para pessoas e bens com prejuízos empresariais e patrimoniais locais.

É inadmissível permitir-se prolongar por mais tempo este estado de coisas.

Há que rapidamente proceder ao reforço da frente de protecção do porto, dragagem da zona de atracação, alargamento da rampa de varagem e preenchimento da sua perigosa inclinação lateral, permitindo com essas pequenas mas urgentes obras a atracagem no molhe e a varagem também na maré baixa, nem que tenha de ir em força a população do Porto Formoso e, se necessário, das demais freguesias e portos de São Miguel, agarrar pelos gorgomilos o secretário, o director e os demais decisores para virem os operários, as máquinas e os materiais para rectificar o mal feito.

10 de Janeiro de 2017

O Comité do PCTP/MRPP da Ilha de São Miguel

 


 

O Centenário da Revolução de Outubro
E

As Teses da Urgeiriça

O Comité Regional Provisório dos Açores,  fruto directo da estratégia do camarada Arnaldo Matos na luta política travada contra o liquidacionismo e os liquidacionistas, saúda e considera de extrema importância a jornada convocada para o próximo dia 6 de Janeiro.

É significativo que seja exactamente quem nunca abandonou a luta em prol da Revolução Proletária (veja-se a fundação do Movimento Reorganizativo do Partido do Proletariado em 1970 e em 1976 do Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses) e do estudo dos fundamentos do Marxismo (leia-se as recentes Teses da Urgeiriça) quem tenha podido hoje identificar a origem das incongruências nos movimentos e lutas revolucionárias na Rússia e na China, origem do social-fascismo e social-imperialismo tanto soviético como chinês.

A razão do modo de produção na perpetuação de uma correspondente sociedade e a importância da caracterização do modo de produção para a compreensão da sociedade objecto de estudo - ou campo de acção - é outro aspecto a destacar para perceber a segurança teórica do Camarada na exposição das suas, já históricas, Teses da Urgeiriça.

A sua singular clareza anula quilómetros de palração e preenche quilómetros de acção.

Todos os que estão verdadeiramente interessados nesta discussão, todos os que querem compreender para agir só têm um caminho a seguir: fazer, no próximo dia 6 de Janeiro, da sede do PCTP/MRPP na Av. do Brasil o espaço público do verdadeiro debate do Marxismo e da Revolução Proletária.  

Um Grande Abraço ao Camarada Arnaldo Matos e aos demais Camaradas por ele convidados para este também histórico 6 de Janeiro!

O Comité Regional Provisório dos Açores

 


 

A Carta de Um Regresso

Recebeu das minhas mãos o cartão de militante do nosso Partido aí por 1978, mas já militava desde o 25 de Abril de 1974. Seu Pai, o nobilíssimo Senhor Café, e sua extremosa Mãe cederam-nos a garagem para a reunião da fundação do Comité do Partido no município de Tondela.

Foi uma festa espectacular.

Soube que se havia juntado às nossas tropas no Maciço Central e que não recusava fazer nenhuma espécie de trabalho político.

Reencontrei-o na Urgeiriça, no passado dia 6 de Novembro, e esteve de novo em Lisboa, na sede da Avenida do Brasil, na última sexta-feira à tarde. No domingo, dia 8 de Janeiro, remeteu por e-mail o seu novo grito de guerra. Agora, além de comunista, fala e escreve umas seis ou sete línguas, justamente o que o Partido precisava para o seu Departamento de Relações Internacionais, sobretudo para as Américas.

Mas eu sei que ele vai recusar, porque o que ele verdadeiramente gosta é do trabalho político nas fábricas, com os operários.

Voltou o camarada Rui Garrinho Café. Bem-vindo!

10. 01. 2017

Arnaldo Matos

 

“Bom dia, querido camarada e amigo!

1 - O prazer de te ter revisto "vivo e a mexer" na passada 6ª feira deixei-to expresso na altura!

É, para além das questões políticas que foram abordadas, o prazer omnipresente de rever um amigo por quem tenho um especial carinho.Que sinto reciprocado...

Agradeci ao Zé Manel Cruz o convite...

E gostei!

Nem de tudo, confesso!

Mas é tantas vezes através de imperfeições que se atingem melhorias...

2 - A minha reaproximação tem uma causa próxima, e uma consequência da qual:

Quando fui contactado para um encontro com um amigo "cuja amizade tinha sido temperada na luta", não hesitei em revê-lo!

Conversa atrás de conversa, foram-me sugeridas mais do que pedidas iniciativas/tarefas!

Como as mesmas sempre me pareceram justas, não tive dúvidas!

E por aqui temos estado, uma coisa aqui, outra acolá...

Mas a trabalhar!

Ele, excelente militante, camarada e amigo, mais do que eu, que me limito a fazer "costas com costas"!

E talvez isto não seja verdade! Já falámos mais sobre marxismo e comunismo nestes meses do que me lembro de ter ouvido faz anos! E o camarada tem a imensa consideração de pedir opiniões, discutir iniciativas, e ouvir...

O PCTP/MRPP tem aqui um magnífico dirigente!

Faço questão de o apoiar no que me seja solicitado, ou eu entenda possa ser contribuição útil!

3 - Não foi secundário o facto de que me foi dito que o regresso dele à actividade partidária tinha na sua génese o teu regresso!

Para mim, dois em um!

3a) - Fui alentejanamente preguiçoso, e não deixei a minha ficha de inscrição preenchida logo que a vi!

Vai a seguir, quando a tiver!

A carta de demissão do PS há-de ser quando me preocupar com a questão!

 

Nota final:

Caso queiras dar qualquer retoque no texto das "Teses da Urgeiriça", faz-me chegar!

Com tua autorização, e enviado a ti, predisponho-me a traduzi-las para castelhano, e a enviar-tas para análise e comunicação aos camaradas do Panamá!

Um abraço apertado e amigo!

Saudações comunistas!

08.01.2017

Rui Garrinho Café”

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Magnífico desafio!…

Vivam As Teses da Urgeiriça!

Aos que hesitam, entre o pântano lodoso e o rio de águas cristalinas, é tempo de dizer: Decidam-se!...

O marxismo não é uma corrente multicolor que cada um use para seu bel-prazer; os seus fundamentos e o seu subsequente aprofundamento e desenvolvimento constituem uma força invencível nas mãos da classe operária!

Toda a burguesia, sabe disso! Pelo que não admira, todo o ódio que nutre por aqueles, verdadeiros intérpretes da História, que com a sua clarividência, possam pôr em risco a eternização da mentira, secularmente impingida, sobre as verdades da vida e, em particular, sobre o evoluir do Movimento Comunista Mundial…

É cada dia mais claro, que o pequeno-grande PCTP/MRPP, liderado por Arnaldo Matos, se constituiu de novo, para a burguesia, no inimigo político principal que é preciso aniquilar!

A clarividente interpretação dos factos históricos ocorridos no mundo nos últimos cem anos, e a relação deles com o presente caos mundial, sintetizada pelo Camarada Arnaldo Matos nas Teses da Urgeiriça, fez soar o alarme; e, o pânico instalou-se nas hostes oportunistas e de toda a corja de traidores ao marxismo e à classe operária!

E, claro! Como não podia deixar de acontecer, a nossa corrente de intelectuais titubeantes tinha de vir clamar: melhor que a implantação do marxismo no seio dos operários são as discussões académicas!...

Mas os verdadeiros marxistas não andam a reboque de ninguém; e, para beija-cus, já nos basta um presidente…

Em 2017, os marxistas portugueses liderados por Arnaldo Matos, hão-de fazer florescer o marxismo no nosso país e divulgá-lo pelo mundo inteiro!

Façamos das celebrações do PCTP/MRPP, pelo Centenário da Revolução de Outubro, uma luta vitoriosa, da classe operária contra a burguesia; da linha vermelha contra o liquidacionismo; e, do espírito de Partido contra o oportunismo!

Viva o Partido Comunista Operário!

Viva o PCTP/MRPP!

02.01.2017

Viriato

 


 

 O Colóquio da Urgeiriça

Arnaldo Matos

A importância e actualidade do debate

Conhecendo os estudos a que me tenho dedicado nos últimos anos sobre a natureza de classe da revolução de Outubro e o seu significado, o camarada Viriato, secretário do comité regional do Maciço Central, convidou-me para me deslocar à Urgeiriça e expor perante aquele comité regional alargado as conclusões a que tenho chegado e aceitar debater essas conclusões, o que fiz de bom grado e agora resumo, sobretudo para os operários leitores do nosso Jornal Luta Popular Online.

Estiveram presentes dez camaradas, que participaram entusiasticamente no debate, e um convidado especial, o camarada João Camacho, membro do Comité Central do Partido, que assegurou ele próprio, num gesto de notável humildade e dedicação, a gravação, fotografia e filmagem desta jornada de luta teórica e ideológica.

O debate sobre o carácter e a natureza de classe da Grande Revolução de Outubro, conduzida por Lenine, bem como sobre o carácter e a natureza de classe da Revolução de Democracia Nova, na China, conduzida por Mao Tsé-Tung, reveste-se da maior importância e é de enorme actualidade para os proletários de todos os países, pois tornou-se evidente que a instauração do capitalismo monopolista de Estado na Rússia e na República Popular da China não pode deixar de estar directamente relacionada com a natureza das revoluções de Outubro de 1917 e de 1949, respectivamente, na Rússia czarista e na China semi-feudal.

Durante muito tempo, vi no maoismo e na chamada Grande Revolução Cultural Proletária os princípios e métodos para obstar à instauração do capitalismo monopolista de Estado naqueles países semi-capitalistas e semi-feudais, como a Rússia e a China, que ousassem prosseguir, sob direcção do proletariado, a revolução socialista num só país ou num conjunto limitado de países, que compartilhavam com o novo modo de produção capitalista, já na fase final do imperialismo, o então já moribundo modo de produção feudal.

06.11.2016

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 Comentários:

# Carlos Alberto Alves - 18.11.2016
“A mais bela lição de história sobre o marxismo, que já me foi dada a conhecer, em contraponto a toda a classe de detractores de Arnaldo Matos, amarfanhados pela sua própria raiva e impotência, gerada no ódio à classe operária.” Do Facebook de Simão Bolivar

# Luís Júdice - 16.11.2016
“É com grande emoção revolucionária que publico no meu blogue um texto clarificador para o movimento comunista internacional, escrito por um dos mais eminentes marxistas dos nossos tempos, o meu camarada Arnaldo Matos.” Do Facebook de Luís Júdice

# João Morais - 21.11.2016
“Boa noite estimado camarada Arnaldo Matos. Muito muito obrigado pela partilha. Deveras informativo, todo o texto; as suas dissertações que ajudam à contextualização política, o esclarecimento e explicação tão importante sobre o caso das minas da Urgeiriça; e a constatação histórica com a sua visão ímpar acerca da política praticada na China e na Rússia. Mais uma vez obrigado, por elucidar, demonstrar, e reforçar os verdadeiros valores marxistas. A importância do debate, a importância do estudo dos textos de Marx e Engels é algo que reforço, subscrevo e reafirmo. E como me apraz dizer, a importância dos seus textos, do seu papel enquanto defensor e educador, não só da classe operária, mas de todas as classes, é algo que valorizo, que sempre que posso enaltecer, faço o, e que espero que assim continue em nome de todos os comunistas portugueses. Um abraço com saudações e felicitações por todo o TRABALHO desenvolvido.” Por e-mail

 

# Luminoso Futuro - 23.11.2016
”¿Se equivocó Lenin en octubre de 1917? Una tesis interesante a debatir del camarada Arnaldo Matos” No blogue nuevademocracia do Partido Comunista (ML) do Panamá

# Atento - 18.11.2016
“O meu pai trabalhou, nos anos 40 nas minas, ficou com marcas para toda a vida!” Por email

Resposta a Atento

O Senhor seu pai ainda é vivo? Em que mina é que trabalhou: na Urgeiriça ou na Cunha Baixo? No caso, infeliz para todos nós, de já ter morrido, sabe de que doença morreu? Posso saber o seu nome e onde vive? Com amizade, Arnaldo Matos.

# Fernando FIRMINO - 20.11.2016
“Prezado Camarada ARNALDO MATOS, As minhas renovadas saudações comunistas! Na sequência de uma nova e atenta leitura do texto, a propósito do recente e oportuno Colóquio de Urgeiriça, um ensaio da maior importância para a própria (re) organização do PARTIDO COMUNISTA dos Trabalhadores Portugueses, não posso, de modo algum, deixar de manifestar aqui, mesmo de forma "telegráfica", as minhas sinceras felicitações pela elevada qualidade da profunda análise, inclusive em defesa de um amplo e salutar debate, cada vez mais imprescindível, no próprio quadro da tribuna que deve, de facto, constituir o Órgão Central do PCTP/MRPP. Ainda neste contexto, ocorre recordar uma brevíssima e (muito) significativa passagem da "Introdução" ao precioso volume de ESTALINE, um dos dirigentes que mais se distinguiram no seio do movimento comunista internacional (e cuja relevância ultrapassa de longe o âmbito do "balanço" da experiência do processo histórico da URSS), com o título SOBRE O PARTIDO DA CLASSE OPERÁRIA (Lisboa, Editora VENTO DE LESTE, 2.ª edição, 1975): "É dever de todos os revolucionários erguer bem alto a sua bandeira [do Partido do proletariado], estudar e divulgar as suas concepções, pois elas são também uma grande arma nas nossas mãos". Até breve!” Por e-mail

# Porto Santo - 21.11.2016
“Excelente e oportuno colóquio que os marxistas-leninistas portugueses. É fundamental ousar estudar o marxismo e as condições objectivas que serão necessárias para que os operários, os trabalhadores portugueses consigam os seus objectivos, uma sociedade sem exploração e opressão.”

Comentário inscrito em língua portuguesa no blogue Luminoso Futuro do Partido Comunista (ML) do Panamá.

 

# Carlos Pais - 22.11.2016
“Aqui está mais uma razão para que o jornal em papel do partido regresse, porque nós não temos que estar a ligar à electricidade para ler/estudar o jornal nem ter que estar a dar dinheiro para "internetes". Nos últimos tempos criaram-se condições para receber em casa o Jornal Luta Popular seja ela uma publicação bimestral ou trimestral. Falar é barato, mas o que se pagasse pelo jornal daria mais que suficiente para pagar ao paginador(a).” Por e-mail

 


 

No Caminho da Revolução Comunista
Proletária!

Num ambiente de elevado espírito de Partido, decorreu no passado dia 6, a Reunião alargada do Comité Regional do Maciço Central, nela tendo participado vários camaradas oriundos dos três distritos da região (Viseu, Guarda e Castelo Branco), e como convidado especial, o fundador do nosso Partido, camarada Arnaldo Matos, que muito nos honrou com a sua presença e, sobretudo, com a apresentação de algumas das suas mais recentes conclusões relativas ao assunto que foi o principal objecto da nossa discussão, constituído em ponto único da Ordem de Trabalhos da nossa reunião:
- O Carácter de Classe da Grande Revolução Russa de Outubro de 1917.

Subjacente a este nosso encontro e ao convite que dirigimos ao fundador do Partido, para além da preparação do passo em frente a que nos propusemos em matéria de organização no Maciço Central, tendo em vista a criação dos comités distritais, esteve também a grande preocupação no sentido de encontrar explicação para algumas questões inerentes ao Marxismo-Leninismo, que só agora obtêm resposta no desenvolvimento aprofundado levado a cabo pelo camarada Arnaldo Matos, explicando, ele próprio, os motivos que levaram todas as grandes revoluções anteriores a ficar pelo caminho!...

O Comité Regional do Maciço Central, e todos os camaradas convidados presentes na reunião, saíram assim mais enriquecidos no seu saber, e melhor armados para o combate sem tréguas em que estamos empenhados contra toda a corja de ignorantes, parasitas, provocadores e liquidacionistas, que negam a necessidade dum forte, coeso e disciplinado Partido Comunista Operário e a inevitabilidade da Revolução Comunista Proletária!

 08.11.16

O Secretário do Comité Regional
do Maciço Central

Viriato

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Sobre o Colóquio da Urgeiriça

Caro camarada Arnaldo Matos:

Saúdo-te pelas teses que expuseste na Urgeiriça que perspectivam e enquadram a nossa acção política futura.

O pressentimento de que na origem das derrotas da classe operária russa e chinesa nas revoluções que encabeçaram estava a situação de atraso nas relações de produção, consequente do atraso económico existente nesses países, era dominante entre todos os que anseiam pelo comunismo, mas ninguém, antes de ti, teve a frieza científica para, estudando o problema a fundo, dar o passo teórico consequente.

Tem também uma grande importância, no caso local mas também nacional, pelo exemplo pioneiro nas circunstâncias presentes, a retoma da acção política entre os mineiros reformados da Urgeiriça e seus familiares.

Saudações comunistas

18.11.2016

João Pinto

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Sobre as Teses da Urgeiriça

O trabalho teórico de aprofundamento do marxismo produzido pelo camarada Arnaldo Matos, recentemente divulgado no Luta Popular e muito apropriada e justamente conhecido como as Teses da Urgeiriça, constitui uma extraordinária e inédita contribuição para a necessária e até agora não atingida compreensão e apreensão das verdadeiras causas do fracasso das revoluções russa de Novembro de 1917 e chinesa de 1949, causas essas que pela primeira vez são fundamentadamente reportadas a erros de Lenine e de Mao na aplicação da teoria económica marxista às condições específicas em que se desencadearam aquelas revoluções.

As Teses da Urgeiriça, expostas de forma clara e rigorosa, e fundadas numa correctíssima análise de factos históricos, designadamente da revolução portuguesa de 1383/1385, revelam um profundo domínio do marxismo e devem representar uma arma teórica e prática para que o proletariado e os comunistas, na fase actual da globalização e mundialização do imperialismo e da guerra, não voltem a cometer os erros do passado e tornem vitoriosa a revolução e o comunismo, fortalecendo a certeza dessa vitória.

Por ser difícil fazê-lo por outras palavras sem trair o seu alcance, escolho transcrever o que me parece constituir uma das mais importantes conclusões destas Teses:

A revolução proletária socialista tem de atacar, e em primeiro lugar, o modo de produção económico capitalista: tem de atacar, antes de tudo, o processo material económico pelo qual o capitalista, através do capital-salário, confisca ao operário o capital-mais-valia, e tem de pôr cobro a esta expropriação, quer ela seja privada, pública ou estatal, a fim de destruir o próprio fundamento do modo de produção capitalista e criar as bases económicas do novo modo de produção comunista.

Ora, a revolução de Outubro, na Rússia, tal como a revolução da democracia nova, na China, não atacou nunca este processo económico de circulação do capital e nunca pôs em causa a apropriação privada da mais-valia, fosse essa apropriação individual, corporativa, de toda uma classe em conjunto ou estatal.

23.11.2016

Carlos Paisana

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Este Miguel Marujo…

Este miguel marujo putativo nadador de águas turvas, vem a terreiro como um inocente observador de Chineses em tudo que é canto, deitar mão de velhas provocações contra o maior marxista dos nossos tempos, escondendo a sua verdadeira natureza de capacho do social fascista garcia pereira, a quem mais que provavelmente deve sinecuras no escritório deste, que é especialista não em direito de trabalho, mas em rede de exploração do mundo do trabalho, razão entre outras de traição á causa da classe operária, que muito justamente o PCTP/MRPP, na sua sempre história de higienização interna, correu para que ele fosse para os braços da corja exploradora que no fundo sempre serviu.

E para aqueles que pensam estar Arnaldo Matos isolado, percam daí as suas ilusões porque ele tem ao seu lado comunistas de têmpera, pescadores, operários intelectuais revolucionários tanto a nível nacional como internacional.

Morte aos traidores!

18.11.2016

Alberto Lopes

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O Livrinho dos Açores

Só agora nos é possível reproduzir no Luta Popular Online o livrinho, no tamanho 10 cms x 18 cms, com o Programa Político Eleitoral dos Açores, que já foi publicado e republicado neste jornal.

Vamos guardar um exemplar do livrinho para cada um dos doadores da campanha de fundos, e enviá-lo-emos por correio ou mandaremos entrega-lo em mão a todos os doadores que conhecemos. Aos doadores que não receberem, pedimos que indiquem a respectiva morada à Redação do Luta Popular Online, para que o possamos enviar.

10.10.2016

Arnaldo Matos

 

 O Partido nas Fábricas do Maciço Central!

(Do nosso correspondente em Oliveira de Frades) É 3ª Feira, dia 30 de Agosto de 2016. Entre as 15,30 e as 16,30 Horas, na porta de acesso dos operários às instalações da empresa Martifer, em Oliveira de Frades, intensifica-se o movimento de entrada e saída dos operários em rendição de turno; entram uns para, pouco depois, saírem os outros, como habitualmente! Porém, hoje o ritmo foi um pouco diferente…

Junto à entrada, todos paravam e era notório que algo importante lhes captava a atenção; o nosso panfleto – O Próximo Operário a Morrer Aqui, Posso ser Eu! –, tocou-lhe fundo, e os comentários não se fizeram esperar: “estes não são daqueles que só nos procuram para caçar o voto” ou, “isto com os acidentes tem sido demais” e, “se certos acessórios e ferramentas em vez de 2ª e 3ª categoria fossem outros, muitos acidentes seriam evitados” ou, “se os lá de cima não pensassem só no lucro, nós escusávamos de correr tantos riscos”;

“Eu não tenho medo de falar sobre o que aqui se passa; o que é preciso é dar a conhecer a bandalheira em que esta empresa está transformada” – disseram-nos aqueles mais revoltados com a situação!

Pois é, caros operários da Martifer!

Nós, PCTP/MRPP, seremos sempre a voz das vossas aspirações e anseios; o único Partido verdadeiramente defensor dos vossos interesses!

Mas, é a vós que compete pôr em prática, na vossa fábrica, a luta por melhores condições de segurança que ponham fim ao rol de acidentes que diariamente ameaçam a vossa vida!

O PCTP/MRPP, é o vosso Partido de classe! Organizados nele, vós haveis de transformar esta sociedade e libertar-vos das correntes da escravidão!

