Opinião

Manifesto Eleitoral 2019

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Correspondências

Do nosso correspondente em Coimbra recebemos este interessante artigo que agora publicamos:

Reflexão sobre o proletariado: estudo de caso

Ao longo das últimas décadas, nos países ditos desenvolvidos, temos assistido à exportação das contradições entre o trabalho e o capital. Com a mecanização da produção agrícola, a automatização da produção industrial, e a deslocalização da produção primária para fora das metrópoles, deu-se inevitavelmente também um offshoring significativo do proletariado, para os países periféricos.

Este fenómeno confirma-se consultando dados estatísticos que revelam um enorme movimento demográfico em Portugal, dos sectores primário e secundário para o terciário.1 Naturalmente, não se pode daqui concluir que não haja proletários explorados no quadro económico nacional, inclusive na agricultura e na indústria. No entanto, interessa notar que existem fracções do sector terciário que, não estando directamente ligadas ao processo produtivo, são fundamentais para o funcionamento das cadeias de produção e realização das mercadorias.

Este fenómeno representa uma considerável alteração da estrutura produtiva em Portugal, levanta a questão de quem constitui, na actualidade, o proletariado nacional, enquanto classe em si. Serão apenas os operários fabris e outros trabalhadores do sector secundário, ou devemos também incluir alguns dos trabalhadores que exercem funções no sector terciário? Se sim, quais?

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Vale de Cambra - Construção Civil

Mais 4 vítimas operárias da guerra de classes:
Um morto, dois feridos graves e um ligeiro em Vale de Cambra

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Arnaldo Matos: Um intrépido dirigente e combatente marxista!

AMEvocacao2Ano1No próximo dia 22 do corrente mês, assinalamos dois anos do desaparecimento físico do maior marxista português, o eminente camarada Arnaldo Matos! A morte inesperada do camarada Arnaldo Matos constituiu uma terrível perda tanto para a classe operária, como para o seu Partido de vanguarda, o PCTP/MRPP.

Falar no camarada Arnaldo Matos não é coisa fácil, muito pelo contrário, é algo complexo e de uma abrangência enorme, quer pelos mais variados domínios em que o camarada Arnaldo Matos participou e interveio, quer pela sua forte e justa personalidade, sempre brilhante e claramente meritória! Desde tenra idade, o nosso saudoso camarada Arnaldo Matos envolveu-se nas mais diversificadas lutas pela libertação do ser humano do jugo, da servidão, e do crescente pauperismo, que a burguesia e o seu modo de produção capitalista tanto fomentam e produzem. Basta recordar o papel fundamental de Arnaldo Matos, na fundação da Esquerda Democrática Estudantil (EDE), organização fundada na sequência das primeiras manifestações contra a Guerra do Vietname, quando foi nomeado para delegado do movimento de Maio de 1968, em Portugal; quando foi eleito em 1961, como secretário nacional dos estudantes portugueses.

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Juventude

Sobre a Praxe

É quase impossível, na actualidade, pensar o Ensino Superior e o contexto académico sem fazer uma análise à praxe e, na esquerda reformista (reaccionária no plano material) existem duas posições distintas a conhecer:

- a posição praxista, que considera a praxe uma ferramenta a instrumentalizar numa tentativa de recrutar estudantes e mobilizá-los para as suas causas tendencialmente eleitoralistas;
- a posição anti-praxista, tão ou mais idealista que a anteriormente referida, que vê a praxe académica como um ritual moralmente degradante e que reproduz uma série de fenómenos negativos da nossa sociedade.

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O Departamento da Juventude do PCTP/MRPP reuniu no Porto

Dando cumprimento à resolução para a reorganização da juventude revolucionária do I Congresso Extraordinário do Partido, foi constituído e, no passado dia de 12 de Janeiro, reuniu na cidade do Porto o Departamento da Juventude do PCTP/MRPP, tendo elegido o camarada José Afonso Lourdes seu secretário.

