CULTURA

Cine-Arma - Uma Breve Nota Sobre a Passada Crítica Cinematográfica

Cine-Arma

Uma Breve Nota Sobre a Passada Crítica Cinematográfica

Em primeiro lugar, saúdo a apreciação crítica apresentada pela camarada Rafaela e Andreia, no Luta Popular de Junho, relativa a um dos filmes/documentário mais importantes do pós 25 de Abril: “O que Farei eu com esta Espada” de João Cesar Monteiro, cuja revisitação se torna obrigatória, sobretudo agora que ainda se comemoram os cinquenta anos do 25 de Abril, comemorações em que a burguesia pretende claramente reescrever a História.

Este é, como se refere no texto, um filme-arma, um filme de contestação que merece uma análise e reflexão sobre o golpe militar do 25 de Abril e a vontade revolucionária do povo, traído pelos partidos fascistas e reformistas, mas não abandonado pela revolução, porque a revolução foi a Espada que onpovo empunhou e que ainda teima em não deixar cair.

Na sua apreciação, refere a camarada que o filme “(…) também captura manifestações populares do operariado português. A nota que aqui pretendo deixar é exactamente sobre essa intervenção do operariado, que simultaneamente retrata a posição revolucionária do nosso Partido, o MRPP na altura: refiro-me à intervenção do Camarada Vítor Conde, presente no filme, e que, juntamente com outros quatro operários da Petroquímica, denunciaram a provocação e intimidação da NATO e dos imperialistas americanos, quando em 1975, fundearam no rio Tejo frente a Lisboa, o porta-aviões Saratoga.

Na sua intervenção, o camarada Vítor Conde frisou também com veemência, que a classe operária jamais vai tolerar manobras intimidatórias de qualquer imperialismo ao nosso País.

Uma vez que estamos a falar de um filme-documentário, pareceu-me importante que essas palavras não fossem tidas como anónimas, mas como palavras de ordem do partido que as criou e defendeu.

Ontem, como hoje, o PCTP/MRPP defendeu: Nato fora de Portugal! Yanques fora das Lajes!

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