Opinião

Contra o oportunismo abstencionista

Contra o oportunismo abstencionista.

Por uma participação dos comunistas nas eleições burguesas

A propósito da posição sectária e oportunista defendida pelos “comunistas de esquerda” alemães na então recém constituída III Internacional, pregando o boicote às eleições parlamentares – método que havia caducado política e históricamente, segundo eles – Lenine escreveu a brochura “Esquerdismo, doença infantil do comunismo”.

Nesse importante escrito, para além de uma crítica demolidora a quem propunha o “abstencionismo”, Lenine bateu-se pelo princípio de que os comunistas deviam tirar partido das eleições burguesas e das posições conquistadas no parlamento burguês, para fortalecer a luta pelo socialismo e pelo comunismo.

É importante, agora que algumas correntes ditas marxistas e comunistas, que se afirmam contra o revisionismo, o trotsquismo e o anarquismo, defendem a abstenção dos operários e trabalhadores nas eleições para o Parlamento Europeu que terão lugar no próximo dia 26 de Maio, e em que o PCTP/MRPP participará, defendendo a saída de Portugal da União Europeia e do euro, reproduzir algumas das sínteses que Lenine nos deixou na supracitada brochura:

“Como é natural, para os comunistas da Alemanha o parlamentarismo ‘caducou politicamente’; mas, trata-se exactamente de não julgar que o caduco para nós tenha caducado para a classe, para a massa. Mais uma vez, constatamos que os “esquerdistas” não sabem raciocinar, não sabem conduzir-se como o partido da classe, como o partido das massas. O vosso dever consiste em não descer ao nível das massas, ao nível dos sectores atrasados da classe. Isso não se discute. Tendes a obrigação de dizer-lhes a amarga verdade: dizer-lhes que as suas ilusões democrático-burguesas e parlamentares não passam disso: ilusões. Ao mesmo tempo, porém, deveis observar com serenidade o estado real de consciência e de preparo de toda a classe (e não apenas da sua vanguarda comunista), de toda a massa trabalhadora (e não apenas dos seus elementos avançados)”.

O que Lenine propunha nesta sua brochura incorporava o que Karl Marx e Engels haviam explicado na “Mensagem do Comité Central à Liga dos Comunistas”, em 1850, sobre a participação eleitoral dos comunistas em eleições burguesas:

“O proletariado deve aqui cuidar de que por toda a parte, ao lado dos candidatos democráticos burgueses, sejam propostos candidatos operários, na medida do possível de entre os membros da Liga e para cuja eleição se devem accionar todos os meios possíveis. Mesmo onde não existe esperança de sucesso(sublinhado da redacção), devem os operários apresentar os seus próprios candidatos, para manterem a sua democracia, para manterem a sua autonomia, contarem as suas forças, trazerem a público a sua posição revolucionária e os pontos de vista do partido.”

Marx e Engels dirigiam-se aos revolucionários alemães, posicionando-se contra a aliança com os pequeno-burgueses democratas, defendendo a independência de classe e a construção da organização própria do proletariado, utilizando as eleições nesse sentido.

Com a participação, quer nas eleições para o Parlamento Europeu, que se realizam no próximo dia 26 de Maio, quer para as eleições legislativas ou qualquer outro tipo de eleições, cabe aos marxistas utilizarem a actuação nas eleições e nos órgãos para os quais sejam eleitos para levar a cabo uma intensa, coerente e denodada agitação revolucionária, isolando e expulsando das suas fileiras os carreiristas, os oportunistas, que procuram obter privilégios pessoais com qualquer tipo de eleições no quadro da democracia burguesa. Para Marx, Engels e Lenine, claro está, a actuação de um parlamentar ou de um eleito revolucionário é controlada coletivamente pelo partido revolucionário e subordinada à luta pela emancipação da classe trabalhadora, à luz da luta de classes.

A este propósito recorde-se a resolução do II Congresso da Internacional Comunista onde, sob direção de Lenine, se pode ler:

“- Os deputados comunistas estão obrigados a utilizar a tribuna parlamentar para desmascarar não somente a burguesia e seus lacaios oficiais, mas também os social-patriotas, os reformistas, os políticos centristas e, de modo geral, os adversários do comunismo, e também para propagar amplamente as ideias da III Internacional;

– Os deputados comunistas, mesmo que seja só um ou dois, estão obrigados a desafiar em todas as suas atitudes o capitalismo e não esquecer nunca que só é digno de nome de comunista quem se revela não verbalmente, mas através de actos, como inimigo da sociedade burguesa e de seus servidores social-patriotas”.

Nunca acalentámos a ilusão de que o Parlamento Europeu deixasse de servir apenas de uma mera fachada democrática a um projecto de colonização dos povos e países europeus pelo imperialismo germânico, devendo por isso ser palco e tribuna por parte dos deputados do PCTP/MRPP para combater esse projecto e a tentativa de transformar os operários e os povos europeus em carne para canhão de uma cada vez mais certa guerra mundial imperialista.

O PCTP/MRPP será nesse fórum a voz firme e decidida de uma política internacionalista de aliança dos proletários e trabalhadores da Europa na sua luta contra as medidas de intensificação da exploração e opressão por parte do imperialismo europeu organizado na União Europeia e por objectivos políticos revolucionários comuns para a implantação de uma sociedade sem classes.

Em íntima ligação com esta frente de luta, um deputado comunista do PCTP/MRPP empunhará sempre a bandeira dos operários e do povo português pela saída do euro e pela adopção de uma moeda própria, bem como pela recusa do pagamento de uma dívida que é o resultado da imposição do euro e que apenas serve para escravizar o povo português e colocá-lo sob o jugo do imperialismo germânico.

Torna-se, pois, políticamente vital e relevante isolar as correntes oportunistas, revisionistas e reaccionárias que, sob uma aparente capa de “esquerdismo” pretendem desarmar a classe operária e a sua organização de vanguarda, o PCTP/MRPP, para assegurar à burguesia caminho livre para manipular a favor dos seus interesses de classe um espaço de debate e luta de ideias que, para não perder a sua máscara democrata é obrigada a abrir mão nestes períodos eleitorais.

23Mai19                                                                                                                            LJ

Eleições Burguesas: Participação ou Abstenção, eis a questão

Eleições Burguesas: Participação ou Abstenção, Eis a questão !

A posição do Partido, quanto à sua participação nas eleições burguesas é clara e, no caso das eleições deste ano de 2019, a estratégia foi definida há já dois anos (Maio de 2017), na reunião alargada do Comité Central, em Santo André.

A esse respeito, republicamos dois conjuntos de tuítes do camarada Arnaldo Matos.

arnaldo


 Arnaldo Matos‏ @ArnaldodeMatos 30 de dez de 2018


2019:
 Ano de Eleições. No próximo ano, os capitalistas reforçarão o seu regime político de exploração e opressão dos operários mediante o recurso a três eleições: Parlamento Europeu, a 26 de Maio; Regionais da Madeira, a 22 de Setembro; Assembleia Legislativa, a 6 de Outubro.
 

Os comunistas, como é o caso do Partido a que pertenço – PCTP/MRPP -, participam nas eleições burguesas com o objectivo de divulgar o seu programa político comunista, de reforçar a sua organização partidária e de fortalecer a sua ligação com as massas populares em todo o País. 

Conto participar activamente nestes três sufrágios eleitorais e apelo a todos os companheiros desta rede social Tuíter que não se deixem ficar em casa e contribuam para a divulgação do programa político do proletariado e da revolução proletária.

Arnaldo Matos‏ @ArnaldodeMatos 13 de fev 

Estamos em ano de três sufrágios eleitorais. Se tivesse sido eleito para a Assembleia da República, teria denunciado a falência do BES, a corrupção do governador do BdP e os negócios de Jerónimo, Catarina, Louçã e Rosas, com quatro anos de antecedência. É tudo um putedo! 

Um voto nesses partidos é um voto totalmente inútil; estão todos feitos uns com os outros e com o poder dos capitalistas. O único voto útil é em nós, marxistas, porque esses não têm medo nem se calam, como aqui vêem.

23MAI19

Quinta do Mocho O Direito à Habitação dos Socialfascistas

Quinta do Mocho

O Direito à Habitação dos Socialfascistas 

Enquanto os socialfascistas Bernardino, Jerónimo, e o cabeça de lista às eleições europeias 2019, João Ferreira, andavam em Moscavide, a quintadomochoescassos 3000 metros do Bairro encalacrado entre os luxuosos Terraços da Ponte (antiga Quinta do Mocho), e a nova Quinta do Mocho autêntico gueto criado pelos socialfascistas do P"C"P, onde, ontem, dia 19 de Maio, deflagrou, ao fim da tarde, um tenebroso incêndio, deixando os nossos mais pobres sem tecto, ainda que rudimentar. Pelo menos 60 pessoas ficaram sem casa, para além de perderem os animais que guardavam em algumas barracas. Foi toda uma vida, ainda que pobre, que ficou reduzida a cinzas.

Esta corja de malfeitores fez uma acção de campanha, que mais não é que uma manobra de encobrimento da sua gestão municipal em Loures durante décadas, com fundos estruturais que apenas serviram, para alimentar as suas clientelas de gatunos, como foi o caso do genro do Jerónimo, com contratos milionários para trocar lâmpadas!