Proletários de todos os países, uni-vos!

31.08.2016

Viriato

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Aos Pescadores dos Açores

Arnaldo Matos

Camaradas!

Vêm aí umas novas eleições legislativas para a assembleia regional dos Açores, no próximo dia 16 de Outubro de 2016. É pois a altura de, com o nosso voto no Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses (PCTP/MRPP), exigirmos à nova assembleia, e ao novo governo que dela haverá de sair, aquilo que eles nunca nos deram, a nós, pescadores açorianos e às nossas famílias, apesar daquele muito que sempre lhes temos dado ao longo das nossas vidas.

09.08.2016

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MARTIFER:
O Próximo Operário a Morrer Aqui,
Posso ser Eu!

(Do nosso Correspondente em Oliveira de Frades) Este é o grito mudo que hoje ecoa por todo o espaço envolvente da empresa Martifer, em Oliveira de Frades, saído do mais profundo da consciência de cada operário que aqui trabalha! E faz todo o sentido, pois que nesta empresa de metalomecânica, a regularidade com que os acidentes têm vindo a ocorrer só pode levar a pensar isso mesmo.

Com uma frequência mensal, e não raro mesmo semanal, os acidentes têm-se sucedido; já depois da morte do operário João Ribeiro, em 5 de Abril passado – que nós, PCTP/MRPP, também denunciámos e fomos aliás a única voz a denunciar –, casos de dedos mutilados, de cara e braços esfacelados também têm ocorrido, embora tenham sido inexplicavelmente calados até pelos próprios operários da fábrica.

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Os Traidores

Nos meados dos anos 90 o Comité Concelhio de Loures do PCTP/MRPP encetou uma luta contra a traição da camarilha social fascista do P"C"P e restantes partidos oportunistas em Loures, também apoiada e com instruções expressas ao seu representante na Assembleia Municipal. Contra a instalação de uma das dez maiores incineradoras de resíduos domésticos do mundo desta categoria a nível mundial em S. João da Talha.

Esta luta teve como suporte pareceres de natureza científica a nível mundial e também nos pareceres resultantes de universidades Portuguesas nomeadamente da de Aveiro.

Neste período tinha-se popularizado o sistema de faxe como meio de comunicação, a organização local do partido também adoptou esse instrumento na sua sede, que se saldou por um descalabro organizativo.

O liquidacionista Garcia Pereira que sempre demonstrou aversão a tudo o que dissesse respeito ao Partido em Loures, passou a comunicar exclusivamente através deste meio e sempre com recados impróprios de um comunista, não marcou presença nesta batalha que mobilizou milhares de elementos do povo da zona ribeirinha de Loures e diga-se em abono da verdade que alguns militantes do PCTP/MRPP à revelia da direcção encabeçada pelo papagaio pereira e seus seguidores ao ponto de alguns camaradas terem colocado a hipótese de nos ter-mos transformado num partido faxista.

O Camarada Arnaldo Matos nessa ocasião perguntou-me qual o valor dessa flor de cheiro, respondi 10 milhões de contos. O Camarada respondeu-me que esse valor comprava todos os oportunistas.

Na última reunião que o comité do concelho de Loures teve com o então secretário geral Conceição Franco em 2015 (antes deste oportunista ser irradiado do Partido da Classe Operaria) teve o desplante de nos informar que o comité central não era da nossa opinião.

Desconhecemos em absoluto com quem esta corja de bandidos discutiu o assunto, para volvidos 20 anos nos revelar a sua verdadeira natureza de vendidos ao capital, ao social fascismo e à traição.

Concluímos sem dificuldade agora volvidos 20 anos, que O Camarada Arnaldo Matos tinha razão quando disse que 10 Milhões de contos compravam todos os oportunistas, só nos faltou por ingenuidade saber, que esses oportunistas estavam também na direcção do Partido da Classe Operária.

Morte ao liquidacionismo e a quem o apoiar!

Viva o Partido Comunista Operário!

08.08.2016

Alberto Lopes

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Desmascaremos os Liquidacionistas,
para Construirmos um Partido Comunista Operário

O desmascaramento e a correcta caracterização do liquidacionismo como corrente que transformou o Partido numa organização, ou antes, num bando pequeno-burguês, desprezando os operários e o marxismo, só pode ter êxito se os operários puderem compreender e alcançar a verdadeira natureza e perigosidade dessa corrente para o sucesso da revolução proletária, designadamente, a partir da denúncia da actuação dos seus principais cabecilhas e cúmplices.

Há um facto que ninguém pode iludir ou refutar – o Partido que, desde a demissão do camarada Arnaldo Matos dos cargos de direcção e posteriormente de militante do Partido, chegou até 4 de Outubro de 2015, não só não tinha nada a ver com um partido marxista como os membros do seu comité central se preparavam para enterrá-lo definitivamente, impedindo que pudesse vingar a linha política, teórica e organizativa revolucionárias defendida pelo camarada Arnaldo Matos, em particular, através das suas intervenções públicas e dos artigos publicados no Luta Popular Online.

Sem pôr de lado a responsabilidade de todos os membros do comité central do Partido e do seu comité permanente, pela cumplicidade e cobardia que demonstraram, Garcia Pereira foi quem se evidenciou na forma mais oportunista de liquidar o Partido, aproveitando-se para fins pessoais e profissionais da projecção que foi alimentando no Partido e do relacionamento próximo com o camarada Arnaldo Matos.

Uma das manifestações desta atitude anti-Partido que caracterizou bem a sua linha oportunista foi a de, contando com a dócil colaboração de Conceição Franco e dos restantes membros do comité central, ter tomado por ele a decisão de se candidatar a bastonário da Ordem dos Advogados sem dar cavaco nem consultar ninguém previamente e limitando-se depois a comunicar essa decisão ao comité central, sabendo que, para além de se tratar de um acto liquidacionista, caso fosse eleito, isso representaria o seu corte com o Partido.

O que os documentos agora reproduzidos no artigo do camarada Frederico permitem clarificar de forma eloquente é, desde logo, o seguinte:

1. Já vinham pelo menos de 2013 as críticas e denúncias do camarada Arnaldo Matos à conduta liquidacionista e oportunista do Garcia Pereira, sempre cada vez mais manifestamente interessado em municiar-se junto do camarada com as posições sobre as questões políticas nacionais e internacionais para as papaguear como suas onde lhe conviesse, sem nunca referir a paternidade das ideias que expendia.

2. A forma rigorosa, sem cedências, firme e politicamente correcta como o camarada Arnaldo Matos responde e desmascara a natureza de classe mais profunda dos problemas levantados de forma oportunista pelo Garcia Pereira - desmistificação aquela visando a defesa dos interesses e da ideologia da classe operária e de uma organização comunista – constitui um exemplo da vigilância revolucionária relativamente aos sinais do liquidacionismo e do abandono da revolução.

Para Garcia Pereira, o trabalho de direcção do Partido tinha de adaptar-se aos seus interesses particulares, profissionais e familiares, achando que os seus problemas se tinham de sobrepor aos dos outros camaradas, chegando ao ridículo de, em determinada altura, ter colocado como centro de todas as preocupações para os restantes dirigentes a saúde de sua mulher, convidando-os a visitá-la no hospital…

A verdade é que, ao contrário das críticas de que Garcia Pereira estava a ser alvo por parte do camarada Arnaldo Matos, e cujo conteúdo escondia do Partido, os membros do comité central e, em particular, do seu comité permanente, nunca se demarcaram nem muito menos denunciaram os comportamentos anti-Partido do liquidacionista Garcia Pereira.

Quantas vezes Garcia Pereira não monopolizou as reuniões com os seus problemas pessoais e profissionais, tentando que o Partido fosse levado a resolvê-los prioritariamente, como se muitos dos restantes camaradas não estivessem em condições muito piores, designadamente em termos económicos, do que as dele?

Garcia Pereira tornou-se um homem de duas caras – por um lado, aparentava dar a entender ser um marxista e, por outro, cultivava e tentava impor uma prática pessoal pequeno-burguesa e egocêntrica em tudo oposta à de um comunista, usurpando para isso a direcção do Partido.

Mas, mesmo confrontados com estas evidências e alertados pelas tomadas de posição do camarada Arnaldo Matos, os membros do comité central acobardaram-se e deram-lhe toda a espécie de cobertura, como aliás reconhecem na Resolução do comité central de 4 de Setembro de 2015, mas sem nunca adoptarem as medidas radicais que se impunham, designadamente, denunciando a sua conduta oportunista e traidora em todo o Partido e junto dos operários, para com quem, aliás, Garcia Pereira sempre manifestou altivez, sobranceria e incómodo no respectivo relacionamento político.

Garcia Pereira comportou-se como um oportunista e liquidacionista, escondendo-se sob a capa de advogado de causas com que era incensado pela burguesia. Só que nessas causas não se contava a que exigia maiores sacrifícios e rupturas com a ideologia e modo de vida pequeno-burgueses, a causa do marxismo e do comunismo, a causa da revolução proletária.

Numa altura em que a classe operária e os verdadeiros comunistas estão a ser objecto de tentativas de silenciamento por parte das forças imperialistas, dos seus agentes e lacaios liquidacionistas e dos partidos oportunistas que sustentam o governo de direita, é preciso impedir que, na construção de um novo partido comunista operário, indivíduos como Garcia Pereira possam enganar de novo os trabalhadores.

03.08.2016

Carlos Paisana

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Posição Pública do Camarada Barros

Mais uma vez, o grupelho liderado pelo oportunista e liquidacionista Garcia Pereira volta cobardemente, tal como faria a pide pela calada da noite, a atacar o partido e o camarada Arnaldo Matos conotando-os provocatoriamente com o Daesh.

Estes oportunistas só demonstram que são agentes fiéis ao imperialismo, ao capitalismo e às secretas, e que nutrem ódio aos povos oprimidos, bem como aos operários e trabalhadores do nosso país. Perante isto, as análises políticas feitas pelo camarada Arnaldo Matos revelam-se justas e corretas. Cada vez é mais notório que os imperialismos europeu e americano levam a guerra aos países árabes e africanos, tendo como fim apoderarem-se dos recursos económicos desses países, bombardeando de forma selvagem esses povos e matando milhares de pessoas inocentes.

O nosso Partido sempre defendeu que as guerras imperialistas devem ser transformadas em guerras populares revolucionárias, defendendo assim todos os povos oprimidos do mundo. Chegará o dia que esses cobardes oportunistas terão o mais que merecido correctivo.

Morte aos traidores

Viva o Partido

04.08.2016

Barros

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Uma Corja de Provocadores e Bandidos
Ao Serviço da Contra-Revolução

A história do movimento comunista está repleta de exemplos de lutas travadas contra os traidores, provocadores e bandidos infiltrados no seu seio, invariavelmente sempre com o mesmo objectivo: privar os operários do seu próprio partido de classe, desviá-los do caminho da luta e assim prolongar a noite pré-histórica que impede a civilização de progredir e a humanidade de se libertar do jugo da exploração do homem pelo homem.

As vicissitudes do movimento revolucionário no nosso país e a ânsia de protagonismo e aproveitamento político de alguns lacaios da classe dominante permitiram que, durante três longas décadas, uma clique de oportunistas, dirigidos pelo anti-comunista e traidor advogado Garcia Pereira, utilizassem em proveito próprio o Partido fundado pelo camarada Arnaldo Matos – o PCTP/MRPP.

Depois tê-lo despojado da doutrina Marxista-Leninista e de terem tentado transformá-lo num apêndice do partido social-fascista de Jerónimo, o canalha Garcia Pereira não hesitou mesmo em tentar dar o golpe final, em vésperas das últimas eleições, com um miserável apunhalamento pelas costas ao Fundador, camarada Arnaldo Matos.

É hoje claro e reconhecido por muitos, que a clarividência, a coragem e o conhecimento profundo da ciência do Marxismo-Leninismo-Maoísmo têm feito do camarada Arnaldo Matos, um esclarecido e corajoso combatente do Movimento Comunista Internacional e da Revolução Proletária, uma voz incómoda para as forças imperialistas, um alvo a silenciar, porque incomoda e desmascara toda a miséria da política nacional e internacional conduzidas pela corja de aldrabões que gere os destinos do nosso país e do mundo!

Perante o fracasso na votação obtida no último acto eleitoral, e as medidas imediatamente sugeridas pelo camarada Arnaldo Matos para refundar o Partido, instalou-se o pânico nas hostes dos liquidacionistas liderados por Garcia Pereira, colocados assim perante a impossibilidade de prosseguir o seu plano de destruição total do Partido!

Mas os canalhas não têm pudor nem princípios, a não ser aqueles que os levam a vender--se aos opressores e exploradores da classe operária e do povo; e como inimigos figadais que são do Comunismo e de todos aqueles que lutam pela emancipação da Humanidade, Garcia Pereira e os seus apaniguados não hesitam em oferecer os seus préstimos às diversas Policias e à nova-pide no sentido de tentar isolar e aniquilar o PCTP/MRPP e o seu fundador camarada Arnaldo Matos.

Que conduta mais vil e degradante!

Que baixeza, de miséria humana, que leva os traidores a venderem-se assim, aos carrascos do povo!

Viva o Partido Comunista Operário!

Morte aos Traidores!

01.08.2016

José Cruz

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Garcia Pereira:
Um vendido ao serviço da Cia,
das novas secretas fascistas e do imperialismo

Num artigo assinado pelo camarada Frederico com o título Garcia Pereira: O Perfil de um Canalha, aqui publicado no passado dia 11, comentava-se uma correspondência trocada, em Agosto de 2015, entre o fundador do Partido e o anti-comunista primário Garcia Pereira, que punha a nu a falta de carácter de Garcia que, em correspondência política particular, era capaz de invocar os problemas íntimos que tinha com a mulher e com os filhos, apenas para tentar escapar às suas responsabilidades pessoais dentro do Partido.

Um Canalha!

Se essa correspondência política não tivesse sido revelada, ninguém teria ficado a conhecer o perfil de um garoto como Garcia Pereira, o qual é capaz de se acobardar atrás da mulher e dos filhos, pô-los vergonhosamente em causa, imputar-lhes responsabilidades porventura inexistentes, ir ao ponto de sugerir intimidades inadmissíveis para com estranhos, tudo para fugir às suas responsabilidades políticas pessoais de membro do comité permanente do comité central do Partido.

Ficou bem a nu o perfil de Garcia Pereira como um canalha.

Todavia, o camarada Frederico mostrou que Garcia Pereira não é apenas um canalha, mas também um homem de duas caras, se porventura as duas qualidades contra-revolucionárias não são a mesma. Basta ler a auto-crítica de Garcia Pereira relativamente ao golpe político que levou a cabo no comité central do Partido para expulsar do cargo de secretário-geral o esforçado operário do metropolitano de Lisboa, Luís Franco. Sem a menor réstia de vergonha, Garcia Pereira confessa os crimes políticos cometidos e desmascarados, fingindo um arrependimento que na verdade nunca teve.

Mas agora Garcia Pereira revela um terceiro perfil: o de agente da CIA, das novas secretas fascistas e do imperialismo.

Com efeito, Garcia Pereira e os seus amigos expulsos do Partido pelo Editorial de 6 de Outubro de 2015, dedicam-se agora a escrevinhar nas paredes as provocações pagas por agentes daquelas polícias e pelo imperialismo, pois andou a afixar de noite, na sede do Partido e na casa e no escritório do camarada Arnaldo Matos, escritos a tinta preta anunciando esses locais como sedes do Daesh, e o fundador do Partido como amigo do Estado Islâmico, pedindo que se inscrevam na aludida organização jiadista através dos telefones indicados: o telefone do escritório e o telemóvel pessoal.

Seria bom saber se Lúcio, Nelson e Carlos Alves, tudo gente que alega desejar pensar pela própria cabeça, concordam com a prática destes actos terroristas de Garcia Pereira a favor da CIA, do SIS e outras secretas, e do imperialismo francês e ianque.

Ficamos à espera da resposta ao desafio que aqui lhes deixamos…

Com certeza que estes gestos provocatórios de Garcia Pereira só existem porque Garcia Pereira e os seus cobardes amiguinhos não têm nada a ver com o Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses (PCTP/MRPP), não têm nada a ver com o marxismo, nem com o comunismo, nem com a classe operária, como sempre denunciou o camarada Arnaldo Matos, sobretudo no decurso dos últimos quatro anos.

Garcia Pereira, boi manso fascista, está desesperado por ver-se denunciado como um anti-comunista primário, como um ignorante chapado do marxismo, ele que pretendia fazer-se passar por um teórico acabado da doutrina de Marx, repetindo como um papagaio coisas que ouvia ao fundador do Partido, mas sobre as quais não entendia uma linha.

Agora, Garcia Pereira tornou-se um agente da CIA, da nova Pide e do imperialismo, escrevendo provocações nas paredes contra os comunistas e o seu partido, o PCTP/MRPP.

Coitado do Garcia Pereira! Como acaba um canalha, genro e cunhado de dois polícias…

27.07.2016

Carlos Paisana

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Situação caótica em Natal,
Rio Grande do Norte, Brasil

A região metropolitana de Natal, no Rio Grande do Norte, voltou a apresentar na madrugada deste domingo (30) casos de veículos incendiados e ataques a prédios públicos. A onda de violência teve início na última sexta (29) e, segundo o governo estadual, seria uma reacção de criminosos contrariados com a instalação de bloqueadores de sinal de celular em presídios.

Neste domingo (31), há informações de quatro ocorrências, entre 0h50 e 5h50. Duas delas se deram na capital: um coquetel molotov arremessado contra a parede de um terminal de ónibus e um princípio de incêndio em uma escola penitenciária. Os outros dois casos, ambos de veículos queimados, foram em outras cidades.

Com a série de ataques, os ónibus da rede pública deixaram de circular em Natal no sábado (30) e continuavam parados na manhã deste domingo (31). A Secretaria da Segurança Pública e da Defesa Social do Estado informou que pretendia se reunir com os empresários do sector de transporte para que os veículos retornem às ruas.

Segundo a secretaria, desde sexta (29), houve a prisão e apreensão de 50 suspeitos, entre adultos e adolescentes. Além disso, foram recolhidos quase 30 coquetéis molotov em uma casa abandonada em Natal.

Mais de 40 ataques já foram registados, entre incêndios a veículos e tiros disparados contra prédios públicos. De acordo com a secretaria, há casos confirmados em Natal e mais 15 municípios do Estado.

31.07.2016

Luís Lima

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Garcia Pereira: O Perfil de um Canalha

A reunião de ontem do Comité Distrital de Lisboa do Partido fez um balanço vasto e profundo dos nove meses de luta pela denúncia e afastamento do grupo liquidacionista anti-partido, capitaneado pela dupla anti-comunista primária de Pereira/Franco.

Foram estudados todos os documentos com os quais o camarada Arnaldo Matos, fundador do Partido, denunciou, frequentemente perante todo o comité central, o anti-marxismo e o anticomunismo primários de Garcia Pereira, o qual se escondia atrás do secretário-geral burocrata e analfabeto Conceição Franco, para desferir cobardes ataques à classe operária e ao povo trabalhador.

O movimento de denúncia de Garcia Pereira atingiu já um ponto bastante alto junto dos operários e outros trabalhadores.

Garcia Pereira vivia à conta do dinheiro que explorava, através da sua profissão, aos trabalhadores que procuravam os serviços do seu escritório de advogado.

Na reunião de ontem, tomou-se a decisão de denunciar perante a classe operária e perante os trabalhadores, o carácter pioloso e canalha de Garcia Pereira, e dar a conhecer a denúncia que o camarada Arnaldo Matos nunca deixou de fazer desse canalha.

Nos arquivos do Partido constam documentos comprovativos do carácter reaccionário e canalha de Garcia Pereira, denunciados a tempo, e que o comité central do Partido frequentemente preferia ignorar.

No dia 21 de Agosto de 2015, quando se preparava a participação do Partido nas eleições legislativas e o jornal Luta Popular Online deveria ser reorganizado para poder cumprir o papel de jornal político e órgão central do PCTP/MRPP, o camarada Arnaldo Matos endereçou ao canalha Garcia Pereira a seguinte correspondência, com um solene aviso, que a seguir se transcreve na íntegra:

“Caro Garcia Pereira,

Estás a ir por um mau caminho, se continuas a fingir não perceber o que te digo.

Olhei para a primeira página do Luta Popular Online de hoje e fico sem saber se as alterações que apresenta são ou não a nova primeira página, subsequente às minhas críticas e conselhos de anteontem.

Se são, só me resta mandar-te à merda e deixar de aturar as tuas garotices.      

As observações que te enviei visavam reunir os nossos melhores gráficos para redefinirem, segundo uma nova linha política e após ampla e livre discussão, a nova maqueta da primeira página, quanto à espacialidade, cor, títulos, letras e lugar de relevo a conceder ao editorial, como peça nobre da linha do Partido.

Vejo que nada disso foi feito nem entendido, e que se optou por pequenas alterações isoladas, fora de uma nova linha política consequente, e que, quanto ao editorial, a minha observação sobre o filete vermelho levou pura e simplesmente à eliminação do filete vermelho unicamente do editorial…      

Compreendi perfeitamente.      

Passarei a comunicar unicamente com o comité central no seu conjunto, a ver se há lá alguém que entenda o que é que está em causa e o que eu digo.

