PAÍS
- Publicado em 25.10.2025
A tragédia do Abrilismo
E a constituição “popular”; Muito riso, pouco siso…
“De facto não era preciso um salazar, eram preciso três salazares”... esta citação revoltante foi dita pelo nosso caro André Ventura, se não me engano numa entrevista para as eleições presidenciais de 2026. Enfim, o trabalho do Andrezinho é dizer este tipo de coisas… um fascista a apoiar outro fascista… garfo encontrado na cozinha, o que realmente me põe os nervos à flor da pele é as reacções do povo a esta estupidez… “isto não é legal segundo a constituição”... “o TC já devia ter ilegalizado o chega”... a constituição isto a constituição aquilo… de facto, de onde o povo foi tirar esta confiança toda na constituição?
Assinada maioritariamente pelo PS, PSD e com a conivência do P“C”P em 1976, ambos os partidos nem nessa altura escondiam as suas intenções. O Mário Soares a meter o socialismo na gaveta e o PSD, CDS a votarem contra a formação do SNS (embora recentemente neguem ter votado contra, agora dizem que tinham apenas “divergências quanto à articulação entre o sistema público e o privado” e o P“C”P a testemunhar a desgraça em que se tornou a “reforma” agrária (no entanto não tomaram nota que as suas políticas anti-marxistas resultam em tragédia, estamos nessa luta até hoje…)
Posto isto, onde se encontram os portugueses, os trabalhadores… podem confiar na constituição para manter o governo “democrático” (não é e nunca foi) e evitar a recaída no fascismo? NÃO! de todo. Mesmo sem folhear pela constituição… a sua história já é gritante. Mas então uma constituição assinada sem feedback dos trabalhadores e por uma assembleia da república burguesa cujo senhor primeiro ministro Mário Soares “ajudou financeiramente” a família Espírito Santo e ajudou a família Amorim (dos maiores exploradores da classe operária Portuguesa) a voltar a Portugal… Alguma vez essa constituição ia servir o trabalhador?
Porém, com isto vem uma questão… como é que eles se safaram? Como é que esta gente iludiu tão claramente o povo e viveu para contar a história? Muito simples… um clássico caso de “lobo em pele de cordeiro”: os burgueses alojados na estrebaria de São Bento estavam cobertos de cravos e envoltos em véus abrilistas, bem, estavam e estão! Uns menos que outros mas estamos sempre a ouvir a mesma coisa… abril isto abril aquilo. Eu mesmo sofro disso, qualquer um que cresceu num Portugal pós 25 de abril tem essa ideia entranhada na cabeça, abril é liberdade… mas após nos familiarizarmos minimamente com o marxismo ficamos frente a frente com uma noção difícil de engolir… “Abril” falhou, por muito dura e longa que tenha sido a luta dos comunistas no PREC, Abril falhou… se é que houve, morreu no dia 25 de novembro de 1975 e em 25 de abril de 1976 foi enterrado, Portugal e em torno a vida de todos os trabalhadores que habitam nas suas fronteiras voltou a estar sob as garras da burguesia, a exploração continuou e não tardava para o fascismo retornar…
E quais são as tarefas dos trabalhadores, como podemos vencer o fascismo de uma vez por todas? Cortando o mal pela raiz… os trabalhadores têm de se apropriar dos meios de produção… abolindo o capitalismo, esses são os nossos verdadeiros inimigos. E como podemos fazer isso? Seguindo as lições de Lenine e de Mao… unindo e armando os trabalhadores e combatendo a guerra popular prolongada… Pois então se agora até os IRA (Intervenção e Resgate Animal) que se não estiverem cientes são de extrema-direita e muito amiguinhos da polícia, até esses já andam armados, os trabalhadores e os comunistas revolucionários não se podem deixar a mercê das balas do inimigo! É preciso um exército popular! Os trabalhadores precisam de estar armados! Só assim perderemos as nossas correntes!
Viva o comunismo!
Viva a classe operária!
Viva o partido!
PM

