Opinião

Arnaldo Matos nos Açores: Pico

Arnaldo Matos nos Açores: Pico

Sempre como é seu hábito, sem aviso prévio, o camarada Arnaldo Matos apareceu esta manhã, dia 15 de Abril, às 10H00 locais, na ilha do Pico, na Região Autónoma dos Açores, para examinar e discutir o trabalho da Brigada do Comité Central, dirigida pela camarada Margarida, com vista à organização do Partido nos Açores e à realização do I Congresso Regional do Partido no próximo dia 1º de Maio, na cidade de Ponta Delgada.

Camarada Arnaldo Matos, saudando a camarada Margarida, responsável pelo trabalho do Partido nos Açores.

O balanço do trabalho realizado em todo o Arquipélago é extremamente positivo e, uma vez mais, o camarada sublinhou a importância do trabalho político nos Açores para o reforço do trabalho do Partido a nível nacional.

Todas as despesas com a deslocação e estada do camarada Arnaldo Matos nos Açores, designadamente as despesas com a deslocação e estada na ilha do Pico, foram exclusivamente suportadas pelo próprio camarada. Os donativos recebidos em fundos do Partido não são utilizados no custeamento das viagens e despesas do camarada Arnaldo Matos nos Açores.

15Abr17

A Redacção

 

 

 

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Arnaldo Matos nos Açores: Faial

Arnaldo Matos nos Açores: Faial

Uma vez mais sem aviso prévio, o camarada Arnaldo Matos apareceu esta tarde, às 16H45 locais, na ilha do Faial, nos Açores, para examinar e discutir com a Brigada do Comité Central, dirigida pela camarada Margarida, os trabalhos de preparação do 1º Congresso Regional.

Pescadores lendo o comunicado do Partido sobre o Fundo de Pesca nos Açores

O balanço da Brigada é muito positivo. O camarada salientou a importância do 1º Congresso Regional na luta pela refundação do nosso partido operário comunista marxista, tanto nos Açores como no resto do País.

Todas as despesas com a deslocação e estada do camarada Arnaldo Matos no Faial foram suportadas exclusivamente pelo próprio.

31Mar17

A Redacção

 

 

 

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I Congresso Regional dos Açores Donativos: Ultrapassados os 3 000 euros!

I Congresso Regional dos Açores

Donativos: Ultrapassados os 3 000 euros!

Arnaldo Matos

Às oito horas da manhã de hoje, dia 30 de Março de 2017, estava depositada na conta do Congresso na Caixa Geral de Depósitos a quantia de 3 105 (três mil cento e cinco) euros,

Em quatro dias, estão ultrapassados os três mil euros de donativos. O nosso Partido mostra-se entusiasmado com o 1º Congresso Regional dos Açores. O primeiro cartaz empolgou os nossos camaradas.

Pretendemos fazer dois cartazes, o segundo para convocar um pequeno comício em Ponta Delgada, no dia 1º de Maio à noite.

O Partido convidou os camaradas João Camacho e João Preguiça para estarem presentes no 1º Congresso Regional dos Açores, onde usarão da palavra, muito embora sem direito a voto.

Tenho total e absoluta confiança de que os camaradas continuarão a mobilizar todos os militantes, simpatizantes e amigos do Partido para colaborarem com os vossos donativos na campanha de fundos do Congresso.

Camaradas, precisamos de muito dinheiro. Peço aos camaradas que ainda não estão inscritos no Partido que se inscrevam e contribuam com os vossos fundos. O Congresso pode ser uma grande festa, mas é caro demais para as nossas posses.

Ajudem-nos, por favor. Confiamos de todo em vós!

30Mar17

 

 

 

 

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O que Se Passa Com o Fundo de Pesca dos Açores?...

O que Se Passa Com o Fundo de Pesca dos Açores?...

Arnaldo Matos

No dia 12 de Fevereiro de 2016, há pouco mais de um ano e já em campanha para as eleições legislativas regionais, o governo de Vasco Cordeiro anunciou que o fundo de compensação salarial para os pescadores – Fundo de Pesca – já teria começado a ser pago na Região, abrangendo então 1 344 pescadores.

Nessa ocasião, o gabinete de imprensa do executivo açoriano adiantava que a Direcção Regional das Pescas iria gastar 350 mil euros com o pagamento de apoios a ministrar por esse fundo, destinados a compensar os pescadores açorianos pela paralisação forçada da respectiva actividade piscatória devida ao mau tempo.

O Fundo de Pesca foi anunciado em Janeiro de 2016, com base na análise das descargas efecuadas no mês de Dezembro de 2015, altura em que os pescadores açorianos estiveram totalmente impedidos de pescar, em consequência das más condições climatéricas verificadas no arquipélago.

Foram antão, e a partir daí, lançados descontos 0,5% sobre os valores de venda do pescado em lota, o que deve ter permitido ao Fundo de Pesca acumular até hoje qualquer coisa como uns dois milhões de euros.

O Conselho Administrativo do Fundo de Pesca é um órgão consultivo em que têm assento representantes dos pescadores, dos armadores, da Lotaçor e dos secretários regionais da Solidariedade Social e do Mar, Ciência e Tecnologia. É ao Conselho Administrativo do Fundo de Pesca que cumpre avaliar e definir os critérios a ter em conta na actividade do Fundo.

Ora, o conselho administrativo do Fundo de Pesca decidiu fixar em 278,25 euros o valor do apoio a conceder aos pescadores impossibilitados pelas condições climatéricas de pescar, verba correspondente a 50% do salário mínimo regional praticado na altura.

Em 2015, foram apresentadas 2 622 candidaturas ao Fundo, referentes a 315 embarcações de pesca açorianas, mas o processo de avaliação das candidaturas demorou sempre mais de 30 dias a completar-se

Na conversa que mantiveram esta manhã com a brigada do partido dirigida pela camarada Margarida, os pescadores de Vila do Porto, na ilha de Santa Maria, protestaram por não terem recebido os apoios a que tem direito e a que se têm candidatado.

Criado em 2002, o regime do Fundo de Pesca foi recentemente alterado no parlamento açoriano, passando a abranger não apenas o caso de paralisação de actividade piscatória devido ao mau tempo, mas também toda e qualquer quebra de rendimento no sector das pescas.

A verdade é que os dinheiros retidos pelo Fundo de Pesca não chegaram aos pescadores, a quem são devidos, e de todo em todo não chegaram aos pescadores da Ilha de Santa Maria.

Não há dúvidas de que o governo regional de Vasco Cordeiro está a embolsar ilegalmente as verbas do Fundo de Pesca devidas aos pescadores, mas muito em especial aos pescadores da Ilha de Santa Maria.

E para que se não esqueça o caso, junta-se fotografia de uma embarcação espanhola a pescar nas nossas águas açorianas, rapinando as nossas espécies piscícolas. Estas aves de rapina nunca descontaram para o nosso Fundo de Pesca, como é óbvio.

Os pescadores dos Açores, incluindo os da Ilha de Santa Maria, devem exigir imediatamente que o governo regional de Vasco Cordeiro preste contas aos pescadores e armadores dos dinheiros recolhidos e desaparecidos no saco azul do Fundo de Pesca.

Onde param esses mais de dois milhões de euros, roubados aos pescadores?

30Mar17

 

 

 

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Cartazes

 

 




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De Novo e Sempre, a Campanha de Fundos

De Novo e Sempre, a Campanha de Fundos

Arnaldo Matos

Camaradas,

Os donativos depositados na conta da Caixa Geral de Depósitos esta manhã, com destino ao I Congresso Regional dos Açores, montavam a 2 485 (dois mil quatrocentos e oitenta e cinco) euros.

É ainda muito pouco, mas os dinheiros continuam a subir, satisfazendo o pedido dos camaradas, do nosso Partido e do 1º Congresso.

Publicamos na primeira página do Luta Popular Online de hoje o projecto do cartaz com que se procederá à convocatória do 1º Congresso Regional. O cartaz suscitou um grande entusiasmo nas nossas fileiras.

Façam o obséquio, camaradas, de contribuírem com tudo o que puderem para apoiar as despesas do nosso 1º Congresso Regional.

Obrigado

29Mar17

 

 

 

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Saudação ao Comité Regional do Partido para a Ilha de S Jorge

Saudação ao Comité Regional do Partido para a Ilha de S Jorge

Saudação

O Departamento Financeiro do Comité Central, na sua reunião de 27 de Março, saúda vivamente a constituição de mais um Comité do Partido para o arquipélago, dos Açores, desta vez, da ilha de S. Jorge, constituído no último domingo dia 26 de Março e congratula-se com as vitórias crescentes da linha revolucionária do PCTP/MRPP pela sua organização, rumo ao Congresso Regional do Partido nos Açores.

Viva o Comité Regional do Partido para a Ilha de S. Jorge

Viva o Partido!

Viva a Revolução Proletária!

27Mar17

Comité de Finanças

Inês


 

 

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Comité do Partido na Ilha de São Jorge

Comité do Partido na Ilha de São Jorge

Sob a direcção da camarada Margarida, membro do Comité Central, a Brigada Para a Organização do Partido nos Açores, com a colaboração do secretário regional e de um grande número de militantes de São Miguel e da Terceira, procedeu hoje, domingo, dia 26 de Março, pelas 18H00 locais, nas instalações da Junta de Freguesia de Velas, à fundação do Comité do Partido na Ilha de São Jorge.

Maioritariamente constituído por mulheres, com todos os membros nascidos, trabalhadores e residentes em São Jorge, o Comité do Partido elegeu para seu secretário a camarada Érica Carina Dutra, natural da Fajã Grande, na Calheta.

Publica-se a Carta ao Povo Trabalhador de São Jorge, que representa o principal documento político saído da reunião constitutiva e que irá ser difundido em toda a Ilha, a partir da próxima segunda-feira.

No mapa que antecede, vão registadas a vermelho as ilhas da Região Autónoma dos Açores onde já se acham constituídos e em pleno funcionamento os Comités do Partido para as respectivas ilhas.

O Partido agradece à Junta de Freguesia da Vila de Velas a cedência das suas instalações para a cerimónia da fundação do Comité do Partido da Ilha de São Jorge.

LX. 26Mar17

Arnaldo Matos

 

 

 

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Carta ao Povo Trabalhador da Ilha de São Jorge

Carta ao Povo Trabalhador da Ilha de São Jorge

Caras e Caros Camaradas,

O Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses (PCTP/MRPP) fundou ontem, domingo, dia 26 de Março, em Velas, o Comité do Partido para a Ilha de São Jorge, constituído por quatro camaradas, todos açorianos nascidos, vividos e residentes nesta ilha, e elegeram para secretária do Comité a camarada Érica Carina Dutra, da Fajã Grande, na Calheta.

Na sua primeira reunião, os membros do Comité do Partido para a Ilha de São Jorge fizeram um balanço das últimas eleições para a Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, eleições que renovaram, como sabeis, por mais quatro anos, o mandato do partido socialista de Cordeiro na assembleia e no governo regional. O nosso Partido, que também concorreu a essas eleições, não elegeu nenhuma voz própria à assembleia da Região, mas reforçou a sua posição política no Arquipélago, pois conseguiu formar e apresentar a sufrágio listas em sete das nove ilhas com uma centena de candidatos, um terço dos quais mulheres, todos, com duas únicas excepções, nascidos, vividos e residentes no nosso arquipélago.

Na sua primeira reunião, o Comité do Partido para a Ilha de São Jorge formulou e aprovou um voto de agradecimento a todos quantos participaram nas listas eleitorais do Partido, ao povo dos Açores que nos acolheu com amizade e a quantos se decidiram por votar nos candidatos das nossas listas, confiando em que, daqui por quatro anos, nas futuras eleições legislativas de 2020, irão escolher para sua voz parlamentar uma representação legislativa saída das candidaturas do Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses (PCTP/MRPP).

Os cinco partidos a quem este ano passado o povo dos Açores concedeu o direito de nomear deputados fizeram-vos muitas promessas na campanha, mas já se esqueceram de tudo e ainda mal passaram seis meses da data do sufrágio. Onde estão os prometidos subsídios para a produção do leite, os garantidos apoios à agricultura e à agro-pecuária, as medidas para o aumento das quotas de captura de peixe pelos pescadores dos Açores, a redução dos preços das viagens aéreas e marítimas entre as ilhas, o aumento dos empregos, a melhoria do serviço regional de saúde?

Eleito ontem, o Comité do nosso Partido para a Ilha de São Jorge vem já hoje garantir-vos que não abandonará nunca as lutas dos trabalhadores desta ilha, que irá unir-se a vós cada vez mais e que conta com o vosso apoio para vencer as lutas que nos e vos esperam.

 

Caras e Caros Camaradas,

O Comité do Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses (PCTP/MRPP) para a Ilha de São Jorge, ontem fundado nas Velas, vem anunciar-vos os objectivos das lutas em que se irá empenhar nesta Ilha e para participação nas quais vos apela, porque são lutas para defesa dos vossos interesses e direitos fundamentais.

I – São Jorge, Uma Ilha que se Despovoa

O nosso primeiro e principal problema é que, em consequência da errónea aplicação do sistema autonómico pelos sucessivos governos regionais do PSD e do PS, os Açores perderam, nos últimos quarenta anos, 42 351 habitantes.

Sete ilhas dos Açores estão em vias de ficar sem gente. E uma delas é precisamente São Jorge. Qualquer dia será mais difícil encontrar um Jorgense do que um priolo.

Entre os dois últimos censos populacionais, que se realizaram em 201 e 2011, a população global dos Açores teve um pequeno acréscimo de 2,06%, mas São Jorge continuou a descer, perdendo mais 7% da sua população, que hoje é de apenas 8 997 pessoas.

Como consequência desta perda de população – e de eleitores – São Miguel roubou este ano um deputado a São Jorge.

O que cresce cada vez mais é a população de duas das nove ilhas – São Miguel e a Terceira – onde presentemente se concentram 80% dos açorianos.

A razão de ser deste descalabro – que, a manter-se, levará inevitavelmente ao despovoamento de sete das nove ilhas – é o açambarcamento da autonomia político-administrativa pela burguesia capitalista açoriana estabelecida económica e politicamente em São Miguel e na Terceira. Todas as vantagens do sistema autonómico, pelas quais lutaram, ao longo de séculos, as populações de todas as ilhas, ficaram nas mãos da classe burguesa capitalista reaccionária dominante, concentrada em Ponta Delgada e em Angra, e as outras ilhas ficaram ainda com menos puderes do que os que tinham nos tempos dos três distritos autonómicos de Ponta Delgada, Angra do Heroísmo e Horta.

Temos em São Jorge dois concelhos – Calheta e Velas – com competências meramente administrativas, mas não temos uma ilha politicamente organizada e gerida como um todo. Cada concelho toca a sua viola, mas São Jorge não tem nem instrumento nem orquestra para tocar a música que convém a toda a Ilha.

Em si, e sozinha, São Jorge tem, como ilha, um único direito, que é aliás um dever: receber uma vez por ano a chamada visita estatutária do governo regional…

Para acabar com esta bandalheira, que vai necessariamente conduzir ao despovoamento de sete das nove ilhas dos Açores, é preciso alterar o Estatuto da Autonomia, conferindo poderes político-administrativos e orçamento próprio a cada ilha açoriana. E cada uma dessas ilhas, em vez de um conselho corporativo salazarento destinado ao rapa-pé de receber as visitas anuais do governo regional, deve possuir um Conselho Político de Ilha, encarregado da respectiva direcção e escolhido por sufrágio eleitoral universal e directo dos cidadãos residentes em cada uma das ilhas.

Se os Jorgenses não tomarem a direcção da sua Ilha em mão, ficarão condenados a desaparecerem.

O Conselho de Ilha deve receber uma parte dos poderes autonómicos que hoje se mostram açambarcados pelo governo regional da burguesia capitalista exploradora e opressora dos trabalhadores açorianos em Ponta Delgada e em Angra.

Entretanto, há certos assuntos cuja resolução os Jorgenses devem exigir imediatamente. Senão vejamos!

II – O Aeródromo Não Serve São Jorge!

São Jorge é uma das mais belas ilhas dos Açores, e terá um grande futuro económico, turístico, cultural e social, contanto que os Jorgenses repudiem as políticas liquidacionistas dos sucessivos governos regionais e defendam, com unhas e dentes, os seus direitos interesses próprios.

São Jorge não tem um aeroporto, mas um aeródromo – um apeadeiro aéreo, para sermos mais precisos – uma estrutura aeroportuária situada na Fajã do Queimado, em Santo Amaro, a poucos quilómetros da vila de Velas, a capital da ilha, absolutamente insuficiente para satisfazer as suas necessidades e assegurar o seu futuro estratégico.

A pista do Aeródromo, inaugurada há 33 anos, tem 1 555 metros de comprimento, com as bizarras limitações e insuficiências de que, para aterrar, só se podem usar 1 270 metros da pista e, para descolar, só se podem usar 1 412 metros!...

Ora, São Jorge precisa de um verdadeiro aeroporto que permita ligar a ilha, por via aérea, com todas as outras ilhas do arquipélago e com o exterior, nomeadamente, com a Região Autónoma da Madeira, com as Canárias, Cabo Verde e com o continente português.

É a falta de uma autêntica infra-estrutura aeroportuária moderna, estratégica, susceptível de receber aviões a jacto de médio porte, do tipo Airbus 220, que está a asfixiar a economia e o progresso da Ilha de São Jorge.

Note-se que, mesmo com o actual e ridículo apeadeiro aéreo, São Jorge movimentou no ano passado 53 708 passageiros. Imagine-se quantos teria movimentado, se dispusesse de um cómodo e moderno aeroporto de tipo médio, capaz de operar aviões a jacto, com capacidade para 250/300 passageiros.

São Jorge exige do governo regional e do governo central da República, um novo, cómodo e moderno aeroporto médio com aquelas características para que uma das maiores e mais belas ilhas do arquipélago se possa desenvolver económica, social e culturalmente.

III – A Sata Mata São Jorge!

Mas se a estrutura aeroportuária, pelas suas insuficiências técnicas, de segurança e de conforto, prejudica a população e a economia de São Jorge, a Sata prejudica-as ainda muito mais.

A Sata, transportadora aérea açoriana, uma empresa de capitais regionais gerida pelo governo local, é a única transportadora aérea a operar o aeródromo de São Jorge.

A frequência dos voos da Sata de e para São Jorge é totalmente insuficiente e, além disso, operados por aviões demasiado pequenos, que não dão resposta ao volume da procura de viagens aéreas e de carga.

De mais a mais, a Sata não respeita os seus próprios horários de voo e, seja por invocadas condições climatéricas, seja por alegadas ocorrências operacionais, a Sata cancela um número inadmissivelmente elevado de voos, asfixiando a vida económica dos Jorgenses.

Cidadãos que têm de deslocar-se a outras ilhas para efeitos de assistência e tratamento médico-cirúrgico, nunca sabem quando podem sair e, muito menos, quando podem voltar a São Jorge.

Pescadores que precisam, sempre com a urgência imposta pelo consumo fresco do pescado, de expedir para as outras ilhas do arquipélago e para os mercados do continente e internacionais as suas capturas, vêem estragar-se o produto do seu trabalho pelo cancelamento inopinado dos voos aéreos ou pela incapacidade de transporte de carga dos pequenos aviões da Sata.

Os operadores turísticos da ilha, que não conseguem receber a tempo os seus clientes nem garantir-lhes transporte para as outras ilhas do arquipélago, vêem falir sem apelo nem agravo os seus investimentos.

