PAÍS

PORTO
Mais um Trabalhador Assassinado
Publicado em 22.05.2015

(do nosso correspondente no Porto)

2015-05-19-porto01O silêncio é a palavra de ordem na Câmara Municipal do Porto (CMP) de Rui Moreira – igual, nesse aspecto, à de Rui Rio – se o assunto é a morte de um seu funcionário, quando se encontra a trabalhar para a Câmara. Primeiro nada se diz, sob o pretexto de que ainda não foi realizado inquérito, nem sequer se esclarece a identificação do funcionário (deve ser porque até isso tem de ser previamente apurado em inquérito...). Depois do inquérito, continua a nada se dizer, a não ser o descartar de responsabilidades, imputando-as a situações imprevisíveis ou, mesmo, colocando-as sobre os ombros da própria vítima.

É um silêncio  criminoso com o qual a generalidade da imprensa colabora: são os “critérios jornalísticos” da maior parte da imprensa, nos quais não cabem notícias que afectem a credibilidade do poder burguês.

Joaquim Augusto Dias Barbosa, jardineiro de 41 anos de idade, ao serviço da CMP, morador em Paço de Sousa, morreu, no passado dia 19, pelas 21horas, em consequência da queda de uma grua, que cedeu quando levantava um tronco de árvore, deixando a viúva e uma filha de 17 anos órfã.

Como foi possível a grua partir, quando se içava o tronco, a não ser porque foi mal avaliada a capacidade e as boas condições da grua para levantar tal peso? Como é feita a fiscalização e a manutenção das máquinas ao serviço da câmara? Como e quem coordenou os trabalhos? Para o executivo de Rui Moreira, pouco importam as condições de segurança com que são feitos os trabalhos na autarquia, o que é preciso é cortar nos custos, nem que isso custe a vida aos seus trabalhadores.

Como foi possível, não ter sido estabelecido um perímetro de segurança, em redor das operações de elevação onde ninguém possa estar? Só se explica isto com o facto de para Rui Moreira e a sua camarilha tempo ser dinheiro.

Tudo isto foi possível e a consequência foi trágica: mais um trabalhador assassinado: só no espaço de oito dias morreram três trabalhadores devido à falta de segurança e condições de trabalho. Para que serve a Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT)?

Como se tem passado em tantos outros locais com acidentes graves e vítimas mortais, a ACT limita-se à já habitual abertura de um inquérito para averiguação dos acontecimentos, dando essas averiguações quase sempre em nada, ficando a fiscalização preventiva sempre por fazer, como o Luta Popular Online já por diversas vezes denunciou.

Neste caso, e para além da ACT, a responsabilidade deve ser assacada à Câmara Municipal do Porto, ao seu Presidente, enquanto responsável pela obra em causa, e que tem a obrigação de garantir que os seus funcionários desempenhem os trabalhos em segurança e de acordo com as suas qualificações.




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Greve de 24 Horas no Metropolitano de Lisboa, 3ª feira dia 19 de Maio
Publicado em 17.05.2015      Actualizado em 19.05.2015

logometro 01Os operários e demais trabalhadores do Metropolitano vão, mais uma vez, entrar em greve de 24 horas, com início às 00:00 e termo às 24 horas do próximo dia 19 de Maio, sendo que os trabalhadores dos serviços nocturnos de via iniciam o seu período de greve às 23:30 horas do dia 18 de Maio e terminam às 07:00 horas do dia 19 de Maio.

Para além da luta contra a privatização da empresa, O SINDEM conclama ainda os trabalhadores a realizarem esta greve com o objectivo do derrube do governo de traição nacional Coelho/Portas.

Ao lacaios da administração têm vindo a criar um clima de terror laboral, com vista a levar a cabo os despedimentos já anunciados pelo presidente dos Transportes de Lisboa e que fazem parte do caderno de encargos.

Chamando os trabalhadores isoladamente, na presença de um grupo de quadros técnicos, o director da Gestão de Manutenção (GM), numa postura abertamente intimidatória, dirige-se-lhes, mesmo aos trabalhadores com restrições médicas comprovadas, da seguinte forma, vais ser transferido e tens que dar a resposta hoje… estes métodos, refinadamente fascistas, fazem tábua rasa dos Acordos de Empresa.

O mesmo presidente que tenta impor transferências de trabalhadores para outras empresas - que devem ser recusadas - e se preparam como ele próprio anunciou à comunicação social, para levar a cabo centenas de despedimentos, é o mesmo presidente que esconde ter sido responsável pelos defeitos de construção dos comboios aquando da sua montagem na Bombardier a que então presidia.

O SINDEM, em todos os plenários e reuniões de sindicatos da empresa e do sector dos transportes, defendeu sempre a greve geral nacional de 48 horas pelo derrube do governo de traição nacional Coelho/Portas, e a constituição de um governo Democrático e Patriótico, como forma de impedir estas privatizações anti-operárias e criminosas.