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Educação

 

A propósito da proibição das aulas on-line

A igualdade e a equidade constitucionais social-fascistas
(socialistas pouco, fascistas muito)

Há pouco mais de uma semana, com a pompa e circunstância e falsidade que lhe é tão característica, o primeiro ministro Kôsta, decretou, a respeito de uma das medidas do novo estado de confinamento, o fecho das escolas e a proibição das aulas on-line.

Numa primeira fase abrangia apenas as escolas públicas. Posteriormente, o ministro (sem) educação Tiago Brandão Rodrigues veio esclarecer que esta medida se estendia também ao ensino particular e social, alegando questões de igualdade e equidade (em relação às escolas públicas) “para que ninguém ficasse para trás”.

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Um país sem cultura não é um país!

No passado dia 2 de Dezembro, em frente ao teatro Rivoli, no Porto, decorreu uma iniciativa que reuniu cerca de 100 universitários da Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo (ESMAE), Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto (FBAUP), Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto (FAUP), Escola Superior de Media Artes e Design (ESMAD) e Escola Superior de Artes e Design (ESAD)

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Saúde

Luto contra três gigantes, querido Sancho; estes são: o medo, que tem forte raigambre e que toma conta dos seres e os sujeita para que não ultrapassem o muro do socialmente permitido ou admitido; o outro é a injustiça, que subjaz no mundo disfarçada de justiça geral, mas ...

O confinamento capitalista autodenuncia-se e anuncia o seu fim

Falar sobre o confinamento é tão vago como o próprio confinamento.

Neste segundo confinamento temos serviços a funcionar parcialmente, temos falsos negativos e falsos positivos, temos o número de mortes e infectados a disparar, temos a religião e a política a serem escolhidas e sem regras em detrimento da cultura e da educação, temos os problemas dos lobbies farmacêuticos, temos um aumento do número de mortes por outras causas não covid como consequência e troca de prioridades, temos subsídios e linhas de crédito para empresas que vão falir, temos o caos nos transportes públicos, em particular nos comboios a abarrotar sem haver reforço, aliás reduziu-se a frota, cuja propagação é potencialmente perigosa, temos um desinvestimento no serviço nacional de saúde, falta de apoios, má planificação, "temos os hospitais lotados em colapso mas com menos doentes do que é habitual nesta época do ano mas não há capacidade de drenagem (de doentes covid) dos doentes porque o fluxo dos doentes está entupido" – ex-bastonário da ordem dos médicos, temos enfermeiros a serem despedidos, temos uma parte considerável de médicos de renome e com forte impacto no tratamento de doenças imunológicas e infecciosas a descredibilizar a ministra da saúde e a directora geral de saúde, temos a cultura do medo e um Bosta a imputar a responsabilidade aos portugueses e usadas como arma de arremesso para desviar as atenções dos verdadeiros responsáveis pelo genocídio vigente, o maior dos últimos anos, temos isto e muito mais.

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A escandalosa situação dos contratados no Serviço Nacional de Saúde

Hospital de Vila Real:  Enfermeiros à espera de renovação de contratos
Hospital de Faro:  Funcionárias dos serviços de alimentação em final de contrato

O estado de emergência serve para confinar, encerrar, proibir, subsidiar, “layoffiar”, despedir e tudo o mais, mas não serve sequer para segurar o pouco que resta do SNS.

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 2020 - Maior índice de mortalidade desde 1920!

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Balanço trágico entre “menos mortes” Covid-19 e mais mortes não-Covid!

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Política geral

 Depois do Sufrágio Eleitoral Presidencial

 As eleições realizadas no Domingo, dia 24 de Janeiro, para escolha do presidente da República serviram apenas para criar a ilusão, como é próprio nas democracias burguesas, que naquele momento, a população tem o poder e a liberdade de escolher quem a vai representar. 

Contudo, desde o dia em que António Costa apresentou a candidatura de Marcelo na Autoeuropa ( Maio de 2020) que as cartas estavam lançadas e os votos contados. Desde esse dia, que o pacto de direita e de submissão ao imperialismo europeu ficou estabelecido. E todos o sabiam, incluindo Ana Gomes e toda a falsa esquerda que gritando histericamente contra o perigo da direita, mais não fizeram do que estender a passadeira a essa direita e extrema direita. 