E ainda para encobrir o criminoso estado da Nação em matéria de direitos dos cidadãos a serem tratados como gente, mas que, ao invés, mantêm ali pessoas a viver em condições sub-humanas, pior que animais irracionais.

Hoje, dia 20, nem uma/um assistente social ali se deslocou para acorrer à miséria, com a agravante de estes moradores terem ficado sem tecto.

Nem tão pouco o socialfascista Bernardino garantiu o que quer que fosse ou tomou qualquer outra medida de emergência que os factos impõem, nem mesmo a o envio de máquinas para remover os escombros,

A dois passos do Incêndio, (200 metros a Casa da Cultura de Sacavém), só os Bombeiros ainda tratavam do rescaldo do incêndio.

Isto é o socialfascismo no exercício do poder de um dos tentáculos do governo do fascista Costa.

20MAI19                                                                O Comité de Loures do PCTP/MRPP

As Dez Questões da LUSA

As Dez Questões da LUSA… 

Publicamos na íntegra as respostas dadas  a um questionário  de dez questões organizado  pela Agência Lusa, sobre temas europeus, respostas que, segundo a Lusa, dariam  “ origem a peças autónomas sobre o que as diferentes candidaturas pensam sobre cada um dos temas” . Mas tal não aconteceu . A  síntese apresentada, a partir deste inquérito,  em vários órgãos de comunicação social, é tão sintética que só pode ser considerada  mais uma versão da chamada democracia eleitoral.   

Resposta ao Questionário da LUSA

1. Tendo o Parlamento Europeu uma palavra decisiva nas negociações sobre o orçamento da UE pós-2020 (2021-2027), como encara a proposta original da Comissão Europeia, que contempla cortes substanciais para a Política de Coesão e Política Agrícola Comum (PAC) para Portugal? Que posições vai adotar?

A entrada e permanência de Portugal na União Europeia não trouxe qualquer benefício para a economia portuguesa, nem os chamados fundos de coesão contribuíram para o desenvolvimento económico do País e para o seu progresso, antes foram o pagamento o preço pelo qual a burguesia nacional se vendeu.

No que respeita à política agrícola, as imposições e regras determinadas pela Comissão Europeia apenas visaram a destruição deste sector, a recuperação dos grandes latifúndios no sul do País e a liquidação da pequena propriedade e dos pequenos agricultores (mais de 300 000) com o abandono da produção de cereais, da carne e do leite.

No âmbito do Quadro de Financiamento Plurianual para 2020-2027, a Comissão Europeia vem apresentar cortes significativos a nível da Coesão e da Política Agrícola Comum, com cortes nos pagamentos directos ( 1.º pilar) e que serão muito mais significativos na política de desenvolvimento rural (2.º pilar), justificando estes cortes , com novas prioridades como o apoio à emigração, política de segurança e defesa, fronteiras externas e política externa e ajuda humanitária e o Brexit, evidentemente. E onde se vão buscar os fundos que agora a Comissão impositivamente cortou? Ao Orçamento Nacional, claro está!

Ora, o que salta bem à vista é que não é a convergência ou a coesão das diferentes economias que integram a UE, como tanto se proclama, como sendo o objectivo desta Europa e com que se tenta justificar a nossa permanência, mas são os interesses e a salvação das economias imperialistas, o que os move.

A única posição a adoptar pelo PCTP/MRPP é a defesa da saída do Euro e da União Europeia como forma de o País se libertar da imposição e domínio imperialistas, de ser um país soberano, que decide, gere e traça o seu futuro.

2. Mesmo com as sucessivas crises de refugiados, a UE tarda em chegar a acordo sobre a reforma do sistema europeu de asilo, continuando em vigor a Convenção de Dublin, que tem mais de 20 anos. Quão importante pensa que é fechar este dossiê e que posição deve Portugal adotar? 

A humanidade, ao longo da sua história, assistiu a movimentos migratórios, por vezes subtis, muitas vezes de massa, como aquele com que nos deparamos nos últimos anos e que já levaram à morte de milhares de elementos de povos oriundos de África e do Oriente Próximo. 

Estes movimentos migratórios são normalmente uma reacção de defesa da integridade e segurança física das populações em fuga de conflitos militares que ocorrem nos seus países, consequência da intervenção imperialista. Ou, então, são fruto de razões de sobrevivência económica e alimentar, associadas, ou não, a conflitos militares. 

Com os ventos de guerra a soprar por todo o mundo e as potências imperialistas – mundiais e regionais – a tentarem posicionar-se para abocanhar a maior fatia que possam do bolo da rapina e exploração dos povos, vemos emergir conflitos sangrentos em vários pontos do globo, com os imperialistas menores e regionais e a superpotência mundial que são os EUA, a promover, dar apoio logístico – incluindo armas -, que lhes permita ganhar ou retomar a sua influência geoestratégica.

Neste quadro, não se pode esperar que aqueles que promovem e apoiam as guerras, sejam os mesmos que estarão dispostos a resolver a crescente “crise migratória”.

O PCTP/MRPP não acredita nas “piedosas” intenções que uns poucos países europeus têm manifestado na disposição de acolher alguns desses migrantes. Fazem-no porque necessitam de repor os “stocks” de mão de obra barata e indiferenciada.

Sendo um partido comunista, o PCTP/MRPP advoga o princípio do internacionalismo proletário. Logo, apoia a unidade entre operários e trabalhadores que, em cada país europeu deve impor uma política de acolhimento sem reservas daqueles que fogem à guerra, à morte e estropiamento, à fome e à miséria.

Essa unidade é vital para levar ao desmantelamento de todas as organizações bélicas do imperialismo – onde pontifica a OTAN/NATO – e para que uma nova sociedade, livre da exploração e da agressão imperialista, desponte. 

3. Em que projetos Portugal se deve envolver no âmbito da Cooperação Estruturada Permanente para a Segurança e Defesa da União Europeia (PESCO)? Havendo, pela primeira vez, milhões de euros de fundos para gastar em equipamento militar, quais devem ser as apostas dos estados-membros? Há uma redundância com os compromissos assumidos no quadro da Aliança Atlântica? 

A chamada Cooperação Estruturada Permanente (CEP, ou PESCO no acrónimo em inglês) foi instituída, para vergonha do povo português, pelo Tratado de Lisboa em 2007 e a sua constituição formalizada recentemente em Dezembro de 2017, integrando-a 23 dos membros da União Europeia que a ela aderiram, e entre os quais se conta Portugal, pela mão do governo de lacaios de António Costa.

Trata-se de uma organização que, em conjunto com a criação do Fundo Europeu de Defesa, visa dotar o imperialismo europeu dos meios militares indispensáveis para, com um Exército Europeu ou sem ele, vir a participar em actos de repressão contra movimentos revolucionários na Europa e numa inevitável e cada vez mais próxima guerra mundial pela disputa dos mercados a nível global, tendo como principais contentores a China e os Estados Unidos.

Ao aderir à CEP, como sempre à socapa, o governo de Costa, com a cumplicidade do PCP e BE, na senda aliás dos governos anteriores, torna-se responsável por arrastar o País para aquela guerra e fazer do povo português carne para canhão de um conflito armado com o qual nada tem a ver.

A crescente militarização da União Europeia só vem demonstrar o que sempre afirmámos: que o imperialismo europeu é a guerra.

Por tudo isto, Portugal deve sair imediatamente da União Europeia e, desde já, começar por abandonar a chamada Cooperação Estruturada Permanente, exigindo a respectiva dissolução, tal como deve suceder com a NATO; opor-se a qualquer intervenção militar da União Europeia seja onde for e sob qualquer pretexto e recusar-se obviamente a utilizar um cêntimo que seja dos contribuintes para o chamado Fundo Europeu de Defesa.

Em suma, a nossa posição é muito clara: ao contrário do que tem sido a política do governo de António Costa e de todos os restantes partidos parlamentares, o PCTP/MRPP defende que Portugal deve sair da União Europeia, opõe-se a quaisquer projectos europeus de agressão imperialista, a coberto de uma falsa política de defesa e segurança da chamada Cooperação Estruturada Permanente e chama a classe operária portuguesa e os trabalhadores em geral a lutar firmemente contra todas as tentativas de envolver o nosso país em quaisquer guerras imperialistas e contra os governos traidores e lacaios como o actual que aceitam vender a nossa independência nacional.

4. Concorda com o fim da unanimidade em matérias fiscais e de política externa?

O fim da unanimidade na votação de matérias fiscais e de política externa no âmbito do Conselho Europeu é um debate que já leva 15 anos e não tem reunido consenso. Foi recuperado agora por Jean- Claude Juncker e logo apoiado por António Costa que, pelos vistos, não quer perder o estatuto de “bom aluno”.

Ao observarmos quem é contra e quem é a favor da maioria qualificada e quem pretende que se mantenha a regra da unanimidade, o que percebemos é a existência de contradições no seio do imperialismo europeu. Regra geral, apoia a primeira solução uma frente de governos de países do centro e sul da Europa – Portugal, Espanha, França, Itália – e são a favor da regra que hoje se aplica os governos de países mais industrializados e ricos do Norte da Europa. O fim da unanimidade também é a forma que a União Europeia encontrou para se financiar mais rapidamente, aprovando impostos europeus que entrarão directamente na UE.

