Partido
- Publicado em 18.09.2026
Viva o 18 de Setembro
1970-2026
A fundação do MRPP (Movimento Reorganizativo do Partido do Proletariado) em 18 de Setembro de 1970 constituiu um marco na história política do nosso país e um decisivo contributo para o desenvolvimento do movimento popular, revolucionário e comunista português e internacional. o MRPP afirmou-se logo como uma organização que rompia com o oportunismo e o revisionismo em todos os campos, destacando-se por uma combatividade e métodos de luta contra o regime facista que cedo o levou a obter um crescente apoio, primeiro dos jovens e progressivamente dos trabalhadores, e a ser apontado pela PIDE, como o inimigo número um e simultaneamente atacado pelo P"C"P que via escapar à sua influência oportunista o sector mais esclarecido e avançado que era a juventude.
Revelando uma capacidade de mobilização e combatividade que surpreendeu o regime e as polícias fascistas, o MRPP depressa passou a constituir o principal inimigo, não apenas daquele regime ditatorial, como do próprio P"C"P, que via permanentemente desmascarada a sua linha política capituladora e pacifista e a sua táctica de traição, designadamente a respeito da luta anti-colonial e das farsas eleitorais.
"O povo vota na rua! Transformemos a guerra colonial-fascista numa guerra civil revolucionária"
Desertemos em massa e com armas! - estas foram algumas das consignas do MRPP que deixaram em pânico fascistas e revisionistas em busca de um entendimento para um desfacho pacífico da ditadura, sob a ilusão da chamada primavera marcelista.
Mas, ao contrário do que na altura era a prática de grupelhos neo-revisionistas parisienses, para os então fundadores do MRPP esse partido verdadeiramente comunista teria de fundar-se no calor da luta de classes em Portugal e dotar-se de uma linha política revolucionária, em ruptura com a linha revisionista perfilhada pelo partido de Barreirinhas Cunhal que, embora reclamando-se de comunista, comportava-se como um partido conservador.
Sob a palavra de ordem Pão, Paz, Terra, Lberdade, Democracia e Independência Nacional, o MRPP intensificou a sua acção política pela mobilização dos operários, trabalhadores rurais, jovens, soldados e marinheiros e democratas para, aproveitando as novas condições criadas pelo golpe de 25 de Abril, prosseguirem a luta pela Revolução Democrática e Popular em direcção ao Socialismo e ao Comunismo. O MRPP, ancorando-se numa permanente e profunda ligação às massas e nunca deixando de se ater aos princípios do marxismo, tornou-se numa organização temível para o poder opressor e repressivo dos trabalhadores mas, em contrapartida, respeitada e acarinhada pela classe operária e por todos os democratas sinceros, pela sua determinação, disciplina, criatividade, fimeza e força ideológica que a caracterizou.
Hoje, só os oprtunistas é que vêm desesperadamente distorcer a verdade dos factos a respeito do papel determinante e decisivo do MRPP na luta pela liberdadee democracia – evitando que o país fosse subjugadopor uma sanguinária ditadura social-fascista – e pela independencia nacional.
O PCTP/MRPP, herdeiro e continuador do MRPP, prosseguiu a luta elevando-a a um novo patamar consubstanciado nas Teses da Urgeiriça formuladas pelo camarada Arnaldo Matos, seu fundador e primeiro secretário-geral. A luta é hoje, no nosso seio contra o liquidacionismo e o oportunismo e, na sociedade, pela revolução proletária comunista sendo a nossa estratégia o Marxismo que devemos aprofundar.
VIVA O PCTP/MRPP!


