PAÍS

“Eles Matam-nos!”

Fábrica PSA (Peugeot/Citroën) Mangualde

“Eles Matam-nos!”

(Dos nossos correspondentes) Tal como se encontrava planeado, fizemos, na passada terça-feira, a distribuição do nosso comunicado Fogo Sobre o Regime de Escravidão! à porta da fábrica de Automóveis PSA-Mangualde, aos operários e operárias que nos receberam de forma muito calorosa e entusiástica.

A fábrica PSA de Mangualde é, como sabem, uma fábrica automóvel do grupo francês PSA Peugeot Citroën, situada em Mangualde, no distrito de Viseu.

As operárias e operários receberam-nos na terça-feira, dia 20 de Junho, pelas 14H00, com expressões como estas: “Ajudem-nos senão eles matam-nos!”; “Obrigado camaradas! Eu sei bem que este símbolo é do partido do Arnaldo Matos!”; “Isto é uma vergonha, eles fazem o que querem”; “O delegado sindical e a comissão de trabalhadores pertencem todos à mesma corja de traidores”!...

Estas são algumas das expressões de revolta que, às portas da PSA-Mangualde, pudemos ouvir da boca dos operários e das operárias que, com visível satisfação, acolheram a distribuição do nosso comunicado: FOGO SOBRE O REGIME DE ESCRAVIDÃO!

Alguns dos operários e operárias, fartos de ser escravizados, e muito desiludidos com as repetidas traições do delegado sindical e da Comissão de Trabalhadores, revelaram-nos: “Há aqui muita gente revoltada, só que temos medo… mas, seja lá como for, somos nós que temos de mudar isto”!...

Essa é que é a grande verdade, proletários da PSA! E são as leis que regem o desenvolvimento da luta de classes que assim determinam!

Só a classe operária, organizada no seu próprio partido, poderá mudar isto, conquistando o poder politico e instaurando a sua própria ditadura – a ditadura do proletariado -, com vista à construção de uma sociedade sem classes e sem exploração!

Proletários de todos os Países, Uni-vos!

Viva a Revolução Proletária!

20JUN17

Viriato/Sertório


 

 

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Correspondência Entre Departamento Financeiro Central e Secretário Regional dos Açores

Correspondência Entre

Departamento Financeiro Central e

Secretário Regional dos Açores

 

I

Boa tarde

Caro Camarada Pedro Pacheco

Em primeiro lugar quero transmitir-te a carta a fazer apelo a todos os camaradas dos Açores e não só, escrita pelo Departamento Financeiro.

Envio portanto a carta em anexo pedindo- te que a reenvies a todos os camaradas, simpatizantes, familiares e amigos cujo correio electrónico conheças. Pelo conteúdo da carta vais ver melhor.

Depois deste envio para ti responderei às outras questões que me colocas.

Arranja um livro de recibos para passares depois de teres conhecimento, através de mim ou camarada Margarida de quem deu Fundos para o Congresso.

Um grande abraço,

08Abr17

Inês

II

Camarada Inês

Obrigado.

Fiquei com a incumbência de esclarecer contigo como se processam os pagamentos das quotas, contribuições e fundos para o Departamento de Finanças e do Departamento de Finanças para a organização local em caso de despesas.

Perguntaram-me como se concebe e organiza as finanças no Partido e que informação e controlo é que no interior do Partido existe quanto à origem, ao uso e à demais prestação de contas dos recursos financeiros.

Grato. Saudações Comunistas,

06Abr17

Pedro



 

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ARA - Fábrica Alemã de Calçado em Seia:

PATRÃO IMPÕE REGIME DE ESCRAVIDÃO
SOB AMEAÇA DE FECHAR!

(Dos nossos correspondentes em Seia) Nesta fábrica dirigida pelo capataz Volker Kolossa, agente do imperialismo alemão, as mais de três centenas de operárias e operários que aqui são espoliados da sua força de trabalho, voltam a viver dias de angústia e de incerteza no futuro! 

Desta vez, fazendo uso da chantagem em que é especialista, Volker Kolossa ameaçou que teria de fechar a fábrica se não se conseguisse produzir determinado número de pares de calçado até ao final de Fevereiro, impondo assim veladamente um período trabalho intensivo com horário de 10 a 12 horas por dia, incluindo os sábados, num total desprezo pelo descanso a que têm direito e em prejuízo da vida familiar das operárias e operários que aqui trabalham.