Para o PCTP/MRPP, não sendo irrelevante qual das regras venha a ser adoptada, não temos dúvidas quanto à natureza de ambas: a de cada um dos campos imperialistas em competição se munirem dos instrumentos de manipulação que melhor sirvam os seus interesses.

Não é pelo facto de uma decisão – sobretudo fiscal ou de política externa – ser votada por uma das duas regras em debate que o resultado da decisão se torna justa. Ademais, uma das razões porque o PCTP/MRPP advoga a saída da UE e do euro é precisamente pelo facto de, ao ter aderido a uma e a outro, Portugal ter abdicado da sua soberania. Não há, pois, unanimidade ou maioria qualificada que altere este quadro.

O PCTP/MRPP, quanto a matérias fiscais e de política externa, defende o princípio da decisão soberana que só ao país e ao seu povo cabem.

5. Qual é a pasta que Portugal devia lutar por ter na próxima Comissão?

A resposta a esta pergunta decorre naturalmente da posição de fundo da nossa candidatura de que Portugal deve sair do Euro e da União Europeia, como única solução operária, comunista e patriótica para pôr termo à nossa total dependência dos interesses do imperialismo europeu.

Ou seja, por não ter que lá estar, Portugal não tem que lutar por ter qualquer lugar em nenhum órgão da União Europeia.

Em qualquer caso, refira-se que a existência de um representante português na Comissão Europeia tem sido e continuará a ser absolutamente irrelevante e até por vezes ridículo, pois não lhe cabe senão desempenhar o papel decorativo de mero lacaio dos interesses dominantes e hegemónicos do imperialismo alemão. 

6. Concorda com o modelo de “Spitzenkandidaten”? Se o Conselho designar para presidente da Comissão uma figura que não tenha sido “candidato principal” de qualquer das famílias políticas, como “ameaça” fazer, deve o PE vetar?

Se bem que este problema nada tenha a ver com os interesses da classe operária dos países capitalistas organizados na União Europeia, a discussão em torno do procedimento da designação/eleição do futuro presidente da Comissão Europeia, no seguimento das presentes eleições para o Parlamento Europeu, é um debate que à partida se mostra totalmente inútil e que acaba por escamotear o fundo da questão.

Na verdade, o que está obviamente em causa não é que o novo presidente da Comissão seja o candidato proposto pelo grupo político maioritário no parlamento europeu (não deixa de ser significativo que o termo para o designar venha em alemão – spitzenkandidaten) à saída destas eleições, ou outro designado pela Comissão, ainda que sempre sujeito à aprovação do parlamento.

O resultado será sempre o mesmo – qualquer que seja o proposto, escolhido e eleito, terá sempre de ser um reaccionário da confiança dos imperialistas germânicos e dos seus lacaios menores, como Portugal, que, na actual situação de crise da União Europeia e da intensificação dos preparativos da guerra mundial imperialista, cumpra o papel de mandarete dos interesses das potências economicamente dominantes.

Não é por acaso que surge já como uma hipótese consensual a candidatura de Ângela Merkel – o seu admirador Costa, ao lado de Coelho e Portas, lá estará na primeira linha dos proponentes – para chefiar a Comissão, afinal, do seu próprio país. Isto, se a senhora não continuar como chancelerina.

Também não deixaremos seguramente de assistir a um apaixonado envolvimento por parte do PCP e do BE nesta luta em torno da escolha democrática do candidato em melhores condições para representar os interesses do imperialismo europeu. 

7. Quais pensa que devem ser as prioridades da presidência portuguesa da UE, no primeiro semestre de 2021? Concorda com António Costa em eleger como prioridade máxima as relações com África? 

É do conhecimento geral que o PCTP/MRPP é o único partido do espectro político português que defende a saída de Portugal, quer da União Europeia, quer do euro.

Neste quadro, a atribuição da presidência da UE a Portugal, constituirá, em nosso entender, mais um episódio na política de traição prosseguida por aqueles que representam os interesses de um imperialismo menor como o português e que, por isso, acolhem e apoiam a integração do país no directório imperialista europeu, sediado em Bruxelas e liderado pela Alemanha. 

O que é relevante, quanto a nós, é a saída de Portugal dessa organização imperialista e reaccionária que é a União Europeia e desse garrote para a nossa economia e independência que é o euro. 

Se António Costa defenderá, ou não, como “máxima prioridade” as relações com África, não sabemos. O que defendemos é que o povo português não se deve amedrontar com o mito “...ou é a Europa e o euro ... ou é o caos!”. Na verdade, defendemos que a saída de Portugal da UE e do euro, possibilitará ao país reabilitar e reforçar a sua vocação atlântica, ampliando e reforçando os laços políticos e económicos com países de África e da América Latina e exponenciando os acordos/memorandos que, em finais de 2018, se estabeleceram com a China no quadro da “Nova Rota da Seda”. 

8. Pensa ser importante que Mário Centeno cumpra um segundo mandato como presidente do Eurogrupo? 

O Eurogrupo representa o que há de mais reaccionário e anti-democrático na União Europeia imperialista. Para esta estrutura, nenhum elemento do povo dos diferentes países que integram a UE foi chamado a votar naqueles que a integram e dirigem e, pior do que isso, esta não pode ser alvo de escrutínio popular.

Mário Centeno foi eleito como presidente desta estrutura como prémio dos “bons serviços” que prestou ao imperialismo europeu.

Desde logo, ao assegurar que os alegados credores de uma dívida privada que foi transformada em pública, fossem generosamente “ressarcidos – quer em juros pelo “serviço da dívida, quer por amortizações da dita.

Depois, porque aceitou transformar Portugal na cobaia do mecanismo de “resolução bancária” – medida que a própria UE e os restante países que a integram agora contesta – que levou ao desastroso apoio financeiro a um banco que antes de o ser já era...falido! O Novo Banco! Prémio, ainda, pelo facto de ter caninamente aceite todos os ditames que lhe são impostos pelo directório europeu imperialista quanto aos pressupostos para a elaboração de orçamentos, onde se incluem as famigeradas cativações.

Se Roma paga aos traidores, é o que o futuro nos dirá. No que depender do PCTP/MRPP e dos operários e trabalhadores portugueses e europeus, estamos em crer que a vontade é de correr com tal personagem e impor o desmantelamento da UE e estruturas como o Eurogrupo, que existem, pura e simplesmente, para ampliar o sofrimento e a miséria a que têm sujeitado os operários e trabalhadores europeus, ao mesmo tempo que enchem os bolsos aos capitalistas e imperialistas, sobretudo o germânico. 

9. Com a saída do Reino Unido, é a favor do relançamento do processo de alargamento da UE, designadamente aos países dos Balcãs? E a Turquia? Que consequências antevê para a União Europeia e para Portugal? Concorda com a ação do Governo, designadamente com o plano de contingência para cidadãos e empresas? 

Batendo-se pela saída da UE e do euro, e pelo desmantelamento desta organização do imperialismo europeu, nunca poderia o PCTP/MRPP acolher a ideia de um qualquer alargamento. Até porque, qualquer alargamento reforçaria o risco de guerra que o imperialismo acarreta. 

Sempre defendemos que a saída de Portugal da UE e do euro abriria novas oportunidades para o país, desde que assentes na base de acordos baseados no respeito pela soberania de cada estado e na reciprocidade das vantagens. Neste quadro, seria contraditório que acolhêssemos “planos de contingência para cidadãos e empresas”, sejam do Reino Unido, sejam de outras nações com quem Portugal estabelecer relações. 

10. Deve ou não a União Europeia “legislar” em matéria de regulação da cibersegurança europeia e no combate à desinformação “on-line”? 

Tudo indica que a UE se prepara para, durante o próximo mandato do Parlamento Europeu, fazer aprovar um “pacote de reformas” que permita a adopção de medidas destinadas a desenvolver aquilo que designam por “uma cibersegurança sólida europeia”. 

Com o argumento de que o que se pretende é combater as ciberameaças, a Comissão Europeia apresentou, em Setembro de 2017, um projecto que visa implementar as medidas estabelecidas pela estratégia para a cibsersegurança – com base no seu principal pilar, a directiva SRI, relativa à segurança das redes e da informação

Como sempre que se querem esconder os reais objectivos para qualquer medida que se pretenda adoptar, a UE escuda-se por detrás da “argumentação técnica” para escamotear os fundamentos políticos. 

A este frenesim não será certamente alheia a “guerra comercial” que neste momento se trava entre os EUA e a China, com os imperialistas europeus a serem empurrados para tomar uma posição consentânea com os interesses de uma das superpotências em contenda.

É bom relembrar que esta “guerra comercial” já levou os EUA a ameaçar aumentar exponencialmente as taxas aduaneiras sobre produtos importados da China e proibiu que o gigante tecnológico HUAWEI comercializasse os seus produtos no seu território, instando os seus aliados a tomar idêntica iniciativa, alegando que aquela marca chinesa tinha desenvolvido um poderoso software que permitia uma sofisticada operação de espionagem (o sistema 5G).

Porém, com dezenas de milhares de milhões de dispositivos conectados, o que na verdade os imperialistas europeus mais temem é perder o controlo sobre os “conteúdos” e as informações que circulam – actualmente de uma forma relativamente livre – no espaço da internet.