Os trabalhadores têm de se unir como uma rocha sob uma direcção e uma política correctas, que vise o derrube do governo vende pátrias do PSD/CDS, lutando pela realização de uma greve geral do sector dos transportes com a duração, no mínimo, de 24 horas, discutida e aprovada em plenários nas empresas e bem organizada, com ocupação dos locais de trabalho, piquetes de greve e propaganda previamente distribuída aos utentes, explicando a situação e mobilizando-os para apoiar a nossa luta que é também a deles.

Do correspondente do Metropolitano de Lisboa.


ACTUALIZAÇÃO 

O camarada Garcia Pereira esteve com os operários e demais trabalhadores do Metropolitano de Lisboa no piquete de greve que se iniciou hoje às 00h00 e se prolonga até às 24H00. Pelas 23h30 as circulações foram sendo parqueadas. Desta vez a empresa cortou a energia, resultado das denúncias feitas pelos sindicatos do Metro de onde se destaca o SINDEM.

A paralisação dos sectores operacionais rondou os 95%.

Está marcada nova greve de 24 horas para 3ª feira dia 26 de Maio, com os mesmos objectivos.







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ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE MOURA
Moção do 1º Maio Separa as Águas
Publicado em 02.05.2015 

(do nosso correspondente em Moura)

Na última sessão da Assembleia Municipal de Moura, realizada em Santo Aleixo da Restauração no passado dia 28 de Abril, o deputado municipal, António José Valadas, presidente da Junta de Freguesia da Amareleja eleito pelo movimento UNIDOS PELA AMARELEJA PRÁ FRENTE, apresentou, a exemplo do que fizera já o ano passado, uma moção sobre o 1º de Maio, cujo texto adiante se transcreve na íntegra.

Na intensa discussão política que se seguiu, o PCP, pela voz do anterior presidente da câmara, José Maria Pós-de-Mina, tentando, à boa maneira social-fascista, desviar a atenção do verdadeiro conteúdo e alcance políticos da moção, não resistiu por começar a provocar o seu proponente, acusando o movimento Unidos pela Amareleja Prá Frente de constituir uma aliança do MRPP com o PS.

Em resposta, foi lembrado a Pós-de-Mina que, em matéria de alianças, nada ultrapassa a que o partido dele selou em Loures, pela mão de Bernardino Soares, com o partido de traição nacional no poder, o PSD.

Mas foi ainda dentro do debate desta moção que o PCP saiu mais uma vez desmascarado no seu oportunismo. É que, para além de persistir na defesa da táctica, por ele perfilhada há 40 anos, da aliança do povo-MFA e do pacto MFA-Partidos que conduziu à derrota do movimento revolucionário após o golpe de estado do 25 de Abril – opondo-se aqui à primeira parte da moção -, não deixou agora de manifestar concordância com a segunda parte da mesma moção, cujo conteúdo constava de moção idêntica apresentada o ano passado em sessão da assembleia municipal e que o PCP rejeitara conjuntamente com o PSD.

Resultado da votação: a moção foi rejeitada com os votos contra do PS e do PSD, a abstenção do PCP e o voto favorável do deputado municipal António José Valadas, seu proponente.
Mais palavras, para quê?


UNIDOS PELA AMARELEJA PRÁ FRENTE

MOÇÃO

Aproximando-se o 1º de Maio – Dia Mundial do Trabalhador -, a Assembleia Municipal de Moura saúda todos os trabalhadores e revolucionários que, antes e depois do golpe de estado de 25 de Abril de 1974, porfiaram sempre em lutar contra a exploração, pelo derrube do regime fascista de Salazar e Caetano e contra as ilusões abrilistas que lhe sobrevieram numa falsa democracia e numa não menos trágica aliança povo-MFA, pela emancipação dos explorados e oprimidos e por uma sociedade sem exploração nem opressão.

No momento em que o povo trabalhador português, e em particular o do nosso município, foi atirado para uma situação inaudita e intolerável de desemprego, de fome e de miséria, em consequência da política do governo de traição nacional PSD/CDS, imposta pela Tróica, e em que as liberdades e os direitos de quem trabalha são esmagados, em que os serviços públicos, como a saúde, o ensino e a justiça, são objecto de toda a espécie de cortes e consequente degradação, quando os reformados e idosos vêem as suas pensões roubadas e atingem níveis brutais de pobreza, sendo ademais obrigados a amparar filhos e netos desempregados e sem casa, quando, em algumas zonas do nosso concelho, o desemprego atinge mais de 25% da população activa, a Assembleia Municipal de Moura manifesta o seu repúdio pela política que conduziu a esta situação e exprime a sua inteira solidariedade para com a luta dos trabalhadores, desempregados, reformados e pensionistas e exorta todos os democratas e patriotas do concelho a unirem-se com vista a contribuírem para a constituição de um governo democrático e patriótico que assegure ao povo português a recuperação da sua independência nacional e resgate a sua soberania politica, económica, financeira, monetária e fiscal, libertando-o das grilhetas de uma dívida que já atinge mais de 220 mil milhões de euros e que se tornou impagável e insustentável.

