INTERNACIONAL
OS SILENCIOSOS TAMBÉM SÃO CÚMPLICES!
Ficar silencioso perante as atrocidades bárbaras a mando do imperialismo que, todos os dias, vemos cometidas contra o povo da Palestina é, no mínimo, um acto covarde, desumano e ignóbil que tem de ser denunciado. Ninguém é inocente!
Nos dias de hoje, com tudo o que sabemos e vemos só o total e efectivo apoio à causa palestiniana e o completo desprezo, repúdio e julgamento do “Estado” fascista de Israel pode ser acolhido.
Não pode ficar mais claro que Israel é um instrumento imperialista dos Estados burgueses imperialistas com os EUA à cabeça, com objetivo de se apoderar e controlar completamente o Médio Oriente, um plano que relembra o “Lebensraum” (espaço vital) da Alemanha nazi… ao mesmo tempo que recupera o conceito do “grande Israel” que, na verdade, é o “plano político final” das forças imperialistas ocidentais, ideia, aliás, já refabricada e propagandeada de forma cínica e ultrajante desde a guerra Israelo-árabe de 1967.
Efectivamente, é a ideia da criação da “grande Israel”, o Israel bíblico, que se propagandeia para arregimentar apoios com base em supostas unidades identitárias religiosas e para justificar a ocupação do território da Palestina, da Cisjordânia assim como as sucessivas tentativas de invasão violenta e intenções de anexação dos territórios vizinhos como o Líbano, Síria, Jordânia, Egito, passando pelo destruição do Irão e do Iémen, deixando uma trilha de sangue e cadáveres por onde passa, tudo isto com a desculpa esfarrapada de criar uma terra onde os judeus possam “viver em paz”, o grande desígnio dos sionistas como Theodor Herzl, que para sustentar a sua ideologia política continuou a apropriação metódica e consciente do significado inicial do vocábulo semita, que inicialmente se utilizava para designar um conjunto de línguas faladas pelos povos do Médio Oriente, entre as quais o árabe e assim sendo também os palestinianos são semitas, o que faz com que os israelitas sejam, consequentemente, antissemitas porque estão a atacar um povo semita!
Mas interessou aos sionistas e às potências europeias associar o termo aos judeus, apresentando-os, dessa forma, como alvo de ataques antissemitas ao mesmo tempo que espalharam a ideia de que os judeus europeus não pertenciam à Europa, pelo que era urgente e “justo” a criação de um etno-estado, de “uma casa” para os proteger desses ataques antissemitas. E, neste ponto, estiveram todos de acordo: sionistas e potências europeias, não só os fascistas, posição que podemos perceber quando foi feito o Acordo de HAAVARA, assinado em 1933 entre a federação sionista da Alemanha, o Banco Anglo-Palestino e o poder económico alemão que permitiu a transferências de 60 mil judeus alemães para a Palestina (negociando certas condições económicas e quantias de dinheiro exigidas a esses judeus). Neste caso ganharam os sionistas que lançaram as bases do Estado de Israel e ganharam os nazis que receberam grandes quantias de dinheiro à conta dos judeus. Malhas que o império tece.
Mas o objectivo de Israel e do seu chefe, o troglodita Donald, está a ser difícil de alcançar e aquilo a que assistimos ontem, com a tentativa falhada de assassinato dos líderes do Hamas, em Doha, no Quatar, mostra mais uma vez as práticas terroristas do Estado de Israel, que em desespero invade países soberanos, numa tentativa de atingir os seus objetivos expansionistas e genocidas pelo terror, pela força para servir os interesses da potência hegemónica em queda. Afinal, com todo o poder tecnológico e militar que se diz ter ainda não conseguiu “acabar com o Hamas”, não obstante a violência utilizada para arrasar e ocupar a cidade de Gaza, perseguindo os palestinianos, colocando-os em fuga e ocupando a sua terra: e é esta a maior democracia do Médio Oriente! E não há quem cale estes “democratas” sedentos de poder?
Para além dos silenciosos há que denunciar a manipulação que os média detidos pelo grande capital exercem no sentido de criar uma opinião pública favorável a Israel. Vamos desconstruir alguns dos eufemismos usados frequentemente, por exemplo, quando se refere as mais de 60 mil mortes das quais 83% eram civis, deve-se antes dizer que esse é o é o número de pessoas que Israel assassinou, e isso tem de ficar bem assente… Os média subservientes ou mesmo propriedade do poder usam títulos e cabeçalhos propositadamente vagos, eufemísticos e manipuladores… O Hamas não é uma “organização terrorista”, é um partido eleito democraticamente nas eleições legislativas palestinas em 2006, substituindo o partido Fatah, cujo um dos fundadores, Yasser Arafat, desistiu da luta armada, transformando-se numa marionete dos poderes imperialistas; as pessoas de Gaza não estão a “morrer à fome”! Israel está a matá-los à fome, não houve simplesmente um “tiroteio”, os soldados israelitas abriram fogo sobre civis, dos quais grande parte eram mulheres e crianças, os jornalistas não “morreram em Gaza”, eles foram assassinados tal como milhares de civis a sangue frio pelos bárbaros israelitas desumanos, famintos por sangue …
Morte a Israel e todos os seus Aliados!
Fim imediato ao apoio militar e financeiro a Israel!
Viva a resistência armada palestina!
Viva o internacionalismo proletário!
PM