A reforma em causa visa, sobretudo, um mais apertado controlo desses “conteúdos” e informação, habilitando o regulador europeu a bloquear todas as opiniões que coloquem em causa a sacrossanta “unidade europeia” e os relevantes “benefícios” que a sua política de “convergência” acarretou para  a Europa, especialmente para os países com economias mais frágeis, como é o caso de Portugal.

Nesta perspectiva, um deputado do parlamento europeu eleito pelo PCTP/MRPP opor-se-á resolutamente a toda e qualquer “legislação” que vise coarctar a liberdade de opinião e de expressão, de debate e livre circulação de ideias e de informação.

    

             A Candidatura do PCTP/MRPP

Em bicos dos pés

Em bicos dos pés !

O PS sempre assumiu o papel de “vendilhão do templo”! Começou por vender a ideia de que a “opção europeia” era a que melhor servia o povo português. Sem qualquer discussão ou consulta prévia ao povo, decidiu aceitar as “regras” impostas pela então CEE, que obrigaram Portugal a destruir praticamente todo o seu tecido produtivo – desde a Lisnave à Mague, passando pela Sorefame, pela agricultura e agro-pecuária até à frota pesqueira e à marinha mercante. 

Queixa-se agora da monumental abstenção que se regista para as eleições para o Parlamento Europeu. Há 5 anos foi de 66%!!! Mas, o que esperar?! Aquando da adesão à CEE e à moeda única, o PS nunca tomou qualquer iniciativa de levar à discussão pública tais decisões e, muito menos, as suas implicações. Como, amor com amor se paga, a classe operária, os trabalhadores e o povo português, retribuem...com a sua abstenção! 

Abstenção tanto maior quanto verificam que a convergência e o progresso social anunciados se traduzem na existência de 113 milhões de pobres no espaço da UE, a que se juntam 32 milhões de trabalhadores que, apesar de terem algum rendimento de trabalho, o mesmo não é suficiente para assegurar um modo de vida digno e sustentável. 

Perante a força centrífuga da União Europeia e, sobretudo do euro, quando o descalabro da austeridade começou a fazer o seu caminho, todo ele pejado de vítimas do desemprego, da precariedade, de uma cada vez mais depreciado acesso à saúde, à educação, à cultura, à assistência social, à habitação, ensaiou o discurso de que “a Europa é boa, Portugal é que se tem portado mal”, escamoteando o facto de que o descalabro que hoje se vive assenta num défice descomunal que temos com a UE. 

Tal como afirmamos no nosso Manifesto Eleitoral “... é de um oportunismo inqualificável que, para caçar votos aos trabalhadores e mantê-los num regime de tamanha exploração, se iluda que a dívida não é a causa dos nossos problemas, mas sim a consequência desses problemas financeiros e económicos...” 

Estes novos Miguéis de Vasconcelos, que por opção entregaram a soberania de Portugal a terceiros – tal como no século XVI e XVII, os conjurados fizeram em relação à Espanha dos Filipes – escamoteiam que foi precisamente a destruição do tecido produtivo que criou as condições para que, hoje, a nossa balança de bens transaccionáveis esteja recorrentemente em défice, o que leva o país a ter de importar cerca de 80% daquilo que consome e de que necessita para gerar “economia”! 

Estamos, pois, perante gente – do PS ao PSD, passando pelas muletas dos dois, o CDS e PCP/BE e Verdes – que fez pior do que os traidores que assinaram o Tratado de Tomar, em 1581. Isto é, acolheram de forma descarada uma ainda maior abdicação de soberania do que a registada no século XVI, no qual, porém, como afirmava o nosso saudoso dirigente Arnaldo Matos, “... não perdemos a moeda, o que permitiu a Portugal recuperar a sua independência...” 

Traidores sem espinha dorsal que querem fazer crer que a situação que o país, a classe operária, os trabalhadores e o povo português, atravessam, nada tem a ver com os garrotes que representam para a sua economia este desequilíbrio estrutural da nossa economia e a acção de uma moeda forte como o euro – que convém a economias fortes como a da Alemanha – sobre economias frágeis como a de Portugal. 

Traidores que escamoteiam que um país sem moeda...não é soberano! E  não pode levar a cabo uma política independente sem que possua total soberania sobre a sua política orçamental, cambial, fiscal, aduaneira, bancária e financeira, como acontece actualmente, em que se assiste ao degradante espectáculo anual da submissão da Lei Geral do Orçamento de Estado da colónia à potência colonizadora, protagonizada pela Comissão Europeia que mais não representa do que os interesses de um directório liderado pela Alemanha imperialista e seus aliados. 

Após quatro Leis do Orçamento de Estado, aprovadas com o voto sem reservas das suas muletas do PCP/BE e Verdes, o directório imperialista europeu, liderado pela Alemanha, congratulou-se, por um lado, com a “paz social” que permitiu o “equilíbrio do défice” – leia-se, o assegurar do pagamento da dívida e do “serviço da dívida” (juros) aos credores -, à custa da famigerada política de “cativações” ,que Costa e Centeno conseguiram assegurar. 

Congratulação que passa, desde a Cimeira Europeia de Sibiu, pelo insistente rumor, de que o directório imperialista europeu, protagonizado pela Alemanha, estaria a analisar a hipótese de nomear António Costa para o cargo de líder da futura Comissão Europeia. 

Um prémio à traição aos interesses independentes e soberanos de Portugal, da sua classe operária, dos seus trabalhadores, do seu povo. Um prémio que vem no seguimento de outro que já havia sido conferido a Centeno, pela “excelência” de uma política económica, não ao serviço de Portugal, mas dos credores imperialistas. Uma política de submissão total aos interesses e regras que melhor servem a Alemanha e seus aliados. 

A classe operária, os trabalhadores e o povo português têm, nestas eleições para o Parlamento Europeu, a oportunidade de impor aquilo que o segundo candidato da Lista do PCTP/MRPP, o Dr. José Preto, advoga. Opor-se à Europa alemã que tem como propósito estender o seu domínio até aos Urais, como pretendia Hitler.


20Mai19                                                                                                            LJ

Brexit – o exagero de uma morte anunciada!

Brexit – o exagero de uma morte anunciada!

No debate promovido pela RTP e pela RTP 3,  no passado dia 13 de Maio, à noite, o cabeça de lista às eleições para o Parlamento Europeu do PCTP/MRPP, Luis Júdice, afirmou que o Brexit só poderia ser entendido no quadro da guerra inter- imperialista que, apesar de ainda se encontrar em fase larvar, já está em curso.

 

commonwealthNa altura, Luis Júdice assinalou que não era por acaso que o processo da saída do Reino Unido da UE estava a ser liderado por várias forças da direita e da extrema-direita daquele país, pois são as forças que melhor representam os interesses dos grandes monopólios e do imperialismo britânico, apostados em fazer vingar a sua posição na mesa da divisão dos despojos dessa guerra imperialista em preparação.

 

O candidato do PCTP/MRPP demonstrou que tal processo nada tinha a ver com a exigência que o PCTP/MRPP faz de que Portugal saia da UE e do euro - Quer quanto à natureza de classe, quer quanto aos objectivos que cada realidade política apresenta. Enquanto nós defendemos que a saída de Portugal da UE e do euro, ademais, nos retira do cenário de guerra inter-imperialista a que o directório alemão quer associar o nosso país, o Reino Unido, com o Brexit, pretende precisamente o contrário. Reorganizar as suas forças, de forma autónoma, a fim de estar em melhores condições no eventual processo de partilha de despojos do pós-guerra.

 

Luis Júdice fez questão em  demonstrar que com o Brexit, o Reino Unido deixou claro que  não está mais interessado em partilhar o poder e as decisões quanto à geoestratégia mundial  a prosseguir, sobretudo com o chamado eixo franco-alemão que nunca deixou de ser um dos seus principais concorrentes no teatro mundial.

 

O nosso cabeça de lista explicitou, ainda, numa das suas intervenções nesse debate, que o Reino Unido imperialista tinha um trunfo que não estava disposto a partilhar com quem domina a UE. Um trunfo que se chama Commonwealth, um mercado ao qual se associaram 53 países, num total de 2,4 mil milhões de habitantes, com um Produto Interno Bruto de 10 mil milhões de dólares. Neste grande mercado pontificam, para além do próprio Reino Unido– que o lidera através da sua casa real – países como a Índia, a Austrália, o Canadá e a África do Sul, entre muitos outros (ver quadro anexo).

 

Como não houve oportunidade, no supracitado debate, para explanar mais números que nos façam perceber melhor o que está em causa, e com o propósito de fazer gelar o riso de alguns palhaços que fizeram esgares de reprovação às afirmações produzidas pelo nosso camarada Luis Júdice, avançamos com alguns números, bastante significativos e paradigmáticos, relativos ao PIB de 2018:

 

  1. O PIB da UE a 28 (que inclui, ainda, o Reino Unido) foi de 15.300 mil milhões de euros
  2. O PIB da UE a 27 (o que exclui o Reino Unido) foi de 12.678 mil milhões de euros (o valor do RU no PIB da UE a 28, foi de mais de 17%)
  3. O PIB do mercado da Commonwealth, liderado pelo Reino Unido foi de 10.000 mil milhões de dólares
  4. O PIB dos EUA foi de 17.700 mil milhões de dolares
  5. O PIB da China foi de 11.360 mil milhões de dólares

 

Anunciar a morte, política, económica, financeira e social do Reino Unido é, pois, exagerada! E comparar os objectivos da direita conservadora britânica com os da exigência da saída da UE e do euro protagonizada pelo PCTP/MRPP – único partido, em Portugal, a defendê-lo sem papas na língua – é uma manobra imbecil de induzir o medo, manobra que não terá qualquer sucesso! 