Arnaldo Matos”

 Perante a carta, clara e sem hesitação, do fundador do Partido, Garcia Pereira embrulha-se como um réptil seboso, tentando desviar as questões políticas suscitadas para o campo das questões pessoais, alegando as dificuldades das suas relações com a mulher e alguns dos filhos, ou com o Fisco, para escapar às suas responsabilidades políticas. Vejam a resposta do Garcia Pereira e digam-me os leitores se é ou não próprio de um verme, um sujeito que não hesita em invocar o nome da mulher e dos filhos para justificar as suas piores patifarias…

11.07.2016

Frederico

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Comité Distrital de Lisboa

Na primeira reunião promovida pelo recentemente designado Comité Distrital de Lisboa do PCTP/MRPP, destinada a fazer um levantamento das forças do Partido a nível dos 16 concelhos do Distrito de Lisboa e a discutir e tomar decisões sobre como transformar a Sede Distrital de Lisboa do Partido num centro de animação da actividade política deste, de estudo do Marxismo e das experiências das revoluções operárias e a transformá-lo num pólo de atracção de novos simpatizantes e militantes, os camaradas presentes aprovaram a seguinte resolução contra a linha liquidacionista, revisionista e social-fasista protagonizada pela dupla Conceição/Garcia Pereira:

RESOLUÇÃO

Reunidos no dia 14 de Maio de 2016, os militantes presentes, oriundos dos diferentes comités concelhios do Distrito de Lisboa, denunciam o estado de liquidação a que a dupla Conceição/Garcia Pereira conduziu o Partido, amputando a sua natureza de vanguarda da luta e isolando-o das lutas dos operários, camponeses e restantes trabalhadores, impondo o abandono da Linha Geral Revolucionária e a Linha de Massas que caracteriza um Partido marxista-leninista.

Os camaradas presentes mostraram-se igualmente resolutos em alterar o estilo de trabalho que até agora tinha sido imposto ao partido – um estilo que potenciava o seguidismo, o carreirismo, o laxismo e o obreirismo – , assumindo o compromisso de se empenhar no estudo do marxismo-leninismo e das revoluções operárias e começando, desde já, a estabelecer Planos de Actividade e acções que reconduzam o Partido à sua condição de vanguarda da luta dos operários e demais trabalhadores, à refundação do Partido, alargamento da sua influência e aceitação da sua direcção, sempre fundada no conhecimento do terreno e numa íntima ligação às massas.

VIVA O PARTIDO!

MORTE À LINHA LIQUIDACIONISTA DA DUPLA CONCEIÇÃO/GARCIA PEREIRA

14.07.2016

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A Santa Aliança dos Imperialistas
e seus Lacaios Revisionistas e Liquidacionistas
Contra os Comunistas

As justíssimas posições defendidas pelo camarada Arnaldo Matos acerca da natureza política dos ataques desencadeados pelos combatentes jiadistas em várias capitais e cidades de países imperialistas europeus e norte-americano, mais recentemente em Nice e Wurtzburgo, provocaram contra essas posições uma histérica, provocatória e nojenta, mas já esperada, campanha por parte de toda a espécie de reaccionários, desde, naturalmente, das secretas e seus agentes na imprensa ao serviço dos países imperialistas agressores dos povos árabes até aos seus lacaios revisionistas e liquidacionistas.

Para fugir à discussão das questões políticas de fundo correctamente suscitadas nos artigos produzidos pelo camarada Arnaldo Matos, aquela pandilha de provocadores usou o velho estratagema da pide e do fascismo de acusar o camarada Arnaldo Matos de ser do Daesh, procurando restringir a liberdade de expressão e de discussão aos limites de ou estás do lado do Hollande e do Obama e defendes o aumento dos bombardeamentos contra os povos do Iraque, da Síria, do Mali e do Afeganistão e o envio de mais tropas portuguesas para esses países ou então és um “terrorista” que tens de ser imediatamente preso.

Esta campanha manipulatória que tem entre outros exemplos o facto de nenhum dos lacaios dos imperialistas na imprensa fazer referências e, muito menos, reportagens sobre as crianças afegãs, sírias e iraquianas diariamente chacinadas pelas bombas dos caças franceses, americanos e ingleses ou os cidadãos afegãos assassinados nos hospitais por bombardeamentos americanos, tendo esses hospitais deliberadamente como alvos perfeitamente identificados, visa impedir a classe operária dos países agressores e países seus lacaios de tomar consciência de qual é o seu verdadeiro inimigo e de que lado se tem de colocar.

No caso mais recente do ataque em Nice, as coisas chegaram ao ponto de o bobo Hollande, ainda antes de haver a mínima indicação sobre as circunstâncias em que esse ataque foi realizado, ter declarado imediatamente que a França ia intensificar os bombardeamentos na Síria e no Iraque.

Hollande mostra no fundo o que é o imperialismo acossado pelos povos que agride e invade diariamente – só que não se dá conta de que continua a regar a fogueira com gasolina.

Mais cedo ou mais tarde – seguramente mais cedo do que julgam os demagogos e lacaios do imperialismo – os povos francês, americano, inglês, espanhol, português tomarão consciência de que os fautores da guerra de rapina e opressão dos povos do mundo são os seus próprios países imperialistas e seus lacaios e de que a sua missão e papel históricos é a de transformar essa guerra numa guerra revolucionária, cumprindo desse modo a sua obrigação de solidariedade para com os povos agredidos.

Carlos Paisana

19.07.2016

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O Proletariado e o Terrorismo
de Estado Americano

 

Arnaldo Matos

A morte de um jovem afro-americano assassinado a tiros por um polícia branco em 9 de Agosto de 2014, na cidade de Fergusson, no estado do Missouri, desencadeou um debate nacional nos Estados Unidos da América, acompanhado de muitos distúrbios populares que puseram em causa a natureza das práticas policiais, tendo a investigação federal – do FBI – concluído pela existência de um padrão racista de actuação da polícia local.

Este tipo de acidentes policiais multiplicou-se nos anos de 2015 e até há poucos dias em muitas outras cidades e estados da América.

Desde Janeiro de 2016, mais de 500 cidadãos afro-americanos tombaram sob as balas da Polícia, provocando uma hecatombe de civis mortos com o manifesto aval das entidades policiais.

Na passada 5º feira, na cidade de Dallas, capital do estado do Texas, cinco polícias brancos morreram e outros sete ficaram feridos pelos disparos de um marine, durante uma manifestação de protesto contra a violência policial sobre os negros.

Este último episódio foi aproveitado pela direita para reforçar a sua tese, totalmente falsa aliás, de que o assassinato sistemático de cidadãos negros pela polícia americana constitui uma consequência da existência de polícias inexperientes, com excesso de zelo e aterrorizados pela população.

Ora, não é a população americana que aterroriza a polícia, mas a polícia americana que aterroriza o proletariado americano de todas as raças, de todos os credos e de todas as origens.

Como toda a gente sabe, mesmo aqui na Europa, nos Estados Unidos da América, além da pena de morte judiciária, decidida por um tribunal, aplica-se também a pena de morte extra-judiciária, de carácter preventivo e repressivo, exactamente como a aplicam as forças armadas americanas no estrangeiro, nas diversas frentes de combate, como o fizeram a Kadafi, na Líbia, e a Bin Laben, no Afeganistão.

Esta política sistemática de repressão social contra os negros, mas também contra os latinos, contra os ameríndios, contra os escravos asiáticos e contra a imigração clandestina, faz-se sem discriminação racial, ao contrário das mentiras que se apregoam nos órgãos de comunicação social.

Esta política sistemática de repressão social visa não esta ou aquela raça, etnia ou minoria imigrante, mas o proletariado enquanto classe e o lumpen-proletariado, a fim de aterrorizar as populações trabalhadoras ou desempregadas locais. Citando Robert Bibeau, a mensagem subjacente a estas milhares de mortes provocadas por polícias é a seguinte: “Povo da miséria, proletário em cólera cada vez mais pobre, não resistas às tuas condições de exploração e de alienação, senão matar-te-emos sem remissão só para te aterrorizar, como cada um irá ver nos vídeos difundidos nas redes sociais.”

O que os capitalistas americanos acabam de aprender, há dois anos em Fergusson e há dois dias em Dallas, é que o proletariado americano tem acesso directo às armas, pode comprá-las e usá-las, e é perigoso se se deixa enganar pelas balelas racistas do tipo dos negros contra latinos, ou negros contra brancos, contra ameríndios e outras questões raciais com que os órgãos de comunicação social propagam essa ideologia, enquanto que a burguesia americana está cada vez mais em perigo face ao progresso da resistência de classe de todo o proletariado estadunidense, sem distinção de raça nem de cor.

Não são os negros que são visados pelos assassínios policiais, mas os resistentes, os proletários em cólera. É a classe operária que é a visada pelo terrorismo de Estado do imperialismo ianque, e mais ninguém…

17.07.2016

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Operários da SONAEArauco de Mangualde: Basta de Escravidão!

(Do nosso Correspondente em Mangualde) A SONAE–Arauco de Mangualde, onde actualmente mais de uma centena de operários são despojados da sua força de trabalho, é hoje uma das empresas, em que os operários são sujeitos às mais duras e piores condições de trabalho, a nível nacional.

Desde que o PCTP/MRPP deu a conhecer nesta fábrica, através do seu comunicado dirigido aos trabalhadores do distrito de Viseu, os objectivos da luta nacional pela Semana das 35 Horas para Todos os Trabalhadores, são muitos os operários da Sonae que nos têm feito as mais diversas denúncias, manifestando a sua revolta contra a humilhação e a exploração a que estão sujeitos!

Quer pelos riscos que correm no exercício do seu trabalho, no meio de explosões frequentes, com ausência de medidas de segurança adequadas;

Quer pelo desgaste provocado pelo trabalho intensivo a que permanentemente são sujeitos, sem quaisquer compensações por isso;

Quer pelas irregularidades cometidas ao nível das remunerações e dos pagamentos pelo trabalho extra e dias feriado;

Quer pela ausência de pausas, para se poder alimentar e retemperar forças, durante os turnos de 8 e 12 horas seguidas, sem qualquer intervalo como aqui acontece, ao contrário por exemplo do que acontece na fábrica de Oliveira do Hospital pertencente aos mesmos patrões, e de onde veio o mesmo gestor que em Mangualde impede a existência dessas pausas;

Quer ainda pela chantagem exercida pelos chefes e até pelos Recursos Humanos da empresa junto dos operários, ao ponto de alguns vítimas de acidente serem instadas a evitar ir ao hospital…

Tudo, aqui, é violação das leis e regulamentos do trabalho; tudo é afronta à dignidade dos trabalhadores e falta de respeito pela honra da classe operária!

Mas, perante uma tal situação, é justo que se pergunte: - Como é que isto é possível?

Como é possível que uma situação destas se prolongue no tempo, ao longo de anos, como se de uma “condenação eterna” se tratasse?!...

 

16.06.2016

Bento

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A questão das quotas para um Partido Comunista Operário

O liquidacionismo caracteriza-se, essencialmente, por afastar o partido das massas, isolar e impedir o escrutínio das bases aos seus métodos de trabalho, de direcção e, sobretudo, ao seu programa de acção.

A esta linha revisionista, social-fascista e contra-revolucionária, não lhe interessa implementar uma das consignas marxistas-leninistas, a linha de massas, uma linha que se ancora precisamente na realidade da exploração a que são sujeitos operários, camponeses e trabalhadores e outros sectores do povo.

Prefere escudar-se num directório – o qual transforma na sua torre de marfim, julgando-a inexpugnável – que foi paulatinamente abandonando a Linha Geral Revolucionária do partido, propondo-se, e conseguindo, transformar a vanguarda comunista numa comissão eleitoral que se alimenta das subvenções e mordomias de um estado que explora até à medula a classe operária que arroga defender.

Afastado das massas e dos seus mais legítimos interesses e expectativas, a linha liquidacionista da dupla revisionista, social-fascista e contra-revolucionária Conceição/Garcia Pereira, não pretendendo que os operários escrutinassem os desvios que impuseram ao seu partido, optaram pelo princípio de que, se não os represento e se a classe operária não é chamada a subvencionar, através das suas quotas, o seu partido, então não lhes temos que prestar contas!

Lenine, na sua obra “O Que Fazer?”, afirmava de forma clara o princípio de que, sendo um partido comunista uma necessidade premente para que a classe operária e os seus aliados possam cumprir o seu porvir histórico de libertar toda a humanidade do jugo capitalista e imperialista, da exploração do homem pelo homem, cabe à classe operária assegurar o financiamento do seu partido.

Ao contrário deste princípio marxista-leninista, a reaccionária dupla Conceição/Garcia Pereira, preferia um partido assente num financiamento subvencionado por um Estado que mais não representa do que os interesses da classe que os operários e seus aliados pretendem derrubar e eliminar – a burguesia. É este princípio que justifica o descalabro financeiro a que fizeram chegar o partido, sem um Departamento de Finanças que pudesse, e devesse, ser escrutinado segundo o princípio do centralismo democrático.

Por isso, foram também abandonando o princípio revolucionário, promotor da unidade entre os operários, que é o da necessidade de se estabelecer quotas e assegurar o seu pagamento. As quotas – e o seu pagamento pontual -, não podem ser auto-fixadas por cada um dos militantes ou simpatizantes. O seu montante tem de ser discutido criteriosamente em cada célula e assentar no princípio de que são uma alavanca para elevar a consciência política e ideológica dos quadros e reforçar a unidade do partido.

Mas estes são princípios que sempre foram defendidos pela Linha Geral Revolucionária que aquela dupla de bandidos renegou. Isto mesmo podem os camaradas avaliar pela leitura, análise e discussão do Capítulo XI das Vinte Questões Na Edificação do Partido – A Questão das Finanças do Partido - que anexamos, não deixando de destacar o seguinte parágrafo:

Sem introduzir esse necessário saneamento político financeiro, sem rectificar os erros e desvios na fixação das quotas, no orçamento das receitas, na previsão das despesas, na recolha de fundos e na prestação de contas aos competentes organismos do partido, é toda a concepção do partido que está a ser aviltada e degradada, é o espírito de partido que está a ser rebaixado e é a unidade de vontade e de direcção que está a ser aniquilada”

 

VIVA O PARTIDO!

Luís Júdice

28.06.2016

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Enfermeiros Portugueses:
Passemos já à Aplicação da Semana das 35 Horas!
Basta Cortar a Última Hora Todos os Dias!

Tal como prevenimos, não havia nem há que alimentar ilusões ou falsas expectativas no governo de direita de Costa.
Costa prometeu e fez mesmo uma lei, aprovada na assembleia da República e promulgada por Marcelo, para a reposição das 35 horas para todos os funcionários públicos, com aplicação imediata a partir do dia 1 de Julho.
Mas, chegados a 1 de Julho, afinal não há 35 horas para ninguém.
No caso dos enfermeiros, o ministério da saúde não só não aceitou estender a aplicação deste regime de duração semanal do trabalho aos enfermeiros com Contrato Individual de Trabalho, como mesmo em relação aos restantes, a que se aplica a Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas, elaborou os horários de trabalho para o mês de Julho com base na semana de 40 horas e não das 35 (!!).
Na verdade, nunca foi intenção do governo repor imediatamente a semana das 35 horas para os enfermeiros e todos os trabalhadores da função pública, roubados em 5 horas por semana, durante quatro anos, pelo governo de traição nacional Coelho/Portas.
É que o governo de António Costa sabia de há muito que uma das condições para que a semana das 35 horas pudesse ser imediata e plenamente aplicada aos enfermeiros a partir de 1 de Julho, era a contratação de, pelo menos, mais 1.000 enfermeiros, despedidos pelo anterior governo de traição nacional Coelho/Portas.
Ora, se alguma vez tivesse passado pela cabeça do governo iniciar a reposição da semana das 35 horas a partir aquela data de 1 de Julho de 2016, então teria logo cuidado de assegurar todas as condições para que isso sucedesse, entre as quais a de contratar a tempo os enfermeiros em falta.
E não se venha dizer que a semana das 35 horas de trabalho se entende como tendo entrado em vigor no dia 1 de Julho, sendo as horas feitas para além das 35 compensadas em dias de descanso ou de férias ou, como pretende a direcção do sindicato dos enfermeiros, remuneradas como horas extraordinárias.
Em primeiro lugar, aquilo por que lutam os enfermeiros e todos os trabalhadores da função pública e do sector privado é a semana das 35 horas de trabalho e não o aumento das horas extraordinárias.
Por outro lado, ao engendrar a manobra de propor a compensação das horas de trabalho a mais para lá das 35 horas semanais, o governo quer com isso escamotear é que, para cumprir – tal como o governo anterior – os ditames de Berlim, Bruxelas e do FM, não tenciona gastar um cêntimo em pagamento de horas extraordinárias e, muito menos, na (re)contratação dos enfermeiros despedidos por Passos Coelho.
A resposta dos enfermeiros e de todos os trabalhadores a quem o governo tentar  impor a aplicação ilegal da semana das 40 horas é a de, pura e simplesmente, recusar cumprir um minuto que seja para além das 35 horas semanais (7 horas diárias), abandonando o local de trabalho, logo que esteja completado este horário.
A direcção do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, confrontada com a já previsível manobra do governo de sabotar a reposição das 35 horas semanais, convocou uma greve nacional dos enfermeiros para os próximos dias 28 e 29 de Julho.
Mas se, entretanto, os enfermeiros e todos os funcionários públicos a quem o governo não aplicar a lei da reposição da semana das 35 horas nada fizerem, lá se passou mais um mês sem que essa reposição tenha lugar.
Se o governo diz que a lei da reposição das 35 horas é de aplicação imediata, então apliquemo-la na prática, não trabalhando, desde já, mais do que esse número de horas, cumprindo o horário de 7 horas diárias onde ele vigorava.
SEMANA DAS 35 HORAS, JÁ!

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Guerra do Povo à Guerra Imperialista

No seu blogue Que o Silêncio dos Justos não Mate Inocentes, o camarada Luís Júdice publicou um ensaio de enorme actualidade sob o título Guerra do Povo à Guerra Imperialista, chamando a atenção para o facto de que no mundo actual as guerras imperialistas se desenvolvem em duas frentes inevitavelmente: na frente dos países coloniais e semicoloniais agredidos e no interior do covil dos próprios imperialistas. Em qualquer dessas frentes, a guerra movida pelo imperialismo transformar-se-á em guerra civil revolucionária, que conduzirá à libertação dos povos oprimidos pelo imperialismo, à libertação da classe operária e a destruição do imperialismo.

Júdice ataca os oportunistas e revisionistas que acham que os operários devem defender o imperialismo e condenar como terroristas os actos de guerra levados a cabo no interior do próprio Estado imperialista, como sucede com os liquidacionistas de Garcia Pereira e Conceição Franco, hoje agentes claramente assumidos dos próprios imperialistas e das polícias secretas.

Aqui se transcreve o ensaio de Luís Júdice:

“Desde os tempos de Lenine que o imperialismo é caracterizado como estádio supremo do capitalismo e fautor de guerra e morte. A burguesia, no seu afã de rapina e dominação, subjuga e humilha povos e nações, exaure os seus recursos e riquezas e exporta os seus excedentes industriais, obsoletos e descontinuados.

Esta necessidade de, por um lado, subjugar mercados e assegurar o domínio dos recursos energéticos e das matérias-primas e, por outro, a nível político, as zonas de influência imperial, levaram, no último século e meio, a três grandes conflitos mundiais e a uma globalização sem precedentes dos conflitos regionais.

Durante a I e a II Grandes Guerras Mundiais, os conflitos decorriam numa frente única e entre as nações envolvidas. Dada, por um lado, a destruição massiça resultante desses conflitos em casa própria – estaremos certamente bem informados sobre a morte de milhões de elementos do povo e a destruição de centenas de cidades e milhares de fábricas por essa Europa e pelo mundo fora -, e a vitória da concepção marxista-leninista-maoista de transformar as guerras imperialistas em guerras revolucionárias, populares – como o comprovam as Revoluções Russa de 1917 e a Revolução Chinesa de 1949 – a lição que a burguesia e toda a sorte de potências imperialistas aprendeu então foi a de que, de futuro, deveria transferir esses sangrentos conflitos para o quintal dos outros.

28.06.2016

Luís Júdice         

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Comité do Partido no Fundão

Os nossos camaradas da Beira Alta e da Beira Baixa reuniram os três distritos daquelas duas antigas províncias – os distritos de Viseu, Guarda e Castelo Branco – e constituíram com eles uma região política única, a que puseram o nome de Maciço Central, atendendo ao sistema orográfico que constitui o centro do nosso País, com a Serra da Estrela em chefe, rodeada pelas serras da Lapa, da Nave, de Montemuro, de Bigorne, de Cinfães, de São Macário, do Caramulo, do Buçaco, do Açor, da Lousã, da Gardunha, do Moradal e da Malcata, entre outras.

Na sua acirrada luta contra o liquidacionismo e o grupelho anti-partido, os camaradas fundaram em 5 de Dezembro passado o comité regional do Maciço Central, com um representante de cada um dos três distritos, lançaram-se na constituição dos comités distritais de Viseu, Guarda e Castelo Branco e no domingo passado, dia 19 de Junho, pelas 09H00, fundaram, na aldeia de Pêro Viseu, o Comité do Partido no município do Fundão, na Cova da Beira, o primeiro Comité do Partido num concelho da região do Maciço Central, no caso concreto, no distrito de Castelo Branco.

 

 

Os militantes comunistas do Fundão convidaram para a fundação e primeira reunião do Comité do Partido no concelho do Fundão os secretários do Partido nos distritos da Guarda, Viseu e Castelo Branco, o secretário regional do Maciço Central e o fundador do Partido, camarada Arnaldo Matos.

A sessão decorreu no meio do maior entusiasmo combativo e na dedicação e luta em prol da classe operária, da juventude e dos camponeses e camponesas do Fundão.

Usou em primeiro lugar da palavra o camarada Arsénio, secretário do Partido no distrito de Castelo Branco e membro do comité regional do Maciço Central, com um discurso inteligente, caloroso e veemente que a seguir se transcreve:

“Caros Camaradas,

Desde 5/12/2015 que um punhado de camaradas meteu mãos à obra, tendo em vista a reorganização do Partido nos três distritos do Maciço Central, para romper com a estagnação, o abandono e a desorganização a que a linha liquidacionista tinha votado o Partido, os seus militantes, simpatizantes, amigos e principalmente a classe operária, não só desta região como de todo o País.

Desde essa altura tivemos sempre a incansável estima e apoio, a sempre presente disponibilidade para esclarecer e ajudar a ultrapassar dificuldades por parte do camarada Arnaldo Matos, fundador do nosso partido. Contámos também com o apoio e estímulo do camarada Bento, secretário do comité regional do Maciço Central.