Na verdade, não é a primeira vez que nesta fábrica os execráveis servidores do capital alemão mostram o seu desrespeito por aqueles a quem sugam a sua força de trabalho a baixo custo;

Pois já no ano 2003, a pretexto da falta de encomendas, a administração mandou os trabalhadores para casa, pagando-lhes as horas em singelo, tendo posteriormente, com o surgimento de novas encomendas, exigindo que os trabalhadores repusessem as horas, com trabalho ao sábado!

Umas vezes é por falta de encomendas, outras é por encomendas a mais!...

A ARA é uma marca alemã presente em 60 países. O mercado de venda de sapatos divide-se em 45 % na Alemanha e 55% para o resto do mundo, sendo a maior incidência para os países da Europa Central e do Norte, bem como os EUA, Canadá e Japão.

Como é evidente, os consumidores de sapatos ARA, têm um elevado poder de compra e são muito exigentes…

 Ora, para satisfazer as exigências deste mercado, os patrões alemães têm contado com a experiência e o empenho das operárias e operários portugueses, exímios conhecedores e muito experientes nesta indústria, facto a que não é alheio o recente investimento de milhares de euros num sistema de injeção direta de poliuretano (DIP); não certamente para melhorar as condições de trabalho das operárias (os) mas, isso sim, para aumentar a produção em mais 600 mil pares de sapatos por ano!

Volker Kolossa é um chantagista! 

Ao contrário daqueles que o consideram “um verdadeiro Herói na nossa cidade”, nós dizemos que ele é um chefe negreiro que sob chantagem procura impor na ARA um regime de escravidão operária!...

E, denunciamos, a infâmia do presidente da edilidade que lambendo as botas ao execrável agente alemão, vem dizer que “admira a capacidade de resistência desta empresa e que não se demitirá de distinguir os bons exemplos”… e, por isso o condecorou com a Campânula Municipal de Mérito Empresarial

Por acaso, alguém sabe de alguma distinção que tenha sido atribuída a uma só das mais de três centenas de operárias e operários, exemplares, que trabalham nesta fábrica?!  

Pois!...

Operárias e operários da ARA, não se deixem escravizar pelo medo! 

Exijam ser tratados com respeito e dignidade! 

O PCTP/MRPP é o vosso Partido Comunista Operário, sempre pronto a denunciar todas as arbitrariedades e a prepotência capitalista com que os opressores procuram eternizar o seu regime de exploração!

Organizada no seu próprio Partido, a classe operária vencerá!

Seia, 6.02.2017

Arimateia/Viriato



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O PESCADOR ARRISCA A VIDA NO MAR E É ROUBADO EM TERRA!

A LOTAÇOR ENTREGOU AS CAIXAS PARA A PESCA

E NÃO QUER PAGAR O PEIXE QUE NELAS ACEITOU!...

A LOTAÇOR TEM DE PAGAR!

 

(Do nosso correspondente em Rabo de Peixe) Como toda a gente sabe, a Lotaçor é, na Região Autónoma dos Açores, a entidade credenciada para efectuar a primeira venda do pescado fresco ou congelado nos portos do arquipélago.

Agora transformou-se também numa entidade policial destinada a apreender e roubar aos pescadores o peixe capturado.

Por causa da previsão do mau tempo para esta semana, seis companhas da pesca do chicharro do porto de Rabo de Peixe fizeram-se mais cedo ao mar, tendo sido descarregado na lota por volta das 02h00 de 2ª feira, dia 30.01.2017, um total de cerca de 800kg de pescado das quatro embarcações que vieram com peixe para terra.

A Lotaçor entregou, sem qualquer reparo aos pescadores que se preparavam para sair, as caixas para o transporte do pescado.

A Lotaçor recebeu às 02h00 de 2ª feira todo o chicharro capturado para posterior venda na lota.

A Lotaçor, cobardemente, aceitou a apreensão do peixe executada pela Inspecção Regional das Pescas, pelas 16h00 desse mesmo dia. A GNR, com reforços, interveio militarmente contra a revolta dos pescadores autuados.

