CampanhaFundos202206

IBAN PT50003502020003702663054   NIB 003502020003702663054

19 de Junho de 2024

Nota à Imprensa

PCTP/MRPP informa a sua posição sobre o Serviço Militar Obrigatório no momento presente

Lisboa, 29/04/2024

O Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses (PCTP/MRPP) considera, e sempre considerou, que a defesa do país compete a todos os cidadãos e não a um grupo de mercenários mesmo que este se designe por Forças Armadas Portuguesas pelo que propugna a prestação, por todos os cidadãos, de Serviço Militar durante um dado período de tempo a definir que lhes permita aprender as perícias militares para, em caso de ataque ao nosso país ou o seu bem-estar se torne impossível, se mobilizem rapidamente para, consoante o caso, repelir esse ataque ou instaurar o bem-estar popular.

Sobre o mesmo tema, o PCTP/MRPP reafirma hoje o que o camarada Arnaldo Matos referia já em 2016:

As Forças Armadas, de portuguesas, só têm o nome. As Forças Armadas ditas portuguesas são hoje um grupo de mercenários, lacaios do imperialismo americano, francês e alemão.

Todas estas tropas mercenárias deviam recolher a Penates, para serem imediatamente desmobilizadas.

Ler mais 

Os Votos Mais Caros do Mundo Não Servem Para Nada aos Portugueses

Normalmente cada voto custa em média aos Estados menos de 0,10€, mas os votos portugueses para o PE de 2024 custaram ao erário público mais de 6€ cada um. Segundo o próprio governo, só a aquisição de computadores para permitir o voto onde quer que o eleitor se encontrasse no território nacional em vez de só poder votar no local de residência, custou ao país 23,2 milhões de euros. Isso são 6,16€ por voto válido, e ainda falta somar o custo da logística associada às eleições e o custo da campanha política (dos partidos e do Estado/governo) contra a abstenção.

Passados 10 dias das eleições, falta ainda apurar os resultados em 3 consulados (Turquia, México e Luanda – Angola). E gastaram-se dezenas de milhões nestas eleições!

Com esta ressalva de ainda faltarem alguns resultados, o que ressalta da comparação com os resultados de 2019 é o seguinte: a campanha substantiva para facilitar o voto e a campanha de propaganda realizada por todos os sectores da burguesia encabeçados pelo seu Estado, apenas conseguiram convencer a votar mais cerca de 635 mil eleitores (sendo que 25 mil foram resultado do aumento do número de eleitores, donde só houve uma diminuição de 610 mil abstencionistas) do que em 2019. Uma ridicularia face aos custos da “operação” e ao n.º total de abstencionistas que se situava em 2019 em cerca de 7,5 milhões de eleitores, portanto não logrando sequer convencer 10% dos abstencionistas.

Ler mais

A Polícia e o Montenegro Estão Feitos com os Neo-Nazis e com o Chega!

A porrada que a PSP deu nos manifestantes anti-fascistas, denominados "Não Passarão!", em contraste com a benevolência com que tratou o grupo neo-nazi 1143, encabeçado pelo condenado Mário Machado, durante as manifestações que decorreram no 10 de Junho em Lisboa, só demonstra que a polícia está feita com o chega e com a extrema-direita e que o governo Montenegro também é de cariz fascista-capitalista.

Ler mais


Costa e Montenegro Levam o País à Pobreza e à Miséria!

 

Actualmente, em Portugal, 21,1% da população está em situação de pobreza e exclusão social. Dados de 2023, do Eurostat, semelhantes aos de quando chegou a pandemia de Covid-19. Em 2019, o país registava uma taxa de pobreza e exclusão social de 20,1%.

Ler mais

PAÍS

Que 25 de Abril?

Quando anualmente se assinala o 25 de Abril, os oportunistas e pequeno-burgueses tentam sempre mistificar a verdadeira natureza do que esteve e está em causa em redor desta data.

Com efeito, lá aparecem a associação de inválidos que dá pelo nome de Associação 25 de Abril e os partidos ditos da esquerda parlamentar, todos de cravo ao peito, a identificar o derrube do regime fascista ocorrido em 25 de Abril de 1974 com uma revolução e o MFA e o inefável Vasco Gonçalves como os libertadores do povo.