Os camaradas do concelho reuniram já 3 vezes, para:

- estudo do Manifesto do Partido Comunista. Mas devemos continuar a estudar o marxismo-leninismo para fortalecer o nosso conhecimento e encontrar as respostas necessárias ao desenvolvimento da nossa ligação aos operários.

- elaborar listagem de antigos simpatizantes e amigos no sentido de estabelecer uma rede de contactos que facilitem e ajudem na recolha de informação e divulgação das propostas políticas do PCTP.

(Existem já os seguintes contactos de rede: na Delphi, na Fitcon, nas Minas da Panasqueira, na J3LP. Ainda em falha, existem já possíveis contactos: na Torre, na Joalp, na Penteadora de Unhais, na Paulo de Oliveira, na Twintex...).

- abordar também a necessidade de se estar informado de tudo o que se passa politicamente no concelho e agarrar as iniciativas políticas das câmaras, juntas de freguesia e nas fábricas/empresas, lesivas dos interesses dos operários, dos restantes trabalhadores e do povo. E, desta forma, iremos fazer chegar também junto do Luta Popular para denúncia de tais situações (e que ainda nada foi feito quanto a isto).

- decidir a ida às fabricas com mais de 100 operários, que não foram visitadas pela brigada do Luta Popular, entre as quais estão: a Delphi, a Fitcon, a Benoli e a Twintex (tendo já sido feita a distribuição dos comunicados da Campanha pelas 35 horas na Delphi e na Fitcon, com muito boa receptividade).

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     22.06.2016

Arnaldo Matos

COMENTÁRIOS 

# João Morais - 23-06-2016
Um passo muito importante! Excelente trabalho!



Secretas, Espiões e Traidores

Frederico Carvalhão Gil é um agente do Serviço de Informações de Segurança (SIS), preso no passado dia 21 de Maio em Roma, pouco depois de alegadamente ter entregado a um agente russo da nova-KGB – hoje designada de FSB – um sobrescrito com documentos classificados da Nato e de ter recebido, em troca, um sobrescrito com dez mil euros.

Com a extrema miséria austeritária que se vive em Portugal, dez mil euros é dinheiro mesmo para um espião…

Assim, um agente da nova-Pide portuguesa, agindo como espião ao serviço da Federação Russa, entregou a um agente da nova-KGB documentação secreta da Nato rapinada algures, contra o pagamento de uma verba de dez mil euros como salário da traição.

O polícia do SIS deve ter chegado sob prisão sábado ou domingo a Lisboa, para ser entregue à justiça portuguesa. O espião russo, que tem o nome de Sergey Nicolaevich Pozdnyakov, teria viajado de Moscovo para Roma no propósito de se encontrar com o espião português, e não se sabe se será ou não e para onde extraditado.

O Director da nova-Pide, Adélio Neiva da Cruz, ainda não se demitiu do cargo, perante a escandalosa, sobretudo por ter sido tão económica, traição do seu agente em Roma. O caso está porém a provocar indignadas declarações dos deputados da direita, com relevo para o ex-juiz Fernando Negrão.

Não seria de admirar que os serviços da nova-Pide portuguesa tenham sido mobilizados pela União Europeia e pela CIA como capacho para montar uma conspiraçãozeca contra Putin, que lhes está a dar, a eles e à Nato, água pela barba na Ucrânia e na Síria.

Saber-se-á o que realmente aconteceu, mais cedo ou mais tarde. Não se percebe é porque o governo português não exigiu à Itália a extradição do espião russo para Portugal…

05.06.2016

Arnaldo Matos

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Fábrica Sonae-Arauco, em Mangualde

Mais Um Acidente,

Ou o Desprezo pela Vida dos Operários!

(Do nosso correspondente em Mangualde) Uma investigação em curso sobre as condições em que os actuais 108 operários são desapropriados da sua força de trabalho na empresa Sonae-Indústria, agora Sonae-Arauco, de Mangualde, trouxe ao nosso conhecimento mais um grave acidente ali ocorrido na passada sexta-feira, dia 3 deste mês de Junho.

Com efeito, hoje mesmo, dia 10 de junho, tal investigação levou-nos até esta fábrica de derivados de madeira. E aí, pela boca de muitos operários revoltados, tivemos conhecimento da tragédia que atirou para a cama nº 7 do Serviço de Cirurgia 2, no 5º andar do Hospital de São Teotónio, em Viseu, o operário António Pinto Gouveia.

Eu próprio, ao visitá-lo hoje pelas 17H30, pude constatar a gravidade das queimaduras que ele me mostrou nas duas mãos, nos braços e na perna direita. Ali, na cama do hospital, enquanto se contorcia cheio de dores, foi desabafando: “não sei como é que isto me foi acontecer, depois de vinte anos a fazer tal serviço sempre da mesma maneira…”

Pois é, senhores patrões da Sonae-Arauco: o operário António Gouveia pode até ser levado a pensar que foi um golpe de azar que levou a válvula do desfibrador a reter a água que, em condições normais, não deveria ter ficado retida, originando assim o acidente.

Nós, porém, achamos que a verdade é outra: a verdade reside na vossa sede de lucro e no desprezo que tendes pela vida dos operários a quem escravizais, razões que explicam a falta de manutenção eficaz das velhas máquinas, que são mantidas a funcionar sem as adequadas condições de segurança.

- Mas então, corajosos operários da Sonae-Arauco, o que fazer?

Para pôr fim ao risco constante de morte e aos sucessivos acidentes que têm queimado e mutilado tantos operários na Sonae, só a vossa luta pode impor aos actuais patrões e aos chilenos, que agora se lhes vêm juntar, as condições indispensáveis à vossa segurança!

O Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses (PCTP/MRPP) exige à Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) do distrito de Viseu que venha à fábrica da Sonae-Arauco de Mangualde averiguar, com seriedade e competência, as causas que estão na origem deste e de tantos outros acidentes nesta fábrica, e que não deixe de responsabilizar os culpados: os patrões e os agentes de segurança da fábrica.

Operários da Sonae-Arauco: organizai-vos dentro da fábrica, elegendo uma comissão de trabalhadores séria e corajosa, que exija aos patrões e à Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) as medidas de protecção e segurança da vossa saúde e da vossa vida!

E, ao mesmo tempo, organize na fábrica a vossa luta pela semana das 35 horas de trabalho para todos, hoje uma exigência de todos os operários portugueses.

Apoiemos o camarada António Pinto Gouveia, internado no Hospital São Teotónio, em Viseu!

Viva a Classe Operária!

Viva a semana das 35 horas!

Viseu, 10 de Junho de 2016

 Bento

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Carta a António Teixeira,                         em Felgueiras

O camarada António Gomes Teixeira, de 56 anos de idade, é um operário sapateiro trabalhando ao domicílio, na freguesia de Penacova, concelho de Felgueiras, precisamente na localidade onde está situada a sede da fábrica da Jóia – Calçado SA, a empresa de produção de sapatos visitada pelo traidor Garcia Pereira, em 20 de Maio de 2011, durante a campanha eleitoral para a Assembleia da República e a que se reporta a denúncia da operária Sandra, publicada ontem neste jornal, na última coluna da primeira página, sob o título Garcia Pereira Vende-se por um Par de Sapatos…

Logo que recebemos a denúncia de Sandra sobre a conduta vil e crapulosa de Garcia Pereira, pusemo-nos em campo para confirmar a sua veracidade. E uma das pessoas com quem a confirmámos foi precisamente com o camarada António Gomes Teixeira, que comprovou, linha por linha, a denúncia, incluindo o facto de se ter dirigido ao patrão da fábrica para protestar pela oferta do par de sapatos ao traidor Garcia Pereira, dizendo-lhe, alto e bom som, que não era Garcia Pereira mas os operários quem precisava de sapatos.

Publicámos esta tarde um vídeo da visita, que em nada se opõe, antes confirma, a integridade da denúncia de Sandra, vídeo onde Teixeira aparece à esquerda do traidor Garcia Pereira…

Hoje de manhã, cerca das 06H30, recebemos na redacção um e-mail do camarada António Gomes Teixeira, que a seguir transcrevemos na íntegra:

Caros camaradas

Lamentavelmente tenho lido as noticias inclusive esta última do dia 11.05.2016.

Neste momento acredito que o PCTP/MRPP esteja a passar por dificuldades. O partido precisa é de reconquistar ex-militantes e recrutar novos militantes para as fileiras do partido e dos operários. Não é com politiquices e histórias que não são importantes para o desenvolvimento da luta dos trabalhadores. Enquanto passam o tempo a discutir problemas pessoais de cada um, o tempo passa e os nossos adversários só podem é rir-se e o objetivo a que o partido se propõe e representa pelos trabalhadores continua na gaveta.”

Como se vê, Teixeira não nega a veracidade da denúncia de Sandra, não nega que se tenha oposto publicamente, alto e bom som, contra a aceitação do par de sapatos por Garcia Pereira, nem nega que essa aceitação constituiu um acto de traição ao Partido, ao proletariado e à revolução, bem como uma humilhação para o nosso Partido e para os 137 operários na ocasião a trabalhar na fábrica Jóia – Calçado SA.

O que Teixeira acha é que tudo isto são politiquices e histórias, que não são importantes para o desenvolvimento da luta dos trabalhadores.

Mas é justamente aí que Teixeira se engana redondamente.

O Director

13.05.2016

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Atenção, Partido!

Burro é um agente das polícias secretas. Cortar toda e qualquer comunicação com o animal. Está a viver presentemente em Loures. Todas as notícias sobre a besta devem ser imediatamente comunicadas ao secretário da vossa célula.

10.05.2016

V.


Uma vez mais:

O que é o Luta Popular Online?

Agora que os comunistas portugueses estão a obter importantes sucessos na sua luta contra os liquidacionistas, com vista à refundação de um partido marxista revolucionário proletário, aumentou a colaboração dos militantes e simpatizantes do Partido para o Luta Popular Online.

Isso obriga-me a vir aqui uma vez mais explicar aos nossos leitores o que é o Luta Popular Online e qual é o tipo de colaboração que deles esperamos e desde já lhes agradecemos.

O Luta Popular Online é o jornal político de âmbito nacional do Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses (PCTP/MRPP). Por enquanto, sai em suporte digital, mas a intenção do Comité Central do Partido é a de editá-lo em suporte de papel, assim que se acharem reunidas as condições políticas, económicas, técnicas e organizativas para tanto.

(...)

04.05.2016

Arnaldo Matos

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No Distrito de Viseu

A Primeira Brigada Alexandrino de Sousa

35 Horas Semanais

7 Horas por Dia

5 Dias por Semana

2 Dias de Descanso Semanal (Sábado e Domingo)

25 Dias Úteis de Férias por Ano

Dirigida pela camarada Helena e composta pela camarada Ester e pelos camaradas Pedro, Manuel e David, e acompanhada pelo secretário do partido no distrito de Viseu, a Primeira Brigada Alexandrino de Sousa, do jornal Luta Popular Online, órgão central do Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses (PCTP/MRPP), percorreu, entre a tarde de 25 de Abril e a noite de 27 do mesmo mês, a região de Lafões, divulgando e discutindo com as operárias e os operários de todas as fábricas com mais de cem trabalhadores dos concelhos de São Pedro do Sul, Oliveira de Frades e Vouzela, a Semana das 35 Horas para todos.

(...)

H/E/P/M/D/A.M.

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O Significado de Uma Provocação
E os Meios Políticos de a Combater

Arnaldo Matos

A sede nacional do Partido na Avenida do Brasil, em Lisboa, foi esta semana atacada, na noite de terça para quarta-feira – 17 para 18 de Abril – com a inscrição a tinta preta, na vidraça principal, da expressão provocatória “Sede do Daesh”.

Tive oportunidade de explicar ao membro do Comité Central com quem imediatamente discuti o assunto, o Dr. Carlos Paisana, que se tratava de uma campanha provocatória conduzida pelo grupelho liquidacionista Franco/Pereira, agora afastado do Partido e já ligado às actividades da Nova Pide, com vista a ilegalizar o Partido dos comunistas, apresentando-o como um partido terrorista ou amigo de terroristas. E logo avisei Paisana que a campanha provocatória iria prosseguir contra a minha pessoa, e que logo na próxima noite, de quarta para quinta-feira, as frases dos provocadores apareceriam a conspurcar os muros na frente da minha porta.

E foi o que precisamente aconteceu, para espanto do único espantado que ainda circula pelo Partido. Na manhã antecipadamente prevista e inutilmente anunciada, os provocadores lá pintaram a preto aquilo que mais do que tudo no mundo gostariam que fosse verdade: “Arnaldo Matos, Grande Amigo do Daesh”.

O objectivo do grupelho provocatório, anti-comunista primário, de Conceição/Garcia, agora mancomunado com a direita neonazi e as novas polícias secretas fascistas, é ilegalizar o Partido, impedir que faça ouvir a sua voz própria revolucionária proletária, prender os seus militantes e acusá-los do crime de terrorismo, inventando-se e propondo-se que, se não são terroristas, são pelo menos amigos de terroristas, pois acham legítimo – imaginem! - que os povos agredidos pelo imperialismo ataquem os imperialistas nos próprios covis em que se acoitam: no interior das suas cidades e capitais, nos boulevards das suas próprias metrópoles.

Defendo – e continuarei a defender – abertamente esta política proletária anti-imperialista enquanto for vivo. A minha ideologia é o internacionalismo: proletários de todos os países, povos e nações oprimidas do mundo, uni-vos!

E a prova que não tenho medo, não me calarei nem ninguém há-de calar a voz da classe operária, está em que, na própria quinta-feira em que baixa e cobardemente me atacaram e atacaram o meu Partido com frases insultuosas, nessa mesma manhã eu me ergui, nos meus setenta e sete anos, para denunciar a política do Costa, do Marcelo, do Jerónimo e da Catarina Martins, que transformaram as chamadas forças armadas numa tropa de mercenários a soldo do imperialismo francês, alemão e americano, enviando-as para a República Centro-Africana, para o Mali, para o Chade, para o Kosovo, para o Iraque e para o Afeganistão oprimir, explorar e matar velhos, mulheres e crianças indefesas, em defesa dos interesses do imperialismo.

Há mais de um ano que venho a dizer alto e bom som: eu não sou Charlie!; o proletariado português não é imperialista, mas internacionalista!

Devemos persistir com firmeza nas nossas justas posições de princípio. Deve o Partido e a classe operária unir-se como uma rocha de granito à volta do marxismo- leninismo e preparar-se para transformar as próximas guerras imperialistas, que já rondam aí às nossas portas, em guerras civis revolucionárias proletárias.

Quanto ao mais – e ninguém se admirará que o saiba citar de cor – lembrem-se sempre de Mao Tsé-Tung: “É bom quando o inimigo nos ataca, e melhor ainda se nos ataca furiosamente e nos pinta com as cores mais sombrias e sem a mais pequena virtude, pois mostra que traçámos uma clara linha de demarcação entre nós e o inimigo e que obtivemos êxito no nosso trabalho político”.

Aconteça o que acontecer, os proletários do mundo vencerão!

23.04.2016

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Na Região de Lafões

De Como se Esconde, Durante Sete Longos Anos,
Um Grave Acidente de Trabalho
Com um Pobre Deficiente Mental…

(Do nosso enviado especial a Lafões) Foi no dia 11 de Março de 2009, passaram-se agora sete anos. Alguém mandou António José Carvalho Henriques, na ocasião com 29 anos de idade, pessoa com notória deficiência psíquica, natural e residente em Mourel de Carvalhais, no concelho de São Pedro do Sul, trabalhar, a sete metros de altura, para o telhado de um armazém da empresa de rações Sojagado, Sociedade de Óleos e Rações SORGAL, S.A., no Parque Industrial de Oliveira de Frades, de onde caiu, sofrendo fracturas em várias costelas e no punho da mão direita, contusões pulmonares e uma embolia gorda após os primeiros dois dias de tratamento no Hospital de São Teotónio, em Viseu, para onde foi transportado numa ambulância dos Bombeiros Voluntários de Oliveira de Frades.

Internado no dia do acidente, o operário António José Carvalho Henriques teve alta do hospital central de Viseu no dia 6 de Maio, 57 dias depois do internamento, sem estar recuperado das lesões e traumatismos sofridos, que ainda hoje persistem, designadamente no punho da mão direita, deficiência física permanente que veio juntar-se às deficiências psíquicas graves de que já padecia.

Ninguém participou o acidente às autoridades competentes: à polícia de segurança pública, à guarda nacional republicana, à Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) ou ao Ministério Público.

Como se tratava de um pobre deficiente mental, que não sabe nem nunca soube ler nem escrever, todos esconderam cobardemente o acidente, todos se calaram até quanto à activação do seguro para a indeminização a que claramente teria direito.

Isto é o chamado Cavaquistão – perdoe-nos o nobre povo de Viseu – no seu melhor: o desprezo pelos pobres, pelos deficientes e pelos trabalhadores sem eira nem beira.

Ora, quem é a canalha que é responsável por tudo isto, sim, porque há obviamente responsáveis, ou não há?

A primeira responsável é a Associação de Solidariedade Social de Lafões (ASSOL), instituição particular de solidariedade social (IPSS), com sede em Oliveira de Frades.

Com efeito, o acidentado e deficiente psíquico António José Carvalho Henriques caíu do telhado do armazém da Sojagado, porque aí trabalhava nos termos de um protocolo celebrado entre a ASSOL e a Serralharia Pedroto, com sede no Parque Industrial de Vilarinho, no concelho de Oliveira de Frades, protocolo que estabelecia o regime de formação profissional a prestar pela ASSOL através daquela empresa e integrado no Programa Operacional Potencial Humano (POPH), suportado por fundos europeus comunitários.

Nos termos do artº segundo dos seus Estatutos, a ASSOL tem como objectivo contribuir para a formação dos deficientes dos concelhos de Oliveira de Frades, Vouzela e São Pedro do Sul, ou seja, da região de Lafões. O cidadão António José Carvalho Henriques, candidatou-se – e obteve – o apoio da ASSOL, mediante a participação no supracitado POPH, tendo passado a receber formação profissional na Serralharia Pedroto.

As responsabilidades pelas lesões sofridas no exercício dessa formação profissional são, antes de tudo e de todos, da ASSOL, a qual decerto não teria contado com o apoio e subsidiação da União Europeia, sem garantia de seguro apropriado.

A ASSOL ocultou a todas as entidades e autoridades nacionais e europeias o acidente gravíssimo de que foi vítima o seu apoiado deficiente Carvalho Henriques e não comunicou à companhia de seguros o sinistro, o que permitiria ao sinistrado uma adequada compensação pelos danos morais e materiais sofridos.

A segunda responsável é a Serralharia Pedroto, já que foi no âmbito do protocolo celebrado entre a ASSOL e aquela empresa, e no exercício de um programa de formação profissional concebido, executado e dirigido por profissionais da Serralharia Pedroto, que o acidente se verificou, bem sabendo a ASSOL e a Serralharia que o programa de formação profissional tinha por destinatários cidadãos portadores de deficiência.

Ora, a Serralharia Pedroto ocultou a todas as autoridades e entidades portuguesas a ocorrência do acidente, não mobilizando imediatamente o seguro obrigatório para reparação das lesões e danos morais e materiais dos seus formandos, entre os quais se encontrava o cidadão deficiente Carvalho Henriques.

Neste caso concreto, haverá também responsabilidades criminais das administrações da ASSOL e da Serralharia Pedroto, pois não há nada que justifique levar um deficiente mental em formação profissional para cima do telhado de um armazém com mais de sete metros de altura, sem previamente reforçar a sua segurança pessoal, nomeadamente com uma linha de vida e um arnês, que evitassem ou o sustivessem em previsíveis quedas.

A terceira responsável pela ocultação do acidente é a Sojagado, da Sociedade de Óleos e Rações, SORGAL, S.A., pois tratando-se de obra a realizar nos telhados de um armazém da empresa, o acidente de trabalho nela ocorrido devia ter sido imediatamente participado às autoridades policiais, à Autoridade para as Condições do Trabalho e ao Ministério Público.

Mas há ainda mais responsáveis: há os Bombeiros Voluntários de Oliveira de Frades, que foram às instalações da Sojagado levantar um trabalhador acidentado e o transportaram ao Hospital de São Teotónio, em Viseu; há o agente da autoridade de serviço nas urgências do hospital central de Viseu e há o director do Hospital de São Teotónio, pois que a este cabe participar ao Ministério Público todas as ocorrências hospitalares que possam ter ligação com factos delituosos, como é necessariamente o caso de um cidadão que chega ao hospital em perigo de vida iminente, e com múltiplos traumatismos e fracturas corporais.

Ora, toda esta gente ocultou um acidente de trabalho gravíssimo, não o comunicando às autoridades competentes, designadamente ao Ministério Público e à Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT), a qual, quando por nós anteontem consultada em Viseu, nos declarou não ter tido conhecimento do caso, sem todavia deixar de frisar que, mesmo quando não existisse nenhum contrato de trabalho, era sempre obrigatória a participação do acidente à ACT, porquanto se tratava de acidente grave ocorrido em trabalhos nas instalações da própria empresa, qualquer que ela fosse.

Quando recorreu ao apoio da ASSOL, o cidadão António José Carvalho Henriques sofria de uma deficiência, uma notória deficiência mental; agora sofre de duas deficiências, ambas notórias, a mental e a manual.

Por via das suas deficiências, este cidadão não soube nem pôde promover a defesa dos seus direitos. Por isso não obteve da ASSOL, da Serralharia Pedroto, da Sojagado/SORGAL, S.A., ou do Hospital de São Teotónio, e das respectivas companhias seguradoras as adequadas indeminizações pelos danos e lesões materiais e morais sofridas.

O pobre e duplamente deficiente cidadão António José Carvalho Henriques vive com os pais em Mourel de Carvalhais, uma família muito pobre de que só o pai recebe uma parca pensão.