O Camarada José Lourdes na RTP- Açores

O Camarada José Lourdes na RTP- Açores

O camarada José Afonso Lourdes, candidato do Partido às eleições ao Parlamento Europeu 2019, vai estar, hoje, dia 14 de Maio, na RTP-Açores para uma entrevista, transmitida em directo, a seguir ao telejornal das 20H00, (hora dos Açores), na qual apresentará a posição do Partido, o único que defende uma solução operária e comunista como forma de resgatar a soberania e independência do nosso País, terminando com os efeitos da política de sujeição aos interesses dos países imperialistas europeus, do pagamento da dívida e da imposição do défice zero. 

Pela Saída do Euro e da União Europeia!

Por uma Solução Operária e Comunista!

Pela Soberania Nacional!

O Imperialismo Europeu é a Guerra!

Intervenção do nosso primeiro candidato às Eleições para o Parlamento Europeu

 

Camaradas,

Vamos todos acompanhar a intervenção do nosso primeiro candidato às Eleições para o Parlamento Europeu, Luis Júdice, hoje, 13 de Maio 2019, na RTP1 e RTP3, a partir das 21H00.

Pela Saída do Euro e da União Europeia!
Por uma Solução Operária e Comunista!
Pela Soberania Nacional!
O Imperialismo Europeu é a Guerra!

 

Europa – Um sonho a cores que se transformou em pesadelo!

Europa – Um sonho a cores que se transformou em pesadelo!

O discurso que a classe dominante tem utilizado até agora tem sido o de que a Europa é boa, Portugal é que se tem portado mal. Como tal discurso é desmascarado e contestado pela realidade de Portugal registar, em 2000, data da adesão ao euro, uma dívida pública de 48,6% do PIB – inferior aos critérios de Maastricht que impõem 60% - que, em finais de 2018, quase triplicou – situando-se nos 121,5% do PIB -, agora ensaia-se outro tipo de discurso, para complementarizar este.

O discurso que Carlos Moedas, o comissário europeu português, ensaia num artigo que agora publicou na edição do jornal Expresso do passado dia 11.05.2019 e onde afirma ser necessário que os europeus se empenhem em 3 frentes de acção política: identidade, desigualdade e governança que, ademais e segundo ele, estarão interligadas.

É óbvio que, a ser necessário este empenhamento, isso quer dizer que o projecto europeu, consubstanciado na UE, faliu. Não conseguiu a identidade que propalava, cavou ainda mais as desigualdades e agravou as condições de pobreza o que torna o projecto ingovernável e insustentável.

Daí que seja, segundo Moedas, necessária uma nova governança para uma união que, em vez de ter realizado a prometida convergência acentuou ainda mais o fosso entre nações pobres e nações ricas, e dentro delas, o desequilíbrio na distribuição dos rendimentos entre quem detém os meios de produção e de distribuição e quem trabalha.

Numa postura própria de meninos de coro, é Carlos Moedas que, no supracitado artigo publicado no jornal Expresso – e intitulado Uma Europa a Cores – nos confessa a necessidade “...de reforçar a identidade europeia que de certa forma nunca soubemos construir...”!!! O que, refere mais adiante, tem sido aproveitado pelos populistas para instilar o medo, escamoteando o facto de não ser necessário aos populistas realizarem esse trabalho, já que os europeístas o têm levado a cabo com muito maior profissionalismo e consistência.

Os números da pobreza e do risco de pobreza – que atingem cerca de um quarto da população dos países que integram a UE -, os números do desemprego e da precariedade, é que criam nos trabalhadores factores de instabilidade, frustração e luta como aqueles que se registam. E promovem a abstenção e facilitam a progressão das forças de extrema-direita.

Os europeístas, segundo Moedas, reconhecem que “ ... os desafios são globais e por isso exigem além de uma identidade nacional uma identidade supranacional ...”, tentando convencer-nos que “... ser português e ser europeu é estar mais bem preparado para combater essa retórica do medo...”, quando ao que se assiste é a uma profunda desigualdade que se gerou no seio dos países que aderiram à moeda única.

Quer a Cimeira de Sibiu, na Roménia – abordada por nós em http://www.lutapopularonline.org/index.php/europeias-2019/2502-sibiu-a-cimeira-do-desespero-do-imperialismo-europeu -, quer este artigo de Moedas, são a admissão por parte dos chamados dirigentes europeus de que o projecto da UE e do euro estão em colapso, em desagregação acelerada.

E estão à procura de uma nova tábua de salvação, tudo indicando que, tal como sucedera com Durão Barroso, o directório europeu, dominado pelo imperialismo germânico, se prepara para premiar mais um traidor, precisamente um dos seus melhores alunos, o primeiro-ministro António Costa para dirigir a nau em risco de naufragar. E sinais não faltam. Desde um artigo no Finantial Times a fazer um rasgado elogio ao primeiro-ministro português e ao seu modelo de governança em Portugal, até a declarações de Moedas, ontem difundidas em vários telejornais nacionais, passando pelos rumores que circulavam nos corredores da Cimeira de Sibiu, todos a considerar que António Costa está a desempenhar de forma excepcional o seu cargo!!!

Os europeístas tentam paralisar a oposição às suas pretensões, programas e agendas políticas, criando o mito de que os sobernistas são isolacionistas. Alguns defenderão isso. Nós, não! Nós defendemos que ser europeísta é admitir a soberania de um directório que mais não tem feito do que servir os interesses da Alemanha imperialista e, no caso de Portugal, aceitar a condição de colónia.

Ao passo que, ser soberanista, como nós defendemos, é estabelecer relações com todas as nações do mundo – incluindo as europeias -, consolidar a nossa vocação atlântica privilegiando as relações com países africanos e da América Latina, reforçar e ampliar a nossa participação no projecto da Nova Rota da Seda, sempre na base do respeito pela soberania de cada estado e na reciprocidade mútua de vantagens.

12Mai2019

LJ

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Brexit: renascer das cinzas para morrer de vez!

Tal como havíamos previsto no artigo que publicámos nestas páginas em 16.05 do corrente, anunciar a morte, política, económica, financeira e social do Reino Unido foi um exagero. Um exagero que, pelos vistos saiu caro a Corbyn e ao Partido Trabalhista, mas não só.

commonwealthNão só a direita conservadora ganhou as eleições como, à medida que se anunciavam os resultados que viriam a dar a vitória a Boris Jonhson, a libra valorizava em relação ao dólar. Ou seja, uma forma do imperialismo americano assinalar o seu agrado pelo resultado, sobretudo quando ele envolve a vitória da estratégia americana de congelar os apetites de protagonismo do imperialismo europeu na cena mundial.

Tal como o dissemos na altura, o Brexit só pode ser entendido no quadro da guerra inter-imperialista em preparação que, apesar de se encontrar, ainda, em estado larvar, já está em curso, sendo a presente guerra comercial protagonizada pela China e os EUA, um sinal disso mesmo.

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Madame Ferreira vai pôr a mão na massa dos fundos para o Green Deal

Sabem quem vai gerir os 100 mil milhões de euros do programa de reconversão industrial anunciado pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, no âmbito de um alegado Green Deal

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Quem vai pagar a factura da reconversão do aparelho produtivo capitalista?

Ainda nem se procedeu ao funeral de mais um nado morto que dá pelo nome de COP 25 – mais uma daquelas famigeradas Cimeiras da Terra que há mais de 40 anos só produzem mentira e vacuidade – e já a comissária política nomeada por Angela Merkel – chefe do IV Reich – para dirigir a superstrutura que representa os interesses da Alemanha nos territórios ocupados e dominados da Europa, a alemã Ursula von der Leyen, anunciava o seu programa político e financeiro para transformar a Europa no primeiro continente verde do planeta.

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O eco-histerismo e as teorias
neo-malthusianas

Em 1972, U Thant, então Secretário Geral das Nações Unidas (ONU), inaugurou a era das Cimeiras da Terra. Quase meio século depois de conferências e cimeiras ao que é que assistimos? A uma mão cheia de nada quanto a soluções para os problemas que os seus patrocinadores não se cansam de nos repetir.

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Um panorama de sublevação operária e popular percorre o mundo!

Sempre que eclode uma sublevação popular e a classe operária assume uma postura e uma energia revolucionária perante as exigências que ela reclama, a burguesia, o imperialismo, colocam-se em sentido, porque sabem que, desta vez, as lutas são para serem levadas muito a sério por ela.

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FÁBRICA DURA NA GUARDA:
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AOS TRABALHADORES!
O estado de esgotamento em que se encontra o modo de produção capitalista é cada vez mais calamitoso! A demonstrá-lo, está a grave situação com que se depara, entre muitas outras empresas, a multinacional norte-americana DURA – Automotive da Guarda, e os mais de uma centena e meia de operários que ali vendem a sua força de trabalho. Senão vejamos!
DURA -entradaDepois de já anteriormente, ter procedido a várias reduções no número de trabalhadores em virtude da quebra na procura dos seus produtos, a Administração anuncia agora o despedimento colectivo de mais cerca de seis dezenas de operários, justificando a medida com a deslocalização da sua principal cliente – a alemã Magna BÖCO GmbH para a Índia, em busca de mão-de-obra escrava, mais barata, claro está!

