SÓ A VERDADE É REVOLUCIONÁRIA


11
DE MARÇO DE 1975

O Golpe Fascista e o Contra-Golpe Social-Fascista
Publicado em 12.03.2015 

1975-03-11-carmo publicado no LP 15.03 040 anos após os acontecimentos ocorridos em 11 de Março de 1975, cerca de um ano após o golpe de estado de 25 de Abril de 1974, importa, sobre este e muitos outros factos que se desenrolaram no período revolucionário subsequente àquele golpe, denunciar e desmascarar as manipulações grosseiras que muitos historiadores de pacotilha arvorados em historiadores do regime e dirigentes políticos oportunistas têm feito e persistem em fazer sobre a história dessa época, escamoteando a verdadeira natureza das diversas posições em confronto e, designadamente, a questão do poder e da luta de classes.

O que se passou na manhã do dia 11 de Março de 1975, foi descrito e claramente caracterizado pelo Comité Executivo do Comité Lenine, Comité Central do MRPP, em comunicado  emitido nesse mesmo dia, como uma tentativa de golpe fascista planeado e dirigido pelo general Spínola - que o PCP desde o início chamou o povo a apoiar como democrata e salvador da Pátria - e um sector militar do MFA.

Só que, esmagado esse golpe pela firme resposta dos soldados e marinheiros, em particular pelos soldados do Regimento de Artilharia de Lisboa 1 (RAL 1) – actual RALIS -, e das massas, o PCP aproveitou a situação para desencadear no mesmo dia 11 de Março um contra-golpe para instituir uma outra ditadura, sempre mantendo incólume o essencial do aparelho do Estado fascista e traindo os operários com a aliança reaccionária do povo-MFA, em lugar da aliança operária-camponesa.

Esse contra-golpe escolheu imediatamente como inimigo a abater o MRPP, por se tratar do único Partido, com forte apoio da classe operária e da juventude, que ousava desmascarar as manobras de assalto ao poder por parte do PCP e as terríveis consequências que uma ditadura social-fascista representaria para o movimento operário e ainda por ser o único Partido que, em alternativa, defendia a necessidade de levar até ao fim uma revolução democrática e popular, que levasse a cabo o total desmantelamento do aparelho de estado fascista e das suas polícias e realizasse as aspirações dos trabalhadores e do povo ao Pão, à Paz, à Terra, à Liberdade, à Democracia e à Independência Nacional .

Foi em aplicação deste sinistro desígnio do PCP e de um sector do MFA por ele controlado que o MRPP viria a ser ilegalizado, impedido de participar nas chamadas primeiras eleições democráticas e, posteriormente, objecto do assalto às suas sedes e da prisão de centenas de militantes e simpatizantes seus. A isso voltaremos, porque também aqui não hão-de apagar a memória, tal como não conseguiram calar a voz da classe operária.





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