O Ministério Público em Viseu tem o estrito dever de avocar este caso do cidadão deficiente António José Carvalho Henriques e levar a julgamento os responsáveis pela miséria criada. De passagem, seria bom averiguar também como são gastos os dinheiros da ASSOL, pois neste país há cada vez mais gente que enriquece à custa dos dinheiros públicos e comunitários destinados à solidariedade social…

A Autoridade para as Condições do Trabalho não pode agora mais negar que finalmente tomou conhecimento, através do Luta Popular Online, órgão central do Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses (PCTP/MRPP), do gravíssimo acidente de trabalho de que foi vítima um trabalhador deficiente psíquico nas instalações da Sojagado no Parque Industrial de Oliveira de Frades, em 11 de Março de 2009.

O trabalhador sinistrado devia ser adequadamente indemnizado pelas lesões e danos materiais e morais sofridos num acidente, onde os responsáveis estão à vista de todos, apesar de terem conseguido ocultar os seus crimes durante sete longos anos.

Quanto ao Luta Popular Online, pode desde já prometer ao povo da região de Lafões que não se calará até pôr a careca dos responsáveis à mostra e chamar os bois pelos nomes.

Lafões, 22.04.2016

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COMENTÁRIOS 

# Aurélio silva marque - 25-06-2016
Esta é a verdadeira luta popular pela defesa e direitos dos cidadãos! Força e que justiça seja feita, só assim se consegue dissuadir quem atua contra a lei e quem beneficia com estas tristes jogadas!


 

As provocações ao Camarada Arnaldo Matos e ao PCTP/MRPP

Tendo conhecimento das reles provocações que hoje assumem as novas roupagens do sec.XXI, feitas ao Camarada Arnaldo Matos e ao Partido, não posso deixar de manifestar a mais profunda e veemente indignação.

Estas provocações são  bem a prova de como o inimigo no seu conjunto, imperialistas, capitalistas  e todos os oportunistas e liquidacionistas incluídos, se sente acossado pela justa luta das 35 Horas, a bandeira de vanguarda de toda a classe operária e de todo o povo trabalhador  do nosso país que o nosso Partido decidiu encabeçar oportunamente, orientado pelo seu dirigente Maior, Camarada Arnaldo Matos.

No entanto não é de esquecer que ser atacado pelo inimigo é uma coisa boa!

(...)

Júlia

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As cobras metem de novo a cabeça de fora…

É verdade. Esses vermes rastejantes, peçonhentos e verrinosos, mais uma vez e a coberto do anonimato, perpetraram novo ataque contra o Partido e o camarada Arnaldo Matos.

Essa canalha, que todos nós já conhecemos pelo bando dos quatro, a camarilha dos francos/pereiras e bulhões, a coberto da noite e num ataque traiçoeiro, próprio dos energúmenos que são, atacaram a Sede do Partido e uma parede da cidade de Lisboa, vomitando, e fazendo-se eco dos pasquins burgueses e instrumento das secretas europeias, acusam o Partido de ser a “sede do daesh” e o camarada de “grande amigo do daesh”.

Tal como todos os oportunistas burgueses e reaccionários, estes vermes, perfilam-se, tal qual os ditos marxistas-leninistas-maoistas franceses e belgas, ao lado de todos os imperialistas franceses, alemães e ianques, no ataque aos povos de todo o mundo.

(...)

Álvaro

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As Brigadas Alexandrino de Sousa

Espártaco

O Luta Popular Online, órgão central do Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses (PCTP/MRPP) acaba de constituir a primeira das suas Brigadas Alexandrino de Sousa cujo objectivo é o de promover a difusão, propaganda e agitação do jornal político nacional do Partido em suporte digital e, mais tarde, em suporte de papel entre a classe operária e as massas populares.

Sobretudo nos últimos cinco anos, travou-se uma luta política de vida e de morte entre a linha comunista revolucionária proletária da fundação do Partido, por um lado, e a linha reaccionária pequeno-burguesa dos liquidacionistas, encabeçada pela dupla conforme Conceição Franco/Garcia Pereira, por outro lado, tentando esta última impedir por todos os meios ao seu alcance a edificação de um jornal político nacional que promovesse a educação teórica e ideológica do proletariado e a condução política de todas as lutas em todo o país pela classe operária organizada no seu partido comunista.

A canalha liquidacionista sabotou quanto pôde a criação e desenvolvimento do órgão central do Partido, fosse publicando nele textos reaccionários como os artigos mafiosos de Pereira sobre a TAP e os escritos de direito administrativo dos advogados do seu escritório, fosse estimulando a utilização de blogues, facebooks e twitters, onde podiam fazer passar toda a casta de ideias reaccionárias contra o proletariado e os pobres de Portugal, embrulhadas nas ternurências babadas das cadelas e dos atributos já espapassadas da eterna menina de Odivelas.

O analfabeto Conceição Franco, que em mais de trinta anos nunca escreveu uma linha em defesa da classe operária, também tinha e tem um facebook onde se carteia com outros analfabetos encartados nas redes sociais.

Ora a liquidação dos liquidacionistas – tarefa ainda em curso – permitiu pôr de pé, no meio de muitas dificuldades que ainda não foram totalmente vencidas, um órgão central do Partido, que, no caso – e insisto neste ponto – assume ainda a forma de um jornal político nacional que se propõe dirigir, em nome do proletariado revolucionário, todas as lutas em curso e, ao mesmo tempo, incentivar o estudo teórico e a formação ideológica da classe operária na senda do comunismo.

Do ponto de vista teórico e ideológico, a luta do proletariado português não se trava apenas à escala nacional, mas antes e sobretudo à escala mundial. O marxismo, que os ideólogos do imperialismo julgavam morto e enterrado com a queda do muro de Berlim, voltou reforçado e exuberante, para guiar os proletários de todos os países à vitória sobre o imperialismo e ao comunismo internacional.

Depois da denúncia dos liquidacionistas, já iniciada mas ainda longe da derrota total que lhes irá ser infligida, o jornal Luta Popular Online, ainda com muitas deficiências, tem obtido assinaláveis sucessos. Falta-nos ainda uma redacção à altura dos acontecimentos, mas que, a pouco e pouco, se está vindo a estruturar.

Temos que dedicar mais tempo ao estudo do marxismo. O marxismo desapareceu, por obra da escumalha liquidacionista, da prática da vida celular do Partido. Isto implica ter que voltar ao princípio, estudar tudo de novo, e ligar todo esse estudo à prática da luta de classes.

Não tenham medo da imensidão da tarefa. Mais cedo ou mais tarde, estaremos novamente na vanguarda da luta de classes.

Nestes seis meses em que escorraçámos o bando dos quatro do comité permanente do comité central do Partido, temos tido dificuldades em constituir uma forte e estável redacção do órgão central do Partido, o Luta Popular Online. Mas estamos a fazer reais e firmes progressos mesmo entre alguns camaradas, sobretudo operários, que só agora começaram a entender a natureza de classe reaccionária burguesa de indivíduos como Conceição Franco e o papagaio Pereira.

Ao mesmo tempo que aprofundamos a luta ideológica e teórica dentro do Partido e entre os operários, lançámos uma campanha nacional pela conquista da Semana das 35 Horas. Lançámos a campanha com a colocação de painéis em todos os distritos e regiões autónomas do País, exigindo as 35 horas semanais para todos os operários e trabalhadores dos sectores público e privado.

Não paramos, sem que o proletariado obtenha nesta luta política a vitória que noutros tempos soube obter com a jornada das 8 horas e com a semana das 40 horas.

Começámos a propaganda e agitação da campanha das

35 Horas Semanais

7 Horas por Dia

5 Dias por Semana

2 Dias de Descanso Semanal (Sábado e Domingo)

25 Dias Úteis de Férias por Ano

para todos os operários e trabalhadores portugueses sem desconto no salário, no distrito de Castelo Branco, passámos ao distrito da Guarda e avançaremos para o distrito de Viseu, três distritos onde Conceição Franco, Garcia Pereira, Leopoldo Mesquita e Domingos Bulhão haviam liquidado totalmente a organização do Partido.

Por uma questão de estratégia, a campanha de propaganda e agitação da semana das 35 horas escolheu visitar Castelo Branco, para mobilizar os operários das fábricas com mais de 100 trabalhadores e trabalhadoras nesse distrito.

Foi aqui que nasceu, na prática, a primeira Brigada Alexandrino de Sousa, ainda então sem esse nome: em três dias e três noites no distrito de Castelo Branco, de Vila Velha de Ródão a Belmonte e de Unhais da Serra a Penamacor, no meio das serras da Estrela, da Gardunha, do Moradal e da Malcata, com neve e temperaturas glaciais, a brigada do Luta Popular Online estava e esteve à entrada de todas as fábricas com mais de cem operários a promover a propaganda, a agitação e organização da luta pela semana das 35 horas.

Com a brigada do Luta Popular participaram camaradas do distrito de Castelo Branco que aliás mostraram ter uma grande ligação aos operários das fábricas, sobretudo o camarada Arsénio, secretário do Partido no distrito.

A mesma brigada, mas refrescada com mais elementos do Luta Popular Online e mais cinco camaradas do distrito da Guarda, percorreu em três noites e dois dias todas as fábricas com mais de cem operários ou operárias deste distrito.

A brigada do Luta Popular Online e os camaradas da Guarda, acompanhados do secretário regional do Maciço Central, camarada Bento, trabalharam nos turnos de dia e nos turnos da noite debaixo de uma chuva diluviana e contínua e nunca desistiram do seu trabalho!...

É por isso que lhes conferi o título de Brigada Alexandrino de Sousa.

Peço aos camaradas que já estejam inscritos no Partido que se ofereçam para fazermos novas brigadas Alexandrino de Sousa, para se poder fazer em todo o país uma poderosa e entusiástica campanha de promoção e organização da luta nacional pela semana das 35 horas.

Os camaradas que se oferecerem para as Brigadas Alexandrino de Sousa devem comparecer na sede do Partido na Avenida do Brasil, serão submetidos a um tempo de ensaio com os camaradas da Primeira Brigada Alexandrino de Sousa, terça-feira regressada da Guarda.

O Partido precisa de vós. E é para uma luta conta os liquidacionistas. O próximo distrito será o de Viseu.

Viva a semana das 35 horas!

Vivam as Brigadas Alexandrino de Sousa!

11.04.2016
 

 

 

Para Todos os Operários e Trabalhadores Portugueses 

A Semana das 35 Horas!

Começaram a ser afixados em todo o país, na passada quinta-feira, dia 24 de Março, os painéis do Partido a assinalar o lançamento nacional da campanha de luta pela Semana das 35 Horas de trabalho para todos os operários e trabalhadores portugueses do sector público e do sector privado.

Pela primeira vez na história da luta de classes em Portugal, todos os trabalhadores – operários, assalariados rurais, funcionários públicos e administrativos, trabalhadores dos serviços, sectores públicos e privados, pescadores – são chamados a mobilizar-se e a organizar-se numa luta política única e conjunta por uma só jornada de trabalho, a semana das 35 horas, igual para todos:

35 Horas Semanais

7 Horas por Dia

5 Dias por Semana

2 Dias de Descanso Semanal (Sábado e Domingo)

25 Dias Úteis de Férias por Ano

tudo sem abaixamento, redução ou desconto nos salários.

O período normal de trabalho não pode exceder sete horas por dia e trinta e cinco horas por semana.

Os limites máximos do período normal de trabalho podem ser reduzidos por instrumentos de regulamentação colectiva de trabalho, não podendo daí resultar diminuição da retribuição dos trabalhadores.

Os operários e demais trabalhadores de todos os sectores públicos e privados têm direito a dois dias de descanso semanal, que devem coincidir com os sábados e domingos. Os dois dias de descanso semanal, aos sábados e domingos, constituem um direito fundamental dos trabalhadores, destinado à recuperação da saúde e da sua força de trabalho, mas também e sobretudo ao desenvolvimento intelectual, cultural e físico dos trabalhadores e à unidade e progresso das suas famílias.

Todos os trabalhadores devem também ter direito a um período de 25 dias úteis de férias anuais.

29.03.2016

Luta Popular Online

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Semana das 35 Horas! 

35 Horas Semanais 

Horas por Dia 

Dias por Semana 

Dias de Descanso Semanal (Sábado e Domingo) 

25 Dias Úteis de Férias por Ano

O horário de trabalho de 35 horas semanais e 7 horas diárias, o descanso semanal de dois dias ao sábado e ao domingo, os 25 dias úteis de férias anuais e as majorações em função da idade e da antiguidade são direitos das trabalhadoras e dos trabalhadores da administração pública do Estado, das Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores e das Autarquias Locais.

Estes direitos, que impunham dois dias de descanso semanal, em regra ao sábado e domingo, foram conquistados e impostos pelas trabalhadoras e pelos trabalhadores da função pública nos seus próprios locais de trabalho, impondo-os pela força, obtida com a unidade de classe contra o governo e os seus órgãos centrais, regionais e locais.

O governo de traição nacional de Passos Coelho com Paulo Portas, em cumprimento das exigências da Tróica e dos credores estrangeiros, por meio de um autêntico golpe-de-estado apadrinhado por Cavaco Silva, tentaram liquidar definitivamente esses direitos, conquistados pelas trabalhadoras e trabalhadores da administração pública, impondo-lhes durante três anos uma semana de quarenta horas de trabalho, com oito horas por dia, e o roubo de três dias de férias, de quatro dias feriados por ano e de um dia de fim de semana.

Trabalhadores e trabalhadoras da administração pública foram roubados, entre aumento da jornada de trabalho não paga e aumentos de impostos, em cerca de 30% dos seus rendimentos efectivos.

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Eleições Burguesas: Participação ou Abstenção, Eis a questão !

A posição do Partido, quanto à sua participação nas eleições burguesas é clara e, no caso das eleições deste ano de 2019, a estratégia foi definida há já dois anos (Maio de 2017), na reunião alargada do Comité Central, em Santo André.

A esse respeito, republicamos dois conjuntos de tuítes do camarada Arnaldo Matos.

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  Arnaldo Matos‏ @ArnaldodeMatos 30 de dez de 2018

2019: Ano de Eleições. No próximo ano, os capitalistas reforçarão o seu regime político de exploração e opressão dos operários mediante o recurso a três eleições: Parlamento Europeu, a 26 de Maio; Regionais da Madeira, a 22 de Setembro; Assembleia Legislativa, a 6 de Outubro. 

Os comunistas, como é o caso do Partido a que pertenço – PCTP/MRPP -, participam nas eleições burguesas com o objectivo de divulgar o seu programa político comunista, de reforçar a sua organização partidária e de fortalecer a sua ligação com as massas populares em todo o País. 

Conto participar activamente nestes três sufrágios eleitorais e apelo a todos os companheiros desta rede social Tuíter que não se deixem ficar em casa e contribuam para a divulgação do programa político do proletariado e da revolução proletária.

Arnaldo Matos‏ @ArnaldodeMatos 13 de fev 

Estamos em ano de três sufrágios eleitorais. Se tivesse sido eleito para a Assembleia da República, teria denunciado a falência do BES, a corrupção do governador do BdP e os negócios de Jerónimo, Catarina, Louçã e Rosas, com quatro anos de antecedência. É tudo um putedo! 

Um voto nesses partidos é um voto totalmente inútil; estão todos feitos uns com os outros e com o poder dos capitalistas. O único voto útil é em nós, marxistas, porque esses não têm medo nem se calam, como aqui vêem. 

23MAI19

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Contra o oportunismo abstencionista.

Por uma participação dos comunistas nas eleições burguesas

A propósito da posição sectária e oportunista defendida pelos “comunistas de esquerda” alemães na então recém constituída III Internacional, pregando o boicote às eleições parlamentares – método que havia caducado política e históricamente, segundo eles – Lenine escreveu a brochura “Esquerdismo, doença infantil do comunismo”.

Nesse importante escrito, para além de uma crítica demolidora a quem propunha o “abstencionismo”, Lenine bateu-se pelo princípio de que os comunistas deviam tirar partido das eleições burguesas e das posições conquistadas no parlamento burguês, para fortalecer a luta pelo socialismo e pelo comunismo.

É importante, agora que algumas correntes ditas marxistas e comunistas, que se afirmam contra o revisionismo, o trotsquismo e o anarquismo, defendem a abstenção dos operários e trabalhadores nas eleições para o Parlamento Europeu que terão lugar no próximo dia 26 de Maio, e em que o PCTP/MRPP participará, defendendo a saída de Portugal da União Europeia e do euro, reproduzir algumas das sínteses que Lenine nos deixou na supracitada brochura:

“Como é natural, para os comunistas da Alemanha o parlamentarismo ‘caducou politicamente’; mas, trata-se exactamente de não julgar que o caduco para nós tenha caducado para a classe, para a massa. Mais uma vez, constatamos que os “esquerdistas” não sabem raciocinar, não sabem conduzir-se como o partido da classe, como o partido das massas. O vosso dever consiste em não descer ao nível das massas, ao nível dos sectores atrasados da classe. Isso não se discute. Tendes a obrigação de dizer-lhes a amarga verdade: dizer-lhes que as suas ilusões democrático-burguesas e parlamentares não passam disso: ilusões. Ao mesmo tempo, porém, deveis observar com serenidade o estado real de consciência e de preparo de toda a classe (e não apenas da sua vanguarda comunista), de toda a massa trabalhadora (e não apenas dos seus elementos avançados)”.

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Quinta do Mocho

O Direito à Habitação dos Socialfascistas 

Enquanto os socialfascistas Bernardino, Jerónimo, e o cabeça de lista às eleições europeias 2019, João Ferreira, andavam em Moscavide, a quintadomochoescassos 3000 metros do Bairro encalacrado entre os luxuosos Terraços da Ponte (antiga Quinta do Mocho), e a nova Quinta do Mocho autêntico gueto criado pelos socialfascistas do P"C"P, onde, ontem, dia 19 de Maio, deflagrou, ao fim da tarde, um tenebroso incêndio, deixando os nossos mais pobres sem tecto, ainda que rudimentar. Pelo menos 60 pessoas ficaram sem casa, para além de perderem os animais que guardavam em algumas barracas. Foi toda uma vida, ainda que pobre, que ficou reduzida a cinzas.

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As Dez Questões da LUSA… 

Publicamos na íntegra as respostas dadas  a um questionário  de dez questões organizado  pela Agência Lusa, sobre temas europeus, respostas que, segundo a Lusa, dariam  “ origem a peças autónomas sobre o que as diferentes candidaturas pensam sobre cada um dos temas” . Mas tal não aconteceu . A  síntese apresentada, a partir deste inquérito,  em vários órgãos de comunicação social, é tão sintética que só pode ser considerada  mais uma versão da chamada democracia eleitoral.  

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Europa – Um sonho a cores que se transformou em pesadelo!

O discurso que a classe dominante tem utilizado até agora tem sido o de que a Europa é boa, Portugal é que se tem portado mal. Como tal discurso é desmascarado e contestado pela realidade de Portugal registar, em 2000, data da adesão ao euro, uma dívida pública de 48,6% do PIB – inferior aos critérios de Maastricht que impõem 60% - que, em finais de 2018, quase triplicou – situando-se nos 121,5% do PIB -, agora ensaia-se outro tipo de discurso, para complementarizar este.

O discurso que Carlos Moedas, o comissário europeu português, ensaia num artigo que agora publicou na edição do jornal Expresso do passado dia 11.05.2019 e onde afirma ser necessário que os europeus se empenhem em 3 frentes de acção política: identidade, desigualdade e governança que, ademais e segundo ele, estarão interligadas.

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Pandora Abusada! 

Com os votos a favor de PSD e CDS e a abstenção oportunista de PCP e BE, foi ontem aprovada no Parlamento a contagem integral do tempo de serviço dos professores, isto é, 9 anos, 4 meses e dois dias.

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PORTUGAL FORA DA NATO!
DISSOLUÇÃO IMEDIATA DA NATO!


Ocorreu no passado dia 4 de Abril o 70º aniversário da assinatura do Tratado do Atlântico Norte, que instituiu, no ano de 1949, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) ou, em inglês, a North Atlantic Treaty Organization (NATO).

Em Washington, na reunião do Conselho do Atlântico Norte, realizada naquele dia para assinalar o acontecimento e que foto 2 1juntou os ministros dos negócios estrangeiros dos restantes 28 países que integram actualmente a NATO (em 1949, os fundadores, entre os quais Portugal, foram 12), a administração norte-americana, através do seu secretário de estado Mike Pompeo, aproveitou para definir, perante os seus lacaios menores, o papel estratégico actual desta organização, no contexto da guerra inter-imperialista em preparação.

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O que se esconde por detrás da “revolução” anunciada para os “passes sociais”? 

Actualizado

Foi com grande pompa e circunstância que o governo de António Costa e 1suas muletas do PCP/BE/Verdes anunciou a “grande revolução nos transportes” urbanos, suburbanos e intermunicipais, que constitui a medida que decidiram implementar a partir do próximo dia 1 de Abril de 2019.

Alega o governo que este “novo” passe social visa, por um lado, “aliviar” a carga financeira que os transportes representam para os “agregados familiares” e, por outro, promover o “descongestionamento” do tráfego automóvel que se regista nos maiores centros urbanos, na perspectiva do Tratado que Portugal subscreveu sobre a redução de taxas de carbono (CO2).

Eleito como o dia das mentiras, não foi certamente aleatória a escolha do primeiro dia de Abril para o início da entrada em vigor das novas tarifas. A mentira foi sempre de perna curta e, no caso vertente, não será diferente.

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 Desde a Nascença, a Cada Vez Mais Indisfarçável Crapulice do BE 

1No comício natalício do BE, realizado há dois dias, a coordenadora do Bloco, criticando a política do PS de prosseguir com o saque do erário público para continuar a proteger os Salgados, Rendeiros, Loureiros, etc., saiu-se com esta pérola:

"Essa elite (financeira) teve no Partido Socialista um aliado ao longo desta legislatura porque sabemos hoje (sublinhado nosso) que se cada voto à esquerda protegeu as pensões e os salários, também sabemos que cada voto no Partido Socialista em 2015 foi usado por António Costa para fazer sobre o sistema financeiro exatamente o mesmo que fez Passos Coelho”.