Estudantes, que nunca conseguem chegar a tempo de fazer as suas férias em família nem regressar a tempo às universidades, estão praticamente fechados na ilha.

A Sata, com a colaboração do governo regional de Vasco Cordeiro, está impunemente a asfixiar a liberdade e mobilidade da população e a estrangular a economia da ilha de São Jorge.

A Sata e o governo regional, seu accionista e administrador, têm de cumprir escrupulosamente os voos e horários fixados, e mais: têm de operar o aeródromo de Santo Amaro, enquanto não for requalificado e transformado num autêntico aeroporto – como também se exige – com aviões com maior capacidade de carga e de passageiros, assim como estabelecer voos diários de e para todas as ilhas dos Açores, sobretudo na metade do ano mais propícia às pesca e ao turismo. E têm de garantir um voo diário que permita colocar no mercado abastecedor de Lisboa, o pescado capturado pelos pescadores de São Jorge.

IV – O Problema Nunca Resolvido dos Portos de São Jorge

Para além de uma infra-estrutura aeroportuária que terá de ser ampliada e requalificada, São Jorge necessita de uma outra infra-estrutura vital, cuja construção vem sendo muito prometida e sempre adiada nos últimos quarenta anos: a infra-estrutura portuária, para portos de pesca, de passageiros, de comércio e de prazos.

A geomorfologia vulcânica da ilha faz de São Jorge uma belíssima criação da natureza. Mas sendo uma ilha comprida (55 quilómetros desde a Ponta dos Rosais até ao ilhéu do Topo) estreita (6,7 quilómetros na largura máxima) e montanhosa (cordilheira central à altura dos oitocentos metros em média), exige um sistema portuário não só para as ligações com as outras ilhas, como para as suas próprias ligações internas com as comunidades ao longo da costa da ilha.

A ilha de São Jorge é a ilha das arribas, das falésias e das fajãs. Algumas das comunidades que vivem nas oitenta e uma fajãs já contadas da ilha só podem ser abordadas por mar ou por caminhos pedestres ao longo das arribas e falésias vertiginosas.

A falta de portos transformou em ilhas as populações isoladas de algumas das fajãs.

O porto de Velas, na costa sul da ilha, está actualmente apetrechado com uma pequena marina e pode receber embarcações de pesca e de passageiros.

De qualquer modo, a sua cota média de profundidade, que roça os dez metros, não permite a atracagem de paquetes nem de cargueiros, e, sem estes últimos, é impossível o abastecimento regular da ilha.

O porto do Topo, na extremidade leste da ilha, faz parte das tais promessas eleitorais sempre repetidas, - e o governo de Vasco Cordeiro voltou a prometê-lo nas últimas eleições – mas nunca cumpridas.

São Jorge não tem ainda um porto viável para o estabelecimento de ligações marítimas com a vizinha do norte, a ilha Terceira.

Ou seja: os governos regionais da burguesia capitalista instalada em Ponta Delgada, cortaram, nos últimos quarenta anos, o desenvolvimento económico da talvez mais bela ilha dos Açores, asfixiando São Jorge por mar e por terra.

V – O Governo Abandonou os Agricultores de São Jorge

A agro-pecuária e os lacticínios têm constituído até agora a base dos rendimentos da população e da economia de São Jorge. Mas, com a inesperada, unilateral e violenta eliminação das quotas leiteiras pelos gestores da política agrícola comum da União Europeia, sem uma clara, firme e decidida oposição do governo regional e do governo central, os mercados europeus fecharam-se ao leite e à carne dos Açores.

O preço do leite desceu vertiginosamente para os 19 e 23 cêntimos por litro, liquidando os rendimentos das agro-pecuárias e a estabilidade da nossa economia.

O governo regional tarda em adoptar medidas que venham em socorro da agricultora e da agro-pecuária dos Açores e, portanto, das suas ilhas mais afectadas, como sucede precisamente com São Jorge.

Dentro em breve, não haverá em São Jorge leite para produzir o famoso Queijo de São Jorge, que é o mais notável produto de marca da indústria dos Açores.

Quanto ao Queijo de São Jorge, é dupla a ameaça que sobre ele impende, pois para além do perigo proveniente da falta da matéria-prima – o leite produzido nas pastagens da ilha – corre também o perigo de a União Europeia, sem a mínima oposição e com toda a tolerância do governo regional e do governo central da república, seus lacaios, vir a assinar com os Estados Unidos da América o TTIP – tratado de comércio transatlântico – o qual elimina todas as denominações de origem protegida (DOP), como aquela que até hoje sempre consagrou a alta qualidade do nosso queijo.

Ora, para além de exigir aos governos regional e da república que o nosso País não assine nem ratifique o tratado de comércio já negociado entre o imperialismo ianque e o imperialismo europeu, os agricultores portugueses, em geral, e os jorgenses, em particular, devem continuar a exigir os apoios que sempre tiveram até agora para poderem continuar a sua produção.

VI – A Lotaçor Não Serve o Pescador

Na Região Autónoma dos Açores, a entidade credenciada para efectuar a primeira venda do pescado fresco ou congelado nos portos do arquipélago é a Lotaçor.

A Lotaçor é uma sociedade anónima de capitais públicos regionais. Fixando taxas e preços de monopólio, a Lotaçor é uma sociedade parasitária, que vive à custa do trabalho do pescador.

E não serve o pescador.

No caso dos pescadores de São Jorge, esse prejuízo exploratório imposto ao pescador é óbvio, pelo que não há um único pescador que tolere a Lotaçor.

Para estabelecer ferreamente o seu monopólio, a Lotaçor mantém uma única lota em toda a ilha de São Jorge, no porto de Velas.

Com uma única lota para todo a ilha, e sendo a ilha geomorfologicamente uma ilha comprida de 55 quilómetros e estreita de 6,7 km como largura máxima, os pescadores jorgenses que estejam a pescar ao norte da ilha terão de navegar setenta quilómetros ou mais para leiloar e vender as suas capturas.

Nalguns casos, será mais económico ir vender o pescado à ilha do Pico do que ao Porto de Velas. A Lotaçor devia abrir mais lotas noutros portos da ilha de São Jorge, como aliás já houve.

A Lotaçor tem também o mau hábito, aliás absolutamente ilegal, de pagar o pescado tomado em lota com, por vezes, três meses de atraso ao pescador e ao armador.

E não contente com toda esta prepotência, acontece que a Lotaçor é useira e vezeira em demorar a entrada do peixe em lota, prejudicando assim o preço de venda das capturas, o que faz propositadamente!

Toda a gente sabe, que se a lota demora, o pescado perde valor.

Todas estas manipulações ilegais da Lotaçor explicam por que é que nos últimos cinco anos, apesar da diminuição de quase 40% da tonelagem das capturas, o pescador, em vez de ver subir o preço do pescado vendido em lota, perdeu em média 1,34 euros por quilograma.

Os pescadores de São Jorge, que são dos mais competentes pescadores do arquipélago, exigem o fim da exploração pela Lotaçor, e desde já reivindicam:

  • mais lotas em portos jorgenses;
  • pagamento a pronto do pescado vendido em lota;
  • abertura das lotas nunca depois das 07H00 (sete horas da manhã);

VII – A Unidade das Operárias Conserveiras

Há nos Açores cinco grandes empresas de conserva de peixe:

2 da Cofaco, que fabricam o atum de conserva Bom Petisco, uma no Pico e outra em São Miguel.

1 da Sociedade Correctora, em São Miguel

1 da Pescatum, na Terceira

1 da Conservas de Atum Santa Catarina, na Calheta, em São Jorge.

Em certas épocas do ano, as cinco conserveiras açorianas agrupam, no seu conjunto, para cima de mil operários, mais de 90% dos quais são operárias.

O núcleo forte do proletariado açoriano está nestas cinco fábricas, e esse proletariado é um proletariado de mulheres.

Uma dessas fábricas é de capitais públicos regionais, precisamente a Sociedade de Conservas de Atum Santa Catarina.

Estas mulheres ganham abaixo do salário mínimo regional e trabalham, no mínimo, quarenta horas por semana, em jornadas contínuas, sem contagem de horas extraordinárias e sem pagamento dos salários das horas extraordinárias.

As operárias e os operários conserveiros devem criar a sua Associação Açoriana das Operárias Conserveiras, unindo todas as trabalhadoras das cinco fábricas de conservas das ilhas dos Açores, numa única e poderosa organização.

E o PCTP/MRPP exige que o governo regional dos Açores lhes reconheça e aceite, desde já na fábrica de Santa Catarina, que é uma fábrica de capitais públicos regionais:

-               O salário mínimo de 600 € mensais;

-               A semana das 35 horas;

-               O pagamento das horas extraordinárias;

-               O descanso semanal ao sábado e ao domingo;

-               O pagamento do salário integral nos períodos em que não tiverem trabalho por falta de matéria-prima.

Viva a Associação Açoriana das Operárias Conserveiras!

VIII – A Ilha das Fajãs

Estão contadas oitenta e uma fajãs na ilha de São Jorge, que é conhecida, ela própria, como a ilha das arribas, das falésias e das fajãs.

A fajã é um acidente geológico que resulta de um desabamento de terras, de rochas ou de lavas, em suma, um desabamento de detritos das arribas e falésias da ilha, formando pequenas planícies naturais costeiras ou de meia encosta, algumas delas habitadas e quase todas aproveitadas para a produção agrícola.

A algumas destas fajãs só se acede por mar; outras por caminhos vertiginosos traçados nas próprias arribas e falésias.

Este espectáculo único da natureza – as fajãs de São Jorge – foi classificado no dia 19 de Março passado, em Lima, no Perú, como Reserva Mundial da Biosfera e passou a integrar o património mundial da Humanidade.

Para preservar este património único serão necessários investimentos colossais, a obter dos orçamentos do governo regional, do governo da república e dos fundos da União Europeia para protecção da natureza e do ambiente.

Os ecossistemas e paisagens das fajãs são de uma extrema vulnerabilidade e a sua manutenção e conservação exigem grandes e contínuos investimentos, que os governos regional e central não parece terem pressa em garantir.

IX – São Jorge não tem Hospital!

O sistema do serviço nacional de saúde, na sua aplicação às nove ilhas da Região Autónoma dos Açores, tem de ser totalmente modificado.

Compreende-se que exista um grande hospital para toda a Região, dotado de todos os serviços e valências médicas e cirúrgicas, mas então um tal hospital não deve estar centrado em Ponta Delgada, porque, em Ponta Delgada, serve prioritariamente a grande burguesia que lá reside.

Um tal hospital deve estar, o mais aproximadamente possível, estabelecido no centro geográfico do arquipélago: Pico, São Jorge ou Terceira, nunca em São Miguel.

A constituição de um grande e bem apetrechado hospital para toda a Região Autónoma dos Açores não isenta o governo regional e o governo da República da obrigação de criar em cada ilha do arquipélago um pequeno hospital embora, e não um simples posto médico, como é a ideia central do governo da Região.

Um pequeno hospital, todavia, apetrechado para acorrer e tratar com capacidade, competência e sucesso, designadamente no campo cirúrgico, as doenças mais comuns.

É evidente para todos que o futuro económico dos Açores passa necessariamente pelo turismo. Em termos de turismo futuro, o governo regional tem desde já de dotar todas as ilhas das infraestruturas necessárias ao desenvolvimento do turismo em cada ilha, pois, de contrário, o turismo limitar-se-á a São Miguel e à Terceira, liquidando definitivamente as outras sete ilhas dos Açores.

Ora, São Jorge é uma das ilhas açorianas que dispõe de maiores recursos naturais para sustentar uma grande indústria turística, desde a pesca e desportos marítimos até o turismo de natureza.

Mas não terá nunca turistas em quantidade e qualidade se não dispuser de um hospital – pequeno embora – capaz de tratar os turistas nas doenças e acidentes mais comuns. Para o futuro económico da Ilha de São Jorge, a existência de um pequeno hospital, devidamente apetrechado nas principais valências médicas e cirúrgicas, é uma exigência estratégica.

Trata-se de uma infra-estrutura urgentíssima, pois os Jorgenses de todas as idades têm de deslocar-se às outras ilhas para todas as consultas de especialidade médico-cirúrgicas, e para os exames médicos complementares, sem todavia terem um sistema de transportes marítimos e aéreos que lhes permita satisfazer essas necessidades básicas.

São Jorge precisa e exige o seu próprio hospital. Se há concelhos no continente, fora de Lisboa, Porto e Coimbra, que têm o seu próprio hospital, porque é que a ilha e o povo de São Jorge não hão-de ter também hospital próprio seu? E porque terão de ir tratar-se à ilha mais próxima, ainda por cima em unidades de saúde que não merecem sequer esse nome? E porque estapafúrdia razão terão os filhos das mulheres de São Jorge nascer fora da Ilha.

X – Porque é que a Universidade dos Açores não estabelece nenhum pólo universitário na Ilha de São Jorge?!

Sabe-se como a existência de universidade ou de pólo universitário em duas ou três ilhas dos Açores contribuiu para o desenvolvimento económico, cultural e social dessas ilhas.

Não se compreende nem se aceita que a Universidade dos Açores esteja limitada, como está ainda, à Terceira e a São Miguel. A Ilha de São Jorge, quarta maior do arquipélago, tem todo o direito a ver instalado no seu território um dos pólos específicos da Universidade dos Açores.

XI – O Turismo

A ilha de São Jorge reúne condições privilegiadas para se constituir num dos principais pólos de desenvolvimento da indústria turística.

O seu riquíssimo património paisagístico, marítimo, geológico e cultural poderão transformar esta ilha na única capaz de competir, em igualdade de circunstâncias de base, com a ilha de São Miguel.

XII – Comunicações Modernas

São Jorge carece totalmente de um sistema de comunicações moderno, base absoluta de qualquer desenvolvimento económico, científico e cultural futuros.

A ilha de São Jorge não tem, como a maior parte das ilhas dos Açores, um sistema de comunicação por fibra óptica para televisão, telefone, internete e demais componentes de comunicação digital e numérica.

Não dispõe ainda de um sistema de comunicação telefónico dentro da ilha e entre as ilhas do arquipélago.

A internete não está acessível nem para comunicações regulares dentro de São Jorge ou de São Jorge para o exterior. Neste domínio, os Jorgenses permanecem na idade média.

Hoje, o desenvolvimento é impossível sem investir devidamente no inadiável sector das comunicações.

 

Caras e Caros Camaradas,

Deixamos à vossa consideração, em forma resumida, o programa pelo qual se irá bater ao vosso lado o Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses (PCTP/MRPP). A partir de agora o Comité do Partido para a Ilha de São Jorge está na rua para lutar com o Povo, para o Povo e pelo Povo dos Açores contra os seus exploradores e opressores.

Viva o Povo de São Jorge!

Viva o Povo dos Açores!

Viva Portugal!

Proletários de todos os países, uni-vos!

 

26Mar17

 

Comité do Partido na Ilha de São Jorge

 

 


 

 

 

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Campanha de Fundos

Campanha de Fundos

No primeiro dia da campanha, em escassas horas, foram recolhidos na conta da Caixa Geral de Depósitos, 690 euros (seiscentos e noventa euros) de donativos destinados às despesas do I Congresso Regional dos Açores.

Perdoem-me os camaradas, militantes, simpatizantes e amigos do Partido em todo o País, incluindo as regiões autónomas dos Açores e da Madeira, que insista em pedir os vossos donativos para a realização do Congresso Regional, mas a verdade é que sem eles não poderemos realizar a nossa tarefa.

Obrigado

26Mar17

Arnaldo Matos

 

 

 

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Necessidade e Urgência de Donativos

Necessidade e Urgência de Donativos

Camaradas,

A Região Autónoma dos Açores é um arquipélago com nove ilhas habitadas. O I Congresso Regional dos Açores realizar-se-á no dia 1º de Maio de 2017 na cidade de Ponta Delgada, capital política e administrativa da Região.

Teremos de deslocar congressistas de oito ilhas para Ponta Delgada, alojá-los aí durante dois dias e dar-lhes de comer.

Queremos fazer um cartaz alusivo ao 1º Congresso Regional e difundi-lo pelas nove ilhas dos Açores, que se compõem de 19 municípios e grupam 155 freguesias.

Estamos a pagar dívidas que os liquidacionistas nos deixaram para pagar.

Venho pedir a todos os camaradas, militantes, simpatizantes e amigos do Partido que nos ajudem com donativos para o 1º Congresso Regional dos Açores, conforme puderem.

Obrigado!

Caixa Geral de Depósitos

Conta: PT50 0035 0202 00037026630 54

24Mar17

Arnaldo Matos


 

 

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A Indústria Açoriana das Conservas de Peixe

A Indústria Açoriana das Conservas de Peixe

Há na Região Autónoma dos Açores cinco grandes fábricas de conservas de peixe:

  • Duas da Cofaco, Comercial e Fabril de Conservas, S. A., com uma fábrica em Rabo de Peixe, na ilha de São Miguel, e outra fábrica na Madalena, na ilha do Pico;
  • Uma da Sociedade Correctora de Conservas de Peixe, em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel;
  • Uma da Pescatum, no Cabo da Praia, Praia da Vitória, na ilha Terceira;
  • E uma das Conservas de Atum Santa Catarina, na Calheta, na ilha de São Jorge.

A Cofaco teve também uma terceira unidade fabril de conservas de peixe no Sítio do Pasteleiro, na cidade da Horta, na ilha do Faial, unidade que encerrou em 2010, transferindo-se então contra a sua vontade os cerca de quarenta operários da empresa para a fábrica da Cofaco na vizinha ilha do Pico.

Nas épocas de máxima produção, as cinco unidades açorianas agrupam, no seu conjunto, para cima de mil operários, mais de 90% dos quais são operárias.

O núcleo forte do proletariado açoriano está nessas cinco fábricas, e esse proletariado é um proletariado de mulheres.

Uma dessas fábricas é de capitais públicos regionais, precisamente a Sociedade de Conservas de Atum Santa Catarina.

Em 1938, havia 152 fábricas de conservas de peixe em todo o país, e hoje só há vinte fábricas. O assalto do eixo Madrid-Paris-Berlim à nossa zona económica exclusiva e a usurpação dos quatro milhões de quilómetros quadrados das áreas do nosso mar e da plataforma continental liquidaram a nossa indústria das conservas de peixe. As 126 traineiras de que o país dispunha para a pesca da sardinha, em 1965, estão hoje reduzidas a 28 traineiras, com quotas que só lhes permite pescar menos de seis meses por ano…

A adesão de Portugal à Comunidade e, depois, à União Europeia saldou-se pela liquidação da nossa independência económica marítima.

Ora, Portugal deve sair da União Europeia e readquirir a independência da sua zona económica exclusiva. Conseguindo esse objectivo político, o nosso País, mas em especial a Região Autónoma dos Açores, podem quadruplicar a produção de conservas de peixe, especialmente de atum patudo e de gaiado, recuperando as quotas perdidas para as frotas espanhola, francesa e germânica.

 

A industrialização dos Açores, designadamente na fileira dos produtos marinhos, é uma exigência extremamente urgente para o desenvolvimento económico e social da Região.

O assalto da União Europeia às reservas piscícolas, marinhas e marítimas das nossas águas é um roubo e constitui um acto de rapina nunca visto. Em 1964, Portugal produziu 83 633 toneladas de conservas de peixe e exportou, em 1965, 82 465 toneladas. Hoje não produzimos nem exportamos um décimo daquelas quantidades.