A Lotaçor, na manhã de 3ª feira, abriu a sessão de venda mas os compradores abandonaram a lota em solidariedade para com os pescadores, privados de receber o dinheiro da transacção.

A Lotaçor tem nas suas instalações o peixe apreendido, destinado a ser entregue a instituições de caridade que à data não se chegou a concretizar, apesar da presença de carrinhas da Cruz Vermelha e do Instituto do Bom Pastor com senhoras dessas instituições, por causa da revolta popular contra a acção da Inspecção Regional das Pescas do Governo Regional.

Estamos perante mais uma actuação do governo regional dos Açores contra os pescadores açorianos, a somar ao continuado desrespeito para com as suas condições de vida, com portos perigosos planeados e executados à revelia dos seus mais sábios pareceres e favorecimento da exploração laboral praticada por armadores e comerciantes no sector.

A Cruz Vermelha rejeitou receber o peixe apreendido pela Lotaçor e GNR e devolveu o peixe apreendido aos pescadores roubados, mostrando a sua solidariedade para com esses pobres pescadores.

Os pescadores açorianos exigem a demissão imediata da Dr.ª Cíntia Machado, presidente do Conselho de Administração da Lotaçor, empresa pública do serviço açoriano de lotas.

A Lotaçor não serve os Pescadores!

A Lotaçor deve ser dissolvida!

A Lotaçor, além de empresa parasitária, passou agora a polícia piscatória.

01.02.2017

P.L.P./A.M.


 

 



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Malfeitores
Na CIFIAL de Santa Comba Dão:
Quem São?

 (Do nosso correspondente em Santa Comba Dão) Como tem sido noticiado aqui, no nosso jornal Luta Popular Online, há longo tempo e por diversas vezes que vários trabalhadores da CIFIAL – Indústria de Cerâmica, S.A., em Santa Comba Dão, têm vindo a apresentar queixas denunciando as graves condições de trabalho existentes nesta fábrica, sem que uma só vez tenham obtido qualquer resposta por parte da ACT de Viseu!

Ao ter conhecimento da grave situação, o nosso Partido decidiu, ele próprio, intervir junto da Autoridade para as Condições do Trabalho em Lisboa, dirigindo ao Inspector-Geral do Trabalho uma participação onde denuncia as graves irregularidades que há longo tempo são praticadas naquela fábrica.

E, eis que o milagre acontece!...

Coisa de que não há memória tenha ocorrido antes na CIFIAL; duas digníssimas representantes da ACT, durante o período da tarde de segunda-feira, dia 23 de Janeiro, inspeccionaram longamente as instalações e recolheram depoimentos junto dos elementos da nomeada Comissão de Delatores fiéis lacaios do engenheiro Ramos e dos patrões…

Mas, até agora, o que foi que mudou? Nada!

Os secadores continuam a verter gás; o amianto e os tectos a ameaçar ruir, lá estão; as pastas sem qualquer qualidade, a impedir a fabricação de funcionar, são o último grito da irresponsabilidade e da incompetência de uma gerência vendida aos jogos e interesses obscuros do capital!

Pois, em vez de tomar medidas imediatas no sentido de eliminar os perigos para a saúde e a própria vida dos operários, o que fez o senhor engenheiro Ramos?

Este técnico, ele próprio responsável em boa parte pela situação de caos existente nesta empresa, ficou preocupado mas foi em descobrir quem são os “malfeitores” que deram a conhecer as criminosas irregularidades que diariamente põem em risco a saúde e a vida dos trabalhadores; e, tal como já fez em anteriores ocasiões, tratou de pôr em campo os seus cães de fila para amedrontar e tentar virar os trabalhadores uns contra os outros…

Mas olhai à vossa volta – senhores Ludgeros, Ramos e respectivos lacaios! 

E vereis que os únicos e verdadeiros malfeitores sois vós!...

Pois que as operárias e operários revoltados com a situação são apenas mulheres e homens fartos de ser humilhados e escravizados que exigem ser tratados com dignidade e que sejam tomadas medidas imediatas quanto à melhoria das suas condições de trabalho!

