PAÍS
Córsega: Encerramento do consulado, um crime continuado
- Publicado em 18.11.2013
Este governo vende-pátrias desrespeita continuadamente os nossos emigrantes, enquanto incentiva milhares de compatriotas nossos a emigrarem. Um autêntico governo de vende pátrias, que liquida miserávelmente o principal recurso do país: o povo e os seus trabalhadores!
Este artigo vem na sequência de uma notícia vinda a lume recentemente e que dá conta de mais um encerramento de um consulado, desta vez na Córsega, na cidade de Ajaccio. O pretexto encontrado pelo governo vende pátrias de Coelho, Portas e Cavaco, foi o de uma funcionária que prestava serviço naquele posto consular se ter recentemente reformado. Mas, a verdadeira razão é o furor economicista que motivou o governo a encerrar consulados por essa Europa fora.
Os cerca 20 a 25 mil portugueses que se estima existirem, segundo as autoridades locais, naquela ilha sob tutela francesa, ficam assim dependentes do consulado existente em Marselha, situação essa que irá provocar grandes transtornos como se calcula aos emigrantes que precisem de recorrer aos serviços consulares. Só a viagem de barco – que é a mais económica - entre a Córsega e o continente francês dura pelo menos 10 horas!
A maioria da comunidade portuguesa naquela ilha vive e trabalha em Porto Vecchio e está revoltada e apreensiva com este encerramento do posto que vai obrigar a deslocarem-se a Marselha, fazendo com que o número de dias de trabalho perdidos para resolver problemas administrativos sejam demasiados, temendo que as entidades patronais, no mínimo, procedam ao desconto desse tempo nos seus salários e rendimentos.
A comunidade denuncia que nesta situação, os emigrantes vão ter de pagar “os actos consulares mais caros do Mundo, gastando perto de 500 euros para conseguir obter documentos". Um dos exemplos citado refere-se aos documentos de identificação que em caso de caducidade leva a que "as pessoas ficam presas na ilha".
Naturalmente, o consulado em Marselha já se sentiu obrigado a aumentar o tempo de espera, em muitos casos em mais de duas semanas. Acresce que este consulado tem falta de funcionários, pecha que existe na maioria dos consulados e embaixadas existentes de Portugal.
É importante realçar que a emigração de portugueses praticamente duplicou desde que abriu o posto, em 2005, números também divulgados pelas autoridades locais.
A exigência da reabertura é importante e a colocação de pelo menos dois funcionários é crucial e, a avaliar pela atitude das autoridades locais, estamos certos de que os nossos compatriotas emigrados contarão, também, com a solidariedade dos trabalhadores e do povo corso e francês.
Emigrantes em luta contra encerramento do Consulado de Clermont-Ferrand!

