O Estado sionista-fascista de Israel tem de ser impedido de cometer mais atrocidades!
Todos os apoiantes de Israel são colaboracionistas deste genocídio!
Acabemos, de vez, com a hipocrisia e com a conivência!
Decorridos que vão 691 dias desde o início do último ataque aos palestinianos na Faixa de Gaza, não há palavras que consigam descrever a revolta perante os actos de pura barbárie, perante os assassinatos brutais cometidos pelo Estado nazi, fascista-sionista de Israel!
Também as palavras hipocrisia, conivência, cobertura, etc. já não chegam para caracterizar a posição abjecta dos países que se dizem civilizados e democratas, mas que, desde o primeiro dia, sob as palavras “Israel tem o direito de se defender”, os governantes portugueses também o disseram várias vezes, estão, incondicionalmente, a apoiar este genocídio que ocorre perante os nossos olhos.
Os dados, aceites e reconhecidos pela ONU, e a violência das imagens falam por si: 62 000 palestinianos morreram desde o início da guerra, 83% dos mortos eram civis, crianças em grande percentagem (segundo os serviços de informação do exército); 2,1 milhões de pessoas estão a ser aniquiladas pela fome – 2018 civis foram mortos, enquanto tentavam obter alimentos; 246 jornalistas foram assassinados de forma brutal e planeada: no último duplo ataque ao hospital Nasser (25-08-25), para além de 20 civis, morreram cinco jornalistas (Reuters, NBC, Al Jazeera e Associated Press), tendo, em seguida, sido também atingidos os socorristas. Nesse mesmo dia foi ainda assassinado um sexto jornalista, em Khan Younis. É assim que o Estado sionista desesperado por não atingir os seus objectivos gere e controla a sua narrativa ao mesmo tempo que através de métodos regulares de propaganda tenta nazificar a população quiçá até fora de Israel, tendo em conta as posições que vemos e ouvimos, até de alguns comentadores da nossa praça.
Israel tem todos os direitos: tem direito a cometer crimes contra a humanidade, sem que as instituições burguesas apliquem as leis que criaram (há mais de um ano que a África do Sul deu entrada de um processo, acusando Israel de genocídio, no Tribunal Internacional de Justiça); tem direito a ter armas nucleares de forma clandestina sem que as instituições burguesas as fiscalizem, fechando os olhos a essa realidade porque lhes interessa; é uma democracia, mas não tem constituição! Assina acordos sem qualquer intenção de os honrar ou respeitar, incluindo os de cessar fogo – o último a 18 de março deste ano. A questão de Israel, da Grande Israel, esconde-se na sua história. É preciso relembrar a criação do Estado de Israel, ligando-o ao movimento sionista para que o presente se torne claro. Fá-lo-emos num próximo artigo.
Contudo, a responsabilidade de tudo isto não recai apenas sobre o Estado sionista e teocrata de Israel, nem é obra de Netanyahu, apesar da justificação arranjada pelo ocidente, atribuindo a sua acção genocida à sua sobrevivência política. Não é a sobrevivência política de Netanyahu que está em causa, mas a sobrevivência do capitalismo, que necessita de Israel para dominar o médio oriente e Israel faz-lhes as exigências necessárias para o cumprimento da sua missão.
O genocídio a que todo o mundo asiste em tempo real (ninguém pode afirmar que desconhece o que se está a passar) é da responsabilidade de todo o ocidente – especialmente Estados Unidos e Europa – que continuam a fornecer as armas e a não aplicar sanções para que Israel leve a cabo a tarefa essencial para que foi criado: o domínio do médio-oriente, começando pelo extermínio do povo palestiniano, expandindo-se através de colonatos e outras ocupações e intervenções como no Líbano, Irão, Síria, Egipto e outros se seguirão. Israel é a mão dos Estados Unidos no médio oriente. O que os colonizadores ingleses não conseguiram concretizar na altura, está Israel a fazer, presentemente. Todos os acordos que criaram a ilusão de se reconhecer o Estado da Palestina, incluindo o último de Oslo, não foram mais do que ganhar tempo para a destruição da Palestina, tal como defendido na declaração de Arthur Balfour em 1917, que apenas pretendia a criação de “um lar para o povo (?) judeu”, sem se referir aos palestinianos que já habitavam aquele território.
Nas duas últimas semanas, os ataques na Faixa de Gaza intensificaram-se, com o governo de Netanyahu a tomar medidas imediatas que supostamente lhe garantam a tomada definitiva da cidade de Gaza, expulsando os palestinianos da sua própria terra ao mesmo tempo que recruta 60 000 reservistas, mantendo mais 70 000 para os grandes combates de setembro.
É neste contexto que surge na Europa o “movimento” de reconhecimento do Estado da Palestina, durante o mês de setembro. Mas, depois do genocídio dos palestinianos, da sua expulsão, sem direito a regresso, da tomada de Gaza, da criação de novos colonatos, incluindo na Cisjordânia, onde o Hamas não governa, de que Estado da Palestina estão falando? Da criação de um governo fantoche/administração civil controlada por Israel através da Autoridade Palestiniana? De um Estado sem soberania, sem exército, sem qualquer poder?!
A cobardia e a hipocrisia destes países de que Portugal faz parte não tem limites. Ficaram o mês de agosto, de férias, à espera da destruição do povo palestiniano, para, consumado o acto fazerem o acto de contrição, batendo no peito, chorando lágrimas de crocodilo.
Mas Israel ainda não venceu a guerra e politicamente foi mesmo derrotado.
Morte ao Estado sionista de Israel!
MG