O nosso Partido, que é o Partido de todos os trabalhadores e trabalhadoras da CIFIAL, continuará a exigir da Autoridade para as Condições do Trabalho a inspecção das instalações da CIFIAL, até que sejam plenamente respeitadas as condições salariais, de saúde, de higiene e segurança do trabalho naquela fábrica e seja posta a nu a escandalosa protecção da Cifial pela ACT de Viseu, com manifesto prejuízo dos trabalhadores.

Fogo sobre os semeadores do medo!

Viva a classe operária!

31.01.2017

Viriato

 

 



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Esbirros da PSP ao Serviço dos Banqueiros Chineses

(Da nossa correspondente Isabel) Hoje, cerca das 10H00, dois esbirros da PSP dirigiram-se a uma mulher de nacionalidade moldava que se encontrava a pedir esmola sentada no passeio junto ao banco chinês Haitong, na Avenida Alexandre Herculano, em Lisboa, exigindo-lhe, sem qualquer fundamento, que saísse dali.

Estando a passar no local e ouvindo esta ordem arbitrária, interpelei imediatamente os polícias, perguntando-lhes se o passeio não era público e, além disso, por que razão quando esta pobre mulher se encontrava em frente à pastelaria do outro lado da rua, nunca fora molestada e, agora, por se achar perto do banco chinês, já lhe era proibido ficar, como se aquele passeio tivesse passado a ser propriedade dos chineses.

Irritados por terem sido apanhados a executar ordens dos banqueiros chineses, os esbirros da PSP pediram-me a identificação.

Retorqui que me identificava, mas se eles se identificassem primeiro.

Nessa altura, retiraram-se cobardemente do local, desistindo dos seus intentos de lacaios, provocatórios e ilegais.

Em conversa com a pobre mulher vítima desta prepotência, fiquei a saber que tinha vindo da Moldávia com o marido e que este se encontrava a viver num contentor numa zona perto da obra onde trabalha doze horas por dia.

13.01.2017

Isabel




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Terror Policial na Quinta do Mocho
(do nosso correspondente com o deputado municipal do Partido na Assembleia Municipal de Loures)

2015-12-03-01Pelas 07H00, mais de duas centenas de esbirros da polícia de choque desembarcaram na Quinta do Mocho, em Sacavém, sitiando por completo este bairro municipal, cujos moradores têm sido vítimas de sucessivas acções de perseguição policial, visando em particular cidadãos portugueses de origem africana.

2015-12-03-02Sob o pretexto da realização de buscas domiciliárias, a policia ocupou o bairro durante mais de quatro horas, investiu contra os moradores, arrombou portas, destruiu selvaticamente o interior das já de si paupérrimas habitações, aí lançando o pânico nas crianças ainda a dormir e nos homens e mulheres que se preparavam para iniciar mais uma sofrida e penosa jornada de trabalho.

Pelo menos numa das casas assaltadas pelos esbirros da PSP que visitámos juntamente com o deputado municipal do Partido na assembleia de Loures, era visível o rasto do vandalismo praticado pela polícia, que, para tentar justificar a destruição e o terror intimidatórios, exibiam documentos para detenção de pessoas que não só não viviam nessa casa como nem sequer eram conhecidas dos moradores do bairro.

2015-12-03-03Esta investida terrorista é mais uma acção para controlar o bairro e reprimir qualquer revolta, em particular por parte de jovens desempregados, famintos e discriminados, agora desencadeada pelo novo governo do Hollande português, com o apoio dos partidos ditos de esquerda BE e PCP.



03.12.2015



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Naufrágio do Arrastão Olívia Ribau
(do correspondente na Figueira da Foz)

Mais uma vez se assiste a um naufrágio na barra da Figueira da Foz.