Santo Aleixo da Restauração, 28 de Abril de 2015


Assembleia Municipal de Moura - PCP e PSD do mesmo lado contra moção sobre 25 de Abril e 1º de Maio






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Conservatório Nacional - Estudantes, Pais e Professores em Luta Pela Salvação da Escola de Música

(correspondência enviada por um familiar de estudantes)

2015-02-25-manifartistico01É sabido o estado de abandono, desprezo e destruição a que tanto o governo liderado por Sócrates e pelo PS como o actual governo PSD/CDS, votaram e votam a cultura e, no caso em concreto, o Conservatório Nacional.

Há cerca de 75 anos que o edifício não é sujeito a qualquer obra de restauro, ampliação, conservação ou, muito menos, modernização. Está, pois, a cair aos bocados e ameaça tornar-se, muito rapidamente, em mais uma das ruínas e destroços que abundam na capital.

A Escola de Música do Conservatório Nacional (EMCN), que representa uma parte significativa e significante da actividade desta instituição de ensino secular, ocupa cerca de 50 salas.

Na sequência de uma vistoria levada a cabo, por iniciativa da Câmara Municipal de Lisboa, esta tomou a decisão de mandar encerrar e selar 10 dessas salas, isto é, um quinto do espaço disponível para as suas actividades.

Hoje, segundo dia de uma concentração realizada frente ao Conservatório Nacional para impor o financiamento e realização de obras imediatas, este vigoroso processo de luta, que vem de há muito mobilizando a opinião pública, obrigou a que a Direcção-Geral dos Estabelecimentos de Ensino (DGESTE), organismo tutelado pelo Ministério da Educação se sentasse esta manhã com uma Comissão composta por representantes de professores, alunos e pais da EMCN.

Durante a supracitada reunião, a DGESTE assumiu o compromisso de libertar as verbas necessárias à concretização urgente e imediata de obras de conservação e restauro que permitam a reabertura das salas encerradas e a prática do ensino com qualidade e segurança em toda a escola.

Como actualmente têm de contar com a generosidade de outras instituições de ensino vizinhas – como é o caso do Passos Manuel – que cedem salas para poderem leccionar as matérias curriculares ou, pura e simplesmente, para praticar e ensaiar, professores, alunos e pais estão preocupados com a possibilidade de poderem surgir comportamentos de desânimo e abandono escolar, decorrentes do desconforto e insegurança que a situação que vimos a descrever provoca.

Para além disso, professores, alunos e pais manifestam também a sua preocupação em preservar um riquíssimo espólio, sobretudo de instrumentos musicais, mas não só, com grande valor histórico, que se degrada todos os dias, sujeitos que estão à humidade, à chuva, à queda de tectos e paredes, ao pó, etc.

Esta tarde decorreu uma Assembleia Geral onde professores, alunos e pais se congratularam com o alegado compromisso que impuseram à DGESTE e ao MEC. Mas, demonstrando ter consciência de que palavras leva-as o vento e de que de promessas têm um saco cheio, decidiram não baixar os braços, nem aliviar a pressão e a luta até que as obras, para cuja execução se exigia financiamento, estejam concluídas.

A consciência da necessidade de unir todas as forças e sectores do Conservatório Nacional – mesmo aqueles que, alegadamente, acreditam não estar a ser afectados pela presente situação – esteve bem patente no cordão humano que hoje envolveu todo o quarteirão onde se situa o Conservatório Nacional.

Para que professores, alunos e pais da Escola de Música do Conservatório Nacional possam vencer esta luta, essa unidade tem de ser aprofundada, alargada e cultivada todos os dias. Para ousar vencer, há que ousar lutar, há que ousar unir!

Terminando com um pouco de história, refira-se que o Conservatório para a Música, criado em Lisboa, nasce de um projecto proposto pelo compositor português João Domingos Bomtempo (1775-1842), um pedagogo de reconhecido mérito na sua época. A sua pretensão era colocar em marcha a reforma do ensino musical em Portugal, contando para tal com as experiências e contactos que tinha acumulado, particularmente em França e na Inglaterra.

Apesar de o projecto inicial, que seguia o modelo parisiense, ter sido proposto em Junho de 1834, só quase um ano depois, por decreto de Junho de 1835, o Conservatório e Música, então como anexo à Casa Pia, foi concretizado, sendo atribuída a sua direcção ao próprio João Domingos Bomtempo.

Tratou-se então de uma luta dura e prolongada contra os velhos do Restelo que naquela época, como hoje, vêem na cultura uma ameaça e um alvo a abater, pois contribui para elevar a consciência daqueles que a ela têm acesso.

 

2015-02-25-manifartistico01




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Violência Policial na Cova da Moura

(do nosso correspondente na Amadora)

2015-02-05-covadamoura01Na passada quinta-feira, numa das habituais visitas provocatórias ao bairro da Cova da Moura, a polícia agrediu brutalmente um jovem morador, por supostamente ter apedrejado uma viatura policial.