O governo central e o governo regional devem expulsar as frotas estrangeiras das nossas águas, indo ao ponto de rasgar todos os acordos que tiverem sido assinados com a União Europeia. Um país pobre e periférico não pode aceitar ser objecto da rapina dos imperialistas europeus; devemos, ao contrário, seguir o exemplo da Islândia, que posta perante o assalto dos alemães, franceses e espanhóis, rejeitou toda e qualquer hipótese de adesão à União Europeia.

O governo regional dos Açores deve aumentar o número de fábricas de conserva de peixe no arquipélago, nomeadamente restaurando a fábrica da Cofaco na ilha do Faial.

E as operárias e operários conserveiros devem criar imediatamente a Associação Açoriana das Operária e Operários Conserveiros, unindo todos os trabalhadores e trabalhadoras dessas fábricas de conserva das ilhas dos Açores numa única e poderosa organização.

E o PCTP/MRPP exige que o governo regional dos Açores lhes reconheça e aceite, desde já na fábrica de Santa Catarina, que é uma fábrica de capitais públicos regionais:

  • • O salário mínimo regional de 600 euros mensais;
  • A semana das 35 horas;
  • O pagamento das horas de trabalho extraordinário;
  • O descanso semanal ao sábado e ao domingo
  • O pagamento do salário integral no período em que não tiverem trabalho por falta de matéria-prima.

24Mar17

Arnaldo Matos

 

 

 

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Subcategorias

Dívida: o que acontece quando o balão sobe?! 

Foi ontem anunciado que, após a quarta subida mensal consecutiva, a dívida portuguesa atingiu o montante de 252,4 mil milhões de euros, o que representa um aumento de 2 mil milhões de euros em relação ao final do mês de Março de 2019. 

Durante a campanha eleitoral para eleger deputados para o Parlamento Europeu, a candidatura do PCTP/MRPP foi a única que denunciou o facto de que a dívida não é a causa dos nossos problemas, mas sim a consequência desses problemas. 

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Passes sociais ou passe de magia saloia?! 

A menos de 2 semanas da entrada em vigor dos novos “passes sociais” – que viria a ocorrer, vá-se lá saber porquê, no dia das mentiras, o primeiro dia de Abril – que, segundo Costa, Jerónimo, Catarina e Apolónia, iria constituir uma “verdadeira revolução” nos transportes urbanos e, até, regionais, o PCTP/MRPP foi o único partido que se levantou contra o monumental embuste, operação de manipulação, mentira e decepção, que tal medida constituía. 

Enquanto a “oposição” tentava por todos os meios “associar-se” a tão “magnífico” evento, o nosso Partido foi o único que teve a passes sociaiscoragem de, contra a corrente dos elogios a tal medida, denunciar a marosca. Por tal ousadia, mereceu da parte de toda a corrente populista e reaccionária, encabeçada pelo PS e secundada por PCP, BE e Verdes, o silenciamento das suas opiniões e posições políticas. 

A chamada “comunicação social” exultava! Vendida aos interesses que aqueles partidos representam, replicavam durante todo o dia e a todas as horas, durante semanas a fio, gráficos, opiniões manifestadas pela “vox populi”, a aplaudir a medida. Era uma festa! 

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Por uma política de habitação ao serviço de quem trabalha! 

Segundo um estudo da Moody’s, Lisboa terá o maior rácio de alojamentos locais (AL) por habitante, num estudo comparativo que envolve dez das principais cidades europeias, entre elas, Amesterdão, Berlim, Dublin, Frankfurt, Londres, Madrid, Milão, Paris e Roma, isto é, 30 alojamentos por cada mil habitantes. Isto num contexto em que, entre 2012 e 2018, enquanto os salários dos trabalhadores que moram em Lisboa registou aumentos de cerca de 10%, em média, os preços na capital sofreram aumentos de mais de 50%!

Este é um resultado directo de duas políticas urbanas que se começaram a desenhar e a impor nos grandes centros urbanos, a partir da primeira metade dos anos 90 do século XX, com o famigerado Plano Director Municipal de Jorge Sampaio, então presidente da Câmara Municipal de Lisboa:

  1.  A alteração do conceito de municipalização dos solos para o de liberalização dos solos;
  2.  o premiar, fiscal e não só, de empresas designadas por fundos imobiliários,
  3.  que tomaram de assalto a cidade de Lisboa e outras grandes urbes, a pretexto de um plano de recuperação e reabilitação urbanos.

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 Abuso de poder, calculismo eleitoral e cobardia política!

Quando o abuso de poder se casa com a cobardia política e o calculismo eleitoral, assistimos a um miserável espectáculo como o que levou financasalguns inspectores da Autoridade Tributária (AT), respaldados na segurança repressiva prestada por agentes da GNR, a levar a cabo uma operação a todos os títulos tenebrosa, ilegal e inconstitucional, como foi a da operação stop do passado dia 28 de Maio , em que dezenas de condutores foram abordados e mandados parar, desde as 8 horas da manhã, para serem verificadas alegadas dívidas fiscais e imposto o seu pagamento em caso de elas existirem ou, em alternativa, e por falta de pagamento, a apreensão e penhora imediata das viaturas em que se deslocavam. 

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Em bicos dos pés !

O PS sempre assumiu o papel de “vendilhão do templo”! Começou por vender a ideia de que a “opção europeia” era a que melhor servia o povo português. Sem qualquer discussão ou consulta prévia ao povo, decidiu aceitar as “regras” impostas pela então CEE, que obrigaram Portugal a destruir praticamente todo o seu tecido produtivo – desde a Lisnave à Mague, passando pela Sorefame, pela agricultura e agro-pecuária até à frota pesqueira e à marinha mercante. 

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Quando a montanha só pare ratos

Na passada 5.ª feira, dia 2 de Maio, numa reunião da Comissão Parlamentar da Educação, foi aprovada com os votos a favor do PSD, CDS, PCP, BE e Verdes e os votos contra do PS, a justeza do TEMPO que os professores reclamam de há muito para que lhes sejam retornados os 9 anos, 4 meses e 2 dias que lhe foram roubados às suas carreiras, aos seus salários, aos seus direitos. 

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45 Anos depois do 25 Abril 

O ÓDIO DO ABRILISTA E COBARDE VASCO LOURENÇO AO MRPP

Passados 45 anos após o golpe de Estado de 25 de Abril de 1974, a RTP, sob o pretexto de comemorar essa data, engendrou uma manobra com a colaboração do abrilista Coronel Vasco Lourenço e do social-fascista capitão-de-Mar–e-Guerra Almada Contreiras – chefe dos serviços da nova pide, após o 25 de Abril - para atacar o MRPP, divulgando cirurgicamente trechos da gravação da Assembleia do MFA de 11 de Março de 1975, até agora propositadamente escondida por Contreiras e o próprio Lourenço.

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NO RESCALDO DA GREVE DOS MOTORISTAS

No rescaldo desta greve, e perante o susto que ela provocou nas hostes do governo e das suas muletas, surgiram várias teorias sobre o sindicalismo e o no rescaldo da greve dos motoristasexercício do direito à greve, quase todas reaccionárias, anti-operárias e anticomunistas, algumas delas, diga-se, do agrado dos social-fascistas. 

A propósito, não é de mais salientar a conduta exemplar do partido de Barreirinhas Cunhal/Jerónimo/Arménio, na defesa do governo perante as críticas do CDS e PSD, mas sem uma única palavra de condenação da requisição civil e da repressão policial e intervenção militar, desencadeadas por António Costa, ou de apoio sequer à luta dos motoristas que escapou ao controlo responsável e civilizado da Intersindical. 

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Áreas Metropolitanas de Lisboa e Porto 

100 mil esperam por uma habitação digna e a preços acessíveis! 

Dados recentemente trazidos a público indicam que cerca de 32 mil famílias (ou seja, cerca de 100 mil elementos do povo) estão inscritas em listas de espera para uma habitação com renda social, em 30 concelhos das Áreas Metropolitanas de Lisboa e do Porto.

Estas famílias são a parte visível do iceberg que são os chamados danos colaterais que o PCTP/MRPP sempre denunciou que iriam suceder, provocados por:

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O Governo Português Deve Opor-se Imediatamente a Todas as Manobras do Imperialismo Americano para Invadir a Venezuela 

Como é sabido, o interino Guaidó, fantoche dos americanos, depois do seu golpe de Estado, tem-se dedicado a praticar toda a espécie de actos de provocação, em todo o caso fracassados, para tentar acelerar a invasão da Venezuela pelos ianques. 

Sem ter obtido o êxito que esperava na frente externa, nomeadamente com a abortada iniciativa 1do Grupo de Contacto, em que Portugal, através do ministro Santos Silva, tão vergonhosamente se evidenciou como o maior lacaio de todos os que o compunham, Guaidó, que representa um partido, Vontade Popular, com apenas 14 lugares num total de 167 deputados na actual Assembleia Nacional Venezuelana, perdeu o confronto com Nicolás Maduro nas manifestações do início deste mês e viu mais tarde frustrada a manobra de utilizar uma hipócrita ajuda humanitária americana para o derrube do presidente eleito Maduro. 

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Pela sua  relevância e  qualidade, damos a conhecer o  trabalho/entrevista  feita ao camarada Arnaldo Matos pelo jornalista Ricardo Marques, com fotos de José Fernandes, e publicada  no dia 15 de Dezembro, na Revista E do Expresso

Nas asas do marxismo

1a

O que é que acontece quando um revolucionário comunista com quase 80 anos descobre que o imperialismo capitalista americano criou uma ferramenta que lhe permite chegar às massas operárias sem filtros nem censuras? Eis o novo mundo de Arnaldo Matos, histórico fundador do PCTP/MRPP e o fenómeno mais improvável do Twitter  

TEXTO RICARDO MARQUES FOTOS JOSÉ FERNANDES

A chávena de café está perto do fundo da escala das unidades de medida incertas. Um pouco acima do cálice, mas claramente abaixo do copo. O que não quer dizer que, dadas as circunstâncias adequadas, a pequena chávena não possa parecer enorme. Tão grande que cabe lá uma ideia e tudo o que os homens tentam fazer com ela. “Se nenhum de nós fizer nada, a revolução faz-se na mesma”, assegura Arnaldo Matos, fundador do PCTP/MRPP, um homem que gosta tanto de café como de o beber devagar. E que está convencido — Karl Marx pendurado na parede a tudo ver é sua testemunha — de que aquela chávena há de ficar vazia. “Se não se puser termo ao capitalismo, o capitalismo põe termo a si próprio.” 

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Greve dos Estivadores do Porto de Setúbal

Continua muito firme a greve de protesto dos estivadores precários do Porto de Setúbal às horas extraordinárias, que começou a 5 de Novembro e continuará até 1 de Janeiro de 2019.
1A paralisação abrange os trabalhadores portuários das empresas Operestiva, Sadoport e Navipor.
Os trabalhadores, todos estivadores precários, exigem a celebração de um contrato colectivo de trabalho a negociar com o SEAL (Sindicato dos Estivadores e Actividades Logísticas).

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 Posso Falar Convosco um Pouco de Tuíter?

A minha conta de tuíter abriu-se em Setembro de 2017, e tem pouco mais de um ano. Traz consigo no dia de hoje 3.351 seguidores directos.

Ontem, segunda-feira, dia 12 de Novembro, teve 37.186 visualizações, e um só tuíter foi visto 13 390 vezes no domingo passado.

Estes números estatísticos estão a bater todos os recordes do tuíter em Portugal, e alguns dos tuítes tornaram-se tão virais que a nossa foto da Torre de Picoas circula com o meu nome.

Não tenho uma clara ideia do significado político destes números, nem sequer lhes dou muita importância. Mas sei que não são muito vistos pelos meus camaradas de Partido. E é isso que me faz pena.

Os tuítes são pequenas peças de agitação e de propaganda políticas, que permitem aos militantes do PCTP/MRPP manter uma informação permanente sobre a vida política nacional e internacional. Permite, além disso, reforçar a unidade do Partido sobre os temas políticos mais actuais e fornece uma enorme quantidade de temas que armam a classe operária para a difusão de opiniões que caracterizam os seus pontos de vista de classe.

E, além disso, permitem-me trocar ideias com os nossos camaradas, pois respondo a todos quantos desejem conhecer as minhas ideias ou as ideias do Partido sobre os temas mais importantes.

É aliás pensando nos meus camaradas e nos operários e operárias que escrevo os meus tuítes.

Gostaria que lessem e apresentassem as vossas críticas ou discordâncias.

Vou continuar a servir-vos! 

13NOV18                                                                             Arnaldo Matos

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Candidatura do Distrito de Beja

 

Sob a direcção do camarada Joaquim Covas, natural de Pias, e secretário do Comité Distrital de Beja do nosso Partido, começou neste fim-de-semana uma viagem dos camaradas do Baixo Alentejo pelos catorze concelhos do distrito, do Alvito a Almodôvar e de Odemira a Barrancos, com vista à constituição da lista de candidatos do PCTP/MRPP às eleições para a Assembleia da República, no sufrágio de Outubro do próximo ano de 2019.

Ficou constituída a lista de candidatos do Partido pelo distrito de Beja, com cerca de um ano de antecedência.

mapa

Sob a égide do nosso querido camarada João Preguiça, grande dirigente do Comité Central do PCTP/MRPP e saudoso herói do povo alentejano, os militantes do distrito de Beja uniram as suas forças e fizeram um excelente trabalho de propaganda, agitação e organização, recolocando alguns cartazes alusivos à semana das 35 horas de trabalho, que alcançaram um grande sucesso junto das massas operárias e camponesas.

Os camaradas do Baixo Alentejo estão agora animados da tarefa de estabelecer contactos regulares com os camaradas, amigos e simpatizantes do Distrito de Beja para, dentro de um mês, levarem a efeito na cidade capital do distrito uma grande reunião política, de lançamento da campanha eleitoral.

Beja juntou-se à Região Autónoma da Madeira, como vanguarda da tarefa de eleger no sufrágio eleitoral de Outubro de 2019 uma voz comunista na Assembleia da República.

05NOV18

CP/AM

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Candidaturas da Região Autónoma da Madeira

 

No próximo ano de 2019, com datas ainda não designadas, ocorrerão três sufrágios eleitorais na Região Autónoma da Madeira a que o nosso Partido concorrerá: assembleia da República, assembleia Regional e parlamento europeu.

1

A lista para a assembleia da República compor-se-á de onze candidatos, (seis efectivos e cinco suplentes); a lista para a assembleia regional, noventa e quatro candidatos (47 efectivos e 47 suplentes); e para o parlamento europeu, 1 candidato.

Todas as listas dos nossos candidatos para os sufrágios regionais estão já completas: 108 candidatos efectivos e suplentes. Mas continuamos a recolher candidaturas de mais voluntários, para múltiplas e diferentes tarefas.

Publicam se duas fotografias do trabalho de uma brigada na Zona Industrial da Ribeira dos Socorridos.

01NOV18

CG/AM

2 

Veja ou reveja o Programa Governo Sombra com Arnaldo Matos

(Clique na imagem para poder aceder ao vídeo)


Arnaldo Matos com os Operários e as Operárias da Autoeuropa em Palmela

Sob a direcção do camarada Arnaldo Matos, fundador do Partido, uma brigada de agitação e propaganda, constituída pelos camaradas Fernando Firmino, secretário do Comité Regional de Setúbal, Helena, Maria Paula, Cidália, Paisana, Carlos Alves e Vila Boa, esteve ontem, entre as 14H30 e as 16H00, a distribuir o comunicado “ Atenção Operários Portugueses: O Imperialismo Nazi Alemão Está em Palmela” e a conviver com os mais de três mil operários que entravam para o turno da tarde ou saiam do turno da manhã na fábrica da Volkswagen, onde está a ser produzido o novo modelo T.Roc.

Foram distribuídos mão a mão mais de três mil comunicados, assinados por Espártaco, apoiando a justa luta dos operários e operárias da fábrica da Volkswagen Autoeuropa.

Manifestámos junto dos trabalhadores o nosso regozijo por terem rejeitado os dois pré--acordos com os quais autoproclamadas Comissões de Trabalhadores estiveram perto de enforcar importantes direitos dos operários e operárias, como seja o direito de não trabalhar aos sábados.

É extremamente jovem, mal ultrapassando os trinta anos de média de idade, a massa proletária da Autoeuropa, em Palmela. Mas são homens e mulheres combativos, corajosos e destemidos, que não se deixam nem se deixarão enganar.

E até sacudiram com um humor demolidor a administração da fábrica, farta de fazer planos que vão por água abaixo, como sucedeu com a quebra da paragem da fábrica nesta sexta-feira, por falta de peças para o T. Roc…

A brigada do Partido foi muito bem acolhida pelos operários e pelas operárias da Autoeuropa!

Viva a justa luta dos operários e das operárias da Volkswagen!

Os nossos leitores podem ver à margem um vídeo do trabalho da brigada do PCTP/MRPP dirigida pelo camarada Arnaldo Matos em Palmela.


14Dez17

A Redacção

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Comentário do camarada Gil (17.12.17, 18H00)

 

Excelente atitude por parte do camarada Arnaldo Matos e do nosso Partido!

Viva o PCTP/MRPP! ( Arnaldo Matos com os Operários e Operárias da Autoeuropa, em Palmela.).



 

Autoeuropa: Operários em Luta

Não Trabalhar ao Sábado!

Uma brigada de oito camaradas (Paisana, Maria Paula, Helena, Leonel, Carlos Gomes, Vila Boa e Reis – sob a direcção do camarada Fernando Firmino, secretário do Comité Regional de Setúbal do Partido, esteve anteontem entusiasticamente empenhada numa acção de propaganda e agitação do PCTP/MRPP junto dos operários da multinacional alemã Volkswagen Autoeuropa, em Palmela onde distribuíram, à saída do primeiro turno e à entrada do segundo turno, o comunicado Aos Operários da Autoeuropa, comunicado em que, para além de declarar o apoio incondicional à sua justa luta contra o trabalho aos sábados, o Partido conclamava os operários a aplicar a semana das 35 horas (sete horas por dia, cinco dias por semana, descanso semanal aos sábados e domingos e 25 dias úteis de férias por ano).

Os camaradas e a propaganda do Partido foram muito bem acolhidos, tendo havido oportunidade para debater com vários operários e operárias a necessidade de prosseguir a luta contra a tentativa dos imperialistas alemães, por duas vezes repudiada, de os obrigar a trabalhar ao sábado, e ainda por cima provocatoriamente pagos como dias normais de trabalho.

Os membros da brigada exortaram ainda os operários e operárias a contraporem às manobras da administração e dos seus lacaios a bandeira das trinta e cinco horas e a nunca ceder à chantagem das ameaças da deslocalização da empresa ou do despedimento, substituindo a actual Comissão de Trabalhadores e elegendo uma outra que seja o verdadeiro órgão de luta e não um permanente traficante de interesses dos operários, esmagadoramente expressos em dois referendos dos trabalhadores.

Ver pequeno vídeo do trabalho da brigada.

13Dez17                                                                                                  

A Redacção

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Comentário do camarada Luis Júdice  - Autoeuropa: Operários em Luta Não Trabalhar ao Sábado! (19-12-2017 22:24)

A luta que os operários e trabalhadores estão a travar contra as decisões arbitrárias e fascistas da administração da AUTOEUROPA, tem-se revelado a pedra de toque que distingue toda a sorte de oportunistas, liquidacionistas e transfugas, daqueles que verdadeiramente se empenham na luta e na solidariedade operária.

