Partido

O Dever Revolucionário do Estudo

De Arnaldo Matos
Para o
Camarada Arsénio

A maior desgraça que poderia ter acontecido ao Partido Comunista do Trabalhadores Portugueses foi ter deixado de estudar o marxismo-leninismo e de atacar o revisionismo.

Nos velhos estatutos do Partido, entretanto alterados e adulterados nas costas dos militantes pela corrente reaccionária pequeno-burguesa do Luís Franco e Garcia Pereira, o primeiro dever dos militantes do Partido era “estudar conscienciosamente o marxismo-leninismo-maoismo e criticar o revisionismo”. (artº 6º, nº 1, do Capítulo II dos Estatutos do PCTP.

Concomitantemente, a tarefa prioritária das células do Partido é dirigir os membros do Partido, seus simpatizantes e activistas e outros elementos das massas no estudo consciencioso do marxismo-leninismo-maoismo e na crítica ao revisionismo (artº 28º, nº1, do Capítulo VI dos Estatutos).

Os liquidacionistas, segundo a opinião do oportunista Rosas, cedo abandonaram a crítica do revisionismo, alegando que isso “não dava votos”, como se um partido operário comunista existisse para conquistar votos nas eleições burguesas…

Abandonada a crítica ao revisionismo, cedo o burocrata Luís Franco e o papagaio imitador Garcia Pereira abandonaram também o estudo do marxismo-leninismo, não só porque isso não captaria votos como também porque dava um trabalhão medonho estudar a sério e conscienciosamente a teoria e a ideologia revolucionárias do proletariado.

A breve trecho, o Partido ficou sem teoria revolucionária, e um partido sem teoria revolucionária não é um partido revolucionário.

O PCTP transformou-se em pouco tempo num partido de ignorantes, que se limitavam a seguir como um bando de carneiros os imbecis reaccionários Franco e Pereira.

Em muito pouco tempo, nenhum militante do PCTP, incluindo o seu núcleo dirigente do comité central, sabia uma única palavra do marxismo-leninismo e não cumpria o seu dever nem de estudar nem de promover o estudo do marxismo-leninismo e a crítica demolidora do revisionismo entre as massas.

Encetámos agora um movimento de estudo do Manifesto do Partido Comunista, criando a Editora Bandeira Vermelha e publicando uma tradução ainda mais apurada – a nossa terceira edição em língua portuguesa – daquela magnífica obra de Carlos Marx e Frederico Engels.

Mas, camarada Arsénio, todo o Partido está a deparar com uma resistência enorme no cumprimento da primeira tarefa de todo o comunista e na prossecução da tarefa prioritária de toda a célula e comité do Partido: estudar conscienciosamente o marxismo-leninismo e criticar o revisionismo.

No próprio comité central do Partido, já substancialmente renovado, ainda não começou o estudo regular do Manifesto… A parte desses dirigentes ainda contaminados pelos métodos burocráticos do ignorante Conceição Franco e pelos vícios catedráticos do reaccionário burguês Pereira vai adiando sistematicamente o estudo do marxismo-leninismo, que é como quem diz, vai adiando conforme pode todos os dias a sua morte política e a sua expulsão do Partido.

Neste tempo que precede o Congresso, a linha de demarcação entre o marxismo-leninismo e o revisionismo passa pela divisão entre os que estão a lançar todo o partido num movimento revolucionário de massas para estudar o marxismo-leninismo e os que sabotam por todos os meios ao seu alcance esse poderoso movimento de estudo.

É preciso concentrar e mobilizar todas as forças para vencer esta batalha contra o liquidacionismo. No estudo, tal como na Internacional, não há salvadores supremos, nem Deus nem Cesar nem senhores. No estudo, todos somos iguais no dever de estudar e aprender com a experiencia do movimento operário internacional e as sínteses dessas experiências produzidas pelos grandes dirigentes da classe operária.

Deves, pois, camarada Arsénio, mobilizar e dirigir todos os militantes e simpatizantes do Partido no teu distrito para estudarem o Manifesto do Partido Comunista à luz da luta de classes e da experiência política do nosso Partido.

Sem o estudo de massa ligado à luta de classes, não lograremos derrotar os liquidacionistas; mas com esse estudo e essa ligação às massas, todos se libertarão desses charlatões, burocratas e revisionistas.

Viva o movimento de estudo do marxismo-leninismo! Morte ao liquidacionismo! Abaixo os liquidacionistas!

08.02.2016

Arnaldo Matos       

                                                                                                                                                                                                                                                                                           

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