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O Logro climático

Um pouco por todo o mundo, ao mesmo tempo que o grande capital promovia a euforia paranóica do black Friday (6ª feira negra), registavam-se procissões e manifestações, enquadradas numa “greve climática” juvenil, para que o poder burguês sentisse o pulsar da contestação dos jovens estudantes contra aquilo que convencionaram classificar de “crise climática”.

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António Costa, face ao entendimento que faz de que o povo está seguramente anestesiado pelas “contas certas” do seu executivo e pelas promessas de que vai fazer “mais e melhor”, habilitou-se a preparar o terreno para voltar à carga com o tema da regionalização.

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25 de Novembro de 1975 – a derrota do golpe social-fascista do PCP!

Numa senil tentativa de se apropriar das comemorações do 25 de Novembro de 1975 e do que esse episódio da história de Portugal representou, o deputado de extrema-direita Telmo Correia, que representa o CDS/PP na Assembleia da República, veio propor ao governo que “faça um levantamento das personalidades envolvidas no 25 de Novembro” (de 1975), que não tenham recebido a Ordem da Liberdade, a fim de lhes ser atribuida essa distinção “em vida ou até a título póstumo”.

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Existe um velho e sábio ditado popular que diz que quanto maior é a nau ... maior é a tormenta!
Desde a primeiríssima hora que o nosso Partido denunciou o autêntico Carnaval de manipulação que o governo de Costa e Centeno fizeram em torno da sua política de passes sociais em todo o país que, segundo a propaganda, iria tornar mais acessível o transporte aos trabalhadores e suas famílias, além de promover o desgongestionamento do tráfego automóvel, privado, nas cidades.
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17 de Novembro assinala um ano do Movimento Coletes Amarelos em França!

Hoje, dia 17 de Novembro de 2019, assinala-se um ano da data em que eclodiu em França o Movimento dos Coletes Amarelos.
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Parlamento Europeu absolve crimes do regime nazi e do fascismo!

Foi na 6ª feira passada, dia 15 de Novembro, que pela mão dos partidos de extrema-direita, fascistas e neo-nazis, respectivamente, CDS, Iniciativa Liberal e Chega, a Assembleia da República acolheu uma moção que pretendia colar o parlamento nacional a uma Resolução do Parlamento Europeu que associava o comunismo ao fascismo e ao regime nazi.

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Os fascistas e a pluralidade de opiniões

Reagindo aos protestos das populações que o aguardavam em Boticas, quando este ali estava a ser recebido na Câmara Municipal e transitava a caminho do Centro de Informação de Covas do Barroso, onde também o aguardava outro protesto popular, o Secretário de Estado  Adjunto e da Energia, João Galamba, teve uma daquelas tiradas oportunistas e mentirosas, recorrentes no PS: a de que os protestos representavam, “apenas”, uma parte das opiniões, que se desejam “plurais” – a parte da opinião contrária à exploração do lítio, havendo outra parte, no entanto, que está a favor.

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Repudiemos uma provocação à memória e à dignidade
do Camarada ARNALDO MATOS!

A razão da minha breve nota, de hoje, reside apenas nisto: repor a verdade, que, como sabemos, impõe deveres! E um dos deveres indeclináveis de quem a possui, é difundi-la; e, de preferência, no Órgão Central do PARTIDO fundado pelo querido e saudoso Camarada ARNALDO MATOS.

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Les 7 du Québec publicam documento do Camarada Arnaldo Matos sobre as Teses da Urgeiriça

Saudamos a inicitiva do camarada Luís Júdice, ao traduzir para francês e enviar para a webmagazine – Les 7 du Québec –,   o documento do Camarada Arnaldo Matos sobre as Teses da Urgeiriça  - I a XIII – síntese das principais teses expressas pela primeira vez sobre o carácter e natureza de classe das revoluções russa e chinesa e, em particular, sobre a revolução de Outubro e que foram publicadas e postas à discussão, no passado dia 9 de Novembro, na revista da internete, Les 7 du Québec, do marxista canadiano francófono Robert Bibeau.
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Enfermeiros reelegem Bastonária e afirmam não temer...a Temido!

Naquela que foi uma das eleições mais participadas de sempre, os profissionais da enfermagem acabam de reeleger , com cerca de 39% dos votos expressos, como Bastonária da Ordem dos Enfermeiros, Ana Rita Cavaco

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7 de Novembro – Aniversário da Revolução de Outubro
VIVAM AS TESES DA URGEIRIÇA!
Teses da Urgeirica 
VIVA O COMUNISMO!

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Pela Edificação do Partido

Publicamos o texto produzido e distribuído aos jovens de S. Miguel pelo camarada José Lourdes, membro do Comité do Partido na Ilha de São Miguel.

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Libertação imediata dos políticos catalães presos!

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Veja ou reveja o Programa Governo Sombra com Arnaldo Matos

(Clique na imagem para poder aceder ao vídeo)


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A REUNIÃO PLENÁRIA DO COMITÉ CENTRAL
DE 12 DE OUTUBRO APROVOU
REALIZAÇÃO DO I CONGRESSO EXTRAORDINÁRIO DO PARTIDO
EM 18 DE SETEMBRO 2020!

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ROMPER PARA TODOS OS QUADRANTES! 
REUNIÃO NO PORTO

No dia 4 de Dezembro de 2019 realizou se a primeira reunião após as eleições legislativas, a primeira de muitas com os objectivos da divulgação do marxismo, da luta por uma sociedade de iguais e da concretização do congresso do partido, que se vai realizar no dia 18 de Setembro de 2020. Acontece um ano e três dias depois da última intervenção pública do nosso camarada Arnaldo Matos, e no mesmo local, a livraria Canto III na rua da Boavista.

PrimeiraReuniaoPubLer mais


A BURGUESIA ESPREITA!
É HORA DE AGIR!

Não é algo novo dizer-se que a pequena-burguesia vai-se revelando dentro do nosso partido, agindo de forma cobarde, canalha e contra-revolucionária com vista a minar e destruir os sucessos e feitos que o proletariado revolucionário edificou e continuará a edificar com o objectivo final da transição do modo de produção capitalista burguês para o modo de produção comunista, e pelo estabelecimento de uma sociedade de iguais, sem exploração nem opressão.

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MACIÇO CENTRAL
FUNDAÇÃO DO COMITÉ DO PARTIDO
PARA O DISTRITO DE CASTELO BRANCO
MarxeEngels

RUMO AO CONGRESSO
POR UM PARTIDO COMUNISTA PROLETÁRIO MARXISTA!

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LIQUIDAR O LIQUIDACIONISMO

Críticas às demissões

Carta do camarada José Afonso Lourdes

Caros Camaradas,
O partido não se irá fortalecer com demissões e actos nitidamente capitulacionistas e principalmente com atitudes de chantagem.
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Carta do camarada Pedro Pacheco

Camaradas
Não é de abandonos nem de demissões a memória da preclara e poderosa passagem do camarada Arnaldo Matos pela modelação do corpo da história nacional e internacional contemporânea e não menos da memória do devir humano.

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Carta do camarada Carlos Pais

Este email é só para informar que não irei enviar mais emails para demissioários.
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O Comité Central, reunido no passado dia 10 de Novembro e após análise e discussão das tomadas de posição do camarada Carlos Paisana e do abandono por três camaradas dessa reunião, aprovou as seguintes duas resoluções:

Resolução

O Comité Central do PCTP/MRPP, reunido a 10 Novembro 2019, analisou a gravidade da apresentação da demissão do camarada Carlos Paisana através de e-mail enviado ao Comité Central, posição que oportunisticamente recusou discutir frontal, leal e honestamente na presença dos restantes membros do Comité Central, posição essa que assumiu claramente perante todos os restantes membros, quando a reunião o convocou, mais uma vez, telefonicamente para estar presente a fim de  apresentar e discutir as suas posições.
O Comité Central condena veementemente tal atitude fraccionista e liquidacionista, que é em tudo contrária aos princípios de organização e de disciplina estatutária do Partido baseada no centralismo democrático, e não no policentrismo, visando de forma consciente a destruição da direcção do Partido com tal atitude. Assim,

  1. O Comité Central nunca vai aceitar que se transformem as redes sociais ou a net em fóruns de discussão interna do Partido, como pretende o camarada Paisana. As discussões fazem-se nos órgãos próprios. O Partido é uma organização política comunista marxista e não um bando de diletantes.
    Esta questão já foi suficientemente discutida no Partido, pelo camarada Arnaldo Matos, mas, pelos vistos, apenas se fingiu concordar, pois os métodos continuam a ser exactamente os mesmos.
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RESOLUÇÃO

O Comité Central do PCTP/MRPP, reunido a 10 Novembro 2019, para dar cumprimento à Ordem de Trabalhos da respectiva Convocatória, analisou a gravidade dos actos e declarações praticados pelas camaradas Adelaide, Maria Paula e Regina, ao abandonarem a reunião do Comité Central, quando conheceram, através de telefonema feito em directo, na própria reunião, a recusa determinante por parte do camarada Carlos Paisana em estar presente na reunião e nela apresentar de forma honesta, frontal e leal as razões da sua demissão, esta remetida oportunisticamente via e-mail, método inadmissível para ser utilizado por qualquer comunista que encontra os seus camaradas na sede, pretendendo utilizar o mail para discussão das questões de Partido, nomeadamente as suas.

