PAÍS
Pela defesa do Metro do Mondego, centenas de pessoas manifestam-se em Lisboa…
- Publicado em 12.01.2014
Mais de um milhar de pessoas manifestou-se hoje em Lisboa em frente à residência do primeiro-ministro, manifestação que foi precedida de concentração junto às escadarias do parlamento, exigindo a conclusão das obras no ramal da Lousã/Metro do Mondego.
“Queremos o metro”!, “A obra não pode parar”!, “Chega de mentiras, queremos o metro entre Coimbra e Serpins”!, foram algumas das palavras de ordem inscritas nos cartazes ostentados pelas várias centenas de moradores dos concelhos que este ramal serve, onde se incluíam naturais de Miranda do Corvo, Góis e outros que vivem em Lisboa. Esta vibrante e participada manifestação, foi promovida pelo Movimento Cívico de Coimbra, Lousã, Miranda do Corvo e Góis que exigem que esta obra seja retomada, estando interrompida há cerca de dois anos e na qual já foram gastos cerca de 150 milhões de euros.
Jaime Ramos, porta-voz do movimento, acompanhado por autarcas dos vários municípios afectados, afirmou que esta presença em Lisboa serve para “exigir e obrigar o Governo a candidatar o projecto Ramal da Lousã/Metro Mondego a financiamento comunitário. Trata-se de uma obra que se for financiada pela União Europeia pode ter uma comparticipação até 95%", exigência essa, entregue em mão a um assessor do gabinete de Passos Coelho.
As obras deste projecto no Ramal da Lousã, onde foram iniciadas, está inserido no Sistema de Mobilidade do Mondego (SMM), e contempla a instalação de um metro ligeiro de superfície do tipo "tram-train" - com capacidade para circular nos eixos ferroviários, urbanos, suburbanos e regionais - na cidade de Coimbra e no Ramal da Lousã.
Os manifestantes lembraram que desde há quatro anos que as obras foram interrompidas, fazendo com que esta linha centenária deixasse de servir milhares e milhares de pessoas que sempre usaram este meio de transporte para se deslocarem para os seus afazeres. “Os meus netos são obrigados a levantarem-se muito mais cedo para poderem apanhar a camioneta de carreira, para poderem ir à escola, quando existe ao pé de nós uma estação, se o comboio funcionasse encurtava sobremaneira o trajecto” afirmou um dos elementos do povo presentes na manifestação. Esta queixa sentida era feita pelos manifestantes que clamavam ser mentirosos os actuais e anteriores governantes, exigindo que fosse devolvido “o que nos roubaram”.
Esta luta, mais que justa, insere-se no combate contra a extinção de linhas férreas, principalmente no interior do país, que desde dos governos de Cavaco Silva, passando pelos de Sócrates e Coelho/Portas têm encerrado linhas ferroviárias por todo o país, fazendo com que milhares e milhares de pessoas fiquem muito mais isoladas e cada vez com menos mobilidade e acessos.
Estas lutas e outras só sairão vitoriosas em pleno se este governo de traição nacional for derrubado sem apelo nem agravo da cadeira do poder e em contrapartida for constituído um Governo Democrático Patriótico que diga não ao pagamento desta dívida que não foi contraída pelo povo e que em nada o beneficiou, governo esse que terá de ter uma política de desenvolvimento sustentado e integrado ao serviço do povo e das suas reais necessidades, onde se inclui uma rede ferroviária ao serviço do progresso do país.

