CORRESPONDÊNCIAS

Trabalhadores do Metropolitano de Lisboa - Num dos mais participados plenários de sempre, reforçada a disposição de intensificar a luta!

(do nosso correspondente no Metropolitano)

2012-10-26-plenario trabalhores metro 01Os trabalhadores do Metropolitano de Lisboa realizaram hoje entre as 10H30 e as 12H00 o mais concorrido plenário geral dos últimos tempos.

Esta assembleia democrática teve lugar na rua e à chuva, à porta da sede da empresa, por oposição provocatória da administração a que decorresse dentro das instalações, o que denota o pavor que se começa a apoderar dos lacaios do governo.

O plenário aprovou uma proposta subscrita por todos os sindicatos do Metro para a revisão do AE, bem como uma moção em que, por unanimidade, se decidiu, entre outros pontos, aderir e participar na greve geral do dia 14 de Novembro.

Ficou, assim, conferida uma total legitimidade democrática à participação na próxima greve geral, que habilita os comités de greve a fazer acatar esta decisão a todos os trabalhadores.

No decurso do plenário, intervieram dirigentes de todos os sindicatos e da CT, permitindo-nos destacar a intervenção calorosamente aplaudida e saudada (interrompida por duas vezes com aplausos) do Presidente do SINDEM, camarada Luís Franco, intervenção essa que, para além de denunciar as manobras terroristas do governo e do conselho de administração relativamente à fusão Metro/Carris, vincou de forma perfeitamente clara a necessidade de consignar como objectivo da greve geral e do movimento operário e popular de massas o derrube deste governo de traição nacional.


Excertos da intervenção do Presidente da Direcção do SINDEM

Este governo de traição nacional Coelho/Portas, veio à pressa aprovar o famigerado PEC, ou seja o plano terrorista para os transportes, em que os roubos dos salários e dos subsídios, os despedimentos e as rescisões travestidas de amigáveis são o aspecto central. A suspensão do regulamento de carreiras, a tentativa de rasgar o AE, é também o apanágio deste governo. Nós sempre afirmamos e continuamos a afirmar bem alto que somos contra a fusão do Metro/Carris, e desde a primeira hora, e nada temos, contra os nossos irmãos de classe, trabalhadores da Carris.

A Barbosa du Bocage está a ser transformada num bunker, com o 2º andar bloqueado, cheio da câmaras de vigilância, têm medo dos trabalhadores, mas para isto já há dinheiro, para os salários dos trabalhadores já não há.

O orçamento geral do estado/2013 - deste governo que não governa, mas apenas tem a missão a mando da tróica de aprovar o orçamento e depois, como bom aluno da Merkel - já pode ir para a cova.

Quanto a Cavaco, tem duas caras: com uma, finge estar contra o orçamento e demais políticas do governo e, pela outra cara, que por agora está calada, apoia o governo e vai fazendo passar os orçamentos que transformaram os portugueses em escravos e os matam à fome.
A questão central, porém agora é esta: Se Cavaco não demite o governo Coelho/Portas, que o povo odeia e já o demitiu em notáveis jornadas de luta – que irão certamente continuar, sem dúvida! – então é o próprio Cavaco, em total dessintonia com o povo e com a Constituição da República quem deve imediatamente demitir-se.

Greve geral a sério empurrar o governo para a rua, organizar, mobilizar, esta e outras greves gerais que virão, até atingirmos o objectivo de derrubar o governo Passos/Portas, e construirmos um Governo Democrático Patriótico!

Viva a Greve Geral!

Continuar na luta, a vitória é dos trabalhadores!
Vivam os Trabalhadores do Metro!


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