Os trabalhadores das cantinas e bares concessionados (a funcionar nas grandes empresas, universidades, escolas, outros serviços ou instituições públicos e privados) estiveram ontem, dia 9 de Junho, em greve, convocada pelos sindicatos do sector federados na FESAHT (Federação dos Sindicatos de Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal) pelo aumento de um euro por dia no salário e contra a violação sistemática do estabelecido contratualmente (e nalguns casos as condições mínimas estabelecidas na lei geral) quanto ao trabalho nocturno, horas extraordinárias e horários de trabalho.
O sector abrange cerca de 12.000 trabalhadores dispersos por pequenas unidades espalhadas por todo o país, trabalhadores que, na esmagadora maioria dos casos, nem o salário mínimo levam para casa.
A greve teve adesões totais em muitas cantinas desde as dos Hospitais Pedro Hispano, da Prelada, de Famalicão e de Penafiel onde apenas os serviços mínimos foram garantidos (refeições aos doentes), até às dos Centros de Formação de Braga e Bragança e de inúmeras escolas e universidades de todo o país e na própria presidência do conselho de ministros, e elevadas adesões como no refeitório da RTP do centro de produção do Porto ou na cantina da Autoeuropa e da TAP.
Um dos argumentos utilizados pela associação patronal (a AHRESP) para se recusar a negociar e assinar a alteração da tabela salarial é o facto de estarem suspensas as portarias de extensão, por decisão do governo de traição nacional Coelho/Portas.
Os milhares de trabalhadores deste sector específico da hotelaria, quando unidos, saberão prosseguir e intensificar a luta, designadamente, por greves mais prolongadas e assim conseguirão impor ao patronato e ao seu governo as suas reivindicações.
Viva a luta dos trabalhadores das cantinas!