Aos protestos dos moradores que presenciavam revoltados o espancamento do jovem, que em consequência da violência da agressão já se encontrava caído no chão, a polícia numa manobra repressiva e de intimidação continuou a usar a força, com vários disparos de shotguns, ferindo uma moradora e acabando por levar o jovem para a esquadra.

O recurso à prepotência e à violência por parte dos esbirros da polícia continuou, quando, na sequência destes acontecimentos, um grupo de seis amigos do jovem, entre eles dois dirigentes da Associação Cultural Moinho da Juventude, se dirigiu à esquadra de Alfragide para obter informações sobre a situação do mesmo. Estes foram recebidos como invasores e expulsos da esquadra com violência, tendo um dos jovens sido atingido numa perna por uma bala de borracha de um tiro disparado à queima -roupa. Cinco elementos deste grupo foram detidos, tendo sido, posteriormente, libertados pelo juiz, uma vez que não havia motivos para a sua detenção.

Como em muitos outros bairros suburbanos, uma grande percentagem dos moradores da Cova da Moura são oriundos ou tem ligações familiares e culturais às ex–colónias, nomeadamente a Cabo-Verde, apresentando níveis de pobreza elevados e carências de toda a ordem. A comunicação social, ao serviço da burguesia, tem divulgado a ideia de que a Cova da Moura é um bairro problemático associado à marginalidade, delinquência ou tráfico de drogas, escondendo a sua população trabalhadora, duramente explorada, e que exerce as mais desqualificadas e mais mal pagas profissões e que também está sujeita a uma maior discriminação só pelo facto de morarem no bairro.

Estes bairros são fruto do capitalismo e da ausência de uma política social de habitação que permita a todos os trabalhadores terem acesso a uma habitação condigna, sendo que as políticas de austeridade e de empobrecimento forçado impostos por este e anteriores governos levou ao aumento do desemprego, que impede muitos elementos do povo de sair da situação de pobreza, e que os arrasta muitas vezes para situações de marginalidade, justificativas, depois, de intervenções das forças policiais que descarregaram violência de forma indiscriminada e gratuita, e cujo único objectivo é tentar conter a revolta da juventude e dos elementos mais conscientes e que mais se destacam na defesa dos direitos dos moradores do bairro.

Estas intervenções policiais apresentam muitas vezes indícios de racismo e xenofobia, como aconteceu, por exemplo, quando um dos agentes policiais mostrou ostensivamente uma tatuagem num dos braços com uma cruz suástica ou quando a polícia deliberadamente partiu um cartão de cidadão, simbolizando nesse gesto a negação da cidadania nacional à pessoa em causa.

A Associação Cultural Moinho da Juventude, uma instituição que, desde há largos anos, vem desenvolvendo, no bairro, um trabalho em defesa dos moradores, da cidadania, do apoio aos jovens, às crianças e aos idosos, já apresentou três queixas-crime contra as intervenções policiais do Serviço de Intervenção Rápida (S.I.R.) dada a violência exercida por este corpo repressivo, que desrespeita as mais elementares regras de cidadania.

O povo da Cova da Moura deve responder a estas agressões, organizando-se, desde logo, para lutar pelo derrube do governo de traição nacional Coelho/Portas e por um governo democrático e patriótico que proceda a uma melhoria efectiva das condições de vida de quem trabalha, que ponha termo à repressão policial nos bairros pobres e prossiga uma política de valorização do trabalho e progresso social.

Os moradores da Cova da Moura poderão contar sempre com o apoio do PCTP/MRPP na luta contra a exploração e a repressão, e com o seu jornal Luta Popular, como instrumento de denúncia de situações exploração e de injustiça.





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Movimento Somos Porto Santo
Publicado em: 31.01.2015 

somosportosanto01(Dos nossos correspondentes na Madeira) Um grupo de cidadãos independentes, preocupados com os problemas que afectam a segunda maior ilha da região autónoma da Madeira, constituiu há tempos a Associação Cívica Somos Porto Santo, que tem como propósito intervir para melhorar a vida dos portossantenses nos aspectos sociais, económicos, profissionais, de saúde, de transportes, ambientais, culturais e desportivos, e que tem desenvolvido um trabalho de muito mérito.

No manifesto do Comité Regional da Madeira do Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses (PCTP/MRPP), ontem publicado neste jornal, é também abordado o tema dos transportes de e para a ilha do Porto Santo, tema que, justamente ontem, foi também objecto de uma manifestação conduzida naquela ilha pela referida Associação Cívica.

Num comunicado divulgado ontem à tarde, o movimento Somos Porto Santo dá conta da importância da acção de massas desencadeada na véspera, dia 29 de Janeiro, junto à porta da empresa Porto Santo Line, armadora do navio Lobo Marinho e da Delegação do Governo Regional da Madeira na ilha dourada.