Leram bem?

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Falido: Novo Banco, antes de o ser...já era!

Um dos temas chave do debate quinzenal que ocorreu esta 5ª feira, dia 7 de Março, na Assembleia da República, prendeu-se com a decisão do governo Costa/Centeno em levar a cabo uma nova injecção de capital – 1,2 mil milhões de euros – no Novo Banco, a segunda no espaço de 2 anos.

Argumentaram Costa e Centeno que a primeira injecção – de 3,9 mil milhões de euros - foi efectuada 1ao abrigo do Fundo de Resolução , instituto previsto no Tratado da União Bancária, sendo que a segunda foi um empréstimo do estado, a juros praticados normalmente pelo mercado. Convém , aliás, relembrar que este Fundo de Resolução e este Tratado da União Bancária foram propostos pela deputada europeia, designada pelo PS, Elisa Ferreira – hoje vice-presidente do Banco de Portugal –, no Parlamento Europeu, precisamente no último dia do mandato da anterior legislatura europeia – para que não pudesse ser discutido ampla e democraticamente pelo povo português -, corria o ano de 2014.

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barra ensaio

O MARXISMO COMO FAROL

RUMO À SOCIEDADE COMUNISTA! 

A Humanidade não veio à terra para ser transformada em esterco!... Os homens são fruto do movimento da matéria, e sugiram na terra para se reproduzir a si próprios; organizaram-se em sociedades; e, das relações de produção que estabeleceram entre si, nasceram as classes.

TESES DA URGEIRIÇA

Arnaldo Matos

1r


Na sua caminhada pelo Universo, ao longo dos séculos, o indomável espírito humano tem enfrentado os mais diversos perigos e catástrofes, tem domado as forças da Natureza e, com a sua inteligência os seres mais capazes têm dotado a Humanidade de instrumentos indispensáveis à construção do almejado paraíso na Terra, para todos!...

Porém, as mudanças sociais não ocorrem como, nem quando, alguns homens querem; elas processam-se obedecendo às leis do movimento materialista dialético, que regem todo o processo de desenvolvimento, incluindo o do próprio Universo.

Marx e Engels ensinaram que, “a história escrita de todas as sociedades que existiram até aos nossos dias é a história da luta de classes”. 

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Incêndios Florestais

      

A Indústria das Madeiras

E as Mãos Sujas da Ganância Capitalista!...

 

Faz um ano, que por acção conjugada das diversas forças criminosas intervenientes, uma vasta zona do interior do país, com particular destaque para o distrito de Viseu, foi devastada pelas chamas.

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Nesses incêndios, de Outubro do ano passado, morreram meia centena de pessoas, a somar às 69 dos incêndios de Julho em Pedrógão; foram destruídas pelo fogo, total ou parcialmente, cerca de 1. 500 Casas e 500 Empresas; estima-se que no total, mais de 70.000 hectares, entre campos de cultivo e área florestal, tenham sido consumidos pela fúria das chamas!  

Como habitualmente, nos dias seguintes à tragédia, o país assistiu ao desfile de inúmeras manifestações de pesar e solidariedade dos “afectuosos” e cínicos governantes -, sempre generosos, mas só nas promessas!...

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Operários, Caros Camaradas e Amigos:

Ajudem o Partido!

                                                                                                                                                                                                                                                    Arnaldo Matos 

 Façam o obséquio de remeter para a conta bancária acima indicada, na Caixa Geral de Depósitos, todos os donativos que puderem. Os vossos donativos podem também ser entregues, contra recibo, a qualquer militante do PCTP/MRPP, que o saberá fazer chegar ao Departamento de Finanças do Comité Central.

 A decisão do Comité Central no sentido de concorrer aos três
sufrágios eleitorais que se realizarão no próximo ano de 2019– eleições regionais da Madeira, e eleições nacionais para o Parlamento Europeu e para a Assembleia da República – provocou uma imediata reacção de pânico do grupelho antipartido e antimarxista primário encabeçado pelo oportunista Garcia Pereira.

 Escrevendo sob pseudónimo, como só a cobardia lho consente, o Garcia ataca a decisão do Comité Central do Partido, interrogando possesso:

• “Como vai participar em três actos eleitorais com o Partido falido?”
• “Como vai o Partido pagar a sua dívida, incluindo os outdoors”?
• “ Alguém acha que o Partido vai dar donativos para estas loucuras?”
• “ Quem vai assumir as dívidas e multas?” 

 As perguntas do provocador Garcia que ficam transcritas deixo-as como desafio à classe operária e ao povo português, bem como aos meus camaradas leitores e amigos. Só com os vossos generosos, empenhados e militantes donativos poderemos concorrer aos referidos três sufrágios e cumprir as tarefas eleitorais que o movimento político nos impõe.

 17MAI18

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A Luta dos Marxistas Portugueses

Pelo Partido Comunista do Proletariado

Resposta de Arnaldo Matos

Ao comentário de Carlos Correia

O camarada Carlos Correia é um antigo e muito empenhado militante do nosso Partido, que todavia se afastou da sua dedicada actividade de membro da redacção do jornal Luta Popular Online, por via de um desentendimento nunca esclarecido, aparentemente com a minha pessoa. É com muito agrado e verdadeiro afecto que o vejo regressar hoje ao órgão central do Partido com o seu muito interessante comentário ao meu artigo “A Derrota do Grupelho Liquidacionista Anti-partido”, saído anteontem no nosso – dele, meu e de todos os operários portugueses – Luta Popular Online. E lembro-me de vê-lo participar muito entusiasticamente, com intervenções e perguntas inteligentes, no colóquio sobre a Revolução de Outubro, realizado no Salão dos Bombeiros da Parede, no dia 11 de Fevereiro passado, onde fui o orador principal.

No seu comentário agora publicado, Carlos Correia começa por ironizar com a ideia da dedicação da vida ao partido, avançando que nunca pôde dedicar-lhe mais do que uma parte do dia… Ora, dedicar a vida ao Partido pode consistir nisso mesmo: dedicar todos os dias ao partido uma parte do nosso dia…

Convém que eu o esclareça que nunca defendi que os comunistas incorram no dever de dedicar a vida ao Partido, pois acho que os comunistas devem dedicar a vida à revolução proletária e ao comunismo e não exactamente ao Partido, pois poderá até acontecer que se encontrem frequentemente em minoria e, apesar disso, terem todavia razão, ainda que minoritários.

Mesmo no interior de um partido comunista operário há classes, pontos de vista de classe e luta de classes, o que torna muito discutível a questão de saber como se dedica – - ou não – a vida ao partido. É que a consciência política do proletariado revolucionário pode nem sempre residir ou ser dominante no partido comunista operário ou nas organizações assim chamadas.

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# Pedro Leite Pacheco - 08.04.2017
Camarada Arnaldo Matos
Agradeço muito o e-mail com a resposta ao comentário de Carlos Correia.
Escrevi esta tarde:
Não há retorno
Para cada instante
E na ficção
Reside antes e depois.
Tal como a moeda a palavra também perpassa pelas condições sociais de produção que modelam palavra e moeda.
Analisá-la(s) ou não a(s) analisar admite rectificação mas nunca retorno.
Bem-haja pela análise.
Obrigado,




Notícia SOL


   

O Sol

  • • Editado com o dinheiro da ditadura fascista de José Eduardo dos Santos, Angola
  • • Solidário com os cobardes ataques do imperialismo inglês, americano e francês sobre escolas e hospitais na Síria, na Líbia, no Chade, no Iraque, no Afeganistão e no Iémen, etc.

25Mar17

Arnaldo Matos

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# Regina - 26.03.2017
Uma resposta certeira com os dedos nas feridas que sangram do imperialismo, dos seus mais directos e ferozes agentes, nos vendidos da chamada Comunicação Social.

# Carlos Alves - 27.03.2017
Engraçado, penso exactamente o mesmo que Arnaldo Matos.
 

# José Cruz - 27.03.2017

 

“Os maus têm medo das tuas garras…”

A tua clarividência marxista intimida-os.

A verdade irrefutável dos teus argumentos assusta-os.

Porque a revolta dos povos oprimidos é inelutável

E os maus perecerão fulminados por mil raios

Entre os escombros dos baluartes da Contra-Revolução!

 


 

O Debate de Ideias na Imprensa do Partido

 

Arnaldo Matos

Todos os militantes comunistas compreendem a enorme importância e o significativo alcance do debate de ideias políticas e teóricas no seio do Partido e da sua expressão na imprensa revolucionária dos operários.

Todos os meio destinados à propaganda e agitação escritas, nomeadamente o órgão central do Partido Luta Popular, na sua projecção na Web ou no seu suporte em papel, estão especialmente indicados para o debate teórico, ideológico e político nas nossas fileiras, com o intuito de reforçar em cada camarada e em todos os operários o nível da consciência dos militantes comunistas.

O debate de ideias na imprensa do Partido está assim aberto a todos os militantes comunistas, aos proletários e proletárias de uma maneira geral e é sempre visto como uma actividade intelectual enriquecedora.

Fica bem claro que o Luta Popular Online, actual órgão central do Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses (PCTP/MRPP), desde que o fundei há perto de sete anos, tem estado sempre aberto à participação dos operários comunistas, quer sejam ou não militantes inscritos e admitidos no Partido.

Nunca houve até hoje em Portugal nenhum órgão central de um partido comunista operário marxista onde fosse tão livre o debate de ideias na imprensa do Partido. E estamos dispostos a manter por todo o sempre esta linha de rumo revolucionária.

Aqui há uns tempos, nos fins de Janeiro, um provocadorzeco de merda, escrevinhando sob pseudónimo achincalhante, da canalha do Garcia, resolveu enviar para o Luta Popular Online um texto de analfabeto, pretendendo com ele lançar a discussão no Partido, através da sua impressão.

O debate de ideias admitido na imprensa de um partido operário comunista marxista-leninista é um debate responsável, para tratar das coisas sérias que preocupam a revolução e o proletariado em Portugal e no Mundo, e não para expelir diarreias mentais de grosseiros provocadores, escondidos sob pseudónimos ridículos, que a léguas cheiram a gatunos e reaccionários do tipo de Garcia e dos seus muchachos.

Estes provocadores têm pretendido fazer passar as suas reacionarices primárias como ideias e debates na nossa imprensa do Partido. Mas querem fazê-lo sem assumir a mínima responsabilidade pública pelas escriturezas que produzem. Não são como eu e outros publicistas comunistas – e como todos os que servem o proletariado revolucionário e lutam ao seu lado na revolução comunistas – pois esses não têm medo de assinar o que escrevem e esperam de peito aberto o ataque dos contrários.

Queremos um vasto e profundo debate de ideias, sério e proletário, mas nunca o cobarde ataque anónimo, que tem a chancela indisfarçável do Garcia, do Bolhão e de outros ignorantes do mesmo grupelho, liquidacionistas que tentaram liquidar sem êxito o nosso Partido.

O cobarde Garcia especializou-se durante muito tempo a atacar o director da TAP no Luta Popular Online, em vez de se preocupar em defender a permanência da nacionalização da empresa sob controlo dos seus próprios trabalhadores. Mas nunca assinou com o seu nome os seus textos, fazendo do pseudónimo a máscara da sua nojosa cobardia.

E fazia isso para não perder eventuais clientes do seu escritório de advogado falido. Enquanto isso, eu e outros defendíamos os pescadores, os operários das fábricas, a TAP, os funcionários públicos, atacando e denunciando sempre, com nosso próprio nome em riste, toda a canalha que é preciso denunciar, desde os presidentes da República aos chefes e ministros de governo, sem esquecer os almirantes e generais de todos ramos das forças armadas, denunciando-os e tratando-os como aquilo que verdadeiramente são: contra-revolucionários e canalhas.

E acumulámos um significativo número de processos-crime nos Tribunais.

No século XIX, Buffon escreveu que o estilo era o Homem. Acho que tinha e ainda hoje tem razão.

Os que pretendem dirigir a revolução, defender e servir o proletariado assumem-se e assinam as suas ideias, não se alapam como cobardes sem carácter.

09.03.2017

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Um Século Depois:
Onde Estamos e para Onde Vamos?

Neste ano 2017, enquanto os arautos da fraude e da mentira tentam silenciar a voz da razão e, com grande desplante, todos os traidores à classe operária procuram confundir os caminhos da civilização; o desenvolvimento da luta de classes prossegue o seu caminho rumo à Revolução Comunista Proletária!

A história da vida dos homens sobre a Terra, investigada e escrita por alguns seres humanos mais dotados, revela-nos que, desde o desaparecimento da comunidade primitiva baseada na propriedade comum da terra, a história de todas as sociedades tem sido a história da luta de classes.

Sabemos que antes de chegar ao ponto em que nos encontramos – o sistema de dominação da classe burguesa –, outros sistemas houve, com diferentes classes e outros dominadores…

A sociedade burguesa moderna, saída das ruínas da sociedade feudal, pôs em movimento um novo sistema de desenvolvimento das forças produtivas e das relações de produção que deu origem à substituição das velhas classes, das velhas condições de opressão, das velhas formas de luta por outras novas.

Na sua luta pelo poder e à medida que o foi alcançando, a burguesia foi varrendo todo o tipo de relações feudais constituidas em entrave ao desenvolvimento das novas forças em ascensão.

O progresso obtido com as descobertas marítimas e a conquista dos novos mercados fizeram aumentar a indústria, dando assim origem à criação, por um lado, de um grupo de milionários, chefes dum exército industrial cada vez maior, e, do outro lado, uma classe de proletários nada tendo de seu a não ser a sua força de trabalho.

Cada etapa do caminho percorrido pela burguesia foi acompanhada do correspondente progresso politico; até que com o estabelecimento da grande indústria e do mercado mundial, conquistou finalmente a hegemonia exclusiva do poder politico no Estado representativo moderno, cujo governo não é mais do que uma junta que administra os negócios comuns de toda a classe burguesa!

A par da vertiginosa evolução da burguesia, cresceu e desenvolveu-se o proletariado, a classe dos operários modernos, obrigados a venderem-se dia a dia, eles próprios uma mercadoria, um artigo de comércio como qualquer outro, sujeitos a todas as vicissitudes da concorrência, a todas as flutuações do mercado…

Como diz Marx, no Manifesto do Partido Comunista, “a luta do proletariado contra a burguesia começa com a sua própria existência”. No entanto, enquanto a sua união e organização em classe política não estiver consolidada, ele estará sempre à mercê dos interesses da burguesia…

Em todas as revoluções passadas, por força das circunstâncias que as envolveram e do respectivo grau de desenvolvimento do sistema económico capitalista nos países em que elas ocorreram, o proletariado não pôde ainda avançar para o cumprimento da sua missão histórica, que consiste em libertar toda a humanidade do domínio da exploração e da opressão do homem pelo homem e, sob a ditadura do proletariado, construir uma sociedade comunista sem classes!

Desde 6 de Novembro de 2016, data do colóquio realizado na Urgeiriça, a propósito do Centenário da Revolução de Outubro de 1917, que o líder comunista camarada Arnaldo Matos, com as suas já conhecidas, nacional e internacionalmente,“ Teses da Urgeiriça”, lançou o debate e ao mesmo tempo esclareceu porque é que as duas grandes revoluções quer na Russia em 1917, quer na China em 1949, não foram revoluções proletárias e muito menos instauraram o comunismo naqueles dois países.

Com efeito, “o esclarecimento do carácter e a natureza de classe da Grande Revolução de Outubro, conduzida por Lenine, bem como sobre o carácter e a natureza de classe da Revolução de Democracia Nova, na China, conduzida por Mao Tsé-Tung, reveste-se da maior importância e é de enorme actualidade para os proletários de todos os países, pois tornou-se evidente que a instauração do capitalismo monopolista de Estado na Rússia e na República Popular da China não pode deixar de estar directamente relacionada com a natureza das revoluções de Outubro de 1917 e de 1949, respectivamente, na Rússia czarista e na China semi-feudal”.

A questão é pois, saber porque é que, doravante, estão reunidas as condições históricas para o proletariado avançar no cumprimento da sua missão histórica, tal como nos sugere a presente situação mundial e as convulsões com que se debate o já moribundo imperialismo global.

Foi a própria burguesia que invadindo até os mais recônditos espaços, transformou o globo terrestre num mercado mundial único, onde já só ela mesma e as suas contradições se digladiam; enquanto no lado oposto, o imenso exército dos espoliados se perfila tendo à sua cabeça o proletariado, preparando-se para a batalha final que já só pode terminar com a vitória da Revolução Comunista Proletária!

Como nos diz o camarada Arnaldo Matos, Fundador do PCTP/MRPP, nas suas “Teses da Urgeiriça”:                                                                                  

“…Vivemos num planeta em que o imperialismo, estádio supremo e último do capitalismo, se mundializou e globalizou, ou seja, se tornou dominante ao nível local e ao nível geral. É agora que se irão intensificar as guerras entre as grandes potências imperialistas. Qualquer dessas guerras tenderá a mundializar-se também, como está a suceder com a guerra imperialista pela conquista do petróleo e matérias-primas no Próximo e no Médio Oriente.

Essa guerra leva já mais de quarenta anos e a tendência é mundializar-se cada vez mais. Dessas guerras imperialistas acabarão por nascer as revoluções proletárias socialistas modernas, e que – essas sim – estão em condições de permitir a destruição do modo de produção capitalista e instaurar o novo modo de produção comunista.”

Viva a Revolução Comunista Proletária!

23Mar17

José Dias Cruz
Discutido e Aprovado no
Comité Regional do Maciço Central



 

Centenário da Revolução de Outubro
Primeiro Colóquio de Lisboa

 

Arnaldo Matos

Respondendo ao meu convite do passado dia 30 de Dezembro publicado neste jornal, cerca de cinquenta pessoas, um terço das quais mulheres, compareceram na sede do Partido na Avenida do Brasil, em Lisboa, para participarem activamente no primeiro colóquio sobre a Grande Revolução de Outubro de 1917, realizado na capital.

Em menos de uma semana, um comité espontâneo de militantes do Partido, dirigido pela camarada Rita, organizou a sala do colóquio para receber condignamente os participantes, engalanando-a com flores e faixas de palavras de ordem políticas alusivas aos temas essenciais que ali iriam ser – e foram - discutidos.

Compareceram militantes e simpatizantes do Partido e um grande número de camaradas que me têm criticado com desassombro no decurso do último ano. Todos foram fraternal e efusivamente recebidos, mostrando sem hesitação a alegria de poderem voltar a uma casa que sempre foi e será deles, como o é de toda a classe operária portuguesa e do movimento comunista internacional.

Aproveitei para fazer uma referência à mensagem do camarada João Morais, do Porto, que será publicada na íntegra no seguimento desta crónica, e, depois de elogiar e agradecer a dedicação dos camaradas, na sua maioria mulheres, na preparação do espaço público da discussão e saudar todos os camaradas presentes, com especial afecto para os meus críticos, procedi ao desenvolvimento coloquial das Teses da Urgeiriça sobre a Grande Revolução de Outubro de 1917, Teses que têm sido recebidas com verdadeiro entusiasmo em Portugal e no estrangeiro.

Desta vez, desenvolvi toda a minha argumentação a partir de uma breve análise da situação económica e social da Rússia czarista, chamando a atenção para o poderoso desenvolvimento do capitalismo imperialista russo, centrado em três regiões do império dos Romanov – o golfo da Finlândia, com a capital russa de Petrogrado, a região de Moscovo e Vladimir e a zona do norte do Mar Negro e do Mar de Azov, alertando para o facto de que as relações fundiárias burguesas mal estavam a nascer nas imensas estepes russas que se estendiam por mais de noventa milhões de quilómetros quadrados, desde o leste da Europa, na Ucrânia, ao Oceano Pacífico, em Vladivostoque, área em que mais de 60% de todas as terras revestia ainda a forma de decomposição da antiga propriedade comum do solo, a obshchina.

Da breve análise da situação das relações económicas e sociais de classe na Rússia czarista em 1917, refluí para o Manifesto do Partido Comunista de Marx e Engels, publicado em Fevereiro de 1848, e que tem sido o livro básico de estudo do Marxismo no Partido, depois da vergonhosa deserção da quadrilha de Garcia.

Passámos então a discutir fraternalmente, com interrupções, perguntas e respostas, na inteira liberdade de todos os presentes.

Li aos meus camaradas aqueles dois parágrafos do Manifesto do Partido Comunista, constantes do Prefácio da Edição Russa de 1882, assinado conjuntamente por Marx e Engels, e que, na minha modesta opinião, contêm a chave para a compreensão da natureza de classe da Grande Revolução de Outubro.

Transcrevo aqui esses dois parágrafos, para que os meus leitores, especialmente aqueles que estiveram comigo entre as 16H00 e as 20H00 de ontem, na sede do Partido na Avenida do Brasil, em Lisboa, possam exercitar por si sós a descoberta das conclusões que os comunistas de hoje devem extrair da aplicação do Marxismo ao estudo crítico da Grande Revolução de Outubro.

O Manifesto Comunista tinha por tarefa proclamar o desaparecimento inevitável e próximo da propriedade burguesa. Mas, na Rússia, ao lado da especulação capitalista em desenvolvimento febril e da propriedade fundiária burguesa em vias de formação, mais de metade da terra é possuída em comum pelos camponeses. Põe-se a questão de saber se a obshchina russa, forma em decomposição da antiga propriedade comum do solo, passará directamente à forma comunista, ou se terá de passar primeiro pelo mesmo processo de dissolução que sofreu no decurso do desenvolvimento histórico do Ocidente.

A única resposta que hoje se pode dar a esta questão é a seguinte: se a revolução russa der o sinal para uma revolução proletária no Ocidente, de modo a que ambas se completem, a actual propriedade comum da Rússia poderá servir de ponto de partida a uma revolução comunista.

Terminada a exposição da matéria, um pouco mais longa do que na realidade pretendia, choveram, com imensa alegria minha, perguntas de todos os quadrantes, onde me vi forçado a examinar teses de Lenine, Estaline e Mao Tsé Tung sobre as quais ainda não terminei os meus estudos.

