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PAÍS

Quebra de receitas fiscais e agravamento do deficit - Mais do mesmo e sempre a agravar!

Nesta sanha terrorista e fascista que visa obedecer e servir caninamente os ditames e interesses da Tróica germano-imperialista, o governo de traição PSD/CDS – com o beneplácito de Cavaco e a oposição violenta…mas construtiva do PS -, para que se obrigue o povo a pagar uma dívida que não contraiu, nem foi contraída para seu benefício, além de estar a liquidar o que ainda resta do nosso tecido produtivo, acelerando privatizações a preços de saldo e promovendo o despedimento de dezenas de milhares de trabalhadores – para o que aprovou um pacote laboral, com a cumplicidade do traidor João Proença, líder da UGT que visa facilitar e embaratecer os despedimentos e promover o roubo dos salários e do trabalho -, procedeu ao aumento das taxas de acesso à saúde e ao ensino, bem como do IVA sobre os produtos e serviços considerados de necessidade básica para as famílias dos trabalhadores e o povo em geral.

Dissemo-lo vezes sem conta – e demonstrámo-lo sem qualquer margem para dúvidas – que este caminho serviria, seguramente, os interesses da banca e dos grandes grupos financeiros, sobretudo alemães, que beneficiam com o aumento da dívida e com os juros faraónicos delas resultantes. Prova-se, tal como sempre o denunciámos, que nenhuma dessas medidas terroristas e fascistas está a resolver a questão da dívida, antes a agrava, não sendo o objectivo da aplicação das mesmas senão o de facilitar a transferência de activos e empresas estratégicas públicas para as mãos de privados e levar ao roubo dos salários e do trabalho, tornando Portugal num país de mão-de-obra barata, intensiva e não qualificada, uma espécie de Malásia da Europa.

Mas, dissemos mais! Que, todos os dias, surgiria ou o primeiro-ministro ou um dos seus pinóquios de serviço – o Gaspar dixit ou o Alvarinho sorridente – a anunciar que, afinal, nenhuma dessas medidas tinha resolvido o defice ou a dívida que afirmavam ir resolver, antes redundaram em mais fome, mais miséria, mais desemprego, mais recessão e maior aprofundamento da crise e da dívida.

E aí está o boletim de execução orçamental, divulgado na passada 6ª feira pela Direcção-Geral do Orçamento (DGO), a anunciar uma quebra de 3,5% na colecta de impostos referentes aos cinco primeiros mêses do corrente ano – por comparação com igual período de 2011 -, quebra essa que é ainda mais acentuada – 5,9% - no que concerne aos impostos indirectos, entre os quais o IVA.

E o rosário do descalabro anunciado continua. Ainda de acordo com os dados divulgados pela DGO, o defice do subsector do Estado estava acima dos 2,7 mil milhões de euros, isto é, mais de 700 milhões do que em igual período do ano passado – de Janeiro a 31 de Maio. Com o aumento do desemprego para taxas nunca antes vivenciadas – mas, quanto a nós, expectáveis dadas as medidas terroristas e fascistas que este governo tem vindo a aplicar contra o povo -, a despesa do estado aumentou 3,4%, sobretudo devido a rubricas como o pagamento de juros.

Torna-se cada vez mais claro e evidente que o caminho a seguir pelos trabalhadores e pelo povo português tem de passar, necessariamente, pelo não pagamento da dívida – que não contraíram, nem foi contraída para seu benefício – o que levará, sem qualquer tipo de rodeios ou hesitações, ao derrube deste governo de traição e de todos os que com ele têm compactuado, e à constituição de um governo democrático patriótico que represente e defenda os interesses de uma ampla frente de camadas populares, de esquerda.

Governo esse que, para além do repúdio da dívida, decidisse pela saída do euro, impondo a nacionalização da banca e de todos os sectores e empresas estratégicas e procedendo ao confisco das grandes fortunas a fim de evitar a fuga de capitais, utilizando-os para financiar projectos de desenvolvimento económico que gerassem emprego e assegurassem a nossa independência nacional.


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