Com Costa à frente da câmara da capital, Lisboa tornou-se numa cidade de um fedor que tresanda.
Ruas a precisar de uma barrela e que não vêem mangueira há anos, lixo que se acumula, particularmente, em zonas mais afastadas dos olhos do turista, com cerca de 15 percursos de recolha por fazer, passeios intransitáveis, com merda de cão por todo o lado e empestados de cheiro a mijo ...
E se promessa de alguma alteração se verificou recentemente neste campo, foi porque Costa, confrontado com a luta dos trabalhadores camarários da limpeza, não quis ver afectada a sua campanha das primárias, no decurso da qual, aliás, se faz igualmente sentir o pestilento cheiro da bosta política, ideológica e intelectual que se solta das suas manigâncias quanto a questões essenciais como a posição sobre a dívida pública.
A lixeira em que Costa foi transformando a cidade é uma das manifestações das habilidades e do oportunismo que tem caracterizado a sua governação: atirou para cima das novas juntas de freguesia a tarefa de lavagem das ruas, ou seja, alijou essa responsabilidade que durante todo o seu mandato abandonou por completo, sem contudo lhes disponibilizar todos os meios financeiros necessários para o efeito, acautelando simultaneamente os direitos dos trabalhadores camarários que para ali transferiu.
Enquanto vai tentando endrominar o eleitorado do PS sobre se paga ou não a dívida pública, Costa, em Lisboa, já mostrou a sua posição – não se importa de emporcalhar a cidade, cortando na despesa da limpeza urbana... para pagar a dívida; não o incomoda vender a pataco e desembaraçar-se de riquíssimo património da cidade... para pagar a dívida; não contrata mais pessoal e não aumenta salários...para pagar a dívida.
Como também acha que foi um acto de defesa dos interesses do município ter vendido os terrenos do aeroporto por uma bagatela... para pagar a dívida.
Dívida esta, sobre a qual Costa escamoteia a sua natureza e responsabilidades.
Uma coisa, contudo, é certa: em benefício dos cidadãos de Lisboa e dos portugueses que amam a capital do seu país é que ela não foi seguramente contraída.
Por aqui se vê o que não será a lixarada que Costa se prepara para espalhar no país, se vier a ser primeiro-ministro.