Efectivamente, foi o apoio do PS que veio permitir a divisão da direita sem problema. A direita liberal e a extremista, antes acolitada na candidatura de Marcelo, ficaram com condições para e revelarem sem pejo nem risco.

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Por lapso foi editado um ficheiro errado. Desse facto, de que nos penitenciamos, procedemos agora, 23:00 de 20 de Janeiro, à correcção, substituindo esse ficheiro pelo correcto

Sobre a farsa eleitoral:
a universalidade do sufrágio é apenas virtual

Os nossos leitores sabem que não apoiaremos nenhuma das candidaturas que se apresentam a estas eleições;  se as eleições burguesas são sempre uma farsa, estas estão transformadas na maior farsa de todos os tempos! 

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 As mentiras da Ministra da Justiça e os “grandes” argumentos de autoridade de Costa

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Herança dos idosos para encher a pança aos burgueses do capital

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Demissão no SEF é manobra de desresponsabilização do Estado repressor!

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Internacional

A alteração geopolítica no Golfo

Irão: um assassinato prenunciador da guerra inter-imperialista!

MedioOrienteO assassinato levado a cabo pelos serviços secretos de Israel, a famigerada Mossad, de Mohsen Fakhizadeh, considerado como responsável pelo programa nuclear iraniano, tem de ser contextualizada no quadro da corrida que, neste momento, se trava entre os blocos imperialistas – o dirigido pela China e o dirigido pelos EUA – no Médio Oriente.

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Ensaio

A vida de um cantoneiro em Portugal!

Este artigo demorou a ser publicado, porque o capitalismo resolveu novamente fazer das suas! O nosso camarada/correspondente do Norte, e entrevistado neste artigo, esteve num total estado de estagnação, ...

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Partido

Notícias da evocação do camarada Arnaldo Matos

Nos passados dias 21 e 22 deste mês, no Porto, na Gafanha da Nazaré, em Lisboa e um pouco por todo o país, os militantes e simpatizantes do Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses (PCTP/MRPP) evocaram  camarada Arnaldo Matos pelo estudo e pela discussão de documentos que o camarada nos deixou, especialmente o importantíssimo discurso e sequente debate no 1.º de Maio Vermelho de 2018.

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Presencialmente ou por vídeo-conferência, em reuniões alargadas ou isoladamente, os camaradas pegaram em aspectos da obra do camarada, particularmente aqueles que consideraram mais pertinentes para a acção de cada organismo, que estudaram e, quando colectivamente discutiram, com o ânimo próprio de quem luta pela instauração do modo de produção comunista.

A  principal alocução proferida no Porto, nesse propósito a 21 de Fevereiro e em nome do Comité Distrital do Porto, transcrevemo-la aqui, na íntegra:

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O Marxismo é a nossa Estratégia


Evocar o Camarada Arnaldo Matos

Passam, na próxima segunda-feira, dia 22 de Fevereiro, dois anos após o desaparecimento físico do camarada Arnaldo Matos.

Na impossibilidade de uma homenagem presencial, o Comité Central, conclama todos os militantes e simpatizantes para, de uma forma organizada (como já está a acontecer) ou, se tal não for possível, individualmente, estudarem e discutirem os documentos que o camarada nos deixou, com destaque para a importantíssima intervenção no 1.º de Maio de 2018, que se constitui como um verdadeiro programa para o Partido e para o movimento comunista, apontando o Marxismo como a nossa estratégia, ao mesmo tempo que releva a necessidade de se fazer uma reflexão sobre os erros cometidos durante os processos revolucionários de 1917 e 1949, como condição essencial para rejeitar de forma fundamentada e determinada a ideia da inviabilidade da sociedade comunista, provando simultaneamente que sociedade da democracia capitalista liberal não é “o estádio final do processo histórico”, como os ideólogos do capitalismo pretendem vender.

