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Atenção ao Banco Popular!
- Publicado em 09.10.2014
- Escrito por Luta Popular
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(do nosso correspondente)
Informo que o BadBank do Banco Popular em Portugal será vendido e cerca de 200 empregados do Banco dispensados ou cedidos à empresa que vai adquirir esse negócio. Ao que parece, nós, empregados do Banco Popular, não teremos alternativa a não ser assinar esse contrato de cedência e passar a trabalhar numa nova empresa.
Trata-se de uma venda de serviços, em que o Banco Popular e um novo sócio, um fundo dos Estados Unidos, irão criar uma nova empresa, detida em 51% por esse novo sócio e 49% pelo Banco Popular. Essa nova empresa não terá activos nem empregados, os activos serão os do Banco Popular, e, como referido, os empregados terão de assinar um contrato de cedência.
Esta manobra foi explicada pelo próprio presidente do Banco, numa reunião realizada no Hotel Sana Malhoa e que, pelo conteúdo e pelas poucas explicações, deixou apreensivos os trabalhadores do Banco. Estes receiam que esta manobra não passe de um despedimento colectivo encapotado, além de que representa um encaixe financeiro que o Banco bem precisa, dados os cortes de financiamento que a casa mãe espanhola tem feito. Este facto demonstra, na opinião dos trabalhadores, uma prova da má gestão efectuada e teme-se que a exemplo de outros bancos nacionais, entre em ruptura. O que comprovadamente ainda só não aconteceu pela já referida entrada de fundos da casa mãe espanhola que permitiu aguentar até à data o banco nacional. Foi também anunciada a venda do edifício na Rua Augusta, propriedade do Banco Popular, onde se iniciou o antigo BNC (que depois deu origem ao Banco Popular, após compra pela entidade espanhola) e onde funciona actualmente o referido BadBank do Popular, mais uma vez encarado com apreensão pelos trabalhadores pela necessidade de venda de património valioso do Banco.
Penso ser uma notícia importante no enquadramento da banca no nosso País, que gostaria fosse por vós investigada e divulgada, sendo que caso estejam realmente em risco 200 postos de trabalho, num banco da dimensão do Popular, representarão perto de 15% dos empregados.



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Ana Oliveira
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