Partido

18 de Julho

Comemoram-se neste ano de 2020, 168 anos sobre a 1.ª edição de O 18 do Brumário de Luís Bonaparte, uma obra magistral de Karl Marx, onde este analisa o golpe de Estado que Luís Bonaparte desferiu em França, em 2 de Dezembro de 1851.

Nesta obra, Marx desenvolve, com base no exemplo francês, o estudo do papel da luta de classes como força motriz da história e evidencia o carácter limitado e contraditório da democracia burguesa. Nela se aprofunda a teoria do Estado, sobretudo no que concerne a doutrina da ditadura do proletariado. E demonstra que todas as revoluções burguesas apenas assumiram o antigo aparelho de Estado e o aperfeiçoaram para oprimir as classes espoliadas.

Foi, aliás, baseado nessa observação que Marx propôs, pela primeira vez, a tese de que o proletariado não deve assumir o velho aparelho de Estado, mas sim desmantelá-lo.

Numa época em que o capitalismo atingiu o seu estádio supremo – o imperialismo – e se estendeu a todo o planeta, voltar a Marx é de crucial importância para a classe operária e para a revolução comunista que se impõe.

E foi exactamente isso que presidiu à decisão do Comité Central em publicar um conjunto de três palestras que o camarada Arnaldo Matos proferiu e que constituem o programa político e estratégico, assim como a táctica, dos comunistas portugueses para o Século XXI.

A primeira palestra foi publicada em livro e iniciada a sua distribuição aquando da celebração do primeiro aniversário da morte do camarada Arnaldo Matos. A segunda palestra, que agora é editada por iniciativa do Comité da Sede Nacional e organizada por um comité de redacção das intervenções do camarada, foi proferida no 1.º de Maio de 2018 e a terceira, a editar muito em breve, será a palestra que proferiu no bicentenário da morte de Karl Marx.

Todas elas farão parte de uma Colecção “Cadernos Arnaldo Matos” a editar, muito em breve, pelo Partido.

O camarada, com a clarividência marxista que sempre o caracterizou, no texto que ora se publica nas páginas do Órgão Central do Partido – o Luta Popular Online – e a propósito dos trânsfugas que desertam do Partido, que nem ratos de um navio que eles crêem em vias de se afundar, afirma o seguinte “... aquilo que nós estamos a defender é qualquer coisa de mais profundo do que a simples pertença a um pequeno partido: nós estamos a trocar ideias novas! e mais: isto discute-se em todo o mundo...

Todos os textos enunciados, e em particular este que agora se edita, assumem uma importância enorme no contexto do movimento comunista internacional e do debate franco e aberto que nele se opera já. Mas, também assume enorme importância no contexto da preparação e realização do I Congresso Extraordinário que o Comité Central do Partido decidiu marcar para o próximo dia 18 de Setembro, data em que os comunistas portugueses assinalam o 50.º Aniversário da fundação do Partido.

Este texto, como os outros que se assinalam, constituem uma análise profunda do camarada Arnaldo Matos, análise que nos ajuda a compreender, não apenas o movimento comunista internacional, mas também a situação do movimento operário e revolucionário em Portugal à luz das “Teses da Urgeiriça” que encontram um desenvolvimento neste texto que ora se publica.

Boa leitura! Melhor aplicação!

Lisboa, 18 de Julho de 2020

O Comité Central do PCTP/MRPP

ARevolucaoEOModoDeProducaoComunista

(clica na imagem para descarregar o pdf)

pctpmrpp

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