Muitos desses oportunistas e traidores vêm com a máxima "...e depois não se queixem...", tentar atemorizar e desmobilizar a luta. Mas, em boa verdade, é caso para perguntar: Queixem-se do quê? De prosseguir na condição de escravo?

A história revela que sem luta os operários e os trabalhadores em geral não teriam, como hoje tem, direitos garantidos como o subsídio de férias e de natal, o gozo de férias, a contratação colectiva, o direito à reforma, à saúde e à educação, etc.

Foi somente pela luta denodada, muitas vezes dura, sempre prolongada, que os operários e os trabalhadores em todo o mundo obtiveram estas conquistas.

E é uma VERGONHA que sejam muitos dos que delas beneficiam - e que nenhum contributo para essas lutas deram - que agora venham "exigir" que...não se lute! Vão badamerda!!!

 



 

Programa Televisivo Governo Sombra

O camarada Arnaldo Matos, fundador do PCTP/MRPP, foi convidado - e aceitou -participar no programa Governo Sombra da TVI24 e da TSF, que irá para o ar, simultaneamente, naquelas duas estações emissoras, no dia 30 de Dezembro de 2017, às 24H00.

O programa é dirigido por Carlos Marques e tem a participação de Pedro Mexia, João Miguel Tavares, Ricardo Araújo Pereira e do camarada Arnaldo Matos.

O programa será gravado no próximo sábado, dia 16 de Dezembro, às 21H30, na estação da TVI em Carnaxide.

O programa fará um balanço dos principais temas políticos respeitantes ao ano de 2017.

14Dez17

A Redacção

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CENTENÁRIO DA REVOLUÇÃO
DE OUTUBRO

Última Sessão do Ciclo de Cinema
e Debate

Sábado, 2 de Dezembro de 2017

Camaradas,
A finalizar o ciclo de iniciativas que o Partido tem estado a levar a cabo no âmbito das comemorações do Centenário da Revolução de Outubro, terá lugar no próximo Sábado, dia 2 de Dezembro, às 17H00, na sede da Av. do Brasil, a projecção do excepcional e vibrante filme de Eisenstein O Couraçado Potemkin, seguida de um debate com o camarada Arnaldo Matos sobre as Repercussões da Revolução Russa de 7 de Novembro de 1917 no Mundo.
Depois das anteriores intervenções do camarada Arnaldo Matos sobre as principais questões políticas e teóricas suscitadas por aquela revolução – a verdadeira natureza de classe da Grande Revolução de Outubro, a questão agrária, a natureza da ditadura do proletariado, a natureza das nacionalizações e o capitalismo monopolista de Estado, entre outras - contamos de novo com a sua presença para encerrar este ciclo de debates.
A sua intervenção nesta sessão final do ciclo, acompanhada de outros camaradas e interessados no estudo e agitação política do marxismo, é de toda a importância para se fortalecer a unidade em torno da construção de um partido marxista operário e para podermos prosseguir com redobrado ânimo no cumprimento das tarefas para alcançar esse objectivo.
Compareçam, participem e tragam mais amigos convosco!
Obrigado pelo vosso apoio!

A Célula Martins Soares


O ciclo de cinema e de debates sobre a Revolução de Outubro, realizado na sede do Partido, na Avenida do Brasil, em Lisboa, tem tido uma crescente e entusiástica participação de militantes, simpatizantes e amigos, alguns dos quais têm vindo de bastante longe, desde o Ribatejo a Aveiro, e de Viseu a Faro, entre outras localidades igualmente distantes, para participarem nessa jornada de luta.
O filme O Couraçado Potemkin (1925), do genial realizador russo Eisenstein, constitui uma das películas mais influentes e estudadas do século XX – Chaplin considerou-o o melhor filme de todos os tempos – e descreve a revolta, em Junho de 1905, dos corajosos marinheiros russos a bordo do Navio-Almirante da Esquadra Russa do Mar Negro, um dos episódios que marcou o período revolucionário iniciado naquele ano e que prenunciaria a vitoriosa Revolução de Outubro, doze anos mais tarde.
É nesta obra-prima do cinema que figura a cena antológica do brutal e impiedoso massacre na escadaria do porto de Odessa, onde centenas de pessoas do povo se manifestavam em apoio da luta dos seus filhos marinheiros a bordo do couraçado Potemkin.
Refira-se que esta heróica insurreição e sequestro do Navio-Almirante pelos marinheiros da Esquadra ocorreu na Rússia imperial, cerca de seis meses após um outro massacre de centenas de operários e camponeses, metralhados pela tropa czarista quando, em Petrogrado, no dia 9 de Janeiro de 1905 – que ficou conhecido como o Domingo Sangrento -, se dirigiam à Praça do Palácio de Inverno para entregar ao czar uma petição pela jornada das 8 horas de trabalho e reformas democráticas.
Estimamos de novo contar com a vossa presença no próximo sábado, dia 2 de Dezembro, às 17H00, na sede do PCTP/MRPP, na Av. do Brasil, 200 A (Pote D’Água), em Lisboa.
Após um intervalo para café, realizar-se-á com o camarada Arnaldo Matos um debate sobre as repercussões que a Revolução de Outubro teve no mundo, Revolução que ainda hoje marca a discussão sobre a verdadeira natureza desse acontecimento histórico à luz do marxismo, e dos ensinamentos que da sua derrota os proletários e os comunistas de todo o mundo retiram para a libertação da humanidade da escravidão assalariada e para a implantação do modo de produção comunista, mediante o derrubamento revolucionário do imperialismo.
O ciclo da projecção dos filmes de Eisenstein e dos debates com o camarada Arnaldo Matos terminará no próximo sábado, 2 de Dezembro. Gostaríamos de vir a conseguir obter a maior participação de sempre na nossa última sessão. Contamos com o vosso apoio e entusiasmo para alcançar esse objectivo.
O trabalho da célula Martins Soares, dirigida pelo camarada João Camacho, que foi quem teve a ideia da organização do evento, merece que todos contribuam com entusiasmo e alegria para o sucesso desta última sessão político-cultural, dedicada à Revolução de Outubro.
Esperamos pela vossa presença! Todos serão bem-vindos (as)!

 Redação do Luta Popular Online

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CARTAZES DO PARTIDO

Oferecemos aos nossos leitores mais um dos inegualáveis cartazes saídos da escola do Partido e da oficina do camarada Seixas, destinado a celebrar a Revolução de Outubro a indicar o programa das celebrações, cartaz que começou a ser afixado ontem à noite, em Lisboa.



Bandidos!

Sem qualquer vergonha pela subserviência e abuso e nenhum respeito por quem trabalha o punhado de canalhas com caras de anjo julga que governar é mero jogo de pôr e dispor do pessoal operário, braçal, técnico e científico- é assim que nos identificam fora das campanhas da caça ao voto-sob a ordem dos venerandos chefes da “Europa” e dos vorazes chefetes locais, que bajulam.

Para o enfeitado bando, os trabalhadores da SINAGA não só devem ordeiramente cumprir a grosseira decisão tomada como ainda agradecer a generosa oferta de emprego que por transferência lhes oferecem no matadouro a trabalharem sem mais encargos para além do acenado “ subsídio de risco”), nos serviços agrários (onde à maneira de armazém arrumam cada vez mais gente a que obrigam a fazer o que não lhes compete ou a fazer de conta que fazem alguma coisa), parques florestais, SERCLA, laboratório vegetal, etc.!

O Comité do PCTP/MRPP na Ilha de São Miguel e os trabalhadores da SINAGA não só manifestam publicamente a sua indignação como não aceitam o que, com servilismo e arrogância, quer o governo impor!

Aliás, não são só os trabalhadores da SINAGA e o PCTP/MRPP que se insurgem, também pessoas e partidos adeptos do corrupto parlamentarismo burguês expressaram já o seu desagrado pela inexplicada recusa do secretário regional em facultar elementos que pudessem permitir uma avaliação da actuação do governo regional desde a compra do capital da SINAGA, em 2010, até à actual situação e às perspectivas de futuro.

O Comité do PCTP/MRPP e os trabalhadores da SIMAGA não aceitam as decisões tomadas e exigem do governo imediata detalhada prestação pública de contas pelos sete anos de administração da SINAGA.

Exigem a anulação do, de longa data, congeminado para a SINAGA assim como a imediata rectificação do ilegal comportamento de fazer e permitir fazerem-se ameaças aos trabalhadores que têm querido organizar-se na fábrica, constituir uma Comissão de Trabalhadores, requerer informações, estudar e conceber soluções, defender planos ou contestá-los.

RECUSAMOS AS ABUSIVAS TRANSFERÊNCIAS DE SERVIÇO!

EXIGIMOS A ANULAÇÂO DAS DECISÕES DO GOVERNO E A IMEDIATA
DETALHADA PRESTA
ÇAO PÚBLICA DE CONTAS!

SÓ OS TRABALHADORES PODEM VENCER A CRISE – VIVA A SINAGA!

O Comité do PCTP/MRPP na Ilha de São Miguel

 


Ocupação de Prédio Camarário

Uma delegação da candidatura do PCTP/MRPP, dirigida pelo cabeça de lista à Câmara Municipal e pelo candidato à Assembleia Municipal, reuniu-se hoje com elementos da plataforma que ocupou o prédio nº 69 da Rua Marques da Silva, que liga a Rua da Penha de França à Av. Almirante Reis, na capital.

O prédio em questão está devoluto há bastante tempo e, contrariando o orçamento participativo proposto - e aprovado em Assembleia Municipal por maioria - por um grupo de moradores daquela zona, ia ser demolido para dar início às obras de terraplanagem para implantar mais um parque de estacionamento a ser concessionado à EMEL.

Uma ocupação que, segundo a plataforma que tomou esta iniciativa se destina a dar uma resposta - quer habitacional, que para uso associativo e cultural - que a CML não dá, visto que está refém de um modelo assente na especulação imobiliária e na corrupção e compadrio.

As traseiras do prédio têm acesso directo ao Jardim do Caracol que os habitantes da zona querem ver transformado num parque para os fregueses e onde estão implantadas várias árvores de fruto que, segundo a legislação vigente é proibido arrancar, para além de outra vegetação, incluindo plantas exóticas.

Acresce dizer que os elementos da plataforma em questão - a Assembleia de Ocupação de Lisboa - tomou a decisão de ocupar este prédio no passado dia 15 de Setembro, decisão que veio a ser aprovada numa Assembleia onde 150 participantes votaram por unanimidade essa decisão.

A Polícia Municipal já lhes fez uma visita mas, como estamos em período eleitoral, limitaram-se a constatar a ocupação sem terem feito qualquer ultimato no sentido de a contrariar.

22Set17

Luís Judíce



Um Fascista Candidato do PSD/CDS à Câmara de Loures

(Do correspondente do Partido na Câmara de Loures) Nestes últimos dias, temos sido presenteados com declarações de André Ventura, candidato nazi á Câmara de Loures pelo PSD/CDS, referindo-se à etnia cigana como "grupos que, em termos de composição de rendimento, vivem exclusivamente de subsídios do Estado", e que "há minorias que se acham acima da lei. Temos tido excessiva tolerância", além de outras considerações que ofendem os habitantes do Concelho de Loures, onde uma grande parte da população é de cidadãos pobres que vivem em Loures com a dignidade que a venda da sua força de trabalho lhes permite.

Este energúmeno, candidato do PSD/CDS, ao ter ofendido os cidadãos das várias etnias moradoras no concelho, desconhece o Concelho e a sua história, de certeza que nunca habitou uma casa num bairro social e nunca pensou por que e como as pessoas mais pobres são obrigadas a viver nestes bairros. Na sua grande maioria, são trabalhadores e imigrantes, explorados por este regime capitalista que sempre os considerou como cidadãos de terceira, com salários que não lhes permitiam ter uma habitação digna para viver com as suas famílias. Antes e após o 25 de Abril, eram obrigados a viver em "barracas" nos arredores da Cidade de Lisboa, em condições humilhantes e degradantes, sem que o regime se importasse de resolver o problema da habitação dos trabalhadores explorados pelo patronato fiel ao regime fascista de Salazar e de Marcelo Caetano.

Após o 25 de Abril, o então MRPP desenvolveu uma luta sem quartel pela ocupação de casas abandonadas, em conjunto com os trabalhadores habitantes de barracas, através da palavra de ordem "Casas Sim, Barracas Não!", que levou ao desaparecimento de inúmeros bairros de barracas em Lisboa e arredores. Esta luta dos trabalhadores e do MRPP, obrigou o regime saído do 25 de Abril a construir os chamados bairros sociais.

Hoje, passados mais de 40 anos sobre o 25 de Abril, assistimos ao reaparecimento da exploração e da miséria por responsabilidade dos partidos PSD/PS/CDS/PCP/CDU/BE – pois são eles que têm executado as politicas que empobreceram os trabalhadores e com isso levaram à degradação da sua qualidade de vida e à degradação dos bairros sociais, desleixados pelos senhorios, as Câmaras Municipais. Este parasita, André Ventura, Candidato nazi do PSD/CDS, é o instrumento provocador que tenta culpar os mais pobres dos pobres, de serem os responsáveis da situação em que se encontram e que por isso devem ser criminalizados pela sua condição de pobreza.

Os restantes partidos não saem limpos desta situação das comunidades de trabalhadores que habitam em Loures, pois todos eles estão de acordo em continuar a situação degradante destas comunidades.

A candidata do PS (Sónia Paixão) á Câmara de Loures, que era vereadora com o pelouro dos assuntos sociais, esquece-se que foi no seu mandato que na Quinta da Fonte, na freguesia da Apelação, aconteceu o tiroteio entre comunidades, tendo na altura sido defendidas pelo partido Socialista as mesmas opiniões racistas, idênticas às do agora candidato nazi do PSD/CDS.

Também o PCP/CDU, com o apoio do PS/PSD/CDS/BE, apoiaram a cedência de instalações (Campo de Concentração) para refugiados, a 50 metros da ETAR de São João da Talha, esquecendo que os refugiados das guerras imperialistas são seres humanos e merecem ser tratados como seres humanos, ou seja, com dignidade.

Somente o PCTP/MRPP votou contra esta vil decisão do executivo de Bernardino Soares e dos restantes partidos representados na Assembleia Municipal de Loures.

Todas as forças políticas representadas na Assembleia da República estão de acordo em continuar a humilhar, empobrecer e degradar as condições de vida dos trabalhadores do Concelho de Loures e de Portugal.

Só através da luta, os trabalhadores podem alterar as suas miseráveis condições de vida, criadas pelos executivos e lacaios como André Ventura, aliados dos grandes capitalistas exploradores e corruptos.

No próximo dia 1 de Outubro, nas eleições autárquicas, temos oportunidade de dar uma resposta a estes lacaios do capitalismo corrupto e explorador, através do voto nos que defendam os interesses do povo trabalhador.



 

Festas de Loures:

Social-fascista Bernardino Soares foi buscar lã e saiu tosquiado!

A sabedoria popular produziu um ditado com uma recorrência em que toda a sorte de oportunistas costuma cair sem apelo nem agravo. Pensando que vão buscar lã ao incauto, acabam normalmente por sair tosquiados.

E foi o que aconteceu ao social-fascista Bernardino Soares, o ainda presidente da Câmara Municipal de Loures, onde se alcandorou ao poder à custa de uma coligação com o PSD, no tempo em que este partido de direita, coligado com a extrema-direita do CDS/PP, tutelado pelo palermóide de Boliqueime impunha um terrorismo social, político e económico sem precedentes sobre a classe operária e o povo português.

Aproveitando-se das Festas de Loures, que assinalam os 131 anos do Concelho, convidou todos os Partidos com assento na Assembleia Municipal de Loures a ocupar um stand ou pavilhão num dos pontos em que decorreram as Festas de Loures, entre os dias 21 e 26 de Julho. Porém, quando a esmola é muita, o pobre desconfia!

Acontece que o ponto escolhido para tão magnânimo gesto e para implantar os supracitados stands/pavilhões foi o Jardim Major Rosa Bastos, onde mandou instalar um palco destinado “...a diferentes expressões musicais...”, tão acarinhadas pela população que, para além dos excelentes músicos que aí actuaram, podíamos contar pelos dedos das duas mãos o número de pessoas a assistir aos ditos.

A anunciada Feira Saloia e a participação de comerciantes locais foram uma autêntica miragem! Resultado, a ausência de massas no recinto traduziu-se num completo ofuscar da acção política e da apresentação e discussão programática para qualquer das forças políticas em presença, incluindo a própria CDU.

Entretanto, pouco preocupado com o isolamento dos seus comparsas no stand da CDU, o social fascista Bernardino Soares, acompanhado da sua vereadora preferida – igualmente eleita por aquela força partidária – pavoneavam-se entre as massas, procurando capitalizar a seu favor o facto de serem os únicos representantes políticos presentes nos locais onde afluíam em massa os lourenses, isto é, no mercado popular, noutros palcos existentes ao longo da Avenida principal de Loures e no Pavilhão Paz e Amizade onde ocorreram os concertos de Ana Moura e de Tito Paris, acompanhado de Dany Silva e Filipa Pais.

Logo que nos apercebemos do logro e da armadilha que os social-fascistas, com o beneplácito dos seus aliados do PSD, nos haviam montado, organizámos uma brigada que distribuiu pelos locais onde se encontravam as massas, quer a tarjeta com o Programa Autárquico 2017 do PCTP/MRPP para Loures, quer outros comunicados de grande relevância política como aquele em que denunciamos a natureza fascista do candidato do PSD às eleições para a Câmara Municipal de Loures, o fascista, xenófobo e racista André Ventura.

O acolhimento por parte dos lourenses às posições defendidas pelo nosso partido foi tal que vários foram os elementos das massas que a nossa brigada contactou que se dispuseram a integrar a nossa lista de candidatos, quer à Câmara Municipal, quer à Assembleia Municipal, quer, ainda, a freguesias do Concelho de Loures.

Esta manobra por parte do social-fascista Bernardino Soares é bem demonstrativa do seu desespero e do das suas hostes. Ele sabe que tem os dias contados à frente do executivo camarário de Loures. Os lourenses saberão certamente dar-lhe a devida resposta aos recorrentes ataques aos trabalhadores, aos moradores, aos pobres do Concelho. Os lourenses nunca lhe perdoarão ter-se vendido pelos trinta dinheiros da traição aos interesses do grande capital, traição consagrada na coligação CDU/PCP/PSD.

Saberão dar resposta às constantes provocações e atropelos à liberdade de expressão e à dignidade, assim como saberão dar a resposta adequada à perseguição, chantagem e terror que exerceu durante os seus mandatos sobre os trabalhadores camarários e não só.

Foste buscar lã e saíste tosquiado, oh! Bernardino Soares!

24Jul2017

Luís Júdice

 


 

PARQUE DE SAÚDE DE LISBOA:

AINDA TEMOS QUE PAGAR

PARA TRABALHAR GRATUITAMENTE

(Do nosso correspondente) Aproveitando a necessidade de regulamentar o acesso de veículos automóveis ao Parque de Saúde de Lisboa, vulgo Hospital Júlio de Matos, o senhor Ministro da Saúde não perdeu a oportunidade para, mais uma vez, roubar ainda mais os trabalhadores da saúde.

Entregando à SUCH a gestão do estacionamento, esta aproveitou para explorar os trabalhadores do parque de saúde e daí afastá-los, para poder transformar este Parque num enorme estacionamento automóvel privado, para a zona de Alvalade. A administração da SUCH quer resolver o seu passivo de mais de 40 milhões de Euros, resultado de sucessivas gestões puramente danosas, à custa dos trabalhadores do Parque de Saúde.