Contudo, a verdadeira homenagem, a autêntica celebração só adquire significado se se transformar em movimento, em acção, em prática.

A verdadeira evocação ao camarada é feita diariamente no trabalho e na luta pelo reforço organizativo do Partido, pelo seu alargamento, pelo contacto com as massas, pela divulgação dos estudos, análises e reflexões, objectivo que o Comité Central tomou em mãos, dando continuidade a essa divulgação no Luta Popular online e com o lançamento da colecção dos Cadernos Arnaldo Matos.

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A NOSSA ESTRATÉGIA É O MARXISMO
Nota Introdutória
A brochura que agora publicamos, dois anos após o desaparecimento físico do camarada Arnaldo Matos, corresponde à sua intervenção proferida durante a comemoração do 1.º de Maio Vermelho de 2018 e é a primeira de um conjunto de publicações, que constituem os Cadernos Arnaldo Matos, com os quais pretendemos divulgar e colocar à disposição de todos os importantes estudos e contributos do camarada na divulgação e actualidade do marxismo, que passa, desde logo, pela urgência do estudo, da reflexão e compreensão da natureza de classe das revoluções russa de Outubro de 1917 e chinesa de 1949, já claramente, por ele, exposta nas Teses da Urgeiriça, em 2016. 

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Divulgação das intervenções do Camarada Arnaldo Matos

É cada vez mais premente  a leitura, estudo e discussão das intervenções e dos textos legados pelo camarada Arnaldo Matos. Como o camarada refere, é preciso voltar a estudar Marx e  pôr tudo em causa; é preciso encontrar nos erros cometidos as  explicações dos falhanços das revoluções proletárias.

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O fascismo do PS de Costa não é de hoje. O camarada Arnaldo Matos já o havia denunciado mal os primeiros traços do mesmo se manifestaram da pior maneira, no governo anterior, como a sequência de tuítes, que agora republicamos no Luta Popular, demonstra.


O PS no Poder é a Reacção no Poder!

É preciso dizê-lo sem medo, com a coragem necessária e com todas as letras: o Primeiro-Ministro António Costa e o governo do PS a que preside são um coio de reaccionários fascistas, da mesma natureza de Salazar e de Caetano.

Tal como Salazar e Caetano nos seus tempos, Costa e o seu governo, enviaram na última quinta-feira, e lá a mantiveram na sexta-feira e hoje sábado, um corpo da Polícia de Choque, para pôr termo a uma greve dos estivadores precários do Porto de Setúbal.

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O Luta Popular online e a Refundação do Partido Comunista Proletário Marxista

O Luta Popular online é o Órgão Central do PCTP/MRPP, o que significa que as posições tomadas pelo Partido são as publicadas no Jornal. Os militantes, simpatizantes e amigos do Partido devem tomar conhecimento das posições do Partido através do seu Órgão Central e não por qualquer outro canal de comunicação.

Nesse sentido, e para que não persistam dúvidas, e apesar de já ter sido objecto de estudo, republicamos um artigo do camarada Arnaldo Matos, datado de 04-05-2016 , no qual está claramente explicado qual é a função do Luta Popular.

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Uma vez mais: O que é o Luta Popular Online? 

Agora que os comunistas portugueses estão a obter importantes sucessos na sua luta contra os liquidacionistas, com vista à refundação de um partido marxista revolucionário proletário, aumentou a colaboração dos militantes e simpatizantes do Partido para o Luta Popular Online.

Isso obriga-me a vir aqui uma vez mais explicar aos nossos leitores o que é o Luta Popular Online e qual é o tipo de colaboração que deles esperamos e desde já lhes agradecemos.

O Luta Popular Online é o jornal político de âmbito nacional do Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses (PCTP/MRPP). Por enquanto, sai em suporte digital, mas a intenção do Comité Central do Partido é a de editá-lo em suporte de papel, assim que se acharem reunidas as condições políticas, económicas, técnicas e organizativas para tanto.

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