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Contra o oportunista argumento dos custos de uma Greve Geral!

greve geral 01Face às medidas terroristas e fascistas contidas na Lei do Orçamento de Estado para 2014, propostas pelo governo de traição nacional protagonizado por Coelho e Portas e caucionadas por Cavaco Silva, cresce entre os operários, os trabalhadores e o povo em geral o sentimento de que só estão dispostos aos sacrifícios necessários à libertação do trabalho do jugo do capital.

Perante esta vontade, perante a determinação na luta já demonstrada, quer pelos combativos trabalhadores dos transportes, quer pelos trabalhadores da estiva, do sector das comunicações, da função pública e muitos outros, as Centrais Sindicais têm-se limitado a promover Quinzenas de Luta, manifestações ou paralisações parciais.

Quando confrontadas com as razões pelas quais adoptam e impõem aos trabalhadores estas formas mais recuadas de luta, normalmente adoptam o argumento absolutamente oportunista de não quererem sobrecarregar o já tão roubado salário aos trabalhadores com a convocação de greves gerais, devendo em sua opinião ser essa a última arma de que os trabalhadores devem lançar mão na sua luta contra o capital.

Nada de mais oportunista e vesgo. A Greve Geral nunca deve ser encarada como a última das armas a que os trabalhadores devem recorrer mas sim a primeira. O que os argumentos economicistas tão caros a toda a sorte de oportunistas visam é escamotear que é incomensurávelmente muito superior aquilo que este governo de traição nacional, a mando dos grandes grupos financeiros, bancários e industriais europeus, sobretudo alemães, rouba aos trabalhadores através das medidas que incorporou no OE para 2014, do que o montante que os trabalhadores deixarão de receber em virtude de utilizarem esta forma de luta avançada.

Se ao que lhes é roubado directamente ao trabalho e ao salário, associarmos outras medidas, tais como o aumento do IVA, o aumento das taxas moderadoras, os aumentos nos transportes, o aumento das custas da justiça e do ensino, etc., em simultâneo com os cortes no acesso a prestações sociais, e que vão do rendimento mínimo garantido ao subsídio de desemprego passando pelo abono de família, então estará configurado aquilo que denunciámos como um quadro de autêntico genocídio fiscal praticado sobre o povo por este governo de serventuários.

Ademais, as organizações sindicais devem aproveitar a greve geral para aprofundar e consolidar a solidariedade entre quem trabalha, criando e animando os fundos de greve que compensem os trabalhadores da perda dos rendimentos cuja redução, quer o governo de traição nacional, quer o patronato lhes imporá nos salários por terem tido a ousadia de os defrontar . Não o fazer significa perpetuar o pacto social para o qual arrastaram durante décadas a classe operária e os trabalhadores, significa perpetuar a letargia e paralisação da sua luta.

Em contrapartida, o rombo que uma greve geral implicaria na acumulação capitalista, se uma greve geral de três ou mais dias fosse avante, seria de dimensões épicas para o capital e para os grandes grupos financeiros e bancários cujos interesses a tróica germano-imperialista representa, bem como para o governo de serventuários que aplica as medidas que esta lhe dita, desde logo porque constitui a única saída política para o derrube deste governo e a constituição de um governo democrático patriótio.

Estes Miguéis de Vasconcelos que preferem vender o povo no altar de uma dívida que ele não contraiu, nem dela retirou qualquer benefício, uma dívida que é uma forma de acumulação capitalista, uma renda mortífera imposta à custa da miséria e do desemprego para o povo, para que os grandes grupos financeiros, bancários e industriais possam engordar e progredir, só conhecem uma linguagem. E essa é a da luta firme e coerente dos trabalhadores e das suas organizações de classe.


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