Estes trabalhadores, que regularmente dão gratuitamente inúmeras horas do seu trabalho às instituições onde trabalham, agora, além de trabalharem de borla, ainda vão ter que pagar para oferecer o seu trabalho. Por outro lado, os utentes que se dirigem ao Hospital Júlio de Matos, ao Centro de Saúde de Alvalade, ao Centro de Alcoologia, ao Cento das Taipas, à Clinica da Juventude e outros vão ter que pagar elevados valores de estacionamento.

Trabalhadores e utentes têm que constituir uma Comissão de Luta que se oponha a este roubo à mão armada. Mais uma vez, os sucessivos governos querem resolver os problemas dos buracos orçamentais à custa de quem trabalha e de quem produz, buracos estes criados pelos seu amigos e boys do aparelho partidário, um bando de incompetentes e ladrões que eles nomearam e permitiram que destruissem as empresas do setor público.

O PCTP/MRPP, apela a que todos os trabalhadores se organizem em torno dessa Comissão de Luta e, enquanto o problema não estiver resolvido, se recusem a dar às suas instituições um único minuto do seu trabalho, cumprindo rigogosamente o seu horário de saída, doa a quem doer, não se deixando iludir por falinhas mansas e apelos ao sentido do dever.

RECUSEMO-NOS A PAGAR PARA TRABALHAR!

VIVA A JUSTA LUTA DOS TRABALHADORES E UTENTES DO PARQUE DE SAÚDE DE LISBOA!



Acidentes de Trabalho Mortais

Arnaldo Matos

Nos primeiros seis meses deste ano de 2017, a Autoridade para as Condições do Trabalho registou um total de 54 mortos em acidentes de trabalho, o que dá uma média de nove acidentes de trabalho mortais por mês.

O número de mortos em acidentes de trabalho é superior ao número verificado no primeiro semestre de 2014, que foi de 48 mortos, mas inferior ao do primeiro semestre de 2015 (75) e ao primeiro de 2016 (74).

Na primeira metade do ano em curso, o número de acidentes de trabalho graves foi de 129, de 214 nos primeiros seis meses de 2014, de 312 nos primeiros seis meses de 2015, e de 225 na primeira metade de 2016.

Entre mortos e acidentes graves, o meio ano de 2017 já transcorrido saldou-se por 259 trabalhadores inutilizados por acidentes de trabalho em todo o país.

Os distritos onde este ano ocorreu até agora maior número de acidentes de trabalho mortais foram o Porto (11) Braga (8) e Vila Real (8).

Os acidentes mortais no primeiro semestre deste ano vitimaram 47 homens e sete mulheres, e ocorreram predominantemente em grandes fábricas e empresas.

Os processos instaurados pela Autoridade para as Condições do Trabalho revelaram muitas insuficiências, nomeadamente quanto ao tipo de contrato de trabalho em causa, sobre a situação de emprego do trabalhador e o tipo do local de trabalho.

É inadmissível o número de acidentes mortais e graves registados em Portugal e inaceitável a falta de eficácia da Autoridade para as Condições do Trabalho na respectiva fiscalização.

Num país como o nosso, onde a produção industrial é ainda escassa, é inadmissível a quantidade de operários e operárias que perdem a vida a trabalhar em locais infectos, com contratos a termo e sem a devida fiscalização da segurança.

As operárias e os operários portugueses devem denunciar a falta de condições de segurança no trabalho e exigir um reforço contínuo e crescente dessas condições no seu trabalho diário.

Lx. 07Jul17

 


 

Morreu um Homem...

Morreu um Homem...

Acabei de ter conhecimento desta notícia, muito triste, para quem o sempre admirou, JOÃO PREGUIÇA morreu depois de prolongada doença.

Militante comunista, militando no PCTP/MRPP, homem de causas, homem valente, alentejano de quatro costados, homem generoso, homem de princípios inabaláveis, nunca vergou, ousou sempre, lutando até ao seu último suspiro.

Choro de dor, mas choro de raiva por não o poder vê-lo mais uma vez. Sei que ele nunca largou a sua bandeira, a nossa. Jamais! E como diz um poema recente sobre o meu camarada: "Os calos do tempo não o magoam,/As tempestades não lhe metem medo,/Amanhã é outro dia"...sim amanhã será outro dia, infelizmente sem a tua presença, a tua energia, a tua fala, sem a tua garra...antes quebrar que torcer. Sim amanhã é outro dia. Serás sempre lembrado pelos que lutaram ombro a ombro contigo, ousando lutar, ousando vencer.

01JUN17

Rui Mateus



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# João Camacho - 29.03.2017
Lindo!

Com Arnaldo Matos a linha gráfica comunista também ressuscitou.

 


 

Carta ao Camarada Rui Mateus

Arnaldo Matos

Caro Camarada,

Agradeço a tua carta da passada quarta-feira, dia 5 de Abril, imediatamente publicada no Luta Popular Online, onde comentas, com a perspicácia e inteligência que te são peculiares, a situação política actual do nosso Partido e o meu artigo sobre o auto-anunciado fim do sítio provocatório “As Mentiras do Arnaldo”, produzido na Web pelo grupelho antipartido, antimarxista e anticomunista primário de Garcia Pereira e seus sabujos.

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Provocação contra o Partido e a memória de Martins Soares

Caro Camarada Arnaldo Matos

Um miserável provocador social-fascista, que dá pelo nome de Miguel Carvalho, deu à estampa um livro com o título “Quando Portugal Ardeu”, supostamente para relatar os meandros da acção dos grupelhos da extrema-direita fascista, o ELP e o MDLP, no período imediatamente a seguir ao 25 de Abril de 1974 e durante o chamado “Verão Quente” de 1975!

O provocador de serviço, numa clara demonstração de ao serviço de quem está, e na ânsia de colar o então MRPP ao ELP, “esqueceu-se” de confirmar junto das “fontes” alguns dados que apresenta como “factos”. Assim, numa miserável provocação ao nosso Partido e à memória de um dos seus mais aguerridos militantes, faz uma referência à participação de Martins Soares numa reunião em Paris, reunião na qual teria sido tomada a decisão de fundar o ELP.

A referida reunião, que ocorreu em Setembro de 1974, em Paris, nunca poderia ter contado com a presença de Martins Soares, desde logo porque este havia falecido – em circunstâncias trágicas – em Junho desse ano e porque a consigna do MRPP foi sempre a de “Morte ao fascismo e ao social-fascismo!”

Viva o Partido!

Saudações

12Abr17

Luis Júdice

 


 

Nota ao Partido: Directiva Geral

Todos os camaradas que estão a romper publicamente, num movimento revolucionário que é cada vez mais amplo, com o grupelho anti-partido de Garcia Pereira e capangas, devem ter acesso irrestrito às sedes e organizações do nosso Partido, a partir de hoje, dia 06 de Abril, às 09H00, e sempre que o pretenderem para o seu trabalho político partidário.

06Abr17

Espártaco

 

I - Comentário de Carlos Correia

Camarada Arnaldo Matos,

Quero desde já esclarecer que nunca consegui dedicar a minha vida ao Partido.

Contudo, tentei ajudar o Partido dedicando parte do meu dia.

Verifiquei no tempo que estive no Partido, que não existiam comunistas como o camarada defende.

Não sendo conhecedor do marxismo, nem do leninismo, contudo tenho uma opinião. Nunca tive a coragem de a manifestar pessoalmente.

O Partido não tinha militantes jovens. Enquanto não os tiver, mesmo que o camarada indique o rumo certo, com o qual eu estou de acordo, o Partido não exercerá influência na classe operária.

Um outro problema que eu vejo, é de não haver mais ninguém capaz de aplicar o marxismo à realidade actual sem ser o camarada.

Será que com muito estudo, como o camarada defende e pratica, se conseguirá formar comunistas com a mesma capacidade de compreender e aplicar o marxismo?

Para mim, só a transformação das actuais forças produtivas em meios de produção revolucionários, poderá refundar o Partido.

Só os verdadeiros comunistas poderão destruir a exploração do homem pelo homem.

05Abr17

Carlos Correia”

 

II - Comentário de Rogério de Marvila

“Estimado camarada Arnaldo Matos

Antes de mais um abraço fraterno a todos os camaradas, em particular ao Fundador do nosso Partido, o camarada Arnaldo Matos.

Quando me postei nas primeiras fileiras do combate à canalha liquidacionista encabeçada pelos cornúpetos garcia, bulhão, luís franco e laires, fi-lo convicto da justeza da linha revolucionária, marxista e proletária desde sempre defendida e liderada pelo camarada Arnaldo Matos.

Então e hoje, como no futuro, defendi e defenderei a linha revolucionária, marxista e comunista para o nosso Partido.

Esgrimi contra "amigos", camaradas e entediados, "comunistas" de facebook e redes sociais. Tentei uma e outra vez alistá-los la batalha contra os anti-comunistas que queriam liquidar o nosso Partido.

Que ninguém tenha dúvidas sobre a derrota desses canalhas às mãos dos operários e trabalhadores portugueses.

Mas que não há que baixar os braços e dar a luta por terminada também é para mim uma certeza.

Como diz e bem o camarada Arnaldo Matos, é altura agora e mais uma vez, de os "iludidos", se são verdadeiros comunistas e querem a vitória de um partido proletário marxista comunista, o PCTP/MRPP, cerrarem fileiras em torno da linha vermelha do Partido.

Proletários de todos os Países. Uni-vos!

Morte aos Traidores do grupelho anti-partido de Garcia Pereira e associados!

Viva o Partido !!

05Abr17

Rogério de Marvila”

 

Estamos à tua Espera

Mandei publicar o magnífico texto hoje recebido de um dos nossos bons camaradas, o Luis Júdice. Fazes-me muita falta, e mais falta fazes ao teu Partido de sempre. Bem-vindo à guerra! Traz os teus amigos também!

06Abr17

Arnaldo Matos

“Caro Camarada Arnaldo Matos,

Levaram mais de 30 anos a minar o Partido Comunista Operário, o PCTP/MRPP. Três décadas a liquidar o partido que só um acto de grande coragem e visão, de ruptura revolucionária, comunista, marxista, levado a cabo pelo fundador do Partido – o camarada Arnaldo Matos –, começou a criar as condições para lhe pôr um fim!

Àqueles que julgavam que a maré engoliria a costa, aí está a prova de que a mentira tem perna curta e a arrogância cai fragorosamente quando lhes fazemos frente e erguemos uma muralha de unidade, de trabalho e de acção revolucionária para conter e esmagar os inimigos do Partido, do Comunismo e do Marxismo.

Sem programa, sem linha de acção que não a mais imbecil calúnia, a linha liquidacionista deixou cair a máscara com este anúncio de “fecho para obras”. Mas, não nos podemos deixar iludir! Apesar de não pretenderem fazer obra, estão a colocar-se a jeito para se colocarem ao serviço de quem melhores sinecuras e tachos lhes proporcionar para atacar e vilipendiar os comunistas e o seu incontestável líder – o camarada Arnaldo Matos!

O trabalho, a dedicação revolucionária, estão a fazer – neste lapso de tempo que medeia a expulsão da camarilha liquidacionista e a actualidade – o que três décadas de liquidacionismo, de oportunismo, de anti-marxismo e de anti-comunismo não lograram!

Alicerçar na luta e na acção revolucionárias um verdadeiro Partido Comunista Operário, a verdadeira vanguarda da classe operária, que a conduzirá- e aos seus aliados – à vitória da Revolução!

Proletários de todos os Países. Uni-vos!

Morte aos Traidores do grupelho anti-partido de Garcia Pereira e associados!

05Abr17

Luís Júdice”

 

Bem-Vindo, camarada Rui Mateus!

É com muito afecto e elevada consideração que mando publicar a carta que se segue, do camarada, Rui Mateus. Sempre me fizeste muita falta!

06Abr17

Arnaldo Matos

 

“Camarada Paulo,

Como não tenho o email do camarada Arnaldo Matos, venho por este meio afirmar a minha concordância com o texto último do camarada sobre o fim deste miserável site desta comprovadamente camarilha anti-partido.

Escrevo esta missiva porque o meu nome aparece como aqueles que se associaram a este grupelho anti-partido. Concordo, porque objectivamente desertando das fileiras do partido, antes mesmo destes acontecimentos clarificadores para o partido, mas mesmo assim aceitando não lutar dentro das fileiras do partido, contra o que estes elementos se propunham fazer contra o meu partido de sempre, pactuei com os ataques desbragados e cobardes desta camarilha. Mais uma vez tentei conciliar o que não é possível, denotando as minhas fraquezas ideológicas sobre o marxismo e assim não me apercebi do alcance das palavras do camarada Arnaldo Matos. O tempo demonstrou a justeza das denúncias certeiras e objectivas de que o rei ia nu. Mas uma coisa é certa, desde de sempre nunca aceitei denegrir o meu partido de sempre, e nas actuais circunstâncias, mesmo não militando no partido, tomei como justas e como minhas, as palavras defendidas pelo camarada no nosso jornal online, situação que me obrigou a estudar com mais afinco o marxismo.

O fim deste site, ele sim reles e mentiroso, cobarde, veio a público demonstrar o que eles sempre foram, um grupo anti-marxista, anti-partido, e que se manteve durante estes anos todos dentro do partido com a cumplicidade de muitos de nós, onde eu, Rui Mateus, me inclu-o. É tempo de dizer basta...

Morte aos traidores! Viva o Partido, viva o Comunismo!

Um abraço forte e solidário, meu camarada Arnaldo Matos.

05Abr17

Rui Mateus”

 

I - Comentário de: Carlos Correia

Camarada Arnaldo Matos,

Quero desde já esclarecer que nunca consegui dedicar a minha vida ao Partido.

Contudo, tentei ajudar o Partido dedicando parte do meu dia.

Verifiquei no tempo que estive no Partido, que não existiam comunistas como o camarada defende.

Não sendo conhecedor do marxismo, nem do leninismo, contudo tenho uma opinião. Nunca tive a coragem de a manifestar pessoalmente.

O Partido não tinha militantes jovens. Enquanto não os tiver, mesmo que o camarada indique o rumo certo, com o qual eu estou de acordo, o Partido não exercerá influência na classe operária.

Um outro problema que eu vejo, é de não haver mais ninguém capaz de aplicar o marxismo à realidade actual sem ser o camarada.

Será que com muito estudo, como o camarada defende e pratica, se conseguirá formar comunistas com a mesma capacidade de compreender e aplicar o marxismo?

Para mim, só a transformação das actuais forças produtivas em meios de produção revolucionários, poderá refundar o Partido.

Só os verdadeiros comunistas poderão destruir a exploração do homem pelo homem.

05Abr17

Carlos Correia

 

II - Comentário de: Rogério de Marvila

Estimado camarada Arnaldo Matos

Antes de mais um abraço fraterno a todos os camaradas, em particular ao Fundador do nosso Partido, o camarada Arnaldo Matos.

Quando me postei nas primeiras fileiras do combate à canalha liquidacionista encabeçada pelos cornúpetos Garcia, Bulhão, Luís franco e Laires, fi-lo convicto da justeza da linha revolucionária, marxista e proletária desde sempre defendida e liderada pelo camarada Arnaldo Matos.

Então e hoje, como no futuro, defendi e defenderei a linha revolucionária, marxista e comunista para o nosso Partido.

Esgrimi contra "amigos", camaradas e entediados, "comunistas" de facebook e redes sociais. Tentei uma e outra vez alistá-los la batalha contra os anti-comunistas que queriam liquidar o nosso Partido.

Que ninguém tenha dúvidas sobre a derrota desses canalhas às mãos dos operários e trabalhadores portugueses.

Mas que não há que baixar os braços e dar a luta por terminada também é para mim uma certeza.

Como diz e bem o camarada Arnaldo Matos, é altura agora e mais uma vez, de os "iludidos", se são verdadeiros comunistas e querem a vitória de um partido proletário marxista comunista, o PCTP/MRPP, cerrarem fileiras em torno da linha vermelha do Partido.

Proletários de todos os Países. Uni-vos!

Morte aos Traidores do grupelho anti-partido de Garcia Pereira e associados!

Viva o Partido!!

05Abr17

Rogério de Marvila

 


 

 


 

Diário dos Açores

Na sua edição da passada terça-feira, dia 7 de Fevereiro de 2017, o jornal Diário dos Açores, publicado em Ponta Delgada, sob a direcção do Dr. Paulo Hugo Viveiros, deu a conhecer aos seus leitores o comunicado pelo qual o Comité de São Miguel do PCTP/MRPP exige a dissolução imediata da Lotaçor, empresa pública destinada à venda do pescado em lota, visto que essa empresa se transformou num instrumento policial de opressão dos pescadores açorianos.

O jornal Diário dos Açores é um dos órgãos de comunicação social açoriana que tem tratado sem discriminação os temas ou posições políticas do nosso Partido, no seguimento da nova linha de comunicação em vigor nos órgãos dirigentes do nosso Partido naquela Região Autónoma.

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Este Miguel Marujo…

Este miguel marujo putativo nadador de águas turvas, vem a terreiro como um inocente observador de Chineses em tudo que é canto, deitar mão de velhas provocações contra o maior marxista dos nossos tempos, escondendo a sua verdadeira natureza de capacho do social fascista garcia pereira, a quem mais que provavelmente deve sinecuras no escritório deste, que é especialista não em direito de trabalho, mas em rede de exploração do mundo do trabalho, razão entre outras de traição á causa da classe operária, que muito justamente o PCTP/MRPP, na sua sempre história de higienização interna, correu para que ele fosse para os braços da corja exploradora que no fundo sempre serviu.

E para aqueles que pensam estar Arnaldo Matos isolado, percam daí as suas ilusões porque ele tem ao seu lado comunistas de têmpera, pescadores, operários intelectuais revolucionários tanto a nível nacional como internacional.

Morte aos traidores!

18.11.2016

Alberto Lopes

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A questão das quotas para um Partido Comunista Operário

O liquidacionismo caracteriza-se, essencialmente, por afastar o partido das massas, isolar e impedir o escrutínio das bases aos seus métodos de trabalho, de direcção e, sobretudo, ao seu programa de acção.

A esta linha revisionista, social-fascista e contra-revolucionária, não lhe interessa implementar uma das consignas marxistas-leninistas, a linha de massas, uma linha que se ancora precisamente na realidade da exploração a que são sujeitos operários, camponeses e trabalhadores e outros sectores do povo.

Prefere escudar-se num directório – o qual transforma na sua torre de marfim, julgando-a inexpugnável – que foi paulatinamente abandonando a Linha Geral Revolucionária do partido, propondo-se, e conseguindo, transformar a vanguarda comunista numa comissão eleitoral que se alimenta das subvenções e mordomias de um estado que explora até à medula a classe operária que arroga defender.

Afastado das massas e dos seus mais legítimos interesses e expectativas, a linha liquidacionista da dupla revisionista, social-fascista e contra-revolucionária Conceição/Garcia Pereira, não pretendendo que os operários escrutinassem os desvios que impuseram ao seu partido, optaram pelo princípio de que, se não os represento e se a classe operária não é chamada a subvencionar, através das suas quotas, o seu partido, então não lhes temos que prestar contas!

Lenine, na sua obra “O Que Fazer?”, afirmava de forma clara o princípio de que, sendo um partido comunista uma necessidade premente para que a classe operária e os seus aliados possam cumprir o seu porvir histórico de libertar toda a humanidade do jugo capitalista e imperialista, da exploração do homem pelo homem, cabe à classe operária assegurar o financiamento do seu partido.