Desta vez, segundo populares que ouvi, houve MUITA negligência das autoridades marítimas, na medida em que afirmam que em pleno dia, 19h e poucos minutos e perante os audíveis pedidos de socorro das vítimas que se encontravam a escassos metros da costa, estes, os 1ºs só chegaram cerca de 45m depois !!... o próprio helicóptero de socorro teve que ser pedido ao Montijo, PASME-SE !! Há uma Base aérea, a nº5, a poucos km da Figueira da Foz (mas será que esta só serve para fazer executar exercícios nocturnos que de tempos a tempos muito incomodam a noite e o descanso dos habitantes da cidade e arredores ??!! )

Os tripulantes do arrastão OLÍVIA RIBAU, de 20m, alguns eram naturais da Figueira da Foz, sendo mais propriamente da Leirosa (Fig. da Foz) os 2 irmãos sobreviventes, de 40 e 41 anos respectivamente, de Mira (1) Caxinas (1). O pescador cujo corpo acabou por ser resgatado, era natural da Cova -Gala (São Pedro, Figueira da Foz) e tinha 56 anos. Continuam por resgatar os corpos do mestre, de 41 anos, natural da Costa de Lavos (Figueira da Foz), de um pescador de Mira, de 40 anos, de um pescador natural de Ílhavo, com 57 anos, por último falta também resgatar o corpo de um pescador de 41 anos natural da Cova-Gala, São Pedro, Figueira da Foz.

De estranhar continua sendo a total revolta dos populares que assistiram ao naufrágio e eram muitos que ao final do dia se encontravam não só em actividade de pesca á linha, no molhe Norte da barra, bem como de outros que praticavam os suas caminhadas do final do dia, junto ao molhe norte, pela demora e inoperância das autoridades marítimas para prestarem o devido e atempado socorro ás vítimas. De tal forma os ânimos se estavam a exaltar, que a PSP foi chamada ao local para controlar a situação.

A mota de água utilizada no salvamento dos 2 pescadores náufragos, foi por mote próprio de um Policia que estava de folga !! Quanto ás autoridades responsáveis... limitam-se a desmentir a população que assistiu ao vivo e a cores ao desenrolar da dantesca situação e ás múltiplas falhas que por estas lhes são apontadas, o que já não é de estranhar, uma vez que neste País se passou a cultivar a pouca vergonha de "culpa tem sempre que morrer solteira" , o que causa não só um acentuado desconforto, mas também uma acentuada e justa revolta, por parte do seu demasiado e untrajado povo trabalhador.
Há pouco, perto do meio-dia, eram visíveis na zona da barra os "tardios" meios de busca e salvamento, o casco do arrastão naufragado, bem como centenas de pessoas que acompanhavam o desenrolar dos acontecimentos, com justos comentários de revolta.

Como comentário pessoal, acrescento que lamento a forma como estes acontecimentos são de um certo modo repetitivos, porque se voltam, de uma forma cruel a desprezar os mais frágeis, aqueles que dão a vida sem reservas, para poderem ganhar o seu pão e das suas famílias, aqueles que de nada são donos, senão da sua enorme capacidade de sacrifício e que são as maiores vítimas das traições das" regras" despudoradas implementadas por um "governo" servil, a soldo de uma Alemanha que os faz curvar consciente e programadamente.

07.10.2015

Maria Isabel Costa

 




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CONTRA A PRIVATIZAÇÃO DOS TRANSPORTES
Greve de 24 Horas no Metropolitano de Lisboa
Publicado em 17.06.2015      Actualizado em 18.06.2015

(do nosso correspondente no Metropolitano)

GREVE 01Os trabalhadores do Metropolitano de Lisboa realizam, amanhã, dia 18 de Junho, uma nova greve de 24 horas com início às 00H00 e termo às 24 horas, sendo que os trabalhadores dos serviços nocturnos da via iniciam o seu período de greve às 23h30 horas do dia 17 de Junho e terminam às 7 horas do dia 18 de Junho.

Embora chamando os seus associados a aderirem a esta greve e assinalando como seu objectivo impedir a privatização da empresa e a reestruturação em curso, integrando-a na luta pelo derrube do governo, o SINDEM demarcou-se da manobra oportunista da Fectrans (Intersindical) de associar esta greve a uma pseudo-semana de “luta” dos transportes.

Isto, contrariando a proposta de moção apresentada pelo Sindem, numa reunião das organizações dos trabalhadores do sector dos transportes, realizada no dia 1 de Junho, em que este sindicato defendeu, considerando estar a entrar-se numa fase decisiva da luta dos trabalhadores dos transportes para travar a privatização das empresas públicas do sector, designadamente a TAP, Metropolitano de Lisboa, Soflusa, Transtejo, CP e CP Carga, EMEF, REFER Carris e STCP, a realização de uma Greve Geral Nacional em todas aquelas empresas com a duração mínima de 24 horas.