Saí muito feliz do nosso Primeiro Colóquio de Lisboa sobre o Centenário da Revolução de Outubro, convicto de que há já no nosso Partido um conjunto de camaradas, incluindo alguns muito críticos, capazes de cumprir a tarefa urgente de levar de novo ao coração da revolução proletária em Portugal e em todos os outros Países, a teoria científica do Marxismo.

Gostei de vê-los empolgados no cumprimento das nossas tarefas de marxistas sob o lema de Proletários de todos os Países, Uni-vos!.

Estes Colóquios podem fazer-se em toda a parte, junto das operárias e dos operários nas fábricas, das assalariadas e dos assalariados rurais nos campos, e da juventude nas escolas. Estamos a seguir o bom caminho!

07.01.2017

 

 

6 de janeiro, 2017

Serve o presente para saudar todos os comunistas, presentes e ausentes, mais, ou menos combativos, mas acima de tudo, os verdadeiros!

Começo por lamentar o facto de não poder estar presente, numa reunião que tanto desejei comparecer. Resta me a honra de saber que seria bem vindo, da mesma forma que prezo infinitamente toda a estima e belíssima receptividade a que fui sujeito pelo partido, em especial pelo camarada Arnaldo Matos.

É de uma importância singular e de enorme dimensão, que tenhamos um líder como o Dr. Arnaldo Matos; pela sua força, perseverança, valores e carácter. E pela sua caminhada longa em busca da justiça social, pela implementação das suas ideias e pela forma como sempre defendeu os direitos do povo, nunca cedendo à canalha liquidacionista e opondo- se a todos que inutilmente tentaram derrotá-lo. Esqueceram-se e esquecem-se de quão indelével é o grande educador da classe operária. E nunca é demais reforçar esta minha, que sei que é nossa, convicção, pois está na base desta mudança. Refiro-me à mudança que tem acontecido, onde os textos semanais no luta popular, e os resultados das eleições nos Açores são o grande reflexo. E acima de tudo esta invisível maré que nos consome a todos, que nos sai pelas entranhas e move os nossos horizontes, torna a poesia um gesto diário, a arte é como um respirar sem barreiras, e o fim é o mesmo princípio que todos os dias nos invade, ao acordar, no sonho, e ao adormecer: a luta por uma sociedade sem classes.

Sou um novato no mundo político, e como tal perdoem-me por um discurso mais leigo. Porém recheado de camaradagem, e de uma determinação ímpar.

Temos de ser céleres na defesa dos (explorados) trabalhadores, pelas conquistas populares, contra os patrões, contra este governo burguês, o falso dito partido socialista e as suas muletas esquerda caviar e os revisionistas de pacotilha.  Há que lutar contra este estado fantoche, presidido pelo maior vendilhão, um deboche. A corja de traidores tem de ser derrotada pelos meios que temos ao nosso alcance, a implementação de valores sociais, mobilizando os trabalhadores e apoiando as suas reivindicações.

Este governo vai-se pavoneando com a subida miserável do salário mínimo, escamoteando assim os aumentos através dos impostos e dos juros (rendas de imóveis, tarifas de gás e electricidade, telecomunicações, os transportes e os combustíveis, iuc e imi e as portagens resultante de concessões e negócios obscuros). E ninguém faz nada! Sem dúvida alguma, como há muito tempo tem vindo a ser defendido pelo partido, que a solução é a saída do euro, chega de sermos lacaios destes orçamentos de estado, e desta união europeia imperialista. Os direitos laborais têm de ser repostos; é urgente a saída do pacto militar agressivo da Nato, tal como cessar todos os acordos; combater as privatizações da saúde e do ensino, melhor e mais eficaz assistência e gratuitidade e redução das propinas; fim aos falsos recibos verdes e direitos iguais para todos os trabalhadores.
Não chega ladrar como muitos sustentam e aparentam interessar-se, que deve ser colocado um travão à austeridade. Esses atiram areia para os olhos de um povo cordeiro e ordeiro. Mas com palradores podemos nós, que nada nos demovem.

Os parasitas da classe média/alta decadente têm de acabar, esses também afundam as contas do estado com os seus sucessivos subsídios. não têm vergonha de tamanha peçonha que consomem. Claro está que têm culpa da sua postura, preguiçosos e abstencionistas, autênticas fraudes sociais. Porém, como em tudo, a culpa vem de cima, de mau exemplo do estado, do governo, dos patrões, da educação e por último, da cabeça de cada um.

Chega de branqueamentos, de injustiças na justiça. Chega deste estado decrépito e corrompido.

Sugiro que algumas acções sejam feitas, e se já se desenrolam espero que possam continuar e com mais intensidade e alcance.

Passo a citar:

- Que a nossa oposição seja feroz, sem dar hipótese a liquidacionistas, colaboracionistas, coligações, conversações e possíveis entendimentos. Porque só há uma esquerda, e só há um partido comunista em Portugal, o MRPP.

- Que as denúncias e apelos surjam cada vez mais, não parem, para continuarmos o confronto e delinearmos a nossa posição.

- Divulgar. Devemos divulgar ao máximo de pessoas possíveis no sentido de educar os ideais partidários e dar a conhecer as inúmeras situações em que estamos envolvidos e que nos preocupam, pois não nos podemos esquecer que há muita gente indecisa e que nunca se preocupou nem preocupa com política, exemplo disso é a constante vitória da abstenção.

- Distribuição. Distribuir panfletos juntos dos mais carenciados, da extinta classe média, dos emigrantes, dos desempregados, dos reformados, dos operários!, e de toda a camada social descontente com a situação actual.

Parece-me que há uma vasta linha de classes e profissões que podem ser identificadas como futuros simpatizantes do partido; desde os professores aos enfermeiros, do agricultor ao agrónomo, dos músicos aos estudantes, do cidadão que planta produtos biológicos ao cidadão que não tem possibilidades para comer devidamente.

- Redefinir as condições de militância; isso ajudará o partido a crescer e a organizar-se. E traça um rumo para os novos militantes.

- Que surjam alternativas às falhas que existem, tomando a ideologia Marxista como trampolim. Alicerçar e estruturar de forma concisa a posição do partido face à educação, à saúde, à justiça e à cultura e desporto.

Divulgar ao máximo os textos do luta popular, ou até mesmo tornar possível a distribuição de exemplares em formato físico.

Estas são algumas da minhas parcas noções de revolução. Camuflada é certo, mas a longo prazo acredito que juntos consigamos demonstrá-la e tornar visível. "Quem sabe a utopia, acontece da noite para o dia."

Teria e terei muito mais para dizer, mas sei que há muitas vozes para escutar e não querendo incomodar, despeço-me com um forte abraço aos presentes, em particular ao admirável Arnaldo Matos. Obrigado por tudo. Quando os demais virem como eu vejo, sentirem como eu sinto, ouvirem como eu o ouço, venceremos.

Desejo uma excelente discussão sobre o Centenário da Revolução de Outubro. Haja celebrações.

João Morais

"Em suma, os comunistas apoiam em todos os países todo o movimento revolucionário contra a ordem social e política existente.

Em todos estes movimentos, põem à frente a questão da propriedade, qualquer que seja a forma mais ou menos desenvolvida que revista, como a questão fundamental do movimento.

Finalmente, os comunistas trabalham para a união e o acordo entre os partidos democráticos de todos os países.

Os comunistas consideram indigno dissimular as suas ideias e propósitos. Proclamam abertamente que os seus objectivos só podem ser alcançados derrubando pela violência toda a ordem social existente. Que as classes dominantes tremam ante a ideia de uma Revolução Comunista! Os proletários não têm nada a perder com ela, senão as suas cadeias. Têm um mundo a ganhar.

PROLETÁRIOS DE TODOS OS PAÍSES, UNI-VOS!

Karl Marx


 


Manifesto do Partido Comunista 

Notas de Estudo

XIX

Carta ao Camarada Arnaldo Matos

Caro camarada,

Serve este e-mail para lhe agradecer o seu nobre gesto e a sua grande amabilidade por nos ter enviado e oferecido o livro... desde já o nosso mais sincero obrigado. Já lemos grande parte deste, e deixe-me que lhe diga, que é um livro simplesmente inebriante.

Um bem-haja.
Cumprimentos,
Sónia e Ludovina
(Ilha Terceira, Açores)

__ * __

Resposta do Camarada Arnaldo Matos

“Caras Camaradas Sónia e Ludovina Gomes,

na Ilha Terceira dos Açores

Não seria preciso agradecerem-me o livro que, com muito prazer meu, vos ofereci a semana passada. Se tiverem dificuldade em compreender alguma coisa, façam o favor de mo dizerem, que eu, dentro do possível, tentarei esclarecer-vos.

O Manifesto do Partido Comunista, publicado em Fevereiro de 1848, foi escrito por Carlos Marx e Frederico Engels, dois teóricos alemães da classe operária que fundaram o marxismo e o comunismo científico. O livro explica que desde o aparecimento do Homem na Terra, há cerca de um milhão de anos, as sociedades humanas se organizaram à volta do homem, entendido este como o ser que trabalha e se produz a si mesmo, dominando a natureza com os instrumentos que ele próprio fabrica para o efeito. As relações do homem com a natureza através dos instrumentos que ele próprio fabrica constituem a base material das sociedades humanas, ou seja, o materialismo histórico.

No princípio, muito antes da invenção da escrita, os homens começaram por constituir uma sociedade sem classes, a comunidade rural primitiva. O excedente da produção não consumido imediatamente nessa sociedade foi sendo apropriado pelos que mais produziam ou melhores instrumentos de trabalho possuíam, criando-se assim relações de produção que deram origem à família monogâmica, à propriedade privada, ao Estado e à guerra.

Surgiram assim as classes e as lutas de classes, com exploradores e explorados, opressores e oprimidos, das quais muitas foram entretanto minuciosamente estudadas: a sociedade esclavagista (dos escravos) primitiva, a sociedade antiga grega e romana, a sociedade feudal e a actual sociedade capitalista.

A sociedade capitalista é constituída cada vez mais por duas únicas classes antagónicas: a burguesia capitalista moderna e o proletariado revolucionário moderno, em luta contínua.

Esta sociedade desenvolver-se-á cada vez mais, e há-de chegar a um ponto tal, no seu desenvolvimento, que poderá alimentar, instruir e educar toda a gente, tornando desnecessária a existência de uma classe a explorar e oprimir a classe dos que trabalham e tudo produzem. O proletariado revolucionário, dirigindo todas as massas trabalhadoras exploradas e oprimidas, derrubará então a burguesia capitalista e instaurará, pela força, a ditadura do proletariado e o comunismo.

Chegar-se-á a uma sociedade comunista, sem classes, e também sem exploração e opressão do homem pelo homem, sem Estado, sem polícia, sem exército e sem guerras. Cada homem e cada mulher trabalharão segundo as suas possibilidades e consumirão segundo as suas necessidades. A esta distância, não é possível saber se haverá, depois da sociedade comunista, uma outra sociedade e de que tipo.

Procurei resumir o livro que vos ofereci. Vejam se o meu resumo – que é apenas um roteiro para a leitura – vos parece correcto, mas só depois de lerem o livro, que não é um livro de fácil leitura. É, no entanto, um dos mais notáveis livros escritos até hoje.

Com amizade,

      15.04.2016

 


Os Marxistas-Leninistas-Maoistas

da França e da Bélgica

E os Ataques dos Jiadistas Franceses

e Belgas a Paris


De Arnaldo Matos

Para o Camarada Lúcio

Quatro dias depois dos ataques dos jiadistas franceses a Paris, o Partido Comunista de França (marxista-leninista-maoista) e o Centro Marxista-Leninista-Maoista da Bélgica publicaram uma Declaração Conjunta sobre aqueles acontecimentos, declaração que não pode deixar de merecer dos comunistas portugueses o mais vivo e profundo repúdio.

Voltamos a este assunto por duas ordens de razões: primeira, porque a declaração conjunta de 17 de Novembro de 2015 dos marxistas-leninistas-maoistas franceses e belgas os coloca totalmente fora do movimento operário comunista internacional e faz deles um bando de lacaios do imperialismo, em particular do imperialismo americano e francês; e, depois, porque Paris é a segunda maior cidade portuguesa, digamos assim, considerando a vasta emigração de trabalhadores portugueses desde os anos sessenta do século passado e as três gerações de luso-descendentes com dupla nacionalidade, existentes actualmente em França. Os ataques dos jiadistas franceses a Paris na sexta-feira, 13 de Novembro de 2015, acabaram por matar três emigrantes portugueses, e colocaram alguns antigos comunistas marxistas-leninistas da emigração lusa do lado do imperialismo francês e da sua política terrorista em África e no Oriente Médio.

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COMENTÁRIOS 

 # Quibian Gaytan 20-05-2016 06:34

Saludos comunistas,
Tengo a bien informarles que, en entrada del blog Luminoso Futuro del 20 de febrero de 2016, hemos publicado bajo el rubro Partido Comunista de los Trabajadores Portugueses: MENSAJE DEL CAMARADA ARNALDO MATOS AL CAMARADA LÚCIO su desenmascaramie nto de los reclamados Marxistas-Leninistas-Maoístas franceses y belgas. De seguido el enlace: https://drive.google.com/file/d/0Bwo68T7ecF55NzhsRTRCaU9jYkk/view?usp=sharing

 


A Terceira Mentira

No programa de governo que apresentou na Assembleia da República no passado dia 27 de Novembro e que está presentemente em vigor, António Costa comprometeu-se a regressar à semana das 35 horas para os funcionários públicos.

Essa promessa manteve-se no acordo de incidência parlamentar celebrado entre o partido dito socialista por um lado, e o partido dito comunista, o bloco dito de esquerda e o partido dito ecológico, por outro.

O diploma do regresso às 35 horas de trabalho semanal para a função pública foi aprovado na generalidade no dia 15 de Janeiro último.

Na véspera – dia 14.01.2016 – escrevi neste jornal um artigo intitulado A semana das 35 horas, no qual chamava a tenção dos meus dilectos leitores para a realidade:essa semana de 35 horas, pela mão de António Costa, nunca mais voltaria. E disse, nomeadamente: “Com efeito, proclamar que está disposto a voltar das 40 horas semanais de Passos Coelho às 35 horas semanais anterioressem custos para a administração pública é o mesmo que pretender obter a quadratura do círculo.

05.02.2016

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 A Segunda Mentira

E as mentiras continuam...

No programa político de governo do PS aprovado no parlamento e nos acordos celebrados com as suas muletas PCP, BE e PEV, constava expressa e inequivocamente a seguinte promessa, que já vinha aliás do tempo do PS de Seguro: redução do IVA da restauração para os 13%.

Pois bem, menos de dois meses depois da promessa, Costa decidiu agora, no orçamento para 2016, aplicar essa medida apenas à alimentação, excluindo dos produtos fornecidos pela restauração precisamente as bebidas mais caras e os sumos normalmente consumidos pelas crianças.

Mais uma mentira, a que outras se seguirão...

Sobre o assunto, cabe referir que, sem prejuízo desta redução do IVA se tratar de uma medida dirigida à classe média, ela teve contudo alegadamente como fundamento o combate ao desemprego neste sector.

Ora, se é esse o seu objectivo, deveria então a concessão desse benefício ficar dependente da prova pelos patrões de que contrataram mais trabalhadores, aspecto com que as muletas ditas de esquerda pouco se incomodam.

                                                                                                                                            Paulo

 


Apoiemos a Justa Luta dos Taxistas Portugueses!

Convocada pela Associação Nacional dos Transportes Rodoviários em Automóveis Ligeiros (ANTRAL) e pela Federação Portuguesa de Táxis (FPT), começou hoje, sexta-feira, dia 29 de Abril, às 08H00, no Campo da Justiça, em Lisboa, a manifestação com marcha lenta dos taxistas portugueses contra a multinacional norte-americana Uber, com sede na Califórnia, e contra a inacção, a incompetência e a inépcia do governo de António Costa e sobretudo do seu reaccionário ministro do ambiente, João Pedro Matos Fernandes, que tutela o sector dos transportes por táxi e se tem revelado totalmente incapaz de resolver os problemas criados por aquela multinacional.

A manifestação dos taxistas foi também marcada para o Porto, com saída do Castelo do Queijo, e para Faro, com saída do Estádio do Algarve.

Segundo estimativas dos organizadores da grande jornada de luta – a ANTRAL e a FPT –, em Lisboa desfilaram quatro mil táxis, no Porto dois mil e em Faro quinhentos, envolvendo directamente mais de dez mil trabalhadores e pequenos proprietários de táxis em todo o país.

O que é que está em causa?

(...)

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Ó Minha Pátria Amada, Onde Nós Chegámos!...

Arnaldo Matos

O grito patriótico desesperado é do Pacheco Pereira, a encimar o texto das suas duas páginas semanais na revista Sábado, do grupo Cofina.

Saído da garganta do descendente de um dos assassinos de Inês de Castro, creio que ninguém poderá pôr em dúvida nem a seriedade do seu patriotismo nem as lágrimas do seu desespero.

O ponto aonde nós chegámos – Ó pátria amada! – é aquele em que estamos hoje: sem independência, sem soberania e sem liberdade, sem que a Europa alemã nos respeite sequer o direito de elaborar e aprovar o nosso orçamento de Estado, a possibilidade de aumentar meio por cento, uma unha negra, no nosso défice, ou seja, a mera intenção de reduzir 0,5% no plano ditatorial de Schäuble ou de Merkl para a nossa austeridade.

Mas pior que tudo isso – Ó pátria amada! – é que chegámos ao dia em que à direita não sobra um único patriota, pois toda a elite dirigente se vendeu à Alemanha em troco de chorudos pratos de lentilhas, e os patriotas já só se lobrigam à esquerda.

Um homem como Pacheco Pereira deveria sentir-se avisado, desde os tempos em que frequentou a esquerda marxista-leninista, de que a União Europeia – os Estados Unidos da Europa, como Lenine dizia – ou seria impossível ou reaccionária. Agora já vê que a Europa alemã é ultra-reaccionária e que as elites dirigentes portuguesas traíram o país e venderam-no.

04.02.2016

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NAUFRÁGIO DO OLÍVIA RIBAU
chefe do estado-maior da armada apresenta queixa crime contra o camarada arnaldo matos

UM ALMIRANTE COBARDE

Logo após o naufrágio do arrastão Olívia Ribau, ocorrido em 6 de Outubro de 2015 no porto da Figueira da Foz, o Luta Popular Online publicou sucessivamente, ao longo de um mês, seis artigos da autoria do camarada Arnaldo Matos sobre aquele trágico naufrágio, em que morreram cinco pescadores por criminosa falta de socorro.

Nesses artigos, o camarada Arnaldo Matos descreveu de forma clara, rigorosa e fundamentada, de alguém que revela conhecer profundamente o mar, a pesca e os pescadores, as condições em que se deu o naufrágio e a actuação das diversas entidades, e, em consequência disso, foi o único a denunciar, apontar e acusar os verdadeiros responsáveis pelas mortes dos pescadores: o então ministro da defesa do governo de traição nacional Aguiar Branco, o Chefe de Estado-Maior da Armada, Almirante Fragoso, e os titulares da Autoridade Marítima Nacional na capitania do porto da Figueira da Foz.

Num desses artigos, depois de demonstrar de forma incontornável a responsabilidade da Marinha e do seu chefe de estado-maior, não apenas pelo não encerramento da barra naquele dia, como pela falta de socorro que causaram a morte dos pescadores à porta de casa, o camarada Arnaldo Matos desafiou o actual Chefe de Estado-Maior da Armada, Almirante Luís Manuel Fourneaux Macieira Fragoso, a mostrar ter o gabarito moral do almirante Melo Gomes, patenteado por ocasião do naufrágio da motora Luz do Sameiro, e peça desculpas ao país pela incúria de que foram vítimas os cinco pescadores mortos no naufrágio do arrastão Olívia Ribau e a declarar-se pronto a que a Autoridade Marítima Nacional pague às famílias dos pescadores mortos por abandono as indemnizações que lhes são devidas.

Ora, em lugar de o fazer, mostrando ter perfil e carácter para o posto que detém, o Almirante Fragoso foi ao ministério público apresentar uma queixa-crime contra o camarada Arnaldo Matos e contra o director do jornal, por difamação ao queixoso e ofensa à Marinha (!!). A Marinha rir-se-á deste Almirante sem norte.

E o ministério público, que ainda não mexeu uma palha para acusar os responsáveis pelas mortes dos cinco pescadores, correu logo a dar seguimento à queixa de um almirante cobarde, deduzindo acusação contra o camarada Arnaldo Matos e o director do Luta Popular.

Para além de estarmos perante um almirante que, à boa maneira dos fascistas, se dá mal com a liberdade de expressão e de opinião, o certo é que, passados mais de seis meses sobre o naufrágio, o mesmo almirante, a marinha e a Autoridade Marítima Nacional estiveram-se nas tintas para a situação para que foram atiradas as famílias dos pescadores mortos por falta de socorro, e só se preocuparam em pedir a prisão de quem justamente denunciou a sua conduta criminosa.

Mas esta cobardia moral decorre da atitude inadmissível e repugnante que o Almirante queixoso assumira já no comunicado provocatório da Autoridade Marítima Nacional publicado três dias depois do naufrágio, em que – tal como foi desmascarado no Luta Popular Online - sem a mínima averiguação, acusava miseravelmente os pescadores mortos de serem os responsáveis pelas suas próprias mortes, por não envergarem os coletes (que não tinham que envergar) por não pearem o material (acusação absolutamente falsa) e por operarem temerariamente (falsidade absoluta, pois aguardaram mais de meia hora para entrar a barra e a barra estava aberta).