Ao contrário deste princípio marxista-leninista, a reaccionária dupla Conceição/Garcia Pereira, preferia um partido assente num financiamento subvencionado por um Estado que mais não representa do que os interesses da classe que os operários e seus aliados pretendem derrubar e eliminar – a burguesia. É este princípio que justifica o descalabro financeiro a que fizeram chegar o partido, sem um Departamento de Finanças que pudesse, e devesse, ser escrutinado segundo o princípio do centralismo democrático.

Por isso, foram também abandonando o princípio revolucionário, promotor da unidade entre os operários, que é o da necessidade de se estabelecer quotas e assegurar o seu pagamento. As quotas – e o seu pagamento pontual -, não podem ser auto-fixadas por cada um dos militantes ou simpatizantes. O seu montante tem de ser discutido criteriosamente em cada célula e assentar no princípio de que são uma alavanca para elevar a consciência política e ideológica dos quadros e reforçar a unidade do partido.

Mas estes são princípios que sempre foram defendidos pela Linha Geral Revolucionária que aquela dupla de bandidos renegou. Isto mesmo podem os camaradas avaliar pela leitura, análise e discussão do Capítulo XI das Vinte Questões Na Edificação do Partido – A Questão das Finanças do Partido - que anexamos, não deixando de destacar o seguinte parágrafo:

Sem introduzir esse necessário saneamento político financeiro, sem rectificar os erros e desvios na fixação das quotas, no orçamento das receitas, na previsão das despesas, na recolha de fundos e na prestação de contas aos competentes organismos do partido, é toda a concepção do partido que está a ser aviltada e degradada, é o espírito de partido que está a ser rebaixado e é a unidade de vontade e de direcção que está a ser aniquilada”

 

VIVA O PARTIDO!

Luís Júdice

28.06.2016

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Secretas, Espiões e Traidores

Frederico Carvalhão Gil é um agente do Serviço de Informações de Segurança (SIS), preso no passado dia 21 de Maio em Roma, pouco depois de alegadamente ter entregado a um agente russo da nova-KGB – hoje designada de FSB – um sobrescrito com documentos classificados da Nato e de ter recebido, em troca, um sobrescrito com dez mil euros.

Com a extrema miséria austeritária que se vive em Portugal, dez mil euros é dinheiro mesmo para um espião…

Assim, um agente da nova-Pide portuguesa, agindo como espião ao serviço da Federação Russa, entregou a um agente da nova-KGB documentação secreta da Nato rapinada algures, contra o pagamento de uma verba de dez mil euros como salário da traição.

O polícia do SIS deve ter chegado sob prisão sábado ou domingo a Lisboa, para ser entregue à justiça portuguesa. O espião russo, que tem o nome de Sergey Nicolaevich Pozdnyakov, teria viajado de Moscovo para Roma no propósito de se encontrar com o espião português, e não se sabe se será ou não e para onde extraditado.

O Director da nova-Pide, Adélio Neiva da Cruz, ainda não se demitiu do cargo, perante a escandalosa, sobretudo por ter sido tão económica, traição do seu agente em Roma. O caso está porém a provocar indignadas declarações dos deputados da direita, com relevo para o ex-juiz Fernando Negrão.

Não seria de admirar que os serviços da nova-Pide portuguesa tenham sido mobilizados pela União Europeia e pela CIA como capacho para montar uma conspiraçãozeca contra Putin, que lhes está a dar, a eles e à Nato, água pela barba na Ucrânia e na Síria.

Saber-se-á o que realmente aconteceu, mais cedo ou mais tarde. Não se percebe é porque o governo português não exigiu à Itália a extradição do espião russo para Portugal…

05.06.2016

Arnaldo Matos

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Uma vez mais:

O que é o Luta Popular Online?

Agora que os comunistas portugueses estão a obter importantes sucessos na sua luta contra os liquidacionistas, com vista à refundação de um partido marxista revolucionário proletário, aumentou a colaboração dos militantes e simpatizantes do Partido para o Luta Popular Online.

Isso obriga-me a vir aqui uma vez mais explicar aos nossos leitores o que é o Luta Popular Online e qual é o tipo de colaboração que deles esperamos e desde já lhes agradecemos.

O Luta Popular Online é o jornal político de âmbito nacional do Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses (PCTP/MRPP). Por enquanto, sai em suporte digital, mas a intenção do Comité Central do Partido é a de editá-lo em suporte de papel, assim que se acharem reunidas as condições políticas, económicas, técnicas e organizativas para tanto.

(...)

04.05.2016

Arnaldo Matos

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Depois Dos Incêndios As Minas A Céu Aberto!...

Que País É Este?

São passados dois anos sobre os primeiros incêndios do trágico ano de 2017; com mais de uma centena de mortos, milhares de hectares de área ardida e centenas de casas destruídas! E, para o mesmo governo de incompetentes e assassinos, sem um pingo de vergonha nas fuças, hoje tudo está muito melhor…1r

Com efeito!...

As panças e as contas bancárias dos administradores dos Fundos de socorro às vítimas dos incêndios, desviados do destino, estão mais anafadas;

Os negócios, entre o Estado defensor e bom administrador dos interesses da classe dominante, tendo decorrido até agora sem sobressaltos, graças à prestimosa colaboração dos partidos oportunistas PCP, BE, Verdes, muletas do actual governo, vão de vento-em-popa;

2lAtente-se nos milhões de Euros pagos pelo Estado às operadoras de telecomunicações Altice e Motorola em nome da nacionalização do SIRESP, que outra coisa não é senão mais uma negociata em favor dos interesses estratégicos das empresas que comandam o sector das telecomunicações;

Também os terrenos atingidos pelos incêndios, graças à política de desertificação do país posta em prática, ficaram à mercê do saque…, sendo mais facilmente alvo de prospeção e futura exploração pelas empresas mineiras agora na corrida ao lítio…

E, são várias as situações que levam as populações a interrogar-se sobre as estranhas coincidências que envolvem os incêndios de 2017, por exemplo na serra da Argemela no concelho da Covilhã, e em Oliveira do Hospital, entre outros lugares, onde as zonas de pedidos de prospeção efectuados pelas empresas ligadas à mineração coincidem com as áreas ardidas!...

Como nos seus tuítes que aqui republicamos, a propósito dos incêndios de 2017, perguntava o clarividente e incansável combatente, Camarada Arnaldo Matos: Que País é este?

19JUN19

                                                                                             Viriato

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TUÍTES SOBRE OS INCÊNDIOS

DE PEDRÓGÃO GRANDE 


16/06/2017

1lMais 27 mortos! Assassinos! Assassinos! Governo de assassinos! António Costa dirige um governo de assassinos!

Mais 27 mortos! O País não pode suportar mais este governo de incompetentes e assassinos, que não cuida da vida dos portugueses.

O governo de António Costa é responsável pela morte de 92 portugueses em quatro meses de incêndios, desde o incêndio de Pedrógão.

O presidente da República deve demitir imediatamente o governo de Costa, um governo de autênticos assassinos por negligência grosseira.

O governo de António Costa não consegue preservar a vida das populações portuguesas a seu cargo.2l

Fora com o governo de António Costa! Costa é o ministro responsável pelo ineficaz sistema contra incêndios florestais em vigor.

Rua com o governo de António Costa! Como primeiro-ministro, Costa não dotou o País dos meios necessários para combater incêndios florestais.

3lMarcelo juntou-se aos assassinos do povo português: entrou em directo na SIC, não para demitir o governo, mas para pregar moral.

Entretanto em directo na SIC Marcelo veio dizer-nos que “ há o dever moral e cívico de fazer uma análise sobre o que se está a passar”.

Então porque não faz essa análise e não demite imediatamente o governo. Não há ninguém que pare esta tragédia? Quantos terão de morrer mais?

Subiu para 35 o número de mortos: É preciso parar imediatamente com esta tragédia. É preciso mudar de Governo!

18/10/2017

Finalmente demitiu-se Dona Constança! Já pode ir de férias descansada, com 110 mortos na consciência…

Marcelo piou tarde e mal! Porque apoiou Costa em Pedrógão? Porque não demitiu Costa agora? Porque passou a bola à Assembleia da República?

Um presidente palhaço: depois de fingir chorar os mais de 100 mortos, recomenda prioridade à floresta, se houver margem orçamental…

E se não houver margem orçamental? Os portugueses devem continuar a morrer?

4lE como não haverá margem orçamental? Só em 2016, o Estado concedeu a empresas capitalistas benefícios fiscais no montante de 2 481 217 770€.

Que palhaçada é esta? Marcelo fala com a bandeira da União Europeia em fundo? Porque não é exclusivamente com a bandeira portuguesa? 

17/02/2018 

A Vice-presidente (Dina Duarte) e a irmã do único bombeiro morto (Belmira Morgado) demitiram-se da Associação de Vítimas do Incêndio de Pedrógão Grande (AVIPG), apesar dos esforços do Presidente da República para impedir a demissão.

Os motivos da demissão resultam da verdadeira sabotagem a que o governo de António Costa, a Provedora de Justiça e a Câmara de Pedrógão Grande submeteram a Associação, tornando-a impotente para cumprir as suas funções de apoio às famílias das vítimas e às aldeias incendiadas.

Passaram-se já mais de seis meses e não se obteve ainda acordo sobre os montantes das indemnizações a pagar às famílias das vítimas, nem às aldeias destruídas, nem às casas, máquinas, culturas, gado e instrumentos de produção definitivamente perdidos.

5lUma vez cumprida a missão destrutiva dos incêndios florestais, desapareceram os responsáveis; e o governo e os municípios sacodem a água do capote e a responsabilidade pelos socorros às vítimas.

No abandono das vítimas, todos os governos são iguais! E os municípios também já avisaram, a partir da reunião de Coimbra, que não estão em condições de efectuar a limpeza das florestas até 31 de Maio,como prescreve a lei. Então, o que é que nos espera para o próximo ano?!...

24/03/2018 

O Primeiro-ministro, António Costa, em Loulé, Portalegre e Torres Vedras, e o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, na Portela do Homem, na Serra do Gerês, participam hoje em iniciativas de limpeza da Floresta, último dia do Prazo legal para o efeito.

Os gestos publicitários de António Costa e de Marcelo são politicamente obscenos, pois Costa e 6lMarcelo são os políticos responsáveis máximos pela morte de mais de cem cidadãos nos incêndios florestais de Pedrógão, Castanheira de Pêra, Figueiró dos Vinhos, Coimbra e Viseu.

Tenham vergonha na cara! Sobretudo quando estão irremediavelmente atrasadas as medidas de combate aos fogos florestais, desde a reforma da Protecção Civil, aos Bombeiros e uso de meios aéreos… 

18/06/2018

Pedrógão Grande, Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pêra, três municípios do distrito de Leiria, passaram, ontem, dia 17.06.2018, um ano sobre um pavoroso incêndio florestal que 7lprovocou 66 mortos, 253 feridos e 264 casas destruídas.

A tragédia incendiária consumiu 45979 hectares de floresta, 264 habitações, destruiu 63 empresas industriais, tudo no valor estimado de 600 milhões de euros, até agora ainda não remidos.


8lAté hoje não foram devidamente calculados os prejuízos morais e materiais causados por esta tragédia às suas vítimas e famílias.

Falharam todas as estruturas montadas para prevenir e combater os incêndios florestais no interior do País.

O governo e o primeiro-ministro António Costa, a quem cumpre o dever político de salvaguardar as vidas dos cidadãos de todas estas mais que previsíveis catástrofes, são os verdadeiros responsáveis pela tragédia ocorrida e por todas as suas consequências.

9lAs entidades governamentais não pagaram ainda as indemnizações devidas. Não é com missas nem com afectos prodigalizados em selfies e abraços que se resolvem os problemas criados. É preciso condenar nos tribunais os governos e os ministros responsáveis por esta calamidade, pelos prejuízos causados pela incúria dos responsáveis.

Não se esqueçam que António Costa abandonou as populações das zonas da tragédia e até se ausentou na ocasião do País. Uma conduta intolerável e obscena.10r

E nada garante que tenham sido tomadas as medidas necessárias para prevenir, evitar e combater nova tragédia no futuro.

O governo deve pagar às vítimas todos os prejuízos morais e materiais. E deve restaurar casas, empresas, a agricultura e a agro-pecuária destruídas. 

28/08/2018

Que País é este? Como é possível que haja fraude na reconstrução de casas afectadas pelo incêndio de Pedrógão Grande? E como é que o Ministério Público (e a Procuradora-Geral) levam uma eternidade para descobrir as fraudes e acusar os ladrões? E Valdemar Alves, nada tem a dizer? 

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O LÍTIO

E A GULA INSACIÁVEL

DOS PREDADORES DO PLANETA 

Numa civilização imparável, onde o consumismo se fez sinónimo de bem-estar, e as novas descobertas se impõem a um ritmo verdadeiramente alucinante…, eis como a busca incessante de soluções energéticas capazes de alimentar novas indústrias emergentes, colocam o nosso país no centro do furacão lítio…

O assunto não é novo, mas como sempre, os nossos governantes, como bons administradores dos negócios comuns de 1toda a classe dominante que são, preferem ocultar do povo todas as negociatas entre si…, mesmo que isso ponha em risco a vida de populações inteiras, possa destruir o meio-ambiente em largas extensões de território e contribua para a degradação da vida no nosso Planeta! 

Desde que o uso da máquina, com a força de trabalho dos homens, tornou possível arrancar das entranhas da terra toda a matéria útil ao homem para fazer evoluir as suas sociedades, diversas têm sido as matérias fósseis extraídas das profundezas do Planeta que, assim esvaziado, fica sujeito às mais diversas alterações… e vai definhando, pouco a pouco, pondo em risco a própria vida na Terra! 

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Uma União Europeia em estado comatoso! 

Durante a campanha eleitoral para o Parlamento Europeu defendemos a saída de Portugal da União Europeia e do euro. Explicámos as razões porque defendíamos esta posição e apontámos as soluções comunistas e operárias que deveriam ser adoptadas.

Afirmámos com determinação que o desmantelamento da União Europeia e do euro eram inevitáveis e que a sua desagregação ocorreria, independentemente da acção do PCTP/MRPP ou do advento de qualquer ruptura revolucionária.

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RI 14 Viseu – na Frente...

Dos Balcãs ao Afeganistão

As Forças Armadas de um Estado Lacaio do Imperialismo! 

Na sua Edição de 17 de Maio, num texto da jornalista Irene Ferreira, o Jornal do Centro dá conta do empenhamento do Regimento de Infantaria 14 de Viseu, no envio de mais uma força de militares portugueses para o Afeganistão onde, desde 2001, após a invasão liderada pelos Estados Unidos da América, a ocupação militar ocidental tem semeado aforcas armadas morte - a bem, claro está, do saque e do domínio estratégico disputados internacionalmente pelas superpotências imperialistas, naquela zona do globo.

Num total de 154 operacionais, do Regimento de Infantaria de Viseu, no passado mês de Maio, partiram 53 militares, juntamente com 66 oriundos do Regimento de Cavalaria nº 6 de Braga, mais 33 do Regimento de Infantaria nº 13 de Vila Real e 2 militares de outras unidades.

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Operação Teia – as consequências do nepotismo em política!

A definição de nepotismo, segundo todos os dicionários consultados, é a de que se trata de favoritismo excessivo dado a parentes ou amigos por pessoa bem colocada, ou seja, de afilhadismo, amiguismo ou favoritismo. 

Existem dicionários que vão mais longe na caracterização do comportamento, referindo que, do ponto de vista histórico, o nepotismo era um procedimento levado a cabo por alguns Papas, consistente na atribuição de posições de relevo na hierarquia eclesiástica a elementos da própria família. 

Em Portugal, o conhecido Papa António Costa é bem o exemplo do que é uma rede nepótica. Famílias inteiras integram cargos de ministros, secretários de estado, direcções-gerais, cargos públicos de topo e intermédio. Fazem-no às claras e como se não houvesse amanhã. 

nepotismoDo latim nepõte, que significa sobrinho, palavra à qual se acrescentou ismo,o que deu forma à nova palavra, nepot-ismo, é bem o sinónimo de compadrio, favoritismo, preferência, jogos de influência, a que o PS, sempre que se alcandora no poder – com ou sem maioria – recorre e ganha, de largo, a todos os outros que com ele competem por esse poder. 

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Costa e Centeno, os guardiões de uma banca falida! 

Um relatório extraordinário do Banco de Portugal – não por acaso a surgir a público agora, que se encerraram as urnas das eleições para o Parlamento Europeu e se limpam as urnas para as próximas eleições legislativas -, refere que foram injectados na banca, nos últimos 12 anos, a exorbitante quantia de 23,8 mil milhões de euros de fundos públicos, estando por recuperar cerca de 80%. 

Sempre denunciámos que, mercê de uma política de casino, assente numa criminosa especulação financeira, em contexto de moeda única e do espartilho das “regras orçamentais” ditadas por Bruxelas, a banca – privada e pública – em Portugal, está falida. Como sempre afirmámos a nossa frontal oposição a que, com dinheiros públicos, se salvasse uma banca que, enquanto o eldorado especulativo durou, se entretinha a distribuir, generosamente, dividendos entre os seus accionistas abutres. 

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Quinta do Mocho

O Direito à Habitação dos Socialfascistas 

Enquanto os socialfascistas Bernardino, Jerónimo, e o cabeça de lista às eleições europeias 2019, João Ferreira, andavam em Moscavide, a quintadomochoescassos 3000 metros do Bairro encalacrado entre os luxuosos Terraços da Ponte (antiga Quinta do Mocho), e a nova Quinta do Mocho autêntico gueto criado pelos socialfascistas do P"C"P, onde, ontem, dia 19 de Maio, deflagrou, ao fim da tarde, um tenebroso incêndio, deixando os nossos mais pobres sem tecto, ainda que rudimentar. Pelo menos 60 pessoas ficaram sem casa, para além de perderem os animais que guardavam em algumas barracas. Foi toda uma vida, ainda que pobre, que ficou reduzida a cinzas.

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PORTUGAL FORA DA NATO!
DISSOLUÇÃO IMEDIATA DA NATO!


Ocorreu no passado dia 4 de Abril o 70º aniversário da assinatura do Tratado do Atlântico Norte, que instituiu, no ano de 1949, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) ou, em inglês, a North Atlantic Treaty Organization (NATO).

Em Washington, na reunião do Conselho do Atlântico Norte, realizada naquele dia para assinalar o acontecimento e que foto 2 1juntou os ministros dos negócios estrangeiros dos restantes 28 países que integram actualmente a NATO (em 1949, os fundadores, entre os quais Portugal, foram 12), a administração norte-americana, através do seu secretário de estado Mike Pompeo, aproveitou para definir, perante os seus lacaios menores, o papel estratégico actual desta organização, no contexto da guerra inter-imperialista em preparação.

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O que se esconde por detrás da “revolução” anunciada para os “passes sociais”? 

Actualizado

Foi com grande pompa e circunstância que o governo de António Costa e 1suas muletas do PCP/BE/Verdes anunciou a “grande revolução nos transportes” urbanos, suburbanos e intermunicipais, que constitui a medida que decidiram implementar a partir do próximo dia 1 de Abril de 2019.

