PAÍS
EB1 do Lijó (Barcelos) - Pais e encarregados e educação em luta contra a degradação das condições do funcionamento da escola
- Publicado em 13.12.2013
Do nosso correspondente em Barcelos recebemos a denúncia seguinte, que é bem ilustrativa da política deliberada do governo e do ministério da educação para, passadas as eleições, degradar a escola pública e criar condições para a sua entrega ao grande capital privado, e que realça igualmente a crescente mobilização popular para combater essa política e os seus responsáveis.
A freima inauguracional, prévia às eleições, traz coisas destas: equipamentos, sem as condições necessárias ao seu funcionamento normal, são inaugurados e começam a ser utilizados sem sequer se saber quando é que serão criadas as condições em falta. É o caso do edifício da EB1 de Lijó. Parece que está acabado mas não está.
Os alunos, para almoçar, têm de se deslocar ao refeitório da EB23 uma distância entre 150 e 200 metros em campo aberto. Se chove, como é? Enviam as crianças para a molha e consequente constipação? Esperam alguma aberta e depois mandam-nas a correr para ver se escapam à chuveirada? E se caírem? E se não houver “abertas” no tempo? Obrigam-nas ao jejum para não se molharem?
E, como que a anunciar o que lá vai dentro, dois perigosos degraus antecedem uma das entradas, tornando-se numa fonte adicional de insegurança para as crianças
Mas o mal não fica por aqui. Que é feito de um espaço de recreio em condições para as crianças do 1.º ciclo? Basta uma zona alcatroada e pouco mais? É isso que se quer para as nossas crianças?
Igualmente incompreensível é a ausência de campainha na porta principal e a ausência de telefone fixo: quando um encarregado de educação pretende contactar a escola por qualquer motivo o que encontra é uma barreira. Primeiro não há telefone fixo, tornando obviamente muito mais caro o contacto, a seguir tenta o telemóvel e ninguém o atende, finalmente, depois de chegado à porta da EB1 do Lijó, vê que não há campainha na porta e não consegue ser atendido. Isto é o resultado. E isto tudo se passa porque a Câmara “não tem stock de campainhas”… e o governo não pode comportar o encargo com um telefone fixo, mas já pode se for um telemóvel. Ridículo mas verdadeiro.
Foi esta situação de ameaça permanente à saúde das crianças, de condições insuficientes ao desenvolvimento das mesmas e de dificuldade de acesso a todo o momento dos encarregados de educação à EB1 do Lijó, que fez pais e outros familiares das crianças, manifestarem-se à entrada da escola na passada 2.ª feira, dia 9.
Para já, apenas foi obtida uma reunião com o director que cruza acusações de responsabilidade com a Câmara. Mas vontade de lutar não falta.

