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TSF e Parlamento Europeu Violam Princípio de Imparcialidade! 

O programa A Hora da Europa da rádio TSF decorreu hoje, a partir das 10H15, na Faculdade de Letras de Lisboa, com um designado debate com os eurodeputados europeus, tendo aquela estação de rádio referido, com acinte, ter o dito programa contado com o apoio do Parlamento Europeu.

Para o referido debate – que foi moderado por Ricardo Alexandre - foram convidados os europdeputados Paulo Rangel (PSD), João Pimenta Lopes (CDU), Nuno Melo (CDS), Marisa Matias (BE), António Marinho e Pinto (PDR) e Manuel Pizarro (PS), alegadamente para opinarem sobre as grandes questões que interessam à União Europeia.

Ou seja, pelos vistos a TSF e o Parlamento Europeu consideram ser estas entidades quem decide sobre quais as questões que mais interessam aos povos europeus e quem deve falar sobre eles.

Como comprova a filosofia que presidiu ao anúncio do debate por parte da TSF, o que está em preparação, quer por parte da UE, quer por parte dos órgãos de comunicação social, quer ainda por parte das entidades que supostamente deveriam agir sobre os atropelos ao tratamento imparcial que deverá ser observado em relação a todas as candidaturas, é a manipulação mais miserável da consciência do eleitorado que está em marcha.

Ou seja, no caso em concreto – que é um indicador seguro do que a restante comunicação social se prepara para replicar – só terão direito à palavra os candidatos que tecerem elogios à UE e aos benefícios que alegam ter havido para o povo português da adesão de Portugal à União Europeia e à Zona Euro.

Tal como o PCTP/MRPP alertava na sua NOTA À IMPRENSA do passado dia 13 de Março, “após a designação da data do sufrágio em causa pelo Presidente da República, entrou imediatamente em vigor o princípio da igualdade de tratamento das candidaturas anunciadas, bem como a proibição por parte dos poderes públicos, desde logo do governo, de manipularem a consciência do eleitorado, intervindo directa ou indirectamente na campanha eleitoral”.

O debate em questão, sublinha a denúncia que nessa mesma nota fazíamos ao afirmar que já estava em curso, “mais uma vez, uma campanha de intoxicação da opinião pública, no sentido de restringir o debate e a propaganda apenas aos que estão com a Europa, isto é, que aceitem como única via para o futuro do povo e do País a permanência de Portugal no Euro e na chamada União (?) Europeia”

Tendo em linha de conta este episódio e as réplicas que certamente se sucederão, reiteramos a exigência que nessa nota fazíamos de que, “quer por parte da Comissão Nacional de Eleições, quer especialmente pelo Presidente da República, seja exercida uma rigorosa vigilância e repressão sobre as violações dos princípios da imparcialidade e isenção”.

19MAR19

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