O movimento cívico do Porto Santo desmascarou a secretária regional da cultura, turismo e transportes, Conceição Estudante, de proteger o Grupo Sousa, proprietário da Porto Santo Line, impedindo que chegue ao conhecimento dos cidadãos do Porto Santo e da Madeira o contrato de concessão do serviço público de transportes regulares de passageiros e mercadorias por via marítima entre o Funchal e Vila Baleira.

A associação cívica denunciou vivamente, na manifestação da passada quinta-feira, a conduta de Conceição Estudante na ocultação daquele contrato, lembrando que solicitou à secretária regional, no pretérito dia 31 de Outubro, cópia integral do contrato, mas que a resposta ao pedido só chegou três meses depois, com uma surpresa absurda: Somos Porto Santo teria de pagar antecipadamente 60,45 euros pelas fotocópias…

No entender do movimento, a acção de massas levado a efeito à porta da Porto Santo Line e da delegação do governo regional visou alertar a opinião pública para a necessidade que têm os cidadãos de terem conhecimento do documento contratual escondido por Conceição Estudante.

A verdade é que o Lobo Marinho recolheu à doca para efeitos de manutenção, onde irá passar dois meses, período durante o qual o Grupo Sousa não substitui o navio e o Porto Santo fica isolado, por suspensão das indispensáveis e insubstituíveis ligações marítimas.

A manifestação, que agrupou cerca de uma centena de participantes, exigiu à secretária regional que recebesse imediatamente os dirigentes da Associação Cívica Somos Porto Santo, satisfazendo um pedido que lhe foi formalmente apresentado em Abril de 2013, vai já para dois anos.

Essa é, aliás, a maneira como o governo cripto-fascista de Alberto João Jardim e de Conceição Estudante tratava os pedidos do povo.

Somos Porto Santo soube organizar e conduzir uma excelente forma de luta em defesa dos interesse vitais dos portossantenses.


A.C./C.P./L.R./Esp.




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A Gata Entala Também o PS…

peixe-gata-secar-01(Dos nossos correspondentes na Madeira) Nunca um tão pequeno artigo de um jornal comunista exerceu tão ampla influência na agenda política regional da Madeira como o artigo subscrito pelo camarada Arnaldo Matos e publicado no jornal Luta Popular Online, órgão central do Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses (PCTP/MRPP), contra a provocatória decisão da União Europeia de proibir aos pescadores madeirenses a pesca do chamado peixe-gata.

Publicado aquele pequeno artigo na quarta-feira, dia 21 de Janeiro, de manhã, o seu impacto junto da população madeirense foi tão vasto e tão imediato que o denunciado Manuel António, vigarista do PSD, jagunço do Alberto João à frente da secretaria regional que trata das pescas, logo adquiriu meia folha de publicidade no Diário de Notícias da Madeira, para que a assalariada jornalista de Lisboa Sandra Cardoso viesse afirmar aos leitores madeirenses do jornal do Blandy que a “gata (tinha) solução agendada para breve” e que “Manuel António quer(ia) dar presente de despedida aos pescadores”
Saído a 21 de Janeiro, o artigo levava Manuel António a Lisboa logo no dia 23 de manhã.

É claro que no Bairro Alto de Lisboa há, porta sim porta não, jornalistas que se vendem por muito pouco, senão a menina Sandra Cardoso ter-se-ia lembrado de perguntar ao seu confidente Manuel António porque é que ele, enquanto esteve à frente da secretaria regional das pescas, num governo do mesmo partido – o PSD - que o governo em Lisboa, não obteve da ministra Cristas a garantia de que ela se oporia à proibição da pesca do peixe-gata pelos euro-energúmenos da União Europeia.

A verdade é que o rapaz Manuel António jamais se preocupou com a defesa dos interesses dos pescadores madeirenses e, em particular, com a situação dos pobres pescadores de Câmara de Lobos. Mas nem por isso deixou de mandar dizer pela jornalista vendida, que dá pelo nome de Sandra Cardoso, que estava muito optimista e confiante com o levantamento da proibição, depois da conversa que tinha tido com a ministra Assunção Cristas e o secretário de estado Manuel Pinto de Abreu sobre a matéria.

Ora, a ministra Cristas e o secretário de estado Manuel Pinto de Abreu estiveram presentes na reunião dos ministros do mar da União Europeia que aprovou a proibição de pescar peixe-gata a partir das zero horas de dia 1 de Janeiro de 2015.

Como se vê, Manuel António e Assunção Cristas são dois mentirosos com narizes maiores que o do Pinóquio, e que se estão ambos nas tintas para os interesses dos pescadores da Madeira, e, ainda mais, para com os interesses dos pescadores de Câmara de Lobos.

Ora, no dia seguinte, sábado, 24 de Janeiro, Manuel António chegou à Madeira e, no mesmo Diário de Notícias, logo deixa bem escarrapachado que, apesar do seu optimismo na rápida deslocação a Lisboa, “não se pode comprometer com o levantamento da proibição (da pesca do peixe-gata), uma vez que a palavra volta a ser de Bruxelas.”