Apesar de se ter mostrado mais do que evidente – ainda mais do que sucedera com as mortes no naufrágio da motoraLuz do Sameiro,frente a Pataias, em que o chefe de estado-maior da Armada, almirante Melo Gomes, veio assumir a responsabilidade da Marinha pela falta criminosa de socorro – que a morte dos cinco pescadores da Olívia Ribau se deveu à negligência, abandono e incúria grosseira da Marinha e da Autoridade Marítima Nacional, o chefe de estado-maior da Armada almirante Fragoso não só não teve a hombridade de aceitar a responsabilidade da Marinha – desprestigiando deste modo este ramo das forças armadas -, como tenta cobardemente e em vão silenciar quem se colocou do lado dos pescadores mortos e das suas famílias e denunciou os responsáveis pelas mortes, não respondendo – porque sabe não poder fazê-lo – às justas acusações que lhe foram feitas no Luta Popular Online.

Acusações e denúncias que foram, aliás, logo feitas três dias depois do naufrágio no artigo do camarada Arnaldo Matoscom o títuloNaufrágio do Arrastão Olívia Ribau - Cinco Pescadores Mortos à Porta de Casa, por Criminosa Falta de Socorro… : “apesar das desculpas e autocríticas do antigo chefe de estado-maior da Armada, a Marinha voltou a cometer o segundo crime de abandono de náufragos, não prestando nenhum socorro aos sete pescadores do arrastão Olívia Ribau, com a matrícula A-3288-C da praça de Aveiro, que naufragou à entrada da barra da Figueira da Foz, pelas 19H10, de terça-feira, 6 de Outubro”.

Importa ainda referir que esta reacção cobarde e fascista do Almirante Fragoso de tentar silenciar o camarada Arnaldo Matos e o Luta Popular Online é ainda uma manifestação de desespero perante o enorme apoio que as denúncias dos artigos em causa obtiveram junto dos pescadores e suas famílias de Gala, Costa de Lavos, Leirosa, Buarcos, como também de Caxinas, elas próprias vítimas frequentes em naufrágios por falta de socorro mas, simultaneamente, alvo da sanha persecutória da polícia marítima.

Desiluda-se senhor almirante sem perfil! Não só não conseguirá calar nem intimidar o camarada Arnaldo Matos e o Luta Popular, como terá sempre contra si as famílias dos pescadores do Olívia Ribau, por cuja morte o chefe de estado-maior da armada foi um dos responsáveis, e de todos os pescadores que, para sobreviver, se vêem obrigados a enfrentar o mar e arriscar a vida nestas condições.

23.04.2016

Carlos Paisana

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A Primeira Mentira

No editorial que o leitor ainda poderá ler nesta página, publicado na passada sexta-feira, dia 4 de Dezembro, com o título A Classe Operária e o Novo Governo, eu escrevi e garanti-vos, sob a forma de pergunta e resposta, o seguinte:

  A sobretaxa do IRS vai ser eliminada?
Resposta : Não; nos próximos quatro anos, não totalmente!
 

Ora, o programa político do PS, apresentado na Assembleia da República no dia 27 de Novembro e aprovado no dia 3 de Dezembro, estipulava a redução da sobretaxa de IRS para 1,75% em 2016, e a eliminação em 2017.

As muletas do PS – o partido dito comunista e o bloco dito de esquerda – exigiam a eliminação imediata da sobretaxa na sua totalidade, já no orçamento de 2016.

No meu editorial, garanti aos leitores do Luta Popular que a sobretaxa do IRS não seria eliminada, e que não seria totalmente eliminada nem sequer nos próximos quatro anos.

Não foi preciso esperar muito tempo para se ficar a saber que António Costa é um aldrabão mentiroso, igual a Passos Coelho e a Paulo Portas. Com efeito, numa entrevista que concedeu ao jornal de Belmiro de Azevedo no passado domingo, apenas três dias depois de o seu programa de governo ter passado no parlamento, Costa torna clara a mentira:

Nós, infelizmente, não temos condições financeiras para eliminar integralmente a sobretaxa

Agora esperem um pouco para ver como vão as muletas engolir a primeira mentira.

Eu não vos tinha dito que isto é tudo um putedo?!

Arnaldo Matos


 

_ O MACIÇO CENTRAL É VERMELHO!

O Comité Regional do Maciço Central, defendendo intransigentemente a linha vermelha do Partido Comunista Operário, saúda o esforço vigoroso com que o camarada Arnaldo Matos ergue, nas suas próprias mãos, a tocha ardente da Revolução!... E, àqueles que preconizando uma segunda via para a edificação do Partido, respondemos com as palavras de Lenine (in Que Fazer? de 1901/1902):

- «Pequeno grupo compacto, seguimos por uma via escarpada e difícil, segurando-nos fortemente pelas mãos. Estamos rodeados de inimigos por todos os lados e temos de andar quase constantemente debaixo do seu fogo. Unimo-nos em virtude de uma decisão livremente tomada, precisamente para lutar contra os inimigos e não cair no pântano vizinho, cujos habitantes, desde o início, nos censuram por termos escolhido o caminho da luta e não o da reconciliação. E eis que alguns dos nossos gritam: «Vamos para o pântano!» E quando procuramos envergonhá-los replicam: «Como sois pessoas atrasadas! Não tendes vergonha de nos negar a liberdade de vos convidar para um caminho melhor?» Oh! Sim, senhores, sois livres não só para nos convidar, mas também para ir para onde melhor vos parecer, até para o pântano; até pensamos que o vosso verdadeiro lugar é mesmo o pântano e estamos prontos, na medida das nossas forças, a ajudar-vos a transportar para lá as vossas casas. Mas então largai-nos a mão, não vos agarreis a nós e não mancheis a grande palavra liberdade, porque nós somos «livres» para ir para onde melhor nos parecer, livres para combater tanto o pântano como aqueles que para lá se dirigem!»

 Morte aos traidores!

 Viva o Partido Comunista Operário!

 

O Comité Regional do Maciço Central

 


 

De Como os Liquidacionistas Sabotaram

o Jornal Político do Partido

 Espártaco

 Disputadas num clima de bancarrota financeira e de intervenção da Tróica na vida política interna portuguesa, as eleições legislativas de 5 de Junho de 2011 saldaram-se por uma clamorosa derrota do partido socialista, então sob a direcção de José Sócrates, e das forças democráticas em geral, e por uma vitória esmagadora da coligação da direita com a extrema direita, que levou ao poder o governo de traição nacional Coelho/Portas e a respectiva política de austeridade terrorista.

 Para o comité central do nosso Partido, o PCTP/MRPP tinha obtido uma importante vitória eleitoral, apesar de não ter alcançado nenhum dos seus objectivos políticos, nomeadamente parlamentares… A direcção bicéfala de Conceição Franco e Garcia Pereira, que presidia aos destinos do Partido, não tinha a mínima ideia da política contra-revolucionária que iria desabar sobre a classe operária e o povo trabalhador português depois daquelas eleições, e mostrou-se totalmente incapaz e incompetente para orientar o Partido e enfrentar o inimigo.

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Comunicado nº 5

 O Comité Central do Partido reunido hoje em Lisboa cooptou o camarada Bento, secretário do Comité Regional do Maciço Central, para membro do Comité Central e efectuou o balanço da luta entre as duas linhas, adoptando novas medidas para escorraçar o liquidacionismo do Partido.

A preparação do Congresso do Partido foi estudada em pormenor e adoptadas as medidas necessárias para cumprir as respectivas tarefas.

Todas as decisões foram tomadas por unanimidade.

 Lisboa, 30 de janeiro de 2016

 Bento

 


 

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O CASO BANIF 

 Um Parlamento de Gatas 
E Um Governo a Quatro Patas

 Arnaldo Matos

Verdade seja dita: a situação de falência total e criminosa em que se encontrava o Banco Internacional do Funchal (Banif) no dia em que o XXI governo constitucional tomou posse, a 26 de Novembro último, é da responsabilidade exclusiva de um grupo de reaccionários, incompetentes e traidores, há muito conhecido e já amplamente denunciado: Pedro Passos Coelho e Paulo Portas, chefes do governo de traição nacional PSD/CDS, Carlos Costa, governador do Banco de Portugal, escolhido por Sócrates e reconduzido pelo governo que se lhe seguiu, Maria Luís Albuquerque, ex-ministra das finanças desse mesmo governo, e Aníbal Cavaco Silva, ainda presidente da República e que deu completa cobertura ao crime, como já para todos os efeitos a havia dado – falta saber em que grau, mas isso está toda a gente à espera de ver o ministério público cuidar do assunto com aquele zelo persecutório que dedicou à operação Marquês – no caso do Banco Português de Negócios (BPN), um banco de cavaquistas cuja falência fraudulenta, ainda não submetida a julgamento, custou ao povo português uma quantia superior a seis mil milhões de euros, e no caso do Banco Espirito Santo (BES) cujo prejuízo para o erário público ninguém se atreve por enquanto a calcular.
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Movimento Grevista

TRABALHADORES DA SOARES DA COSTA EM LUTA

Contra os despedimentos e os salários em atraso!

Os patrões da Soares da Costa, para além de terem salários por pagar (aos operários de Angola, são já três meses de salário em atraso), decidiram agora despedir de uma vez 500 operários, lançando outras tantas famílias na miséria.

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Actualidade

Mário Centeno:
Um Ignorante no Ministério das Finanças

 Arnaldo Matos

Em Dezembro passado, o primeiro-ministro António Costa e o ministro das finanças Mário Centeno vangloriaram-se, durante a discussão parlamentar do orçamento rectificativo para 2015 imposto pelas despesas públicas provenientes da aplicação do princípio de resolução bancária ao caso do Banif, de terem escolhido a melhor solução possível para o caso, garantindo que o aumento do défice orçamental e da dívida pública não impediriam a saída de Portugal do procedimento por défice excessivo…

Em 30 de Dezembro, logo no dia seguinte à prestação daquelas declarações incompetentes e conscientemente mentirosas de Costa e Centeno, desmascarei aqui neste mesmo jornal aqueles dois aldrabões, num artigo intitulado: O Caso Banif: Um Parlamento de Gatas e um Governo a Quatro Patas.

Opondo-me às aldrabices de Costa e Centeno, escrevi nomeadamente: “o povo trabalhador português acaba de ser roubado em 2,2 mil milhões de euros e o défice orçamental subiu para 4,5%, entrando no procedimento por défice excessivo, o que pode trazer de volta a Tróica e, em qualquer caso, trará sempre de volta a conhecida e odiada política do terrorismo austeritário.

Centeno esteve ontem em Bruxelas, em reunião com os ministros das finanças da zona euro, e, à saída da reunião, foi obrigado a confessar aos jornalistas o seguinte: “Infelizmente a situação que se pôs com o Banif e com a necessidade de intervenção no Banif colocam dificuldades na saída do país do procedimento por défice excessivo.”

Infelizmente, queixa-se o aldrabão do Centeno… Ora, desde 2013, as regras orçamentais da União Europeia deixaram muito claro que é preciso um défice orçamental abaixo de 3% para a saída de um país do PDE (procedimento por défice excessivo).

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MAIS CRIMES NAS URGÊNCIAS DOS HOSPITAIS PÚBLICOS

De que é que o Ministério Público Espera para Prender Paulo Macedo?

David Duarte, um jovem de 29 de anos de idade, foi mais uma vítima do ex-ministro da saúde do defunto governo de traição nacional Coelho/Portas, o criminoso e sinistro contabilista da Opus Dei Paulo Macedo.

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A Guerra do Patronato ao Aumento do Salário Mínimo

Arnaldo Matos

O salário mínimo nacional é uma conquista do movimento operário português logo nos primeiros dias posteriores ao 25 de Abril de 1974, e foi imposto através da primeira greve dos trabalhadores contra o patronato e o governo provisório, onde pontificava o traidor Barreirinhas Cunhal.

Foi o nosso Partido – então ainda com o nome MRPP – quem conduziu essa luta e impôs, contra o partido revisionista e social-fascista de Barreirinhas Cunhal e contra todo o patronato fascista a quantia de 3 300 escudos por mês.

A luta da classe operária e dos funcionários públicos e administrativos foi tão intensa que o salário mínimo nacional mensal de três mil e trezentos escudos acabou por ser legalizado por um decreto do governo Palma Carlos de 27 de Maio de 1974.

Se o montante daquele salário for convertido em euros com base no índice de preços no consumidor em 2014, o salário mínimo nacional deveria ser da quantia de 533,26 euros no dia 1 de Janeiro do ano passado.

Isto significa que os trabalhadores portugueses têm estado a ser roubados pelo patronato e pelos sucessivos governos durante quarenta e um anos, pois o salário mínimo nacional actual, no montante de 505 euros mensais, é inferior ao salário mínimo nacional, conquistado em 27 de Maio de 1974, em 28,26 euros por mês.

É uma boa maneira de medir o roubo salarial do patronato e do governo com relação aos operários e trabalhadores mais pobres. Como diria Guterres, façam as contas e verão a colossal fortuna roubada pelo patronato, ajudado pelos governos do arco do poder, aos operários e trabalhadores pobres, multiplicando aqueles 28,26 euros por 14 meses ao ano e por 40 anos.

Pois os bandidos dos patrões e seus representantes desencadearam, com o apoio escandaloso de toda a imprensa, uma guerra histérica contra a proposta do governo de António Costa para aumentar, em vinte e cinco euros por mês, o salário mínimo nacional.

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A Luta Contra o Liquidacionismo

O Liquidacionismo 

é o Abandono da Teoria da Revolução

Espártaco

Os operários portugueses mais antigos, assim como os mais velhos militantes e simpatizantes do nosso Partido, sabem que o Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses (PCTP/MRPP) dedicou, desde os tempos da clandestinidade e da sua fundação em 18 de Setembro de 1970, um empenho e cuidado extremos na divulgação e no estudo do marxismo-leninismo, da teoria revolucionária do proletariado, dentro do Partido, mas também no seio do movimento operário e da juventude revolucionária.

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A Morte dum Camarada

 

 Arnaldo Matos

Em menos de um mês, morreram-nos dois camaradas, militantes do Partido, no Algarve: no dia 20 de Janeiro, o camarada Dâmaso, em Vila Real de Santo António, e no dia 15 de Fevereiro, o camarada Feijão, em Tavira.

O camarada Dâmaso foi operário da indústria conserveira e o camarada Feijão foi contra-mestre da marinha mercante, duas actividades económicas nacionais da máxima importância, liquidadas pelos governos de um energúmero que chegou a presidente da república e ainda de lá não saiu.

Os camaradas Dâmaso e Feijão foram militantes do Partido durante quarenta e um anos, desde o 25 de Abril de 1974 até morrerem, e qualquer deles se destacou como intrépido combatente e dirigente esclarecido do movimento comunista operário nos seus sectores de trabalho e de luta: o primeiro, nas greves das operárias e operários conserveiros, e o segundo nas lutas, incluindo greves nacionais duríssimas, dos trabalhadores e trabalhadoras da marinha de comércio.

Morreram ambos de doenças graves e prolongadas, o camarada Dâmaso sempre a trabalhar, até ao último momento, à frente de uma pequena empresa tecnologicamente inovadora no domínio das conservas, sobretudo do atum, empresa que ele próprio concebera e fundara, e o camarada Feijão, também sempre activo até ser internado no hospital onde nos deixou para sempre, em Portimão.

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        17.02.2016       


 

VIVA A COMUNA!

Hoje, dia 18 de Março, completam-se 145 anos sobre o heróico levantamento dos operários de Paris contra a tentativa de roubo das suas armas de artilharia que, após a capitulação, mantiveram na sua posse por terem sido por eles fabricadas e pagas por subscrição pública durante o cerco da cidade pelas tropas prussianas.

No dia 28 de Janeiro de 1871, a cidade de Paris, cercada pelas tropas prussianas e vencida pela fome, capitulara. Mas essa capitulação revestiu-se de características pouco habituais na história das guerras. As fortificações renderam-se, as muralhas foram desarmadas, as armas das tropas de linha e da guarda móvel foram entregues e os seus homens foram considerados prisioneiros de guerra. Mas a Guarda Nacional limitou-se a assinar um armistício com os vencedores, conservando as suas armas e os seus canhões.

Nestas circunstâncias, Thiers, o novo chefe do Governo francês, cedo percebeu que o domínio das classes possuidoras por ele representadas estaria sempre ameaçado enquanto os operários de Paris tivessem as armas nas suas mãos. E foi por isso que, no dia 18 de Março (de 1871), Thiers resolveu enviar as suas tropas de linha com ordem expressa para roubarem as armas de artilharia na posse da Guarda Nacional. Esse plano provocatório, contudo, acabou por fracassar em toda a linha porque Paris, alertada a tempo, mobilizou-se e resistiu como um só homem, declarando guerra total às tropas do Governo instalado em Versalhes.

Com efeito, ao amanhecer daquele dia 18 de Março de 1871, Paris despertou entre um clamor de gritos de «Viva a Comuna!»

E, ao mesmo tempo, o Comité Central, no seu manifesto desse mesmo dia, proclamava: «Os proletários de Paris, perante os fracassos e traições das classes dominantes, deram-se conta de que chegou a hora de salvar a situação tomando em suas mãos a direcção dos assuntos públicos. Chegaram à conclusão de que é seu imperioso dever e seu direito indiscutível tornarem-se donos dos seus próprios destinos, tomando o poder».

Desde aquele heróico levantamento até que as metralhadoras das tropas versalhesas acabassem por esmagar a sua bravura, os operários parisienses foram, de facto, donos dos seus próprios destinos, rasgando caminho, a um ritmo aliás vertiginoso, através de decisões revolucionárias que atestam bem a sua bravura e a natureza de classe do primeiro poder proletário da História.

Eleita pelos operários revoltosos logo no dia 26 de Março, a Comuna de Paris foi proclamada no dia 28 do mesmo mês. Neste mesmo dia, o Comité Central da Guarda Nacional, que até então havia desempenhado as funções de governo, demitiu-se a favor da Comuna. No dia 30, a Comuna aboliu o recrutamento militar e o exército permanente, e declarou a Guarda Nacional como única força armada na qual deveriam alistar-se todos os cidadãos capazes de empunhar as armas. Declarou indevidas as rendas de habitação relativas aos meses de Outubro de 1870 até Abril de 1871 e suspendeu a venda de objectos empenhados. No mesmo dia 30, foram confirmados nos seus cargos os estrangeiros eleitos para a Comuna, uma vez que «a bandeira da Comuna é a bandeira da República mundial». Em 1 de Abril, foi deliberado que o salário máximo de qualquer funcionário ou membro da Comuna não poderia exceder 6.000 francos. No dia seguinte, a Comuna decretou a separação da Igreja e do Estado e a anulação, no orçamento do Estado, de todas as dotações para fins religiosos

Muitas mais foram as medidas adoptadas pela Comuna e muitas foram também as lições que deixou e perduram ainda hoje.

A primeira e mais importante dessas lições, na senda aliás do que já vinha sendo ensinado por Karl Marx desde quando escreveu o «18 do Brumário» (1852), é que “a revolução e a tomada do poder deverá consistir não em fazer passar a máquina burocrática militar para outras mãos, como acontecera até então, mas antes em destruí-la, sendo esta a primeira condição de qualquer revolução verdadeiramente popular”.

No lugar daquela máquina burocrática, o proletariado deve edificar o seu próprio Estado, assente no princípio da livre eleição e livre revogabilidade dos seus membros e funcionários, nenhum deles devendo ganhar mais do que o salário médio de um operário.

Pela negativa, a Comuna ensinou também que, sem a direcção de um partido comunista operário que aplique a teoria marxista-leninista em estreita ligação com as amplas massas do povo, não será possível levar por diante a revolução vitoriosa.

Marx e Engels atribuíram tão grande importância às lições transmitidas pela Comuna de Paris que entenderam dever introduzi-las como essenciais no Manifesto do Partido Comunista.

Marx que, em Setembro de 1870, chegou a qualificar a insurreição como uma loucura, quando testemunhou, em Abril de 1871, aquele imparável movimento das massas operárias, encarou-o com toda a atenção que devem merecer os grandes acontecimentos que traduzem um progresso do movimento revolucionário na história mundial, e não deixou de louvar, com entusiasmo, a destreza, a iniciativa histórica e a capacidade de sacrifício daqueles bravos Parisienses, garantindo que a história nunca tinha visto um tão grande exemplo!

A presença das tropas prussianas às portas de Paris e a ajuda que prestaram aos “canalhas burgueses de Versalhes” explicam, segundo Marx, o trágico desfecho do combate da Comuna.

Sabiam-no os bravos Parisienses muito bem, tal como o sabiam os canalhas burgueses de Versalhes.

Mas, postos perante a alternativa de aceitar a provocação versalhesa para o combate ou sucumbir sem combater, os parisienses escolheram o combate!

Graças ao combate travado pelos parisienses, a luta da classe operária contra a classe capitalista e o Estado capitalista entrou numa nova fase, como, desde então, a história se encarregou de demonstrar.

A classe operária e os povos e nações oprimidas do mundo alcançaram um novo ponto de partida, de uma importância histórica universal.

VIVA A COMUNA! VIVA A CLASSE OPERÁRIA!

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Sete, Cinco, Trinta e Cinco, Vinte  e Cinco!

Começou a Campanha Nacional da Semana das 35 Horas
E Começou no Distrito de Castelo Branco
 
 

35 Horas Semanais

Horas por Dia

Dias por Semana

Dias de Descanso Semanal (Sábado e Domingo)

25 Dias Úteis de Férias por Ano 

Começou no distrito de Castelo Branco a campanha nacional do Partido pela Semana das 35 Horas. E começou nos dias 22 e 23 de Fevereiro, antecipando a reunião do comité regional do maciço central do Partido, que se realizou na cidade de Castelo Branco, no sábado, 27 de Fevereiro.

Uma brigada do órgão central do Partido – O Luta Popular Online -, composta pelos camaradas Gabriela, Rogério, Simão, Paulo e Arsénio, este secretário do comité distrital de Castelo Branco e membro do comité regional do maciço central, percorreu todo o distrito durante dois dias, noite e dia, numa vasta e intensa acção de agitação e propaganda, divulgando a proclamação do Comité Central do PCTP/MRPP sobre a luta pela Semana das 35 Horas às operárias e aos operários das maiores fábricas do distrito, cada uma delas com mais de cem trabalhadores, e ainda junto dos 1 200 trabalhadores e trabalhadoras do serviço nacional de saúde local.

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