Os trabalhadores do Metropolitano têm de tomar consciência de que a luta, que até agora têm exemplar e corajosamente travado, só terá êxito se for prosseguida conjuntamente com os trabalhadores das restantes empresas alvo da política terrorista e corrupta do governo de traição nacional Coelho/Portas, repudiando o oportunismo divisionista das direcções sindicais que persistem em, por esta forma, isolar estas greves, em lugar de reforçar a unidade dos trabalhadores contra um inimigo que intensifica desesperadamente o seu ataque, lançando mão de todos os meios para intoxicar a opinião pública para impor os ditames da tróica.
 

ACTUALIZAÇÃO

grevemetro01A greve iniciou-se como previsto às 00h00 e  prolongar-se-á até às 24H00. Pelas 23h30 as circulações foram sendo parqueadas. A paralisação dos sectores operacionais ronda os 100%.

Os trabalhadores do metropolitano entregaram o aviso-prévio de nova greve de 24h00 para o próximo dia 26 de Junho.

 








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Motoristas de Transportes de Mercadorias em Greve

Mostrando o aumento da exploração sobre os trabalhadores, recebemos do nosso correspondente no Porto um texto e um vídeo com uma entrevista dada pelos motoristas dos Transportes Nogueira durante a realização da última greve e que passamos a transcrever.


FAMALICAÇÃO, TRANSPORTES NOGUEIRA
Um sinal: 11 dias de Greve em Dois Meses
Publicado em 31.05.2015 

GREVE01De 6 a 11 de Abril, motoristas da Transportes Nogueira (TN) estiveram em greve em simultâneo com os motoristas da ZAS - transportes e logística da zona Norte, pertencente ao grupo Jerónimo Martins e da Patinter SA, cuja greve terminou no dia 10. Em Maio, de 7 a 11, os motoristas da TN voltaram à greve- para os grevistas da TN são já 11 os dias de greve. É uma luta dura e com poucos exemplos entre nós por ser tão prolongada e determinada. 

Entre o primeiro e o segundo período da greve há a salientar o seguinte incidente: um grupo de motoristas pressionados assinou os papéis que lhes foram “apresentados” pelas chefias para a empresa deixar de proceder à transferência bancária da quota sindical para o sindicato; este facto apareceu aos olhos de todos os que souberam como uma saída significativa de sócios do sindicato; no entanto, a grande maioria destes “de-sindicalizados” foi ao sindicato pagar a quota e quer continuar a pagá-la, ou seja, manteve-se sócia do sindicato, mas sem que a empresa saiba, segundo informação do dirigente do STRUP Felipe Azevedo. É este o clima que se vive na TN…

Trabalham na TN 380 motoristas. Ao portão, em greve, estiveram cerca de 30; no estrangeiro, pelo menos dois que estão “de castigo” teriam aderido à greve se cá estivessem, dizem os companheiros; dos 30, um despedido recente, o António, diz que vai colocar a empresa em tribunal por despedimento sem justa causa; alguns outros estão com processos disciplinares às costas, especialmente os que tomaram a iniciativa de questionar a empresa e que pediram a intervenção da autoridade para as condições do trabalho.

O que leva a que a luta assuma este aspecto de greve prolongada e realizada por uma fracção pequena dos motoristas, é uma questão funda que radica na opressão capitalista - necessária à exploração da força de trabalho e que, pela forma como essa opressão se exerce, é particularmente sentida pelos motoristas - mas também no sindicalismo dominante.

Os antecedentes residem no que se seguiu à compra FRT Cargo Transportes S.A. pela TN em Janeiro de 2014. Os motoristas da FRT Cargo foram integrados na TN, mantendo o salário base que auferiam na FRT, o que é justíssimo, mas que “criava um problema”: esse salário situava-se, em termos médios, cerca de 190 € acima do salário base dos motoristas da TN.