A não ser eventualmente o paizinho do sujeito, não há com certeza nenhum madeirense que não saiba que o Manuel António não passa de um troca-tintas. Em breve, voltaremos ao rapazinho para conversar com ele sobre os seus negócios no domínio das pescas e da banana. Mas, por agora, salientaremos apenas que, depois da queda do Alberto João, o diário do Blandy passou a ser a tribuna gratuita da propaganda da canalha dirigente do PSD, tal como até agora tinha sido o famosíssimo Jornal da Madeira, órgão do Patriarcado e do PSD, pago pelo dinheiro do povo madeirense, à razão de um milhão de euros por ano.

Como se vê, com duas meias folhas do jornal do Blandy, porque no jornal dos padres já ninguém acreditaria, Manuel António tenta escapar à condenação dos pescadores madeirenses contra a política de vende-pátrias do braço direito do Alberto João.

Mas não é apenas o Manuel António que está completamente entalado com a questão das gatas...

O artigo do nosso jornal Contra a Proibição de Pescar Peixe-Gata entalou também o PS da Madeira, que nunca levantou o problema na assembleia legislativa regional, nem na assembleia da República, nem no parlamento europeu, onde tem muitos deputados, e até deputados oriundos da Madeira.

Ora, na última segunda-feira, dia 26 de Janeiro, o rapaz Victor Freitas, secretário-geral do PS da Madeira, seis dias depois do escrito publicado no jornal Luta Popular Online, desembarca no calhau de Câmara de Lobos para manifestar a sua solidariedade para com os pescadores locais, por via da proibição da pesca do peixe-gata…

É preciso ter lata! Já chegaste tarde, oh meu!...

Diz o rapaz Victor Freitas que o PS está a sensibilizar Bruxelas para a necessidade de rever a proibição decretada. Então por que é que não sensibilizou Bruxelas antes dos eurocratas decretarem a proibição? Ou, no mínimo, porque é que não sensibilizou Bruxelas antes da proibição ter entrado em vigor, ou seja, antes das zero horas do dia 1 de Janeiro de 2015? E porque é que não levantaram a tempo o problema no parlamento europeu, onde o PS tem deputados, incluindo deputados originários da região autónoma da Madeira?

Mas não se julgue que só estão politicamente entalados o Manuel António, o PSD da Madeira e do Continente, o Victor Freitas e o PS da Madeira e do Continente. Está tudo politicamente entalado, na questão das Gatas.

O MPT (Movimento Partido da Terra), que também tem um eurodeputado no parlamento europeu, deputado que nunca proferiu uma palavra em defesa da pesca e dos pescadores madeirenses, vem, no diário do Blandy do passado dia 27, anteontem, propor-se levar a Bruxelas – vejam lá o dinheiro que esta canalha detém para tais despesas megalómanas! … – uma comissão constituída pelo Manuel António, pelo deputado Roberto Vieira do MPT, um delegado da Associação de Armadores de Pesca (Luís Calaça) e uma representação de pescadores, ou seja, uma comissão que reúne a esquerda com a extrema direita regionais.

A questão que deve pôr-se a estes oportunistas do MPT é a de saber por que não tiveram esta ideia há dois anos, quando o conselho europeu dos ministros do mar discutiu e aprovou a proibição da pesca dos tubarões de profundidade?

E que fizeram em defesa dos pescadores da Madeira os deputados dos outros partidos representados na assembleia regional? Porque é que não denunciaram a política de pescas dos traidores João Jardim e Manuel António? Quem pode acreditar em políticos e partidos traidores como os que estão no parlamento regional?

É preciso correr com essa cambada e já nas próximas eleições.

O que não há dúvidas é que estão inevitavelmente criadas as bases de um poderoso movimento político regional para eliminação da proibição de pescar peixe-gata.

É nesse movimento que deve incluir-se o trabalho meritório da confraria gastronómica da Madeira, cujo presidente, Alcides Nóbrega, na companhia do chefe Octávio Freitas, chefe executivo dos Hotéis Four Views, criaram um programa gastronómico-político na RTP1, na manhã do passado dia 26, em defesa do bacalhau de Câmara de Lobos e desferiram nesse programa ataques impiedosos, mas certeiros, contra os eurocratas de Bruxelas e a sua incultura universal.

Camarada,

Inscreve-te no nosso partido, o PCTP/MRPP. O nosso partido defende-te e desmascara os teus traidores. Connosco na Assembleia Regional, os pescadores madeirenses terão uma voz, coisa que nunca lá tiveram.


A.C./C.P./L.R./Esp.