Assim,

  1. Considerando que estas camaradas agiram provocatoriamente, corporizando uma linha liquidacionista contra o Partido, ao se assumirem claramente constituídas em grupo cisionista, manifestando-se contra a linha política do Partido, os seus princípios de organização e de disciplina estatutária, baseada no centralismo democrático;  

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Policentrismo – eu avisei!

Num artigo que escrevi para o Luta Popular online, sob o título Policentrismo, entretanto “apagado” das suas páginas – vá-se lá saber porquê –, afirmava que “...se instalou no seio do Partido uma corrente que...” o camarada Arnaldo Matos, “...tal como no passado o havia feito Lenine, classificou de oportunista e revisionista”, corrente à qual dei a designação de policentrista.

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O Luta Popular online e a Refundação do Partido Comunista Proletário Marxista

O Luta Popular online é o Órgão Central do PCTP/MRPP, o que significa que as posições tomadas pelo Partido são as publicadas no Jornal. Os militantes, simpatizantes e amigos do Partido devem tomar conhecimento das posições do Partido através do seu Órgão Central e não por qualquer outro canal de comunicação.

Nesse sentido, e para que não persistam dúvidas, e apesar de já ter sido objecto de estudo, republicamos um artigo do camarada Arnaldo Matos, datado de 04-05-2016 , no qual está claramente explicado qual é a função do Luta Popular.

       15OUT19                                                                             CG

Uma vez mais: O que é o Luta Popular Online? 

Agora que os comunistas portugueses estão a obter importantes sucessos na sua luta contra os liquidacionistas, com vista à refundação de um partido marxista revolucionário proletário, aumentou a colaboração dos militantes e simpatizantes do Partido para o Luta Popular Online.

Isso obriga-me a vir aqui uma vez mais explicar aos nossos leitores o que é o Luta Popular Online e qual é o tipo de colaboração que deles esperamos e desde já lhes agradecemos.

O Luta Popular Online é o jornal político de âmbito nacional do Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses (PCTP/MRPP). Por enquanto, sai em suporte digital, mas a intenção do Comité Central do Partido é a de editá-lo em suporte de papel, assim que se acharem reunidas as condições políticas, económicas, técnicas e organizativas para tanto.

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HONRAR OS MÁRTIRES DO PARTIDO

A história do PCTP/MRPP é a história da luta empreendida pelos autênticos comunistas - contra toda a casta de oportunistas, arrivistas, carreiristas, liquidacionistas e outros lacaios da burguesia infiltrados no seio do movimento operário -, em prol da edificação do Partido do Proletariado.

HONRAR OS MÁRTIRES DO PARTIDONesta luta prolongada e difícil houve mártires e, sabe-se, que muitos outros tombarão até que a vitória da Revolução Proletária estabeleça a nova ordem da qual resultará a construção da futura sociedade comunista.

Ribeiro Santos e Alexandrino de Sousa são dois mártires do Partido e da Revolução que, independentemente do futuro do Partido a que pertenceram, nunca serão esquecidos pelo povo e pelo proletariado, por quem deram a própria vida.

Mas, hoje, do partido a que eles pertenceram, e após o desaparecimento físico do seu fundador, apenas restam despojos da heróica luta travada, e herdeiros ilegítimos de dentes afiados, desafiando quem se propõe honrar verdadeiramente os gloriosos combatentes tombados.

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honra a ribeiro santos

Outubros… 

Outubros Gloriosos

Em seu resplendor de mil cores de Outono

Iluminando memórias

Da História da Humanidade

Outubros Ardentes

Da folhagem madura

E dos frutos seus esplendores…

Entoando hinos à fecundidade

Outubros Sangrentos

De mártires assassinados pela tirania

Eternizados na luta

Dos explorados contra a burguesia

Outubros Vermelhos

Inquietos…

De ânimo renovado

Rumo à Revolução Comunista do Proletariado

Outubros do Futuro

Sonho de nascentes verdes a brotar

Em fluxo de floração suprema

Com que a Humanidade se há-de libertar!

 

José Cruz

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Mãos ao ar, isto é um assalto...ao poder! 

Nem vinte e quatro horas decorridas da contagem dos votos e já vários candidatos ao assalto ao poder, ou seja, a reparti-lo com o PS de Costa/Centeno, faziam fila e se punham em bicos dos pés. 

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O voto (f)útil!

Bem se podem esforçar Costa e Centeno, com a prestimosa ajuda das suas muletas do PCP, BE e Verdes, em apresentar um quadro de optimismo, de evolução positiva e riqueza para o povo e o país, que aí estão os mais recentes dados do eurobarómetro para deitar por terra as ilusões criadas.

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O desmantelamento do reactor nuclear de Sacavém
e as Jornadas Mundiais da Juventude

Numa operação envolta em total secretismo, o único reactor nuclear construído há mais de 50 anos em Portugal está a ser desmantelado. 

Na primeira fase, o coração do reactor – o núcleo com o combustível nuclear – foi transportado do Campus Tecnológico e Nuclear, sito na Bobadela, perto de Sacavém, para o Ponto de Apoio Naval de Tróia onde seria embarcado, em Março passado, num navio que transportaria esse material para os Estados Unidas da América. 

desmantelamentoÉ de toda a justiça que se reproduza, aqui e agora, um tuíte do camarada Arnaldo Matos no qual, sob o título O PAPA, A JUVENTUDE E O REACTOR NUCLEAR DE SACAVÉM, este fazia uma vigorosa e lúcida denúncia da política nuclear dos sucessivos governos PS e PSD, de arrogante desleixo criminoso, a propósito das Jornadas Mundiais da Juventude, que ocorrerão em 2022 no Parque Tejo, conforme foi anunciado pelo papa Francisco durante as últimas JMJ que tiveram lugar na cidade do Panamá, em Janeiro do corrente ano.

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Contas Certas?
 

Uma das frases mais utilizadas por Costa e Centeno para classificar a boa governança do executivo que lideram – com a prestimosa ajuda e cumplicidade das muletas do PCP, BE e Verdes, às quais se juntou o PAN – é a de que o PS cumpriu a sua promessa eleitoral de levar o país a ter contas certas. 

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Um Costa sagaz ou um rabo escondido com o gato de fora?!

No final da legislatura, PS e suas muletas do PCP, BE e Verdes desdobram-se em iniciativas para demonstrar que cada um deles, por sua iniciativa ou por acordo entre todos, são responsáveis pelo enorme sucesso do governo que brevemente cessará funções.

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VIEIRA DA SILVA, O MINISTRO DO CAPITAL NUM GOVERNO FASCISTA 

Vieira da Silva, ministro do trabalho e da segurança social, foi um dos ministros que integrou a tróica de gauleiters na repressão da greve dos motoristas, a mando e sob o comando do seu führer Costa.

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Viva a Justa Luta dos Motoristas!

O Partido manifestou, desde o primeiro momento, nos vários artigos publicados no Luta Popular online, o apoio à luta dos Motoristas Viva a Justa Luta dos Motoristasde Mercadorias e de Matérias Perigosas, denunciando as posições reaccionárias e provocatórias de patrões e do governo de Costa e suas muletas: PCP e BE.

Hoje, primeiro dia de greve, o Partido manifestou o seu apoio incondicional a esta justa luta, através de uma Nota à Imprensa, que publicamos, em seguida.

Publicamos também as mensagens de solidariedade e apoio enviadas às direcções do Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias (S.I.M.M) e Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP).

http://lutapopularonline.org/index.php/correspondencia/2562-sindicato-independente-dos-motoristas-de-mercadorias

http://lutapopularonline.org/index.php/correspondencia/2563-sindicato-nacional-dos-motoristas-de-materias-perigosas 

PCTP/MRPP APOIA INCONDICIONALMENTE A JUSTA GREVE DOS MOTORISTAS DE MERCADORIAS E DE MATÉRIAS PERIGOSAS E MANIFESTA A SUA FIRME SOLIDARIEDADE PARA COM ESTES TRABALHADORES EM LUTA.

Tal como já o manifestou junto das direcções do Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas /SNMMP) e Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias (S.I.M.M.), o Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses (PCTP/MRPP) desde início que exprimiu o seu total apoio à corajosa e justa luta que estes trabalhadores travam, não apenas contra o mais cavernícola dos patronatos representados pela ANTRAM, como contra as manobras provocatórias, intimidatórias e verdadeiramente fascistas do governo reaccionário do governo de Costa e suas muletas PCP e BE, estes, através da direcção traidora e social-fascista da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (FERTRANS), prestimoso braço direito do capanga da ANTRAM e militante do PS Matias de Almeida.

A greve dos motoristas em curso constitui um poderoso exemplo de coragem, combatividade e firmeza para a luta do movimento operário, desde logo por ter arrostado, sempre sem ceder, com uma miserável e nunca vista campanha de chantagem, de ameaças e de intoxicação da opinião pública, por parte de um governo e de um primeiro-ministro que, sentindo-se derrotados, não puderam esconder a sua verdadeira face de inimigos da classe operária e de todos os que trabalham e se recusam a ser explorados e escravos sujeitos a ritmos infernais de trabalho.