O salário de um motorista, particularmente dos transportes internacionais, mas também dos transportes internos, não é só o salário base: há o subsídio de refeição, há as diuturnidades, há o prémio TIR, há, pode-se dizer, de forma generalizada o trabalho extraordinário, há, para casos específicos, o subsídio para transportes perigosos, e há, para os transportes internacionais, a cláusula 74.ª, que garante uma compensação monetária aos motoristas afectos ao transporte internacional (entre 300 a 400€ brutos 13 vezes ao ano), pela especial penosidade do trabalho.

Assim, como é que a TN faz? A maior parte destes componentes do salário – à excepção de algumas horas extraordinárias, do subsídio de risco e das diuturnidades – não são pagos como salário mas, no seu conjunto, como ajudas de custo de quilómetros percorridos. Dessa forma, torna-se impossível, para os motoristas, controlar o que é realmente pago, além de que constitui uma fuga às contribuições para a Segurança Social e ao IRS. É também por essa via que os salários dos motoristas da antiga FRT Cargo e da TN são igualizados, mas sem se perceber como, uma vez que as bases são totalmente diferentes. A prova é que são pagos a dois motoristas que se encontrem em iguais circunstâncias de serviços e antiguidade, mas com origem em cada uma das empresas, salários líquidos semelhantes, segundo os depoimentos recolhidos.

Há um outro aspecto também importante, decorrente da forma de pagamento ao quilómetro, e que é a justificação para colocar motoristas “de castigo”: quando estão parados no estrangeiro, não fazem quilómetros e, logo, não recebem essas falsas ajudas de custo. Assim, quando a empresa quer retaliar sobre um motorista, atribui-lhe um serviço para o estrangeiro para o qual ainda não tem retorno garantido e, depois da entrega, põe-no vazio num parque à espera que surja um serviço de retorno, pagando-lhe apenas o salário base, muito embora o motorista tenha os custos de estar no estrangeiro, para além, é claro, de o período que está longe da família ser acrescido dos dias de espera que, em alguns casos, chegam a ser duas semanas.

Todas estas ilegalidades levaram alguns trabalhadores a questionar a empresa. A ausência de respostas levou-os a denunciar o caso à ACT. A ACT apareceu, mas já passaram meses e nada mudou, excepto os processos disciplinares retaliatórios e os castigos que caíram sobre quem ousou questionar. Esse “hábito”, o dos processos disciplinares e mudanças de serviço retaliatórios e dos castigos, já fazia parte da “cultura” da empresa, mas chegou a um nível insuportável para uma parte dos motoristas.

Foram estas as razões que levaram à greve nos Transportes Nogueira. É claro que também são colocadas reivindicações relativas à aplicação do CCT do sector, nomeadamente a inclusão de todos os componentes do salário nos itens devidos e o seu cálculo não com base nos quilómetros percorridos, mas com base no acordado no CCT para cada uma dessas parcelas. A parcela mais significativa diz respeito à cláusula 74.ª que é um valor mensal independente da prestação de serviço extraordinário e dos quilómetros percorridos, cujo não cumprimento pela TN lhe permite o tipo de castigos que usa e a aldrabice generalizada. Além desse aspecto, um outro surgiu referente ao facto de o seu valor, embora fixo, ser calculado pelo preço de duas horas extraordinárias, querendo o patronato reduzi-lo com base na redução do preço das horas extraordinárias que este governo de traição nacional aprovou. Outra parcela importante é a que diz respeito ao trabalho extraordinário que não só desaparece parcialmente diluído no pagamento ao quilómetro como cujo tecto anual legal de 150 horas pode ser largamente ludibriado com as consequências conhecidas de cansaço e adormecimento de motoristas ao volante.

Outra motivação apontada para a greve é a localização da TN na estrada N14, via de grande movimento de transportes de mercadorias e, por isso, montra de mobilização de todo o sector. As buzinadelas de apoio dos motoristas passantes foram constantes durante a greve. Em Junho está previsto a realização de uma manifestação,em Lisboa, de todo o sector.

Em resumo: temos uma pequena fracção de motoristas que se dispõe a uma greve prolongada, motivados pela perseguição a que têm estado sujeitos e pela consciência de que a sua acção pode motivar o sector, que se encontra “todo esfrangalhado”, aproveitando a localização do portão da empresa numa via principal. A última “mensagem do dia” pregada às portas na empresa foi: “nunca desistiremos”.




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