Leia também:
Madeira: Uma Região de Desemprego e de Fome
Em Frente, Todos, Pela Apresentação da Candidatura às Eleições Regionais da Madeira!
Manuel António com a Gata Entalada
Contra a Proibição de Pescar Peixe Gata

 




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STCP - Mais Uma Traição Deste Governo

(do nosso correspondente)

A Sociedade de Transportes Colectivos do Porto (STCP), e os restantes serviços de transportes públicos como a TAP, Metro, Metro de Lisboa e Carris, estão na mira deste governo para a sua privatização e consequente destruição ou pelo menos degradação dos serviços prestados por estas empresas de transportes.

No caso da STCP, mesmo sem ter ocorrido a privatização, já está a consumar-se, conforme denunciam os trabalhadores, a degradação do serviço que é absolutamente premeditada, com o propósito de facilitar, aos olhos da opinião pública, a passagem do serviço de transportes, que a tutela pretende implementar para a Área Metropolitana do Porto, para a administração privada.

O incumprimento dos serviços previstos diariamente por falta de motoristas, que se materializa em muitas viagens falhadas e atrasos nos autocarros, tem não só prejudicado a população da área do grande Porto como aumentado a pressão sobre os motoristas.

Esta situação levou já à instauração de um processo disciplinar a um motorista que, devido às constantes reclamações dos passageiros sobre o mau serviço que está a ser prestado, ousou reclamar junto do vogal executivo da administração sobre as péssimas condições de trabalho.

Isto é, a mesma administração que intencionalmente provoca um ambiente de legítima revolta por parte dos utilizadores, resolve punir os trabalhadores motoristas que se solidarizam com esses protestos.

No que diz respeito á redução da oferta de transporte, a administração tem mesmo o desplante provocatório de continuar a afixar em todas as paragens a periodicidade ao minuto, sabendo que não tem motoristas para a satisfazer. E quanto à segurança no trabalho entendem que agressões a motoristas são parte inerente da profissão !!

Esta situação mostra que a luta dos trabalhadores dos transportes colectivos tem de concentrar-se no objectivo de travar a privatização das empresas de transportes e exigir das autarquias a defesa dos interesses dos seus munícipes.

Mas, acima de tudo, torna-se urgente, antes que se verifiquem situações irreversíveis, correr com este governo de traidores!




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Plantando Sob Alerta Amarelo…

madeira01(Dos nossos correspondentes) No passado sábado, dia 13 de Dezembro, e conforme estava havia muito tempo agendado, realizou-se a última plantação deste ano de espécies da flora indígena no campo de educação ambiental do Cabeço da Lenha, a 1550 metros de altitude, na vertente sul e próximo do topo do Pico do Areeiro, na ilha da Madeira.

Sob a direcção do geógrafo e botânico Professor Doutor Raimundo Quintal, uma brigada de cerca de quarenta voluntários, na maior parte mulheres, da organização não governamental da Associação dos Amigos do Parque Ecológico do Funchal, arrancou às nove da manhã para o Cabeço da Lenha, sob alerta amarelo, o terceiro aviso mais grave numa escala de quatro, emitido pela Autoridade Nacional de Protecção Civil, devido à previsão de ventos fortes, com rajadas de cem quilómetros por hora, temperatura de zero graus Celsius e possibilidade de queda de neve nos locais da plantação, previsão que se revelou exacta e contra a qual tivemos de lutar, até que ficou cumprida a nossa tarefa pelas quatro horas da tarde.

Participou na brigada de plantação uma meia dúzia de voluntários estrangeiros que se vieram oferecer para o efeito (um casal alemão, uma austríaca e três britânicas), e que trabalharam denodadamente, como todos os outros companheiros aliás.

Às onze da manhã, foi distribuído chá quente em grande quantidade, e às catorze horas interromperam-se os trabalhos para o almoço: carne de porco de vinha de alhos - um prato típico da quadra do Natal nas ilhas da Madeira e do Porto Santo - com pão ensopado no molho, batatas assadas, acompanhado de água e sumos, com bolo de mel e café.

Foram plantadas trezentas plantas das seguintes espécies indígenas da Madeira: Loureiro (Laurus novocanariensis), árvore; Aipo-do-gado (Melanoselinum decipiens), herbácea; Ranúnculo ou Doiradinha (Ranunculus cortusifolius), herbácea.

A plantação de espécies da flora autóctone nas serras que, como o Cabeço da Lenha e o Pico do Areeiro, formam as cabeceiras das bacias hidrográficas de duas ribeiras – João Gomes e Santa Luzia – que modulam o anfiteatro do Funchal, é um trabalho da máxima importância para o povo da Madeira, em especial o da cidade do Funchal, mas que o governo da região abandonou e desprezou totalmente, mais preocupado com as obras de betão e de fachada que lhe rendem mais votos de eleitores ignaros e mais lucros às empresas locais de obras públicas.

A plantação de ervas e espécies herbáceas humildes naquelas altitudes destina-se a reter a pouca terra (solo) aí existente e a água do nevoeiro, das chuvas e da neve, obstando à formação de correntes devastadoras, que levariam tudo à sua frente.