Alega o governo que este “novo” passe social visa, por um lado, “aliviar” a carga financeira que os transportes representam para os “agregados familiares” e, por outro, promover o “descongestionamento” do tráfego automóvel que se regista nos maiores centros urbanos, na perspectiva do Tratado que Portugal subscreveu sobre a redução de taxas de carbono (CO2).

Eleito como o dia das mentiras, não foi certamente aleatória a escolha do primeiro dia de Abril para o início da entrada em vigor das novas tarifas. A mentira foi sempre de perna curta e, no caso vertente, não será diferente.

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Falido: Novo Banco, antes de o ser...já era!

Um dos temas chave do debate quinzenal que ocorreu esta 5ª feira, dia 7 de Março, na Assembleia da República, prendeu-se com a decisão do governo Costa/Centeno em levar a cabo uma nova injecção de capital – 1,2 mil milhões de euros – no Novo Banco, a segunda no espaço de 2 anos.

Argumentaram Costa e Centeno que a primeira injecção – de 3,9 mil milhões de euros - foi efectuada 1ao abrigo do Fundo de Resolução , instituto previsto no Tratado da União Bancária, sendo que a segunda foi um empréstimo do estado, a juros praticados normalmente pelo mercado. Convém , aliás, relembrar que este Fundo de Resolução e este Tratado da União Bancária foram propostos pela deputada europeia, designada pelo PS, Elisa Ferreira – hoje vice-presidente do Banco de Portugal –, no Parlamento Europeu, precisamente no último dia do mandato da anterior legislatura europeia – para que não pudesse ser discutido ampla e democraticamente pelo povo português -, corria o ano de 2014.

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O MARXISMO COMO FAROL

RUMO À SOCIEDADE COMUNISTA! 

A Humanidade não veio à terra para ser transformada em esterco!... Os homens são fruto do movimento da matéria, e sugiram na terra para se reproduzir a si próprios; organizaram-se em sociedades; e, das relações de produção que estabeleceram entre si, nasceram as classes.

TESES DA URGEIRIÇA

Arnaldo Matos

1r


Na sua caminhada pelo Universo, ao longo dos séculos, o indomável espírito humano tem enfrentado os mais diversos perigos e catástrofes, tem domado as forças da Natureza e, com a sua inteligência os seres mais capazes têm dotado a Humanidade de instrumentos indispensáveis à construção do almejado paraíso na Terra, para todos!...

Porém, as mudanças sociais não ocorrem como, nem quando, alguns homens querem; elas processam-se obedecendo às leis do movimento materialista dialético, que regem todo o processo de desenvolvimento, incluindo o do próprio Universo.

Marx e Engels ensinaram que, “a história escrita de todas as sociedades que existiram até aos nossos dias é a história da luta de classes”. 

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A Luta dos Marxistas Portugueses

Pelo Partido Comunista do Proletariado

Resposta de Arnaldo Matos

Ao comentário de Carlos Correia

O camarada Carlos Correia é um antigo e muito empenhado militante do nosso Partido, que todavia se afastou da sua dedicada actividade de membro da redacção do jornal Luta Popular Online, por via de um desentendimento nunca esclarecido, aparentemente com a minha pessoa. É com muito agrado e verdadeiro afecto que o vejo regressar hoje ao órgão central do Partido com o seu muito interessante comentário ao meu artigo “A Derrota do Grupelho Liquidacionista Anti-partido”, saído anteontem no nosso – dele, meu e de todos os operários portugueses – Luta Popular Online. E lembro-me de vê-lo participar muito entusiasticamente, com intervenções e perguntas inteligentes, no colóquio sobre a Revolução de Outubro, realizado no Salão dos Bombeiros da Parede, no dia 11 de Fevereiro passado, onde fui o orador principal.

No seu comentário agora publicado, Carlos Correia começa por ironizar com a ideia da dedicação da vida ao partido, avançando que nunca pôde dedicar-lhe mais do que uma parte do dia… Ora, dedicar a vida ao Partido pode consistir nisso mesmo: dedicar todos os dias ao partido uma parte do nosso dia…

Convém que eu o esclareça que nunca defendi que os comunistas incorram no dever de dedicar a vida ao Partido, pois acho que os comunistas devem dedicar a vida à revolução proletária e ao comunismo e não exactamente ao Partido, pois poderá até acontecer que se encontrem frequentemente em minoria e, apesar disso, terem todavia razão, ainda que minoritários.

Mesmo no interior de um partido comunista operário há classes, pontos de vista de classe e luta de classes, o que torna muito discutível a questão de saber como se dedica – - ou não – a vida ao partido. É que a consciência política do proletariado revolucionário pode nem sempre residir ou ser dominante no partido comunista operário ou nas organizações assim chamadas.

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# Pedro Leite Pacheco - 08.04.2017
Camarada Arnaldo Matos
Agradeço muito o e-mail com a resposta ao comentário de Carlos Correia.
Escrevi esta tarde:
Não há retorno
Para cada instante
E na ficção
Reside antes e depois.
Tal como a moeda a palavra também perpassa pelas condições sociais de produção que modelam palavra e moeda.
Analisá-la(s) ou não a(s) analisar admite rectificação mas nunca retorno.
Bem-haja pela análise.
Obrigado,



O Debate de Ideias na Imprensa do Partido

 

Arnaldo Matos

Todos os militantes comunistas compreendem a enorme importância e o significativo alcance do debate de ideias políticas e teóricas no seio do Partido e da sua expressão na imprensa revolucionária dos operários.

Todos os meio destinados à propaganda e agitação escritas, nomeadamente o órgão central do Partido Luta Popular, na sua projecção na Web ou no seu suporte em papel, estão especialmente indicados para o debate teórico, ideológico e político nas nossas fileiras, com o intuito de reforçar em cada camarada e em todos os operários o nível da consciência dos militantes comunistas.

O debate de ideias na imprensa do Partido está assim aberto a todos os militantes comunistas, aos proletários e proletárias de uma maneira geral e é sempre visto como uma actividade intelectual enriquecedora.

Fica bem claro que o Luta Popular Online, actual órgão central do Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses (PCTP/MRPP), desde que o fundei há perto de sete anos, tem estado sempre aberto à participação dos operários comunistas, quer sejam ou não militantes inscritos e admitidos no Partido.

Nunca houve até hoje em Portugal nenhum órgão central de um partido comunista operário marxista onde fosse tão livre o debate de ideias na imprensa do Partido. E estamos dispostos a manter por todo o sempre esta linha de rumo revolucionária.

Aqui há uns tempos, nos fins de Janeiro, um provocadorzeco de merda, escrevinhando sob pseudónimo achincalhante, da canalha do Garcia, resolveu enviar para o Luta Popular Online um texto de analfabeto, pretendendo com ele lançar a discussão no Partido, através da sua impressão.

O debate de ideias admitido na imprensa de um partido operário comunista marxista-leninista é um debate responsável, para tratar das coisas sérias que preocupam a revolução e o proletariado em Portugal e no Mundo, e não para expelir diarreias mentais de grosseiros provocadores, escondidos sob pseudónimos ridículos, que a léguas cheiram a gatunos e reaccionários do tipo de Garcia e dos seus muchachos.

Estes provocadores têm pretendido fazer passar as suas reacionarices primárias como ideias e debates na nossa imprensa do Partido. Mas querem fazê-lo sem assumir a mínima responsabilidade pública pelas escriturezas que produzem. Não são como eu e outros publicistas comunistas – e como todos os que servem o proletariado revolucionário e lutam ao seu lado na revolução comunistas – pois esses não têm medo de assinar o que escrevem e esperam de peito aberto o ataque dos contrários.

Queremos um vasto e profundo debate de ideias, sério e proletário, mas nunca o cobarde ataque anónimo, que tem a chancela indisfarçável do Garcia, do Bolhão e de outros ignorantes do mesmo grupelho, liquidacionistas que tentaram liquidar sem êxito o nosso Partido.

O cobarde Garcia especializou-se durante muito tempo a atacar o director da TAP no Luta Popular Online, em vez de se preocupar em defender a permanência da nacionalização da empresa sob controlo dos seus próprios trabalhadores. Mas nunca assinou com o seu nome os seus textos, fazendo do pseudónimo a máscara da sua nojosa cobardia.

E fazia isso para não perder eventuais clientes do seu escritório de advogado falido. Enquanto isso, eu e outros defendíamos os pescadores, os operários das fábricas, a TAP, os funcionários públicos, atacando e denunciando sempre, com nosso próprio nome em riste, toda a canalha que é preciso denunciar, desde os presidentes da República aos chefes e ministros de governo, sem esquecer os almirantes e generais de todos ramos das forças armadas, denunciando-os e tratando-os como aquilo que verdadeiramente são: contra-revolucionários e canalhas.

E acumulámos um significativo número de processos-crime nos Tribunais.

No século XIX, Buffon escreveu que o estilo era o Homem. Acho que tinha e ainda hoje tem razão.

Os que pretendem dirigir a revolução, defender e servir o proletariado assumem-se e assinam as suas ideias, não se alapam como cobardes sem carácter.

09.03.2017

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Manifesto do Partido Comunista 

Notas de Estudo

XIX

Carta ao Camarada Arnaldo Matos

Caro camarada,

Serve este e-mail para lhe agradecer o seu nobre gesto e a sua grande amabilidade por nos ter enviado e oferecido o livro... desde já o nosso mais sincero obrigado. Já lemos grande parte deste, e deixe-me que lhe diga, que é um livro simplesmente inebriante.

Um bem-haja.
Cumprimentos,
Sónia e Ludovina
(Ilha Terceira, Açores)

__ * __

Resposta do Camarada Arnaldo Matos

“Caras Camaradas Sónia e Ludovina Gomes,

na Ilha Terceira dos Açores

Não seria preciso agradecerem-me o livro que, com muito prazer meu, vos ofereci a semana passada. Se tiverem dificuldade em compreender alguma coisa, façam o favor de mo dizerem, que eu, dentro do possível, tentarei esclarecer-vos.

O Manifesto do Partido Comunista, publicado em Fevereiro de 1848, foi escrito por Carlos Marx e Frederico Engels, dois teóricos alemães da classe operária que fundaram o marxismo e o comunismo científico. O livro explica que desde o aparecimento do Homem na Terra, há cerca de um milhão de anos, as sociedades humanas se organizaram à volta do homem, entendido este como o ser que trabalha e se produz a si mesmo, dominando a natureza com os instrumentos que ele próprio fabrica para o efeito. As relações do homem com a natureza através dos instrumentos que ele próprio fabrica constituem a base material das sociedades humanas, ou seja, o materialismo histórico.

No princípio, muito antes da invenção da escrita, os homens começaram por constituir uma sociedade sem classes, a comunidade rural primitiva. O excedente da produção não consumido imediatamente nessa sociedade foi sendo apropriado pelos que mais produziam ou melhores instrumentos de trabalho possuíam, criando-se assim relações de produção que deram origem à família monogâmica, à propriedade privada, ao Estado e à guerra.

Surgiram assim as classes e as lutas de classes, com exploradores e explorados, opressores e oprimidos, das quais muitas foram entretanto minuciosamente estudadas: a sociedade esclavagista (dos escravos) primitiva, a sociedade antiga grega e romana, a sociedade feudal e a actual sociedade capitalista.

A sociedade capitalista é constituída cada vez mais por duas únicas classes antagónicas: a burguesia capitalista moderna e o proletariado revolucionário moderno, em luta contínua.

Esta sociedade desenvolver-se-á cada vez mais, e há-de chegar a um ponto tal, no seu desenvolvimento, que poderá alimentar, instruir e educar toda a gente, tornando desnecessária a existência de uma classe a explorar e oprimir a classe dos que trabalham e tudo produzem. O proletariado revolucionário, dirigindo todas as massas trabalhadoras exploradas e oprimidas, derrubará então a burguesia capitalista e instaurará, pela força, a ditadura do proletariado e o comunismo.

Chegar-se-á a uma sociedade comunista, sem classes, e também sem exploração e opressão do homem pelo homem, sem Estado, sem polícia, sem exército e sem guerras. Cada homem e cada mulher trabalharão segundo as suas possibilidades e consumirão segundo as suas necessidades. A esta distância, não é possível saber se haverá, depois da sociedade comunista, uma outra sociedade e de que tipo.

Procurei resumir o livro que vos ofereci. Vejam se o meu resumo – que é apenas um roteiro para a leitura – vos parece correcto, mas só depois de lerem o livro, que não é um livro de fácil leitura. É, no entanto, um dos mais notáveis livros escritos até hoje.

Com amizade,

      15.04.2016

 


Os Marxistas-Leninistas-Maoistas

da França e da Bélgica

E os Ataques dos Jiadistas Franceses

e Belgas a Paris


De Arnaldo Matos

Para o Camarada Lúcio

Quatro dias depois dos ataques dos jiadistas franceses a Paris, o Partido Comunista de França (marxista-leninista-maoista) e o Centro Marxista-Leninista-Maoista da Bélgica publicaram uma Declaração Conjunta sobre aqueles acontecimentos, declaração que não pode deixar de merecer dos comunistas portugueses o mais vivo e profundo repúdio.

Voltamos a este assunto por duas ordens de razões: primeira, porque a declaração conjunta de 17 de Novembro de 2015 dos marxistas-leninistas-maoistas franceses e belgas os coloca totalmente fora do movimento operário comunista internacional e faz deles um bando de lacaios do imperialismo, em particular do imperialismo americano e francês; e, depois, porque Paris é a segunda maior cidade portuguesa, digamos assim, considerando a vasta emigração de trabalhadores portugueses desde os anos sessenta do século passado e as três gerações de luso-descendentes com dupla nacionalidade, existentes actualmente em França. Os ataques dos jiadistas franceses a Paris na sexta-feira, 13 de Novembro de 2015, acabaram por matar três emigrantes portugueses, e colocaram alguns antigos comunistas marxistas-leninistas da emigração lusa do lado do imperialismo francês e da sua política terrorista em África e no Oriente Médio.

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COMENTÁRIOS 

 # Quibian Gaytan 20-05-2016 06:34

Saludos comunistas,
Tengo a bien informarles que, en entrada del blog Luminoso Futuro del 20 de febrero de 2016, hemos publicado bajo el rubro Partido Comunista de los Trabajadores Portugueses: MENSAJE DEL CAMARADA ARNALDO MATOS AL CAMARADA LÚCIO su desenmascaramie nto de los reclamados Marxistas-Leninistas-Maoístas franceses y belgas. De seguido el enlace: https://drive.google.com/file/d/0Bwo68T7ecF55NzhsRTRCaU9jYkk/view?usp=sharing

 


A Terceira Mentira

No programa de governo que apresentou na Assembleia da República no passado dia 27 de Novembro e que está presentemente em vigor, António Costa comprometeu-se a regressar à semana das 35 horas para os funcionários públicos.

Essa promessa manteve-se no acordo de incidência parlamentar celebrado entre o partido dito socialista por um lado, e o partido dito comunista, o bloco dito de esquerda e o partido dito ecológico, por outro.

O diploma do regresso às 35 horas de trabalho semanal para a função pública foi aprovado na generalidade no dia 15 de Janeiro último.

Na véspera – dia 14.01.2016 – escrevi neste jornal um artigo intitulado A semana das 35 horas, no qual chamava a tenção dos meus dilectos leitores para a realidade:essa semana de 35 horas, pela mão de António Costa, nunca mais voltaria. E disse, nomeadamente: “Com efeito, proclamar que está disposto a voltar das 40 horas semanais de Passos Coelho às 35 horas semanais anterioressem custos para a administração pública é o mesmo que pretender obter a quadratura do círculo.

05.02.2016

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 A Segunda Mentira

E as mentiras continuam...

No programa político de governo do PS aprovado no parlamento e nos acordos celebrados com as suas muletas PCP, BE e PEV, constava expressa e inequivocamente a seguinte promessa, que já vinha aliás do tempo do PS de Seguro: redução do IVA da restauração para os 13%.

Pois bem, menos de dois meses depois da promessa, Costa decidiu agora, no orçamento para 2016, aplicar essa medida apenas à alimentação, excluindo dos produtos fornecidos pela restauração precisamente as bebidas mais caras e os sumos normalmente consumidos pelas crianças.

Mais uma mentira, a que outras se seguirão...

Sobre o assunto, cabe referir que, sem prejuízo desta redução do IVA se tratar de uma medida dirigida à classe média, ela teve contudo alegadamente como fundamento o combate ao desemprego neste sector.

Ora, se é esse o seu objectivo, deveria então a concessão desse benefício ficar dependente da prova pelos patrões de que contrataram mais trabalhadores, aspecto com que as muletas ditas de esquerda pouco se incomodam.

                                                                                                                                            Paulo

 


Apoiemos a Justa Luta dos Taxistas Portugueses!

Convocada pela Associação Nacional dos Transportes Rodoviários em Automóveis Ligeiros (ANTRAL) e pela Federação Portuguesa de Táxis (FPT), começou hoje, sexta-feira, dia 29 de Abril, às 08H00, no Campo da Justiça, em Lisboa, a manifestação com marcha lenta dos taxistas portugueses contra a multinacional norte-americana Uber, com sede na Califórnia, e contra a inacção, a incompetência e a inépcia do governo de António Costa e sobretudo do seu reaccionário ministro do ambiente, João Pedro Matos Fernandes, que tutela o sector dos transportes por táxi e se tem revelado totalmente incapaz de resolver os problemas criados por aquela multinacional.

A manifestação dos taxistas foi também marcada para o Porto, com saída do Castelo do Queijo, e para Faro, com saída do Estádio do Algarve.

Segundo estimativas dos organizadores da grande jornada de luta – a ANTRAL e a FPT –, em Lisboa desfilaram quatro mil táxis, no Porto dois mil e em Faro quinhentos, envolvendo directamente mais de dez mil trabalhadores e pequenos proprietários de táxis em todo o país.

O que é que está em causa?

(...)

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Ó Minha Pátria Amada, Onde Nós Chegámos!...

Arnaldo Matos

O grito patriótico desesperado é do Pacheco Pereira, a encimar o texto das suas duas páginas semanais na revista Sábado, do grupo Cofina.

Saído da garganta do descendente de um dos assassinos de Inês de Castro, creio que ninguém poderá pôr em dúvida nem a seriedade do seu patriotismo nem as lágrimas do seu desespero.

O ponto aonde nós chegámos – Ó pátria amada! – é aquele em que estamos hoje: sem independência, sem soberania e sem liberdade, sem que a Europa alemã nos respeite sequer o direito de elaborar e aprovar o nosso orçamento de Estado, a possibilidade de aumentar meio por cento, uma unha negra, no nosso défice, ou seja, a mera intenção de reduzir 0,5% no plano ditatorial de Schäuble ou de Merkl para a nossa austeridade.

Mas pior que tudo isso – Ó pátria amada! – é que chegámos ao dia em que à direita não sobra um único patriota, pois toda a elite dirigente se vendeu à Alemanha em troco de chorudos pratos de lentilhas, e os patriotas já só se lobrigam à esquerda.

Um homem como Pacheco Pereira deveria sentir-se avisado, desde os tempos em que frequentou a esquerda marxista-leninista, de que a União Europeia – os Estados Unidos da Europa, como Lenine dizia – ou seria impossível ou reaccionária. Agora já vê que a Europa alemã é ultra-reaccionária e que as elites dirigentes portuguesas traíram o país e venderam-no.

