O problema de todos os governos serventuários e vende pátrias – como é o caso do governo Coelho/Portas/Cavaco -, é o de que, quando confrontados com um qualquer percalço que os desvie do roteiro previamente programado e imposto pelos seus patrões - no caso de Portugal, da tróica germano-imperialista -, ficam imediatamente em apuros, reagindo a tal contratempo com a aplicação de medidas ainda mais terroristas, ainda mais fascistas, do que aquelas que, aparentemente, acabaram de ser chumbadas.
E dizemos aparentemente porque, cumprindo um ritual que se repete pelos três orçamentos que este governo quis fazer aprovar, desde que tomou posse, o Tribunal Constitucional (TC) chumbou uma vez mais algumas das normas contidas no último desses documentos, mas aplicou, uma vez mais, aquele princípio de uma no cravo e outra na ferradura, lavando como Pilatos uma mão com a outra.
Ao mesmo tempo que chumba três das quatro normas da Lei Geral do Orçamento de Estado (OE) para 2014, cuja fiscalização sucessiva havia sido exigida pelo facto de Cavaco, apesar de tudo indicar que elas estavam feridas de inconstitucionalidade, não ter suscitado a sua fiscalização preventiva, o TC, cumprindo o seu papel de consultor jurídico da coligação PSD/CDS, dá indicações do que é que o governo de lacaios deve fazer para tornar constitucionais as normas ora chumbadas por aquele órgão de pretensa fiscalização da aplicação e respeito pela Constituição.
Cai por terra, de forma estrondosa, a máscara de salvadores da pátria que este governo de traidores quis ostentar pouco antes das eleições para o parlamento europeu, numa vã tentativa de escapar ao desastre eleitoral que o povo português lhe impôs. Uma máscara que de forma bizarra e provocatória exibiram para fazer passar junto do povo a idéia de que, agora e finalmente, findo o programa de assistência decorrente do memorando de entendimento que, nunca é demais recordá-lo, PS, PSD e CDS assinaram com a tróica, Portugal se tinha visto livre da sua condição de protectorado.
Sol de pouca dura! Ao primeiro revés, lá vem a ameaça de um novo programa cautelar, um ritual que, não se organize, não se mobilize, não ouse o povo lutar pelo derrube deste governo e do seu mentor Cavaco, se perpetuará no tempo.
A única saída para que nenhuma medida mais seja aplicada contra o povo e quem trabalha, é mesmo o derrube deste governo de traição nacional e a constituição de um governo democrático patriótico que faça Portugal sair de imediato do euro e de forma firme e decidida imponha o não pagamento de uma dívida que não foi contraída pelo povo, nem o povo dela tirou qualquer benefício, mas que, no entanto, está a ser obrigado a pagar!