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Os fura greves 

Fenómeno recente, com apenas dois anos, são as lutas dos trabalhadores dirigidas e protagonizadas por novas estruturas sindicais, em manifesta ruptura com as centrais sindicais da “concertação social” e da mais miserável pactuação com os interesses do patronato e do estado que o representa. 

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COSTA E A GREVE DOS MOTORISTAS

UM MEDIADOR QUE É PARTE

OU O INCONTIDO ÓDIO AOS TRABALHADORES

António Costa é frequentemente elogiado pela sua habilidade política, como primeiro-ministro de um governo reaccionário, e por saber usar a demagogia com particular mestria.

Ou seja, um perito em levar pela trela e amansar os social-fascistas do PCP de Jerónimo e os social-democratas do BE de Catarina Martins, silenciando a sua farronca oportunista de esquerda, atirando-lhes umas migalhas que não incomodem os capitalistas e imperialistas europeus.

Mas os fascistas por mais que se contenham e se mascarem nunca deixam de ser fascistas.

E Costa e alguns dos seus ministros mais fiéis têm disso dados vários exemplos ao longo do seu consulado, no ódio que têm aos costa e a greve dos motoristastrabalhadores.

Foi assim com a intervenção da polícia de choque contra os estivadores em greve, foi assim com a chantagem da ameaça de demissão contra a luta dos professores, perante a firmeza destes (atraiçoada pelo PCP e BE) e é agora de novo com a greve dos motoristas de mercadorias perigosas.

Depois de o Sindicato dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) ter chegado a acordo com a ANTRAM, em resultado da última greve realizada no passado mês de Abril, os patrões resolveram provocatoriamente incumprir esse acordo.

Em face disso, o SNMMP e o Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias (SIMM), decidiram convocar nova greve por tempo indeterminado para o próximo dia 12 de Agosto, cientes de que esse é o instrumento prioritário e eficaz dos trabalhadores para lutarem pelas suas reivindicações.

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PS e PSD querem pôr a mão no pote dos fundos europeus para a regionalização! 

Comissão Independente para a Descentralização, criada em 2018 para avaliar a organização e funções do Estado ao nível regional e intermunicipal, conduzida pelo antigo ministro socialista João Cravinho, entregou na 3ª feira passada, dia 30 de Julho, um relatório em que sugere um novo referendo sobre a Regionalização, sem que o “alcance regional” seja questionado, e aconselhando que o processo seja “sujeito a uma permanente monitorização e avaliação”.

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NÃO À PRIVATIZAÇÃO DOS SIMAR!

CONTRA A GESTÃO CAPITALISTA DO PCP EM LOURES!

 

Ao fim de cerca de cinco anos da formação dos Serviços Intermunicipalizados de Águas e Resíduos de Loures e Odivelas (SIMAR), simarBernardino Soares e os social-fascistas da vereação de Loures abrem caminho à privatização destes Serviços, ao tomarem recentemente várias medidas que encobrem esse objectivo.

Isto para além de, pela primeira vez na história deste município e através de um despacho do administrador e cacique do PCP Paulo Piteira, terem tido a ousadia de quererem obrigar os trabalhadores da recolha do lixo a trabalharem no feriado municipal do passado dia 26 de Julho, medida vergonhosa essa que só não foi aplicada, perante a convocatória de uma greve para esse dia.

A crescente tentativa, por parte dos gestores capitalistas de Bernardino, de liquidação do serviço público actualmente prestado pelos SIMAR tornou-se de tal modo escandalosa que até os próprios correligionários do PCP se viram obrigados a manifestar alguma inquietação (na verdade, não passará disso), para não ficarem desmascarados perante os trabalhadores que dizem defender.

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PSA – Mangualde:

DIZER NÃO À ESCRAVIDÃO!

E PROCLAMAR A EMANCIPAÇÃO DA CLASSE OPERÁRIA! 

Criado há 57 anos, o Centro de Produção de Mangualde, com o progresso industrial obtido à custa da força de trabalho dos seus operários, transformou-se na Grande Fábrica – PSA –, onde perto de um milhar de homens e mulheres produzem um astronómico volume de riqueza que diariamente lhe foge das mãos…, recebendo em troca, apenas, exíguas migalhas para o seu sustento!...

Hoje, a quantidade de riqueza, assim como a concentração da força de trabalho que a produz, são incomparavelmente maiores doescravidao que aquelas que no primeiro ano de produção (1964) permitiram, à então Citroen, pôr no mercado automóvel as 472 unidades do modelo AZL, o conhecido Citroen 2CV, produzidas ao longo desse ano…

A diferença de números é abismal... Só nos primeiros 6 meses deste ano, os actuais cerca de 800 operários e operárias da PSA produziram 38 mil automóveis – mais 15,1% do que no mesmo período do ano passado!

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Prossegue Genocídio Fiscal! 

Dados trazidos a público pela PORDATA, no final desta semana, traçam um retrato da situação demográfica há muito pré-anunciado por nós e deveras preocupante. 

As sucessivas medidas terroristas e fascistas que o governo de traição nacional – o governo de coligação entre a extrema-direita do CDS/PP e da direita do PSD - foram impondo aos trabalhadores e ao povo português, com o cortejo de roubos dos salários, do trabalho, das pensões e reformas, a crescente negação do acesso à saúde e à educação, o aumento de impostos sobre o trabalho e a carestia generalizada de vida, aumentando bens essenciais, desde a água à luz, passando pelos transportes, as rendas de casa, a alimentação e o gás, levou-nos a considerar que os sucessivos Orçamentos de Estado que Coelho e Portas foram lavrando, constituíam um autêntico acto de genocídio fiscal.

grafico 

Genocídio fiscal prosseguido pelo governo de Costa/Centeno, com a prestimosa colaboração das muletas do PCP/BE e Verdes que, ao mesmo tempo que celebram as realizações do actual governo, escamoteiam o facto de este estar a ser o governo que maior carga fiscal impôs ao povo – 35,4% em 2018, o valor mais alto desde 1995!!!

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Incêndios – meio facilitador da acumulação capitalista nos campos! 

incendiosHá mais de 40 anos que, ano após ano, quando o país arde, lá vêm os sucessivos governos que à vez, sozinhos ou coligados – e relembramos que, praticamente todos os partidos do “arco parlamentar”, passaram pelos bancos do poder – , e assessorados por um batalhão de “especialistas” de tudo e mais alguma coisa, afirmar, por um lado, que a culpa foi dos incendiários ou da natureza e, por outro, que agora, sim, irão ser tomadas medidas na direcção certa que, segundo todos eles, é a prevenção. 

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18 de Julho de 1975 – Libertação do camarada Arnaldo Matos e dos militantes do MRPP presos pelo COPCON/PCP 

O dia 18 de Julho de 1975 constituiu um marco indelével na história da luta da classe operária e dos comunistas portugueses do MRPP, sob a direcção do camarada Arnaldo Matos, contra a ditadura social-fascista, pela liberdade e democracia e continuação do combate pela revolução comunista.

278Pelas 22H30 do dia 28 de Maio de 1975 o COPCON, recorrendo aos comandos e às chaimites do fascista Jaime Neves e militares de unidades controladas pelo PCP, iniciou a operação Turbilhão, assaltando e saqueando todas as sedes do MRPP da região de Lisboa, e prendeu o camarada Arnaldo Matos e mais de quatro centenas de militantes e simpatizantes do Partido.

O objectivo desta operação terrorista havia sido previamente apontado pelo PCP na assembleia do MFA que a aprovou, em particular pelo seu maior cacique o social-fascista coronel Varela Gomes – eliminar fisicamente o camarada Arnaldo Matos, fundador e secretário-geral do MRPP e destruir e aniquilar o Partido.

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Lambe botas Marcelo de gatas em Paris

UM PRESIDENTE, UM GOVERNO E UM PARLAMENTO DE LACAIOS E ANTIPATRIOTAS

Marcelo Rebelo de Sousa, no caso em postura igual à do governo de Costa e das suas muletas PCP e BE, fez questão de se pôr mais uma vez a lambebotas1quatro patas perante o imperialismo francês e europeu, aceitando estar presente, a convite do cretino Macron, no desfile militar do 14 de Julho, data que comemora a Tomada da Bastilha e a vitória da revolução burguesa de 1789 em França.

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As comemorações do 14 de Julho tiveram lugar sob o signo da guerra

A França celebrou, no passado dia 14 de Julho, a queda da Bastilha. No palanque presidencial, a ladear Macron, estiveram Angela Merkel, o Presidente da República Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa e vários altos representantes da União Europeia.

14deJulhoEste ano, a grande festa nacional da burguesia francesa foi assinalada na capital, Paris, com um grande desfile militar. Macron aproveitou a oportunidade para fazer desfilar mais de uma centena de militares espanhóis, conjuntamente com destacamentos militares de outros países que fazem parte de um projecto de cooperação militar europeu por si impulsionado. 

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Depois Dos Incêndios As Minas A Céu Aberto!...

Que País É Este?

São passados dois anos sobre os primeiros incêndios do trágico ano de 2017; com mais de uma centena de mortos, milhares de hectares de área ardida e centenas de casas destruídas! E, para o mesmo governo de incompetentes e assassinos, sem um pingo de vergonha nas fuças, hoje tudo está muito melhor…

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