Poucas árvores conseguem sobreviver ao frio e aos ventos e, no estio, aos calores verdadeiramente infernais daquelas altitudes, mas há, mesmo assim, duas ou três espécies arbóreas que o conseguem, justamente aquelas espécies que os voluntários da Associação dos Amigos do Parque Ecológico do Funchal têm vindo a plantar todos os anos e todos os meses em cada ano, desde a década de 2000: o loureiro da Madeira, o cipreste da Madeira e a urze arbórea da Madeira.

A existência destas espécies arbóreas nas cabeceiras das bacias hidrográficas das ribeiras do anfiteatro do Funchal é decisiva para a retenção de rochas e outros materiais sólidos, regularizando os caudais das ribeiras e evitando a formação de aluviões catastróficas.

O trabalho dos voluntários da Associação dos Amigos do Parque Ecológico do Funchal, levado a efeito sob a sábia direcção do Professor Doutor Raimundo Quintal, lembra o comentário do poeta Teixeira de Pascoaes, a propósito da arborização da serra do Marão nos anos trinta do século passado: “é o mesmo que plantar cabelos com uma sovela na cabeça de um careca”…

No caso da Madeira, a tarefa de arborização e herborização das cabeceiras das bacias hidrográficas do anfiteatro do Funchal é ainda pior, pois trata-se de um verdadeiro trabalho de Sísifo, visto que quase todos os anos, ou uma tromba de água no inverno ou um incêndio no verão, e tudo o que os voluntários plantaram desaparece como uma nuvem passageira que num momento nos trai.

E não há mais nada a fazer senão voltar a plantar tudo de novo, erva por erva, arbusto por arbusto e árvore por árvore, segurando pedra a pedra, rocha a rocha, toda a pouca terra, o vestígio de solo, palmo a palmo. Todos os meses. Todos os anos.

Até à vitória final, que há-de acontecer um dia!

A brigada de voluntários do passado dia 13 de Dezembro tinha idades compreendidas entre 18 anos, uma mulher, e os 85 anos, um homem. Aliás, perante este último exemplo, os vossos dois dedicados correspondentes até ficaram a pensar que, talvez, ainda não fossem suficientemente velhos para já andarem a plantar ervas, árvores e arbustos, sob alerta amarelo, no Pico do Areeiro!...

 

A.C./A.M.

  

 

 

 

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Sessão Política do PCTP/MRPP em São Romão (Seia) - Uma Jornada de Luta e de Afirmação do Partido

(do nosso correspondente no concelho de Seia)

2014-12-29-saoromao01Teve lugar ontem, dia 29 de Novembro, no lugar de São Romão, perto de Seia (distrito da Guarda), uma sessão política do Partido que decorreu no salão da Junta de Freguesia, entre as 21H00 e as 23H15.

Cerca de uma dezena de pessoas ouviram o camarada Leopoldo Mesquita, membro do Comité Central e Secretário do Partido no distrito da Guarda, expor a posição do PCTP/MRPP sobre os principais temas da actualidade política, com destaque para a prisão de José Sócrates, o seu significado e as suas implicações.

Antes do camarada Leopoldo Mesquita, usou da palavra o camarada António Sérgio Santos, militante do Partido em Seia, o qual, entre outros pontos, destacou a importância da realização de acções públicas do Partido em locais como São Romão, tendo em vista o reforço da nossa organização comunista e a necessidade de intensificar a mobilização e organização dos elementos mais avançados das massas para o combate político pelo derrube do governo de traição nacional Coelho/Portas e pela constituição de um governo democrático e patriótico.

Na sua intervenção, o camarada Leopoldo Mesquita situou a prisão de José Sócrates e a forma como foi preparada e executada no quadro de uma ofensiva da contra-revolução para tentar desarticular e esmagar o movimento operário e popular, atacar todos os partidos à esquerda do PSD e instituir uma ditadura terrorista do grande capital. Sempre afirmando que Sócrates é um reaccionário e um patife que comandou dois dos piores governos que o país teve até hoje, o camarada Leopoldo Mesquita fez questão de salientar a utilização que, neste caso, está a ser feita de um aparelho judicial fora de qualquer escrutínio democrático e dos meios de comunicação social controlados pelo grande capital, a qual representa um verdadeiro golpe de Estado contra a ordem constitucional vigente que tem de ser combatido com firmeza por todos os democratas e patriotas.

O camarada Leopoldo Mesquita concluiu dizendo que a situação política actual é crítica e perigosa, exigindo da classe operária e do povo o redobrar das lutas e a adopção urgente de um programa de governo destinado a unir todas as forças democráticas e patrióticas para a construção de uma alternativa à coligação fascista PSD/CDS e àqueles, com o PS de António Costa à cabeça, que a pretendem substituir adoptando as mesmas políticas.

Após a intervenção do camarada Leopoldo Mesquita, teve lugar um vivo debate sobre os temas abordados. A sessão terminou num ambiente de luta e de optimismo revolucionário perante as enormes tarefas que temos pela frente.

 




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