PAÍS

A Luta contra o lay off deve ser parte integrante da luta para derrubar este governo

Os patrões, aproveitando as férias de verão de muitas empresas e a pretexto da presente crise do sistema capitalista, têm vindo a recorrer de forma crescente ao chamado “lay-off” nas empresas, regime pelo qual mandam os trabalhadores novamente para casa, com diminuição drástica dos seus já magros salários (redução de 1/3 do salário ilíquido).

Até ao final do mês de 24 de Abril, 10539 trabalhadores tinham visto o seu contrato suspenso, ou reduzido o tempo de trabalho, em processos de ‘lay-off', o número mais elevado de sempre.

Os exemplos são numerosos neste mês de Agosto. Começando pela fábrica Valadares, onde os trabalhadores já se viram confrontados com consecutivos “lay-offs”, e passando, mais recentemente, pela Finex Tech, empresa de vestuário situada na Maia, onde 110 trabalhadores, no regresso de férias, deram com as portas da fábrica encerradas. Uma outra empresa, esta da construção civil, a Tecnovia, com sede em Porto Salvo, Oeiras, colocou 330 trabalhadores em suspensão do contrato de trabalho, podendo chegar a 500 os trabalhadores que os capitalistas se preparam para pôr na calha do despedimento. Importa não esquecer que existem milhares e milhares de trabalhadores despedidos neste importante sector.

Os trabalhadores de Valadares deram mais uma vez um firme exemplo de determinação na sua luta, ocupando as instalações da empresa, não deixando que as matérias-primas, produtos acabados e máquinas fossem desviados pelos patrões. Este é um caminho a seguir, mas não basta, porque o principal responsável por estas medidas terroristas que procuram ultrapassar a crise do sistema capitalista à custa da fome dos trabalhadores é este governo vendido e traidor Coelho/Portas. Por isso, o movimento operário tem de propor-se lutar por objectivos mais latos e mais consistentes do ponto de vista político, não confinando o seu combate a meras reivindicações economicistas, ainda que justas, que a maioria das direcções sindicais tentam impor.

O combate contra as politicas reaccionárias deste governo, serventuário dos ditames da Tróica, tem de ter como objectivo fundamental a luta pelo derrube deste governo, porque sem essa condição imposta na rua, nas fábricas, nas empresas e bairros, a actual situação de lay-off”, com o consequente encerramento de muitas empresas e arrastando para o desemprego milhares de trabalhadores, continuará inexoravelmente.

Assim como continuará a adopção de mais medidas e leis terroristas e fascistas que têm por objectivo forçar os trabalhadores e o povo a pagarem uma dívida que não contraíram, nem dela beneficiaram, agravando as suas condições de vida, humilhação, desemprego e pobreza.

Lutemos então pelo derrube do governo de traidores impondo em seu lugar um governo que una a maioria do povo português, um governo democrático patriótico, único que poderá assegurar o repúdio da dívida, com a qual a burguesia tem tentado “justificar” os “lay-off” e o empobrecimento generalizado do nosso povo.


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