Ora, o 25 de Abril de que estes senhores falam não foi mais do que um golpe de Estado organizado e desencadeado por um grupo de capitães, movido acima de tudo por interesses de natureza profissional e corporativa, golpe de Estado esse que foi realizado naquela data para deliberadamente não coincidir com o 1º de Maio que, principalmente, o MRPP – enfrentando a repressão da ditadura fascista – se preparava para comemorar com acções de rua amplamente convocadas em todo o país.

Contrariando as instruções do MFA no dia do golpe para ninguém sair à rua, a classe operária, os trabalhadores e as massas populares desencadearam um amplo e profundo movimento revolucionário que se desenvolveu e alastrou pelo país inteiro, sempre contra as tentativas dos golpistas, do PCP e outros abrilistas.

Esse movimento revolucionário pretendeu usar das liberdades democráticas entretanto instauradas, para levar até ao fim a revolução democrática popular, afastar o sector da burguesia que, com o golpe, se tinha apoderado do Estado fascista, desmantelar este Estado, realizar a reforma agrária e, com base na aliança operária-camponesa, e não na traidora aliança povo-MFA, tomar o poder político e constituir um governo democrático e popular.

Foi precisamente este movimento revolucionário que contou sempre com a oposição e perseguição do MFA e dos pseudo-democratas do 25 de Abril.

Há, pois, dois 25 de Abril – um, que é o da revolução popular que foi efectivamente derrotada por uma contra-revolução que se iniciou após a tentativa de golpe social-fascista de 25 de Novembro, com o chamado documento dos 9, e que chegou ao seu termo com o actual governo PSD/CDS que rasgou toda a réstia de direitos e liberdades conquistados pela classe operária.

O outro 25 de Abril, é o do golpe de Estado dos que, sob a protecção da tropa dos militares de Abril, atacaram as greves dos operários, que liquidaram a reforma agrária, que ilegalizaram o MRPP e o impediram de participar nas primeiras eleições, que prenderam, perseguiram e torturaram centenas de militantes seus, suspendendo o Luta Popular e encarcerando o seu director, sem que existisse qualquer lei a permiti-lo, que elaboraram uma Constituição à sombra da qual todos os governos foram consolidando a contra-revolução, intensificando a exploração dos trabalhadores e entregando o país aos interesses hegemónicos da Alemanha e do grande capital financeiro europeu.

É este o 25 de Abril que é comemorado solenemente todos os anos na assembleia da República pelos representantes desse regime herdeiro do 25 Abril, o qual, como é evidente, nada tem a ver com a classe operária e os trabalhadores que, agora mais do que nunca, sabem que nunca será no quadro do golpe de 25 de Abril que poderão fazer a verdadeira revolução.

E é também esse o 25 de Abril de Soares e do agora seu escriturário Alegre que, de forma totalmente oportunista e mais uma vez enganosa, pretendem demarcar-se do ideário que nunca deixaram de defender.

Soares tornou-se mesmo o exemplo mais degradante do oportunismo – primeiro, obriga Sócrates a assinar o memorando, depois, encontra-se com Passos Coelho a quem não regateia elogios e só de há pouco tempo a esta parte começou a dirigir críticas ao governo, mais até do que à Tróica, e sempre sem pôr em causa a indispensável política de austeridade do memorando.

Ora, é este sábio oportunista, responsável, entre outras coisas, pela entrada da CEE em Portugal, que hoje tenta fazer passar-se por um credível socialista que nada teve a ver com o regime do golpe do 25 de Abril, de que se serviu para governar contra os trabalhadores e que todos os anos solenemente reverencia.

Quem foi derrotado pela linha política do actual governo não foi o 25 de Abril reclamado pela associação de inválidos com esse nome nem os que beneficiaram do golpe de Estado de 1974; quem foi derrotada pela política terrorista deste governo e dos partidos e sucessivos governos no poder desde então foi a revolução que se desencadeou e desenvolveu a partir do dia em que o regime fascista foi apeado – e é por isso que a classe operária nunca comemorou nem comemorará uma data que não assinala nenhuma revolução e, muito menos, sua.

Não é pelo facto de os trabalhadores estarem a ser objecto de um ataque feroz por parte do governo de traição nacional PSD/CDS que se deixarão embalar por oportunistas que, não deixando de apoiar o memorando e a política de austeridade da Tróica, querem safar-se das suas responsabilidades nesta situação e arrastar o povo para alternativas que conduzem exactamente às mesmas consequências, por não romperem com as verdadeiras causas e responsáveis.


Partilhar

Adicionar comentário


Código de segurança
Actualizar

Está em... Home País POLÍTICA GERAL Que 25 de Abril?