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Trabalhadores em luta… Pela Greve Geral Nacional!

manif-03Esta semana começou, como previsto, com greves em vários sectores de actividade. Os trabalhadores, mostrando grande vontade de combater as medidas draconianas, terroristas deste governo vende-pátrias, lutam em várias frentes.

Os portos portugueses, segundo as ultimas informações veiculadas pelos diversos sindicatos e federações que convocaram uma greve a partir de hoje, dia 17, até 24 de Setembro, estão totalmente paralisados. Relembremos aqui que esta greve tem primacialmente como objectivo a luta contra a revisão do regime jurídico do trabalho portuário, o qual, a ser aprovado, conduzirá ao despedimento de metade dos trabalhadores do sector. De salientar o facto desta paralisação se ter mantido, apesar de a UGT ter subscrito, há poucos dias, um acordo de traição com o governo.

Também hoje, os trabalhadores do sector de energia, GALP Energia, cumprem o primeiro dos três dias de greve anunciados demonstrando grande combatividade e alcançando, segundo os sindicatos, uma adesão de mais de 90% dos trabalhadores. Os trabalhadores envolvidos nesta paralisação denunciam com grande firmeza a brutal intensificação da exploração, através do aumento da duração do tempo de trabalho, a diminuição dos salários, por via da redução do valor/hora de trabalho, bem como a redução terrorista no pagamento do trabalho extraordinário, dos feriados e outras retribuições, acompanhada da eliminação dos descansos compensatórios, de dias feriados e dias de férias e o aumento da comparticipação dos trabalhadores nos regimes do seguro de saúde.

Também no sector dos transportes, os trabalhadores da Rodoviária de Lisboa promovem uma greve de 24 horas, tendo efectuado um plenário onde mais uma vez se levantaram com grande firmeza contra o roubo nos seus salários e abonos e onde decidiram marcar mais um dia de greve no dia 4 de Outubro. Recorde-se que estes trabalhadores estiveram em greve nos passados dias 1 de Junho, 2 de Julho e 1 de Agosto pelos mesmos motivos.

Depois das grandes manifestações populares realizadas a 15 de Setembro, que mobilizaram mais de um milhão de pessoas em todo o país contra as medidas fascistas impostas pelo governo de traidores Passos/Portas, a luta terá de se intensificar porque as condições objectivas são mais que propícias para a realização de uma greve geral mais ampla e vigorosa do que qualquer das anteriores e que aponte claramente o objectivo do derrube do governo PSD/CDS e a constituição de um governo democrático patriótico. Intensificando esta luta é inevitável o derrube deste governo como inevitável é a expulsão da tróica germano-imperialista do nosso país. Por isso mesmo não há tempo a perder.


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