Partido

O Significado de Uma Provocação
E os Meios Políticos de a Combater

Arnaldo Matos

A sede nacional do Partido na Avenida do Brasil, em Lisboa, foi esta semana atacada, na noite de terça para quarta-feira – 17 para 18 de Abril – com a inscrição a tinta preta, na vidraça principal, da expressão provocatória “Sede do Daesh”.

Tive oportunidade de explicar ao membro do Comité Central com quem imediatamente discuti o assunto, o Dr. Carlos Paisana, que se tratava de uma campanha provocatória conduzida pelo grupelho liquidacionista Franco/Pereira, agora afastado do Partido e já ligado às actividades da Nova Pide, com vista a ilegalizar o Partido dos comunistas, apresentando-o como um partido terrorista ou amigo de terroristas. E logo avisei Paisana que a campanha provocatória iria prosseguir contra a minha pessoa, e que logo na próxima noite, de quarta para quinta-feira, as frases dos provocadores apareceriam a conspurcar os muros na frente da minha porta.

E foi o que precisamente aconteceu, para espanto do único espantado que ainda circula pelo Partido. Na manhã antecipadamente prevista e inutilmente anunciada, os provocadores lá pintaram a preto aquilo que mais do que tudo no mundo gostariam que fosse verdade: “Arnaldo Matos, Grande Amigo do Daesh”.

O objectivo do grupelho provocatório, anti-comunista primário, de Conceição/Garcia, agora mancomunado com a direita neonazi e as novas polícias secretas fascistas, é ilegalizar o Partido, impedir que faça ouvir a sua voz própria revolucionária proletária, prender os seus militantes e acusá-los do crime de terrorismo, inventando-se e propondo-se que, se não são terroristas, são pelo menos amigos de terroristas, pois acham legítimo – imaginem! - que os povos agredidos pelo imperialismo ataquem os imperialistas nos próprios covis em que se acoitam: no interior das suas cidades e capitais, nos boulevards das suas próprias metrópoles.

Defendo – e continuarei a defender – abertamente esta política proletária anti-imperialista enquanto for vivo. A minha ideologia é o internacionalismo: proletários de todos os países, povos e nações oprimidas do mundo, uni-vos!

E a prova que não tenho medo, não me calarei nem ninguém há-de calar a voz da classe operária, está em que, na própria quinta-feira em que baixa e cobardemente me atacaram e atacaram o meu Partido com frases insultuosas, nessa mesma manhã eu me ergui, nos meus setenta e sete anos, para denunciar a política do Costa, do Marcelo, do Jerónimo e da Catarina Martins, que transformaram as chamadas forças armadas numa tropa de mercenários a soldo do imperialismo francês, alemão e americano, enviando-as para a República Centro-Africana, para o Mali, para o Chade, para o Kosovo, para o Iraque e para o Afeganistão oprimir, explorar e matar velhos, mulheres e crianças indefesas, em defesa dos interesses do imperialismo.

Há mais de um ano que venho a dizer alto e bom som: eu não sou Charlie!; o proletariado português não é imperialista, mas internacionalista!

Devemos persistir com firmeza nas nossas justas posições de princípio. Deve o Partido e a classe operária unir-se como uma rocha de granito à volta do marxismo- leninismo e preparar-se para transformar as próximas guerras imperialistas, que já rondam aí às nossas portas, em guerras civis revolucionárias proletárias.

Quanto ao mais – e ninguém se admirará que o saiba citar de cor – lembrem-se sempre de Mao Tsé-Tung: “É bom quando o inimigo nos ataca, e melhor ainda se nos ataca furiosamente e nos pinta com as cores mais sombrias e sem a mais pequena virtude, pois mostra que traçamos uma clara linha de demarcação entre nós e o inimigo e que obtivemos êxito no nosso trabalho político”.

Aconteça o que acontecer, os proletários do mundo vencerão!

23.04.2016

 

 


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