EDITORIAL

Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses (PCTP/MRPP)

 

SOCIALIZAÇÃO DA PRODUÇÃO:

PARA BENEFÍCIO DE QUEM TRABALHA

- NÃO PARA CONTINUAR O ABUSO E A EXPLORAÇÃO!

A revolução burguesa aboliu a escravatura, pôs fim à servidão e formou o operariado industrial moderno que pelo seu lado deu origem à revolução comunista tão ferozmente combatida de imediato pela burguesia.

A revolução burguesa não aconteceu ao mesmo tempo em todos os países nem em cada país em todos os sectores de actividade simultaneamente.

Apesar de já indiciada na Idade Média em 1383/85, vão mais de seiscentos anos, a revolução burguesa só foi política e militarmente vitoriosa em Portugal em 1834 - prolongando-se no entanto até aos nossos dias a sua plena realização.

fronteira entre revolução e contra-revolução foi-se assim sinalizando de acordo com a luta das classes em confronto e dos respectivos pontos de vista e interesses num prolongado tempo.

Sob direcção burguesa todas as mudanças orientam-se sempre para impor a ferro e fogo carácter social à produção em simultâneo com a apropriação privada da riqueza produzida pelos que trabalham. É com ocultação ou ostensiva imposição de horas não pagas de trabalho que a burguesia alicerçou, edificou e mantém o seu poder – à burguesia o produto interessa tão só na medida em que realize em benefício próprio sobre-produto ou mais-valia!

Para o burguês o trabalhador é apenas uma peça que joga tanto quanto pode a seu favor custe o que custar à pessoa e à sociedade que o cria. É exactamente assim que o governo regional se assume em todas as frentes:

- Ao contrário de criar boas condições de trabalho na SINAGA o governo chantageou com trabalho e insegurança os operários e técnicos da Fábrica do Açúcar para, com manhosa ocultação das suas responsabilidades, poder descartar ao fim de um ano os trabalhadores que logrou transferir para onde lhe foi conveniente, encerrar definitivamente a laboração fabril e entregar cem anos de trabalho não pago à especulação imobiliária e ao monopólio alemão e francês do açúcar de beterraba.

- Nos CTT os trabalhadores, as instalações e os utentes são meros objectos de circunstância para os concessionários enriquecerem o mais rapidamente nos anos aprazados para esse efeito sem qualquer respeito pelo povo português, pelos utilizadores do serviço, pelo património recebido e pelos profissionais em exercício fechando a belo prazer balcões e despedindo quanto lhes convenha.

- Na SATA o governo divide Internacional e Regional para ludibriar melhor os trabalhadores e preparar a entrega a privados num provocador negócio sobre taxas de trabalho não pago alienado em troca do salário e renovado saque dos impostos extorquidos pelo Estado a quem trabalha.

- Com sopinhas de mel o ardiloso governo soma nova traição desta feita aos trabalhadores da fábrica COFACO na Ilha do Pico.

- Em toda a Região somam-se casais por casar e casais que criam filhos para os terem depois em casa a mendigar destino, fazer biscates e prosperar canalhas.

É tudo isto e mais ainda o que as caras de anjo no governo queremfazem e douradamente impõem!

Face aos imparáveis progressos do saber e do fazer o governo regional ilude e chantageia, em abusiva contrapartida, a humilhação dos locais, o generalizado saque à força de trabalho regional e a ocupação do território pelos agressivos actores imperialistas - desde as pretensões de anexação do nosso país pela Espanha à entrega da nossa região aos apetites de americanos, europeus, chineses, russos, ou outros logo que capazes de satisfazer a venalidade dos regionais devotos.

A oculta face do embuste socialista e social democrata não é menos indigna que a traição dos revisionistas do PC e do BE, que, como hipócritas e sabujos controladores dos trabalhadores, desviam as atenções para questões menores coadjuvando sempre governo sobre governo para o principal das suas depredações e crimes ir sempre em frente!

O GOVERNO REGIONAL TEM DE PRESTAR CONTAS AOS AÇORIANOS!

A LABORAÇÃO DE BETERRABA NA SINAGA TEM DE SER REACTIVADA!

A PRIVATIZAÇÃO DA SATA É UM ROUBO A COMBATER!

NÃO AO ENCERRAMENTO DOS CTT NA CALHETA!

IMPUGNAÇÃO IMEDIATA DO DESPEDIMENTO COLECTIVO NA COFACO!

SÓ OS TRABALHADORES PODEM VENCER A CRISE!

O Comité do PCTP/MRPP na Ilha de São Miguel

29 de Dezembro de 2017/ 12 de Janeiro de 2018

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