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Os economistas de serviço, é preciso exterminá-los

moedas 01Uma criatura híbrida, normalmente apresentada pelas “vozes do dono” na comunicação social como uma espécie de pitonisa do regime para as questões económicas, veio há dias propor, nas jornadas parlamentares do PSD, o lançamento de um novo imposto sob a forma de taxas a incidir sobre os levantamentos bancários que sejam feitos das contas onde obrigatoriamente são depositados os salários e pensões dos trabalhadores e reformados.

Este vómito vertido pela economista Teodora Cardoso foi assim justificado pela própria: “Em vez de um imposto que desincentiva o rendimento, este incentiva a poupança”.

É claro que nenhum jornalista questionou a repelente personagem, primeiro sobre a ignorância económica primária contida na expressão “desincentivo ao rendimento”, depois sobre a enormidade reaccionária de qualificar de “incentivo à poupança” o sequestro e o roubo do salário dos trabalhadores e das reformas dos pensionistas, em seguida sobre a razão de se propor um novo imposto sobre o trabalho quando a tribo dos economistas de serviço não se cansa de dizer que a crise está em vias de ser ultrapassada, e, finalmente, sobre o carácter particularmente odioso desta proposta em concreto.

O pagamento dos salários e pensões sob a forma de depósitos bancários é um arranjo entre capitalistas que é imposto aos respectivos titulares e que resulta em directo benefício dos bancos, os quais retiram daí lucros avultadíssimos. A grande maioria dos trabalhadores e pensionistas tem de levantar do banco em pouco tempo todo o rendimento recebido, a fim de fazer face às suas necessidades básicas imediatas, circunstância que é ilegitimamente aproveitada pelos bancos para lhes cobrar elevadas comissões por “insuficiência de saldo”.

Por cima disto, pretende-se agora extorquir uma parte dos salários e pensões abusivamente depositados nos bancos, sob a forma de uma taxa sobre os levantamentos. E, como sempre acontece, lá vêm os catedráticos do costume dar uma aura respeitável e científica àquilo que é um puro saque à mão armada.

É só para isto que servem os economistas de serviço. Pagos a peso de ouro, eles limitam-se a justificar a exploração desapiedada dos operários e demais trabalhadores pelo grande capital financeiro, em nome da salvação do euro e do pagamento da dívida. Há que denunciar esses reles serventuários onde quer que se apresentem e responsabilizá-los, com toda a firmeza, pelo papel criminoso a que se prestam.


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