04.02.2016

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NAUFRÁGIO DO OLÍVIA RIBAU
chefe do estado-maior da armada apresenta queixa crime contra o camarada arnaldo matos

UM ALMIRANTE COBARDE

Logo após o naufrágio do arrastão Olívia Ribau, ocorrido em 6 de Outubro de 2015 no porto da Figueira da Foz, o Luta Popular Online publicou sucessivamente, ao longo de um mês, seis artigos da autoria do camarada Arnaldo Matos sobre aquele trágico naufrágio, em que morreram cinco pescadores por criminosa falta de socorro.

Nesses artigos, o camarada Arnaldo Matos descreveu de forma clara, rigorosa e fundamentada, de alguém que revela conhecer profundamente o mar, a pesca e os pescadores, as condições em que se deu o naufrágio e a actuação das diversas entidades, e, em consequência disso, foi o único a denunciar, apontar e acusar os verdadeiros responsáveis pelas mortes dos pescadores: o então ministro da defesa do governo de traição nacional Aguiar Branco, o Chefe de Estado-Maior da Armada, Almirante Fragoso, e os titulares da Autoridade Marítima Nacional na capitania do porto da Figueira da Foz.

Num desses artigos, depois de demonstrar de forma incontornável a responsabilidade da Marinha e do seu chefe de estado-maior, não apenas pelo não encerramento da barra naquele dia, como pela falta de socorro que causaram a morte dos pescadores à porta de casa, o camarada Arnaldo Matos desafiou o actual Chefe de Estado-Maior da Armada, Almirante Luís Manuel Fourneaux Macieira Fragoso, a mostrar ter o gabarito moral do almirante Melo Gomes, patenteado por ocasião do naufrágio da motora Luz do Sameiro, e peça desculpas ao país pela incúria de que foram vítimas os cinco pescadores mortos no naufrágio do arrastão Olívia Ribau e a declarar-se pronto a que a Autoridade Marítima Nacional pague às famílias dos pescadores mortos por abandono as indemnizações que lhes são devidas.

Ora, em lugar de o fazer, mostrando ter perfil e carácter para o posto que detém, o Almirante Fragoso foi ao ministério público apresentar uma queixa-crime contra o camarada Arnaldo Matos e contra o director do jornal, por difamação ao queixoso e ofensa à Marinha (!!). A Marinha rir-se-á deste Almirante sem norte.

E o ministério público, que ainda não mexeu uma palha para acusar os responsáveis pelas mortes dos cinco pescadores, correu logo a dar seguimento à queixa de um almirante cobarde, deduzindo acusação contra o camarada Arnaldo Matos e o director do Luta Popular.

Para além de estarmos perante um almirante que, à boa maneira dos fascistas, se dá mal com a liberdade de expressão e de opinião, o certo é que, passados mais de seis meses sobre o naufrágio, o mesmo almirante, a marinha e a Autoridade Marítima Nacional estiveram-se nas tintas para a situação para que foram atiradas as famílias dos pescadores mortos por falta de socorro, e só se preocuparam em pedir a prisão de quem justamente denunciou a sua conduta criminosa.

Mas esta cobardia moral decorre da atitude inadmissível e repugnante que o Almirante queixoso assumira já no comunicado provocatório da Autoridade Marítima Nacional publicado três dias depois do naufrágio, em que – tal como foi desmascarado no Luta Popular Online - sem a mínima averiguação, acusava miseravelmente os pescadores mortos de serem os responsáveis pelas suas próprias mortes, por não envergarem os coletes (que não tinham que envergar) por não pearem o material (acusação absolutamente falsa) e por operarem temerariamente (falsidade absoluta, pois aguardaram mais de meia hora para entrar a barra e a barra estava aberta).

Apesar de se ter mostrado mais do que evidente – ainda mais do que sucedera com as mortes no naufrágio da motoraLuz do Sameiro,frente a Pataias, em que o chefe de estado-maior da Armada, almirante Melo Gomes, veio assumir a responsabilidade da Marinha pela falta criminosa de socorro – que a morte dos cinco pescadores da Olívia Ribau se deveu à negligência, abandono e incúria grosseira da Marinha e da Autoridade Marítima Nacional, o chefe de estado-maior da Armada almirante Fragoso não só não teve a hombridade de aceitar a responsabilidade da Marinha – desprestigiando deste modo este ramo das forças armadas -, como tenta cobardemente e em vão silenciar quem se colocou do lado dos pescadores mortos e das suas famílias e denunciou os responsáveis pelas mortes, não respondendo – porque sabe não poder fazê-lo – às justas acusações que lhe foram feitas no Luta Popular Online.

Acusações e denúncias que foram, aliás, logo feitas três dias depois do naufrágio no artigo do camarada Arnaldo Matoscom o títuloNaufrágio do Arrastão Olívia Ribau - Cinco Pescadores Mortos à Porta de Casa, por Criminosa Falta de Socorro… : “apesar das desculpas e autocríticas do antigo chefe de estado-maior da Armada, a Marinha voltou a cometer o segundo crime de abandono de náufragos, não prestando nenhum socorro aos sete pescadores do arrastão Olívia Ribau, com a matrícula A-3288-C da praça de Aveiro, que naufragou à entrada da barra da Figueira da Foz, pelas 19H10, de terça-feira, 6 de Outubro”.

Importa ainda referir que esta reacção cobarde e fascista do Almirante Fragoso de tentar silenciar o camarada Arnaldo Matos e o Luta Popular Online é ainda uma manifestação de desespero perante o enorme apoio que as denúncias dos artigos em causa obtiveram junto dos pescadores e suas famílias de Gala, Costa de Lavos, Leirosa, Buarcos, como também de Caxinas, elas próprias vítimas frequentes em naufrágios por falta de socorro mas, simultaneamente, alvo da sanha persecutória da polícia marítima.

Desiluda-se senhor almirante sem perfil! Não só não conseguirá calar nem intimidar o camarada Arnaldo Matos e o Luta Popular, como terá sempre contra si as famílias dos pescadores do Olívia Ribau, por cuja morte o chefe de estado-maior da armada foi um dos responsáveis, e de todos os pescadores que, para sobreviver, se vêem obrigados a enfrentar o mar e arriscar a vida nestas condições.

23.04.2016

Carlos Paisana

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A Primeira Mentira

No editorial que o leitor ainda poderá ler nesta página, publicado na passada sexta-feira, dia 4 de Dezembro, com o título A Classe Operária e o Novo Governo, eu escrevi e garanti-vos, sob a forma de pergunta e resposta, o seguinte:

  A sobretaxa do IRS vai ser eliminada?
Resposta : Não; nos próximos quatro anos, não totalmente!
 

Ora, o programa político do PS, apresentado na Assembleia da República no dia 27 de Novembro e aprovado no dia 3 de Dezembro, estipulava a redução da sobretaxa de IRS para 1,75% em 2016, e a eliminação em 2017.

As muletas do PS – o partido dito comunista e o bloco dito de esquerda – exigiam a eliminação imediata da sobretaxa na sua totalidade, já no orçamento de 2016.

No meu editorial, garanti aos leitores do Luta Popular que a sobretaxa do IRS não seria eliminada, e que não seria totalmente eliminada nem sequer nos próximos quatro anos.

Não foi preciso esperar muito tempo para se ficar a saber que António Costa é um aldrabão mentiroso, igual a Passos Coelho e a Paulo Portas. Com efeito, numa entrevista que concedeu ao jornal de Belmiro de Azevedo no passado domingo, apenas três dias depois de o seu programa de governo ter passado no parlamento, Costa torna clara a mentira:

Nós, infelizmente, não temos condições financeiras para eliminar integralmente a sobretaxa

Agora esperem um pouco para ver como vão as muletas engolir a primeira mentira.

Eu não vos tinha dito que isto é tudo um putedo?!

Arnaldo Matos


 

_ O MACIÇO CENTRAL É VERMELHO!

O Comité Regional do Maciço Central, defendendo intransigentemente a linha vermelha do Partido Comunista Operário, saúda o esforço vigoroso com que o camarada Arnaldo Matos ergue, nas suas próprias mãos, a tocha ardente da Revolução!... E, àqueles que preconizando uma segunda via para a edificação do Partido, respondemos com as palavras de Lenine (in Que Fazer? de 1901/1902):

- «Pequeno grupo compacto, seguimos por uma via escarpada e difícil, segurando-nos fortemente pelas mãos. Estamos rodeados de inimigos por todos os lados e temos de andar quase constantemente debaixo do seu fogo. Unimo-nos em virtude de uma decisão livremente tomada, precisamente para lutar contra os inimigos e não cair no pântano vizinho, cujos habitantes, desde o início, nos censuram por termos escolhido o caminho da luta e não o da reconciliação. E eis que alguns dos nossos gritam: «Vamos para o pântano!» E quando procuramos envergonhá-los replicam: «Como sois pessoas atrasadas! Não tendes vergonha de nos negar a liberdade de vos convidar para um caminho melhor?» Oh! Sim, senhores, sois livres não só para nos convidar, mas também para ir para onde melhor vos parecer, até para o pântano; até pensamos que o vosso verdadeiro lugar é mesmo o pântano e estamos prontos, na medida das nossas forças, a ajudar-vos a transportar para lá as vossas casas. Mas então largai-nos a mão, não vos agarreis a nós e não mancheis a grande palavra liberdade, porque nós somos «livres» para ir para onde melhor nos parecer, livres para combater tanto o pântano como aqueles que para lá se dirigem!»

 Morte aos traidores!

 Viva o Partido Comunista Operário!

 

O Comité Regional do Maciço Central

 


 

De Como os Liquidacionistas Sabotaram

o Jornal Político do Partido

 Espártaco

 Disputadas num clima de bancarrota financeira e de intervenção da Tróica na vida política interna portuguesa, as eleições legislativas de 5 de Junho de 2011 saldaram-se por uma clamorosa derrota do partido socialista, então sob a direcção de José Sócrates, e das forças democráticas em geral, e por uma vitória esmagadora da coligação da direita com a extrema direita, que levou ao poder o governo de traição nacional Coelho/Portas e a respectiva política de austeridade terrorista.

 Para o comité central do nosso Partido, o PCTP/MRPP tinha obtido uma importante vitória eleitoral, apesar de não ter alcançado nenhum dos seus objectivos políticos, nomeadamente parlamentares… A direcção bicéfala de Conceição Franco e Garcia Pereira, que presidia aos destinos do Partido, não tinha a mínima ideia da política contra-revolucionária que iria desabar sobre a classe operária e o povo trabalhador português depois daquelas eleições, e mostrou-se totalmente incapaz e incompetente para orientar o Partido e enfrentar o inimigo.

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Comunicado nº 5

 O Comité Central do Partido reunido hoje em Lisboa cooptou o camarada Bento, secretário do Comité Regional do Maciço Central, para membro do Comité Central e efectuou o balanço da luta entre as duas linhas, adoptando novas medidas para escorraçar o liquidacionismo do Partido.

A preparação do Congresso do Partido foi estudada em pormenor e adoptadas as medidas necessárias para cumprir as respectivas tarefas.

Todas as decisões foram tomadas por unanimidade.

 Lisboa, 30 de janeiro de 2016

 Bento

 


 

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O CASO BANIF 

 Um Parlamento de Gatas 
E Um Governo a Quatro Patas

 Arnaldo Matos

Verdade seja dita: a situação de falência total e criminosa em que se encontrava o Banco Internacional do Funchal (Banif) no dia em que o XXI governo constitucional tomou posse, a 26 de Novembro último, é da responsabilidade exclusiva de um grupo de reaccionários, incompetentes e traidores, há muito conhecido e já amplamente denunciado: Pedro Passos Coelho e Paulo Portas, chefes do governo de traição nacional PSD/CDS, Carlos Costa, governador do Banco de Portugal, escolhido por Sócrates e reconduzido pelo governo que se lhe seguiu, Maria Luís Albuquerque, ex-ministra das finanças desse mesmo governo, e Aníbal Cavaco Silva, ainda presidente da República e que deu completa cobertura ao crime, como já para todos os efeitos a havia dado – falta saber em que grau, mas isso está toda a gente à espera de ver o ministério público cuidar do assunto com aquele zelo persecutório que dedicou à operação Marquês – no caso do Banco Português de Negócios (BPN), um banco de cavaquistas cuja falência fraudulenta, ainda não submetida a julgamento, custou ao povo português uma quantia superior a seis mil milhões de euros, e no caso do Banco Espirito Santo (BES) cujo prejuízo para o erário público ninguém se atreve por enquanto a calcular.
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Movimento Grevista

TRABALHADORES DA SOARES DA COSTA EM LUTA

Contra os despedimentos e os salários em atraso!

Os patrões da Soares da Costa, para além de terem salários por pagar (aos operários de Angola, são já três meses de salário em atraso), decidiram agora despedir de uma vez 500 operários, lançando outras tantas famílias na miséria.

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Actualidade

Mário Centeno:
Um Ignorante no Ministério das Finanças

 Arnaldo Matos

Em Dezembro passado, o primeiro-ministro António Costa e o ministro das finanças Mário Centeno vangloriaram-se, durante a discussão parlamentar do orçamento rectificativo para 2015 imposto pelas despesas públicas provenientes da aplicação do princípio de resolução bancária ao caso do Banif, de terem escolhido a melhor solução possível para o caso, garantindo que o aumento do défice orçamental e da dívida pública não impediriam a saída de Portugal do procedimento por défice excessivo…

Em 30 de Dezembro, logo no dia seguinte à prestação daquelas declarações incompetentes e conscientemente mentirosas de Costa e Centeno, desmascarei aqui neste mesmo jornal aqueles dois aldrabões, num artigo intitulado: O Caso Banif: Um Parlamento de Gatas e um Governo a Quatro Patas.

Opondo-me às aldrabices de Costa e Centeno, escrevi nomeadamente: “o povo trabalhador português acaba de ser roubado em 2,2 mil milhões de euros e o défice orçamental subiu para 4,5%, entrando no procedimento por défice excessivo, o que pode trazer de volta a Tróica e, em qualquer caso, trará sempre de volta a conhecida e odiada política do terrorismo austeritário.

Centeno esteve ontem em Bruxelas, em reunião com os ministros das finanças da zona euro, e, à saída da reunião, foi obrigado a confessar aos jornalistas o seguinte: “Infelizmente a situação que se pôs com o Banif e com a necessidade de intervenção no Banif colocam dificuldades na saída do país do procedimento por défice excessivo.”

Infelizmente, queixa-se o aldrabão do Centeno… Ora, desde 2013, as regras orçamentais da União Europeia deixaram muito claro que é preciso um défice orçamental abaixo de 3% para a saída de um país do PDE (procedimento por défice excessivo).

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MAIS CRIMES NAS URGÊNCIAS DOS HOSPITAIS PÚBLICOS

De que é que o Ministério Público Espera para Prender Paulo Macedo?

David Duarte, um jovem de 29 de anos de idade, foi mais uma vítima do ex-ministro da saúde do defunto governo de traição nacional Coelho/Portas, o criminoso e sinistro contabilista da Opus Dei Paulo Macedo.

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A Guerra do Patronato ao Aumento do Salário Mínimo

Arnaldo Matos

O salário mínimo nacional é uma conquista do movimento operário português logo nos primeiros dias posteriores ao 25 de Abril de 1974, e foi imposto através da primeira greve dos trabalhadores contra o patronato e o governo provisório, onde pontificava o traidor Barreirinhas Cunhal.

Foi o nosso Partido – então ainda com o nome MRPP – quem conduziu essa luta e impôs, contra o partido revisionista e social-fascista de Barreirinhas Cunhal e contra todo o patronato fascista a quantia de 3 300 escudos por mês.

A luta da classe operária e dos funcionários públicos e administrativos foi tão intensa que o salário mínimo nacional mensal de três mil e trezentos escudos acabou por ser legalizado por um decreto do governo Palma Carlos de 27 de Maio de 1974.

Se o montante daquele salário for convertido em euros com base no índice de preços no consumidor em 2014, o salário mínimo nacional deveria ser da quantia de 533,26 euros no dia 1 de Janeiro do ano passado.

Isto significa que os trabalhadores portugueses têm estado a ser roubados pelo patronato e pelos sucessivos governos durante quarenta e um anos, pois o salário mínimo nacional actual, no montante de 505 euros mensais, é inferior ao salário mínimo nacional, conquistado em 27 de Maio de 1974, em 28,26 euros por mês.

É uma boa maneira de medir o roubo salarial do patronato e do governo com relação aos operários e trabalhadores mais pobres. Como diria Guterres, façam as contas e verão a colossal fortuna roubada pelo patronato, ajudado pelos governos do arco do poder, aos operários e trabalhadores pobres, multiplicando aqueles 28,26 euros por 14 meses ao ano e por 40 anos.

Pois os bandidos dos patrões e seus representantes desencadearam, com o apoio escandaloso de toda a imprensa, uma guerra histérica contra a proposta do governo de António Costa para aumentar, em vinte e cinco euros por mês, o salário mínimo nacional.

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A Morte dum Camarada

 

 Arnaldo Matos

Em menos de um mês, morreram-nos dois camaradas, militantes do Partido, no Algarve: no dia 20 de Janeiro, o camarada Dâmaso, em Vila Real de Santo António, e no dia 15 de Fevereiro, o camarada Feijão, em Tavira.

O camarada Dâmaso foi operário da indústria conserveira e o camarada Feijão foi contra-mestre da marinha mercante, duas actividades económicas nacionais da máxima importância, liquidadas pelos governos de um energúmero que chegou a presidente da república e ainda de lá não saiu.

Os camaradas Dâmaso e Feijão foram militantes do Partido durante quarenta e um anos, desde o 25 de Abril de 1974 até morrerem, e qualquer deles se destacou como intrépido combatente e dirigente esclarecido do movimento comunista operário nos seus sectores de trabalho e de luta: o primeiro, nas greves das operárias e operários conserveiros, e o segundo nas lutas, incluindo greves nacionais duríssimas, dos trabalhadores e trabalhadoras da marinha de comércio.

Morreram ambos de doenças graves e prolongadas, o camarada Dâmaso sempre a trabalhar, até ao último momento, à frente de uma pequena empresa tecnologicamente inovadora no domínio das conservas, sobretudo do atum, empresa que ele próprio concebera e fundara, e o camarada Feijão, também sempre activo até ser internado no hospital onde nos deixou para sempre, em Portimão.

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        17.02.2016       


 

 


Sete, Cinco, Trinta e Cinco, Vinte  e Cinco!

Começou a Campanha Nacional da Semana das 35 Horas
E Começou no Distrito de Castelo Branco
 
 

35 Horas Semanais

Horas por Dia

Dias por Semana

Dias de Descanso Semanal (Sábado e Domingo)

25 Dias Úteis de Férias por Ano 

Começou no distrito de Castelo Branco a campanha nacional do Partido pela Semana das 35 Horas. E começou nos dias 22 e 23 de Fevereiro, antecipando a reunião do comité regional do maciço central do Partido, que se realizou na cidade de Castelo Branco, no sábado, 27 de Fevereiro.

Uma brigada do órgão central do Partido – O Luta Popular Online -, composta pelos camaradas Gabriela, Rogério, Simão, Paulo e Arsénio, este secretário do comité distrital de Castelo Branco e membro do comité regional do maciço central, percorreu todo o distrito durante dois dias, noite e dia, numa vasta e intensa acção de agitação e propaganda, divulgando a proclamação do Comité Central do PCTP/MRPP sobre a luta pela Semana das 35 Horas às operárias e aos operários das maiores fábricas do distrito, cada uma delas com mais de cem trabalhadores, e ainda junto dos 1 200 trabalhadores e trabalhadoras do serviço nacional de saúde local.

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